Paulo de Tarso
PRF realizará escolta de 72 cargas superdimensionadas até Santana do Livramento pelos próximos 10 meses
As cargas terão como destino o novo parque eólico._
Com a construção de um novo parque eólico em Santana do Livramento haverá a necessidade de levar os equipamentos das novas 72 torres de geração de energia elétrica. Esta movimentação causará um impacto no trânsito nas rodovias federais do Rio Grande do Sul. Parte dos equipamentos deslocarão do Porto de Rio Grande para Santana do Livramento e outros virão de Jaraguá do Sul/SC.
São previstas seis cargas semanais em ambas as rotas durante um ano. Do Porto de Rio Grande a Santana do Livramento a previsão é utilizar a BR 293, passando por Bagé. De Jaraguá do Sul o material passará por Porto Alegre, seguindo por Arroio dos Ratos, Caçapava do Sul e Bagé até Santana do Livramento(BRs 101/290/153/293).
Conforme o Setor de Operações da PRF no Rio Grande do Sul, serão necessárias 432 viagens para transportar as peças e os equipamentos para o novo parque eólico no município gaúcho, sendo que destas, 72 possuem medidas que demandam a escolta policial. As 360 restantes contarão apenas com serviço de escolta particular.
Os motoristas deverão ter atenção redobrada quando cruzarem com os veículos superdimensionados. Algumas dicas importantes são: respeitar a orientação dos policiais de reduzir a velocidade, ou parar completamente o veículo no local indicado para aguardar a passagem dos equipamentos e da equipe de escolta.
Nos trechos de pista simples, as cargas ocuparão toda a largura da pista e todos os veículos que vem no sentido contrário deverão parar no acostamento.
Também não se deve tentar ultrapassar a carga, sendo que os motoristas devem seguir atrás do dispositivo de escolta até que a carga seja manobrada para fora da pista. Esse procedimento está previsto para ocorrer em média a cada 10 quilômetros de viagem, *(15 a 20 min)* evitando assim congestionamentos na rodovia. A velocidade média da escolta deve se manter entre 40 a 60 km/h, a depender das condições da pista.
Paulo de Tarso
Chimarrão, lareira e outras coisitas a mais: as armas do gaúcho contra o frio intenso
Quando o inverno mostra sua força e a geada pinta os campos de branco, o gaúcho já sabe o caminho. A chaleira vai ao fogo, a cuia passa de mão em mão e a lareira transforma a casa em abrigo.
O chimarrão aquece o corpo e aproxima as pessoas. A lenha estalando no fogo embala conversas, histórias e silêncios que só o inverno sabe explicar.
O poncho sai do armário, a boina volta à cabeça, o pala enfrenta o minuano e a comida ganha sabor de aconchego: carreteiro, feijão, sopa de capeletti, pinhão e um bom churrasco desafiam as baixas temperaturas.
No Rio Grande, o frio nunca foi apenas um fenômeno da natureza. É um convite para reforçar as tradições, reunir a família e lembrar que a verdadeira força do gaúcho está na capacidade de transformar o rigor do inverno em calor humano.
Porque, por aqui, o inverno pode até congelar a paisagem. Mas jamais esfria a alma de quem nasceu para enfrentar o minuano.
Paulo de Tarso
PRF prende contrabandista com veículo carregado de agrotóxicos ilegais em Rosário do Sul
Paulo de Tarso
O rolo dos camarotes. MP denuncia prefeito e mais quatro por improbidade em Alegrete
O Ministério Público do Rio Grande do Sul tornou pública, nesta semana, a conclusão da investigação sobre o uso irregular de recursos destinados ao Carnaval Fora de Época de 2023.
A Promotoria de Justiça Especializada ajuizou, em 17 de outubro de 2025, uma Ação de Responsabilização por Atos de Improbidade Administrativa contra cinco réus, incluindo o então prefeito, vice-prefeito, secretário de Educação e Cultura, além da Associação das Entidades Recreativas, Culturais e Carnavalescas de Alegrete (ASSERCAL) e seu presidente à época.
Segundo o inquérito civil nº 00711.000.031/2023, foram identificadas irregularidades na aplicação de R$ 512.672,96 em recursos públicos, repassados à ASSERCAL. O dinheiro foi usado principalmente na construção de camarotes de alvenaria, sem alvará de obra, sem fiscalização adequada e com contratação de mão de obra informal.
As estruturas apresentaram graves problemas e acabaram desabando, resultando em prejuízo milionário e indignação da comunidade.
Além do ressarcimento integral aos cofres municipais, o MP pede que cada réu pague multa civil no mesmo valor do repasse, revertida para projetos sociais.
Também foi solicitada indenização por dano moral coletivo de R$ 100 mil, em razão do impacto negativo à imagem da administração pública e à confiança da população.
No dia 22 de outubro de 2025, o Juízo da Vara Estadual de Improbidade Administrativa decretou a indisponibilidade dos bens dos acusados, garantindo que o patrimônio bloqueado possa assegurar o ressarcimento dos danos. A ação agora segue para a fase de citação dos réus, que deverão apresentar defesa.
A Promotoria de Justiça destacou que a divulgação só ocorreu após o cumprimento da ordem judicial de bloqueio de bens, encerrando a fase sigilosa do processo.
Em nota, reafirmou o compromisso com a defesa do patrimônio público e da moralidade administrativa, e informou que denúncias podem ser encaminhadas pelo telefone (55) 99677-5110 ou pelo e-mail [email protected].
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