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Em Campo

Crise do milho reflete na indústria do arroz e na produção de ração

 

 

 

Falta farelo, faltam componentes para a produção de ração. Comida para o gado dispara

 

O que um tambo de Alegrete tem a ver com crise nacional do milho? O que as inundações de lavoura de arroz no ano passado tem a ver com a escassez de gado gordo em Alegrete? O que parece desconexo, agora começa a revelar a força das cadeias produtivas entrelaçadas. A diminuição da área da lavoura do milho em escala nacional, por conta do aumento super rápido da lavoura do soja, que tinha uma perspectiva em 2015 de melhor remuneração, acabou por desalinhar vários setores.

Fatos: está faltando milho. O milho compõe os ingredientes de ração animal. A ração está escassa, bem mais cara e passou a ser um insumo que corrói a produção leiteira da cidade, Mais do que o milho, as chuvas intensas afetaram a colheita da soja principalmente entre abril e maio. A consequência? Diminuição do farelo de soja, outro importante componente da ração.

O veterinário da CAAL Roberto Rosso, é afirmativo: “de janeiro até agora um saco de ração custava em torno de R$ 18,00 e agora está em 29,85 a que se destina a manutenção”. Mesmo aumentando ainda falta e nestas últimas semanas a CAAL tem racionada a venda, em torno de 15 sacas por produtor, no Centro Comercial.

A situação não é diferente na indústria Pilecco, que comercializa farelo de arroz. “A tonelada estava em R$ 400,00 e chegou aos R$ 600,00. A pastagem está prejudicada, tivemos muita chuva e depois frio intenso. O gado perdeu peso. Os leiteiros estão tendo dificuldades redobradas”, avalia Vilmar Pilecco. Nesta semana havia tanta procura de farelo, que a empresa foi obrigada a tomar algumas medidas.

“Só estamos vendendo no máximo 10 sacos por veículo”, disse Vilmar. Estava havendo vendas até de lugar na fila para comprar farelo. A chuva intensa também produziu quebra na colheita do arroz, consequentemente tem menos farelo no mercado. “O fato do preço do produto subir, também impactou na retração da indústria”, observa.

Esta tempestade perfeita, está afetando a produção de ração e a venda de farelo. O gado gordo fica escasso e a produção de leite se tornou mais cara. “Todos estes produtos são insumos essenciais. Todos estão escassos e todos subiram de preço”, sublinha Vilmar Pilecco.

 

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Em Campo

Exposição Agropecuária será reformulada para se adequar à pandemia

O presidente do Sindicato Rural de Alegrete, Luiz Plastina Gomes e demais diretores vem trabalhando numa formatação alternativa para a realização da 78ª edição da Exposição Agropecuária de Alegrete.

O evento tradicional, que sempre ocorre na metade do mês de outubro, tem fomentado reuniões semanais, reunindo produtores e expositores que deverão participar da feira.

O objetivo é planejar um formato reduzido do evento e que se adeque às exigências sanitárias e epidemiológicas em virtude da pandemia do Coronavírus.

A diretoria do Sindicato está dando prosseguimento à programação de remates que ocorrerá em outubro, no Parque Dr. Lauro Dornelles.

O objetivo é de que pelo menos aconteça a comercialização de animais através de leilões.

#SindicatoRural #ExpofeiraDeAlegrete #remates #leilões #genetica #pecuaria #somostodosagro #agro

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Em Campo

Geada marca o amanhecer em Alegrete

Cenas de campos brancos encobertos pela fina camada de gelo dão o tom desta quinta-feira no município.

O mês de agosto está chegando e julho foi um mês com todos os climas do ano. Chuva, calor, temperaturas negativas e até dias de brisa e temperatura na casa dos 20 graus centígrados.

As imagens desta manhã gelada com temperatura de zero grau são de Sérgio Dornelles.

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Em Campo

Gafanhotos se aproximam da fronteira do Brasil

A nuvem de gafanhotos que está na província de Corrientes, Argentina, pode chegar na próxima quarta-feira ao Rio Grande do Sul, segundo técnicos da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do estado.

O movimento migratório dos insetos foi impulsionado pela onda de calor que atingiu a região no último fim de semana.

Até a manhã de hoje, estimava-se que a nuvem esteja a 120 km ou 130 km da fronteira brasileira, do município gaúcho de Barra do Quaraí.

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