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Paulo de Tarso

O polêmico caso do soldado do BE vira Inquérito Policial Militar

Um ruidoso caso envolvendo um soldado do 12 BE Comb, de Alegrete, com supostas torturas durante possível exercício militar, vai se transformar em Inquérito Policial Militar.

Na terça-feira, o repórter Dariano Morais exibiu um audio da mãe, denunciando que o filho fora torturado dentro da unidade militar, e por isso, fugiu. Depois foram postados dois vídeos onde ela diz que o filho está sofrendo e não dizendo “coisa com coisa”.

Mais do que esta denúncia, o repórter ainda disse que ao saber do fato, a senhora Maria Luísa, que estava grávida, acabou tendo um parto prematuro e que o bebê está até agora numa encubadora. 

A denúncia ainda dava conta, a partir de audios anônimos, de que supostos oficiais do Batalhão estariam ameaçando de agredir o militar caso ele não retornasse à Alegrete. Em vídeo, ela confirma esta versão e diz que sabe o nome dos homens que fizeram ameaças.

 

O soldado Ximenez havia sumido há 10 dias e foi localizado ainda na terça-feira no Chuí, região do extremo Sul. A mãe disse em vídeo que ele tem acompanhamento de psicólogo e psiquiatra desde os 13 anos.

Dariano Morais, em suas postagens mostrou fotos das costas do soldado com hematomas. Também anunciou que levaria o caso à Procuradoria da República, ao alto comando do Exército e à Comissão de Direitos Humanos do Senado.

 

Nesta quarta-feira, o comandante Coronel Dalcin passou a maior parte do tempo em conferência com as altas instâncias do Exército Brasileiro e a tarde anunciou em nota às medidas a serem adotadas.

O militar escreveu que o soldado após participar de atividades na chamada Semana Verde não retornou ao quartel e passou a ser procurado.

Nesta quarta-feira ele estava em Cruz Alta sob a tutela do Exército. 

Confira a nota oficial

MINISTÉRIO DA DEFESA
EXÉRCITO BRASILEIRO
3ª DE – 6ª BDA INF BLD
12o BATALHÃO DE ENGENHARIA DECOMBATE BLINDADO
(12º B E Cmb – 1955)
“BATALHÃO MARECHAL ENÉAS GALVÃO”

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Considerando os pedidos de esclarecimentos sobre supostas irregularidades quanto à prática de tortura por militares do efetivo profissional do 12º BE Cmb Bld, o
Comando da Unidade informa o seguinte: a situação teve origem na ausência do Sd L.X, da 1ª Cia E Cmb Bld. O último dia que o militar cumpriu expediente neste Batalhão foi no dia 20 de abril do corrente ano, ciente que o Acampamento da Instrução Individual Básica começaria no início do dia 24 de abril (segunda-feira). Nesta data o militar não se apresentou ao quartel e, à partir do dia 25, começou a contagem do prazo para a sua possível deserção, que expira nesta quarta-feira, à meia-noite.

Na noite do dia 2 de maio, recebemos a informação de que estaria sendo
divulgada em, no mínimo, 3 (três) perfis jornalísticos do município de Alegrete, a
notícia de que o Soldado X, do Efetivo Variável 2023, teria sofrido agressões físicas dentro desta Unidade Militar, o que teria motivado seu desaparecimento.

A mãe do Soldado teria entrado em contato com alguns blogueiros do município, informando que o seu filho não havia retornado ao 12º BE Cmb Bld por medo de sofrer retaliações.

Nas notícias, foram colocadas fotos do corpo do militar com diversos hematomas, os quais teriam sido causados por agressões feitas ao militar, supostamente, dentro do quartel. Tal fato não foi esclarecido, até o momento, devido à ausência do militar.

Foi veiculado também que o Setor de Aprovisionamento do Batalhão estaria
infestado de ratos. Sobre isto, cabe esclarecer que o último procedimento de
dedetização/desratização foi feito no mês de março do corrente ano e, adicionalmente, está agendado um reforço desse procedimento para a semana que vem, tudo com o
objetivo de zelar pelos cuidados diários com a limpeza e a higiene do local.

