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Agro Encontro: Senar Sergipe apresentou aumento de público capacitado e assistido em 2021


O público atendido pelo Senar em 2021 teve um crescimento de 285%, em relação ao ano passado e a expectativa é de crescimento de mais 68%, para 2022. Esses foram os dados positivos apresentados durante o primeiro Agro Encontro, realizado pelo Sistema Faese/Senar, no último sábado (18), no FJ Ringo Multieventos, no município de Lagarto.

Os dados foram apresentados pelo engenheiro agrônomo e gerente técnico Saymo Fontes, que também ressaltou as novidades de 2022, como o programa Senar 4.0 e o curso inédito de Zootecnia, com polo em Itaporanga D’Ajuda, as inscrições estão abertas e seguem até o dia 24 de janeiro, junto com os demais cursos de Fruticultura e Agronegócio. “O ano de 2021 foi marcado pela retomada de atividades que estavam suspensas devido a pandemia, assim preparamos o ano de 2022, com ainda mais ações e o aumento de 4 mil para mais de 7 mil pessoas alcançadas, com projetos ainda maiores”, ressaltou o gerente técnico.

O Agro Encontro reuniu estudantes do Senar Jovem e cursos técnicos, instrutores, técnicos de campo, supervisores, colaboradores e parceiros, que fazem acontecer as ações em prol da transformação do campo em Sergipe. Na oportunidade, homenagens foram feitas aos profissionais pioneiros que capacitam e assistem ao homem do campo, além das supervisoras da Assistência Técnica e Gerencial, que representaram uma equipe responsável pelos avanços nos resultados e aumento de produção seja na bovinocultura, fruticultura e também na ovinocaprinocultura.

Parcerias e novidades para 2022

Parceiros também foram homenageados. Este ano, o Senar manteve firmada uma parceria com a Secretaria de Estado da Educação (Seduc), com a turma do Senar Jovem, além do Sesc, nos cursos de Formação Profissional Rural. O superintendente executivo da Seduc, José Ricardo de Santana recebeu a homenagem e garantiu continuidade nos projetos. “O Senar trouxe para a Seduc, uma perspectiva mais profissionalizante no novo ensino médio e com o novo programa Senar 4.0 apresentado, vemos possibilidade de ampliação do número de cursos, municípios e linhas de atuação motivando a criação de startups, 2022 deverá ser ainda mais intenso”, conclui.

Sindicatos, associações e prefeituras, também fazem parte da rede de parceiros, o que garante o acesso aos produtores. O presidente do Sistema Faese/Senar, Ivan Sobral, ressaltou a revolução do Senar na educação profissional, com os programas Senar Jovem e os cursos técnicos em Agronegócio e Fruticultura distribuídos em oito municípios levando oportunidade para os jovens agregar conhecimento e melhorar resultados aos pequenos empreendimentos da família. “Ao completar o 30º aniversário do Senar contabilizamos mais de 5 mil pessoas atendidas gratuitamente, com um portfólio e leque de ações que abrangem mais de 300 ocupações no campo.”, concluiu.

O Senar Jovem tem apresentado grandes resultados, com alunos que alcançaram inserção no mercado de trabalho após a conclusão dessa qualificação profissional, motivo que leva a aumentar o portifólio as cadeias de Pecuária de leite, Pecuária de corte, Administração Rural e Equideocultura, novas turmas serão iniciadas para produção de grãos, máquinas agrícolas, fruticultura e aquicultura, alcançando assim 15 municípios e cerca de 350 alunos.

Oficina Interativa


O Agro Encontro foi marcado ainda pela Oficina Interativa do professor Ulysses Ervilha, especialista no Horsemanship, envolveu os alunos de forma participativa e os fez perceber a relevância da liderança e da linguagem não verbal no convívio em grupo, utilizando como exemplo os amigos cavalos.  “A linguagem não verbal é sempre deixada de lado e eu uso os cavalos como plataforma, justamente porque eles não têm a verbalização, eles nos ajudam a resgatar essa linguagem”. Em uma de suas falas, durante a apresentação ele deixou o público envolvido com questões como: “Nossa vida, não é uma questão do que fazemos, mas como fazemos”, refletiu.

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Sisb. Entre falsas promessas e atrasos, apenas duas agroindústrias são reabilitadas

Alegrete paga pela negligência oficial

A narrativa oficial divulgada pela Prefeitura de Alegrete tenta vender como “conquista” aquilo que, na realidade, é apenas a correção de uma falha grave de gestão.

Desde novembro de 2025, nove agroindústrias do município foram desabilitadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) justamente porque o Executivo municipal não cumpriu os trâmites legais exigidos para manter a certificação do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI).

Durante estes meses, produtores locais ficaram à mercê de informações desencontradas e até falsas, enquanto a economia rural sofria com a paralisação de atividades que dependem diretamente do selo de inspeção para comercializar em escala nacional.

O prejuízo não foi apenas financeiro: a credibilidade do setor agroindustrial de Alegrete foi colocada em xeque, afetando trabalhadores, consumidores e a imagem do município.

Somente agora, após a Prefeitura finalmente se enquadrar nas normas legais, o MAPA autorizou a reabilitação de duas agroindústrias — o Matadouro São Jorge e a Agroindústria Super Ícaro. É importante destacar que essa decisão não representa uma vitória política, mas sim um reparo tardio a um problema criado pela própria administração municipal.

