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Artesanato toma conta do calçadão

Em cada objeto, a emoção e dedicação dos artistas.

Durante este final de semana, o centro de Alegrete está mais colorido e cheio de vida com a Feira do Artesanato.

Não há quem cruze pelo local e não se encante com as amostras, que revelam verdadeiras obras de arte.

O evento em comemoração ao Dia do Artesão vai até segunda-feira (19), no calçadão da cidade.

João Paulo Leães, coordenador da Casa do Artesão e da feira falou para o Canal Em Questão. Assista:

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Ciclone vai para o Mar e Frente Fria Avança

Amanhã (03), o vento ainda deve soprar forte no sul e parte do estado devido ao ciclone extratropical que se deslocará pelo mar. Mas gradativamente o vento deve ir diminuindo. O ar frio ingressa no estado com o avanço da frente fria que ainda deve deixar o tempo nublado com períodos de chuva. Gradativamente o tempo abre, sobretudo na sexta-feira quando a massa de ar frio já estará cobrindo o estado. A chuva deve voltar forte no fim de semana no leste e setor norte.

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Catadora de latinhas em Alegrete, Jenifer muda sua história e vira Lojista e youtuber na Capital

Jenifer Aline da Silva Batista, nascida em maio de 1992, filha mais nova da Senhora Ideltrudes da Silva Batista, carinhosamente conhecida como dona Teresa, por amigos e familiares, hoje mora em Porto Alegre, uma youtuber e comerciante que aos 9 anos junto com sua Mãe e Padrasto foram tentar uma vida melhor na Capital Gaúcha.
Nascida em Alegrete, Jenifer tem boa lembranças e orgulho do tempo em que morava no Bairro Nsa Senhora da Conceição, a ultima rua da vila, a ultima casa da rua, 16 pessoas na mesma casa, dividindo um comodo de 5 por 5 com apenas uma patente do lado de fora da casa.

 

“Minha mãe dona Teresa e meus irmãos Dionatan e jane também são naturais de Alegrete,vou começar por onde me lembro,morava-mos na rua nossa senhora da conceição aparecida lembro que nesta rua tinha um campinho de futebol e um lago, um valão, onde pra nos era uma praia né, eu e minha amiga até hoje a Bruna Tormes tomávamos banho lá e saímos cheia de chamichunga, sabe mas pra nos era a melhor parte, ai lembro que na nossa casa que era de madeira com um quarto sala e cozinha com o banheiro do lado de fora, era patente a época não tínhamos saneamento e água, no começo era de um poço que tínhamos no fundo do patio
ate eu quase cair e minha mãe mandar fechar…” conta Jenifer a nossa reportagem.

Dona Teresa, mãe de Jenifer, trabalhava para uma Família que tinha casa na capital, chegando algumas vezes ficar até 15 dias longe da família, quem cuidava da casa durante este tempo, era um irmão de 16 anos que ajudava também no sustento da Família, tempo depois, dona Teresa parou de trabalhar na capital e junto com a filha mais velha, viram como forma de sustento a reciclagem, Jenifer ajudava no cuidado dos sobrinhos, filho da irmã, logo, jenifer também começou a coletar recicláveis e pedir ajuda de porta em porta.
A vida da Família, já estava bastante difícil, foi quando o irmão de Jenifer que ajudava com o sustento da casa, foi brutalmente assassinado, e a família se separou, A irmã mais velha e o outro irmão, já casados e com filhos, foram tentar a vida em porto Alegre, ficando somente Dona Teresa, o Padrasto e Jenifer no Alegrete.

Em 2001. depois que seu irmão se estabilizou na Capital, ajudou a família a recomeçar novamente, convidando para que fossem embora para lá também, com apenas dois colchoes velhos, duas caixas de panelas e alguns sacos de rafia com roupas,partiram em direção a um novo começo, dividindo espaço na casa do irmão.