Em consequência do exposto, o Comando do Batalhão irá instaurar um Inquérito
Policial Militar (IPM) para apurar o caso em tela.

Miguel Angelo Guterres Dalcin

CMDT do 12 BE Comb

 

 

Paulo de Tarso Pereira, atua na área desde o final da década de 1970. Alegretense, formado na UFSM, já trabalhou nas maiores empresas do Sul, como Correio do Povo, RBS, A Notícia e JSC, bem como foi coordenador do Canal Rural e editor na Record/SP. A retornar para Alegrete, na virada do ano 2000, fundou o jornal EQ, e hoje é o jornalista responsável por todas as plataformas, que inclui site, redes sociais e edição on line do EQ.

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Paulo de Tarso

Chimarrão, lareira e outras coisitas a mais: as armas do gaúcho contra o frio intenso

Quando o inverno mostra sua força e a geada pinta os campos de branco, o gaúcho já sabe o caminho. A chaleira vai ao fogo, a cuia passa de mão em mão e a lareira transforma a casa em abrigo.

O chimarrão aquece o corpo e aproxima as pessoas. A lenha estalando no fogo embala conversas, histórias e silêncios que só o inverno sabe explicar.

O poncho sai do armário, a boina volta à cabeça, o pala enfrenta o minuano e a comida ganha sabor de aconchego: carreteiro, feijão, sopa de capeletti, pinhão e um bom churrasco desafiam as baixas temperaturas.

No Rio Grande, o frio nunca foi apenas um fenômeno da natureza. É um convite para reforçar as tradições, reunir a família e lembrar que a verdadeira força do gaúcho está na capacidade de transformar o rigor do inverno em calor humano.

Porque, por aqui, o inverno pode até congelar a paisagem. Mas jamais esfria a alma de quem nasceu para enfrentar o minuano.

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Paulo de Tarso

PRF prende contrabandista com veículo carregado de agrotóxicos ilegais em Rosário do Sul

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Paulo de Tarso

O rolo dos camarotes. MP denuncia prefeito e mais quatro por improbidade em Alegrete

O Ministério Público do Rio Grande do Sul tornou pública, nesta semana, a conclusão da investigação sobre o uso irregular de recursos destinados ao Carnaval Fora de Época de 2023.

A Promotoria de Justiça Especializada ajuizou, em 17 de outubro de 2025, uma Ação de Responsabilização por Atos de Improbidade Administrativa contra cinco réus, incluindo o então prefeito, vice-prefeito, secretário de Educação e Cultura, além da Associação das Entidades Recreativas, Culturais e Carnavalescas de Alegrete (ASSERCAL) e seu presidente à época.

Segundo o inquérito civil nº 00711.000.031/2023, foram identificadas irregularidades na aplicação de R$ 512.672,96 em recursos públicos, repassados à ASSERCAL. O dinheiro foi usado principalmente na construção de camarotes de alvenaria, sem alvará de obra, sem fiscalização adequada e com contratação de mão de obra informal.

As estruturas apresentaram graves problemas e acabaram desabando, resultando em prejuízo milionário e indignação da comunidade.

Além do ressarcimento integral aos cofres municipais, o MP pede que cada réu pague multa civil no mesmo valor do repasse, revertida para projetos sociais.

Também foi solicitada indenização por dano moral coletivo de R$ 100 mil, em razão do impacto negativo à imagem da administração pública e à confiança da população.

No dia 22 de outubro de 2025, o Juízo da Vara Estadual de Improbidade Administrativa decretou a indisponibilidade dos bens dos acusados, garantindo que o patrimônio bloqueado possa assegurar o ressarcimento dos danos. A ação agora segue para a fase de citação dos réus, que deverão apresentar defesa.

A Promotoria de Justiça destacou que a divulgação só ocorreu após o cumprimento da ordem judicial de bloqueio de bens, encerrando a fase sigilosa do processo.

Em nota, reafirmou o compromisso com a defesa do patrimônio público e da moralidade administrativa, e informou que denúncias podem ser encaminhadas pelo telefone (55) 99677-5110 ou pelo e-mail [email protected].

 

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