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Paulo de Tarso

O dia 24 de abril é o Dia Nacional do Chimarrão no Brasil

Essa data celebra essa bebida tradicional, especialmente popular na região Sul do país (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná), mas apreciada em todo o Brasil e em países vizinhos como Argentina, Uruguai e Paraguai.
Por que 24 de abril?
Embora algumas fontes mencionem que a data busca reafirmar o chimarrão como patrimônio imaterial e parte da identidade do povo trabalhador, a razão específica para a escolha do dia 24 de abril não é amplamente detalhada nas fontes consultadas. No Rio Grande do Sul, também se comemora nesta data o Dia Estadual do Churrasco e do Chimarrão.
Um pouco sobre o Chimarrão:
* Origem: O chimarrão tem suas raízes nos povos indígenas que habitavam a região sul da América do Sul, principalmente os guaranis, aimarás e quíchuas, que já consumiam a erva-mate em infusões.
* Ritual: Preparar e compartilhar o chimarrão é um ritual social importante, representando convívio, amizade e hospitalidade. A roda de chimarrão é um momento de união e conversa.
* Preparo: O chimarrão é feito com erva-mate moída, colocada em uma cuia, e água quente (mas não fervente) é adicionada. A bebida é sorvida através de uma bomba (um tipo de canudo com filtro).
* Benefícios: A erva-mate possui propriedades estimulantes (devido à cafeína), antioxidantes, diuréticas e pode auxiliar na digestão e na melhora do humor. Também contém vitaminas e minerais.
Neste Dia Nacional do Chimarrão, é uma ótima oportunidade para apreciar essa bebida saborosa e nutritiva, além de celebrar a cultura e a tradição que ela representa.

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Paulo de Tarso

Nem tudo é notícia.

Há uma regra elementar nas redações profissionais: suicídio não é espetáculo.

Não é assunto para manchetes apelativas, exposição de circunstâncias, exploração da identidade da vítima ou corrida por cliques. Não porque o jornalismo deva esconder a realidade, mas porque há situações em que a maneira de informar também pode produzir consequências.

Alegrete vive dias dolorosos.

Ontem, um estudante de uma escola estadual morreu por suicídio. A notícia rapidamente ganhou espaço em portais e redes sociais da cidade. O EQ fez outra escolha: não transformou uma tragédia humana em conteúdo para disputar audiência.

Hoje, a comunidade foi atingida por uma segunda morte, envolvendo uma adolescente da mesma escola.

É preciso estabelecer aqui uma diferença fundamental: não há elementos que permitam afirmar que a divulgação do primeiro caso tenha provocado o segundo. Fazer essa associação como fato seria tão irresponsável quanto ignorar aquilo que décadas de estudos e protocolos profissionais já ensinaram às redações: a cobertura inadequada de suicídios pode favorecer comportamentos de imitação entre pessoas vulneráveis.

É exatamente por isso que existem recomendações específicas para o tratamento jornalístico desses episódios.

Não se trata de censura. Trata-se de responsabilidade.

O jornalismo pode — e deve — falar sobre suicídio. Deve discutir saúde mental, prevenção, sofrimento, redes de apoio, políticas públicas e caminhos para buscar ajuda. O que não deve fazer é transformar a morte em narrativa espetacular, explorar e/ou converter o sofrimento de uma família em mercadoria para alimentar algoritmos.

O EQ não pretende ocupar o lugar de paladino das boas práticas jornalísticas. Também erramos e estamos permanentemente sujeitos à revisão de nossas escolhas.

Mas existe um limite que uma redação profissional precisa reconhecer.

Antes do clique existe uma pessoa. Antes da audiência existe uma família. E antes da notícia existe a vida.

Quando plataformas, páginas ou veículos abandonam esses princípios para competir por alcance nas redes sociais, a discussão deixa de ser apenas sobre gosto editorial. Passa a ser sobre responsabilidade.

Informar exige técnica. Exige critério. E, sobretudo, exige ética.

Nem tudo o que desperta curiosidade pública precisa ser explorado da mesma maneira. Nem tudo o que gera audiência merece uma manchete.

Há momentos em que o jornalismo demonstra sua qualidade não apenas pelo que publica.

Mas também pelo que decide não transformar em espetáculo.

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Paulo de Tarso

Chimarrão, lareira e outras coisitas a mais: as armas do gaúcho contra o frio intenso

Quando o inverno mostra sua força e a geada pinta os campos de branco, o gaúcho já sabe o caminho. A chaleira vai ao fogo, a cuia passa de mão em mão e a lareira transforma a casa em abrigo.

O chimarrão aquece o corpo e aproxima as pessoas. A lenha estalando no fogo embala conversas, histórias e silêncios que só o inverno sabe explicar.

O poncho sai do armário, a boina volta à cabeça, o pala enfrenta o minuano e a comida ganha sabor de aconchego: carreteiro, feijão, sopa de capeletti, pinhão e um bom churrasco desafiam as baixas temperaturas.

No Rio Grande, o frio nunca foi apenas um fenômeno da natureza. É um convite para reforçar as tradições, reunir a família e lembrar que a verdadeira força do gaúcho está na capacidade de transformar o rigor do inverno em calor humano.

Porque, por aqui, o inverno pode até congelar a paisagem. Mas jamais esfria a alma de quem nasceu para enfrentar o minuano.

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Paulo de Tarso

PRF prende contrabandista com veículo carregado de agrotóxicos ilegais em Rosário do Sul

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