 

“minha mãe conseguiu emprego, meu padrasto e eu reciclávamos e logo depois meu irmão resolveu voltar pra Alegrete e ai ficamos nos, minha mãe e meu padastro deram entrada em uma casa de tijolo cru sem saneamento,sem luz sem cerca para o patio no topo do morro santana,
que na época tinha toque de recolher lembro que toda segunda a gente comprava 2 reais de pão dormido, nossa era uma festa por que vinha dois
sacos de lixo de 50 cheio de pão e ai sabíamos que não passaríamos muita fome mesmo tendo que racionar pra durar o mês todo,
ficamos assim por uns 2 anos só de reciclagem e apertos, na nossa casa não subia água e não sobe ate hoje então juntávamos garrafas pet e isso tinha que render para três pessoas” relatou Jenifer.

Depois de muita persistência, Finalmente dona Teresa e o Padrasto conseguiram empregos, a coisa começou a melhorar, começaram comprar as coisas basicas para nova casa, como moeis e eletrodomésticos, Jenifer lembra que com o valor de 400 reais foram pela primeira vez em um mercado, compra comida para armazenarem em casa, foi uma emoção muito grande, os olhosnn de Dona Teresa brilhavam de emoção e alegria.

Sendo exemplos a Mãe que sempre a aconselhou a estudar e o Irmão Dionatan, Jenifer comentou ” ele sempre me ensinou que desistir não e uma opção nos não tivemos uma vida fácil, nossas expectativas eram as piores mas ele venceu e é uma baita pai de família e um dia eu serei alguém tao honrado quanto ele,e minha mãe’

Até o inicio da Pandemia, Jenifer trabalhava em uma lanchonete, onde seu turno de serviço terminava a meia noite, com a diminuição de pessoas nas ruas, a volta para casa era sempre motivo de medo e preocupação, foi quando em abril deste ano, sua esposa Jaqueline, comprou um Tênis mas não gostou, e comentou que pretendia vender. Jenifer levou a brincadeira a sério, e com as economias do salario de garçonete, e o investimento da esposa, comprou mais alguns pares para vender, e deu certo assim nasceu a loja Dream Store.

Hoje Jenifer, sua esposa Jaqueline e o enteado de 8 anos, já moram em uma casa melhor, com mais conforto, mas diariamente ela sobe o morro Santana visitar a mãe, que continua morando na mesma casa que com muito suor conseguiu construir no local.

Alem de lojista, ela também é representante de duas empresas gauchas
a Ecoozonio e a Pia, e mantem um canal no Youtube CONCEITO BÁSICO onde trata de assuntos do cotidiano, família, preconceito e diversos temas abordados diretamente a ela por amigos e pessoas que a seguem nas redes sociais.

“Com a ajuda e apoio de minha esposa jacqueline tive exito e cada dia estou prosperando mais e ainda tenho
orgulho de ser de Alegrete de ser de vila de ser uma pessoa que ninguém dava nada, mas saber que minha mãe e meus irmãos assim como a Bruna Tormes que é minha amiga
de infância sempre acreditaram e me apoiaram e que Deus colocou em minha vida uma pessoa incrível que é minha esposa que se sou quem sou hoje e graças a estas pessoas’ concluiu Jenifer a nossa reportagem.

 

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Justiça aceita pedido da Defensoria e proíbe concessionárias de cortar energia elétrica de consumidores inadimplentes

Porto Alegre (RS) – Em ação proposta pela Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul, a Justiça gaúcha concedeu liminar e determinou que as concessionárias CEEE e RGE não cortem a energia elétrica de consumidores inadimplentes. A decisão do juiz de direito João Ricardo dos Santos Costa, da 16ª Vara Cível do Foro Central da Comarca de Porto Alegre, foi proferida na tarde desta quinta-feira (07). A multa é de R$ 2.000,00 por dia, em caso de descumprimento.

Na ação, o defensor público dirigente do Núcleo de Defesa do Consumidor, Rafael Pedro Magagnin, salientou que a pandemia vem afetando não apenas a saúde dos gaúchos, como, também, as suas finanças diante do fechamento de aproximadamente 1,5 milhão de postos de trabalho, o que causou o crescimento no inadimplemento geral da população gaúcha. Destacou ainda que o grave cenário é monitorado tanto pelo Governo Federal quanto pelo Estadual, com relação, especialmente, ao consumo e fatura de energia elétrica, serviço considerado de natureza essencial.