O discurso triunfalista da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, ao anunciar a retomada da certificação, ignora o fato de que a desabilitação inicial foi consequência direta da negligência administrativa.

O que se apresenta como “nova fase” deveria ser encarado como um alerta: sem responsabilidade e transparência, o setor produtivo continuará vulnerável a decisões equivocadas e à falta de rigor no cumprimento das exigências legais.

Em resumo, a reabilitação de apenas duas agroindústrias não apaga os meses de prejuízo e insegurança enfrentados pelo setor. Alegrete precisa menos de discursos comemorativos e mais de gestão eficiente, capaz de garantir estabilidade e confiança para quem produz e para quem consome.

 

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Produtores de Alegrete enfrentam prejuízos crescentes com ataques de javalis

A presença descontrolada de javalis tem se tornado uma ameaça constante à produção agropecuária em Alegrete, na região da Campanha Gaúcha. Além de devastarem lavouras, os animais silvestres agora avançam sobre criações de ovelhas e outros animais de pequeno porte, gerando prejuízos incalculáveis aos produtores locais.

João Pacheco, produtor com propriedades nas localidades de Pai Passo e Rincão de São Miguel, relata que os ataques são frequentes e devastadores. “Deixei de criar cordeiros no Pai Passo porque não ficava nenhum vivo. É lamentável e acarreta prejuízos a quem produz e trabalha”, afirma. Segundo ele, nem mesmo os pequenos produtores são poupados, e as perdas nas lavouras são difíceis de mensurar.

Apesar de possuir licença do Exército e do Ibama para realizar a caça controlada dos javalis, Pacheco denuncia a burocracia e os altos custos envolvidos na aquisição de armas e munições. Enquanto isso, os animais continuam se proliferando e atacando rebanhos e plantações. “Eles comem cordeiros, terneiros, destroem lavouras e ninguém faz nada para conter essa procriação”, lamenta.

Uma das estratégias adotadas por produtores da região tem sido a instalação de gaiolas para captura dos javalis. No entanto, a eficácia das armadilhas é limitada. “Às vezes demora meses para que algum seja atraído e preso”, explica Pacheco.

Além dos prejuízos econômicos, há também impactos ambientais. Os javalis têm atacado ninhos de aves que se reproduzem no chão, como o quero-quero e corujas, colocando em risco a biodiversidade local. “Isso poderá acarretar inclusive a extinção de aves e pequenos animais silvestres”, alerta o produtor.

Pacheco também critica a falta de compreensão por parte da sociedade sobre o trabalho dos agricultores. “Muitos acham que destruímos, mas estamos preservando cada vez mais. Seguimos as leis e precisamos das terras”, defende.

A situação em Alegrete evidencia a urgência de políticas públicas mais eficazes para o controle da população de javalis e o apoio aos produtores que enfrentam essa ameaça diariamente.

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O sábado de calor atrai grande público no primeiro dia da Expointer

O termômetro já batia os 35 graus em torno das 15h deste sábado (30/8), na área central do Parque Estadual de Exposições Assis Brasil.

No local, havia movimento frenético do público que se dividia entre uma grande variedade de atrações da Expointer, como artesanato, programação de shows, degustação, maquinário agrícola, Freio de Ouro, exposições e julgamento de animais, banho de leite, Pavilhão da Agricultura Familar, gastronomia, Pavilhão dos Pequenos Animais, parque de diversões, palestras e oficinas.

Natural de Esteio, Juliano Fetter, proprietário de academia, veio com a família – cunhado, irmão, esposa, avó e a pequena Luísa, agarrada no colo do pai. “Ela veio logo pra ver os animais. Era uma coisa que a gente fazia muito quando eu era criança, com a minha família. E agora eu aproveitei esse final de semana”, afirmou Juliano. “Num lugar onde a gente se criou quando era mais novo. Vínhamos todos os anos pra cá. É bom poder lembrar um pouco também disso”, contou.
Prestigiando a produção e a pujança do RS na feira

Um pouco mais adiante, no Pavilhão Internacional, a Feira de Azeites mostrava produtores de diferentes regiões do Estado.

O casal Paulo Corrêa Rodrigues, contador, e Iris Amaral Rodrigues, aposentada, foi atraído, em especial, pelo azeite de noz-pecã. “Na verdade, eu sou natural de Cachoeira do Sul e por lá se fala muito em noz-pecã”, contou Paulo. “Na feira, eu gosto de ver os animais bonitos”, disse Iris.

“Em primeiro lugar, minha origem vem no campo. Em segundo, isso aqui é uma demonstração da produção e da pujança do Brasil e, principalmente, do nosso Estado, né? Acho que toda pessoa que sai do campo tem esse sonho de que, mesmo se não tiver alguma coisa, que possa olhar e conhecer. Tem que prestigiar isso”, finalizou Paulo.

Expointer 2025

A 48ª Expointer segue até 7 de setembro no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio, reunindo mais de 800 eventos e atrações ligadas ao agronegócio. A previsão do tempo para domingo (31/8) é de um dia parcialmente nublado, com temperaturas próximas dos 30 graus.

Texto: Rodrigo Martins/Ascom Espointer
Edição: Camila Cargnelutti/Ascom Expointer

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