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Jovem é absolvido de tentativa de homicídio após agir em defesa da mãe em Alegrete

Um jovem de 18 anos foi absolvido da acusação de tentativa de homicídio contra o padrasto, após julgamento realizado na última semana, em Alegrete. A decisão do júri veio após atuação da Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul (DPE/RS), que sustentou a tese de legítima defesa de terceiro, alegando que o rapaz agiu para proteger sua mãe de novas agressões.

O caso remonta a fevereiro de 2025, quando o jovem encontrou o padrasto em um bar e o atacou com golpes de facão. Segundo informações da DPE/RS, o padrasto possuía um histórico de violência doméstica contra a mãe do rapaz e, no dia do episódio, teria feito ameaças, afirmando que ela “estava precisando apanhar de novo”.

A defesa foi conduzida pelos defensores públicos João Marcus Rosa e Silva Nogueira Barbosa e Letícia Silveira Seerig. A estratégia adotada pela Dra. Letícia foi decisiva para acelerar o julgamento, evitando recursos que poderiam prolongar a prisão preventiva do jovem, que já durava seis meses.

Durante o julgamento, o defensor João Marcus apresentou a tese absolutória, argumentando que, diante das circunstâncias, qualquer pessoa teria agido da mesma forma para proteger um ente querido. A argumentação foi acolhida pelo conselho de sentença, que absolveu o réu por unanimidade. O alvará de soltura foi expedido no mesmo dia.

Desde o ocorrido, a mãe do jovem e o padrasto não mantêm mais relacionamento. O caso reacende o debate sobre os limites da legítima defesa e a atuação do sistema de justiça em situações envolvendo violência doméstica.

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Caminhão do Exército derruba postes e interdita ruas em Alegrete

Um caminhão do Exército Brasileiro, que transportava cavalos, provocou a queda de dois postes de energia elétrica na tarde desta terça-feira (24) em Alegrete. O incidente ocorreu quando o veículo cruzava a Rua Bento Gonçalves em direção à Rua Conde de Porto Alegre e acabou enroscando na fiação da rede elétrica.

De acordo com o relato do militar responsável pela condução, ele não percebeu o momento em que a estrutura foi atingida. A queda dos postes obrigou a Brigada Militar a interditar as duas vias para garantir a segurança da população e permitir a avaliação dos danos.

O caminhão foi posteriormente recolhido ao quartel do 6º Regimento de Cavalaria Blindado. As causas do acidente ainda serão apuradas pelas autoridades competentes.

 

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Caminhão com carga de milho tomba na RS 377 em Alegrete

No início da tarde desta quinta-feira (12), um caminhão trator com dois semirreboques — conhecido como Romeu e Julieta — tombou no km 399, na RS 377, próximo ao trevo de acesso ao antigo lixão.

O veículo transportava cerca de 36 toneladas de milho e seguia no sentido Manoel Viana/Alegrete quando o motorista perdeu o controle ao fazer a conversão.

 Motoristas que passavam ajudaram nos primeiros socorros e acionaram o Samu e o Comando Rodoviário da Brigada Militar.
 Até o momento, não há informações detalhadas sobre o estado de saúde do condutor, mas de forma preliminar ele estaria bem.

 

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Caso Márcio dos Anjos: data do júri de tios do menino é redefinida

Tribunal do Júri da Comarca de Alegrete, que irá julgar os réus Riane Quinteiro da Costa e Roberta Eggres Prado, acusados de homicídio qualificado por omissão na morte de Márcio dos Anjos Jaques, ocorrida em agosto de 2020, foi redesignado por decisão proferida na quinta-feira (22/01), pelo Juiz de Direito Rafael Echevarria Borba, titular da Vara Criminal local.

A sessão, que estava marcada para 23 de abril de 2026, foi antecipada para o dia 16 do mesmo mês, às 9h, no Salão do Júri do Foro alegretense. A medida se dá em razão de pedido do Ministério Público, sem oposição das defesas dos réus. Além disso, na mesma decisão, foi ratificada a desistência da oitiva de quatro testemunhas de defesa.

A previsão de duração do julgamento é de dois dias.

Caso
Márcio morreu em 17 de agosto de 2020. Segundo laudo de necropsia, a causa foi hemorragia subdural e edema cerebral. De acordo com o Ministério Público, ele foi espancado pelo pai, Luís Fabiano Quinteiro Jaques, já condenado pelo Tribunal do Júri de Alegrete em outubro de 2024 a 44 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão em regime fechado. Márcio e o pai moravam com o casal, que cuidava do menino quando Luís Fabiano trabalhava na área rural.

Conforme a denúncia, os tios se omitiram diante das agressões praticadas pelo pai, mesmo tendo o dever legal de agir. O MP afirma que a criança foi agredida na noite de 13/08/20, sofreu lesões graves e só foi levada ao hospital três dias depois, já em estado crítico. Márcio não resistiu e faleceu em 17/08/20.

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