Além disso, mencionou que o Governo Federal editou duas normas que trouxeram certa proteção ao consumidor, especialmente o mais vulnerável, que via de regra é o cidadão assistido da Defensoria Pública. No entanto, mesmo quando as concessionárias e permissionárias de energia elétrica se encontravam impossibilitadas de realizar qualquer tipo de corte, consumidores e unidades de consumo foram comunicados dos “avisos de corte”, o que é abusivo.

“Não significa que nosso pedido é para que as pessoas não paguem os valores, mas sim para permitir que os clientes possam reorganizar as suas contas, sem que tenham o corte de energia elétrica, que é um serviço essencial”, destacou Magagnin.

O magistrado deferiu a liminar e citou em sua decisão, entre outras coisas que “em face da pandemia da COVID-19, a população está em isolamento social. Medida indicada como fundamental pelas autoridades sanitárias mundiais e seguida pelos governos da quase totalidade dos Estados nacionais. As medidas restritivas determinadas pelas autoridades estão causando grave impacto sobre a economia como um todo, atingindo as empresas e seus empregados em razão da diminuição de faturamento, circunstância que culminará na elevação do número de desempregados que se tornam inadimplentes fruto desse quadro de recessão experimentada.”

Dessa forma, o magistrado determinou o seguinte às concessionárias:

a) que se abstenham de promover o corte (suspensão) no fornecimento de energia elétrica para todas as unidades residenciais, classificadas no Subgrupo B1 – residencial, inclusive as subclasses residenciais de baixa renda em decorrência do inadimplemento de qualquer fatura de consumo que tenha se vencido e se encontre inadimplente do período de 20 de março de 2020 até 90 dias a contar da decisão;
b) que se abstenham de notificar os usuários com o “aviso de corte” junto às faturas de energia elétrica vencidas e não pagas durante o período em que estiveram e estiverem impossibilitadas em razão do inadimplemento do consumidor/usuário no período de 20 de março de 2020 até 90 dias a contar da presente decisão;
c) que se abstenham de efetuar a cobrança de juros, multa, correção monetária e demais encargos decorrentes da mora pelas faturas vencidas e não pagas durante o estado de calamidade em que o Rio Grande do Sul se encontra, decorrente da COVID-19 de 20/03/2020 até o prazo de 90 dias a contar da presente decisão;
d) que se abstenham de inscrever ou manter o nome dos consumidores junto a qualquer cadastro de crédito (positivo ou negativo) por faturas de energia elétrica que tenham vencido no período de 20/03/2020 até o prazo de 90 dias a contar da presente decisão;
e) que facilitem e ampliem o parcelamento das faturas de energia elétrica vencidas a partir do dia 20/03/2020 até 90 dias a contar da presente decisão, através da criação da modalidade de parcelamento através da própria fatura de energia elétrica e, também, que comuniquem aos consumidores, nas faturas que serão emitidas a partir da presente decisão judicial, a possibilidade de parcelamento dos débitos e as modalidades admitidas pela fornecedora para tanto.

A multa fixada, para o caso de descumprimento das medidas, deverá ser revertida em favor do Fundo Estadual que trata o art. 13 da LACP (nº 7.347/85).

Unidades consideradas de baixa renda:

Para que a unidade residencial seja considerada de baixa renda, um dos membros da família deve se dirigir até a concessionária ou permissionária de sua região e comprovar que preenche um dos três requisitos: estar inscrito no Cadastro Único do Governo Federal, com renda familiar mensal per capita menor ou igual a meio salário mínimo nacional; ser idoso com mais de 65 anos ou pessoa com deficiência, que recebam o benefício da prestação continuada (BPC); seja de família inscrita no CadÚnico com renda mensal de até 3 (três) salários mínimos, que tenha portador de doença ou deficiência (física, motora, auditiva, visual, intelectual e múltipla) cujo tratamento, procedimento médico ou terapêutico requeira o uso continuado de aparelhos, equipamentos ou instrumentos que, para o seu funcionamento, demandem consumo de energia elétrica.

Em anexo, áudio do dirigente do Núcleo de Defesa do Consumidor, Rafael Pedro Magagnin, falando sobre a importância desta decisão.

POR: Felipe Daroit
Coordenador de Comunicação
Defensoria Pública do RS.

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