Contato

Paulo de Tarso

Vaticano em Luto: Papa Francisco falece aos 88 Anos

O argentino, foi o primeiro papa Latino da história. O papa Francisco apostou em pautas sociais e com muita participação da juventude

O mundo se despede de um líder espiritual que marcou uma era. O Papa Francisco, aos 88 anos, faleceu na segunda-feira, 21 de abril de 2025, no Vaticano, após complicações de saúde decorrentes de um quadro de bronquite, pneumonia e infecção complexa.

A notícia, divulgada pelo Vaticano, reverberou globalmente, deixando fiéis e líderes de diversas religiões em luto.

Nascido Jorge Mario Bergoglio em Buenos Aires, Argentina, Francisco fez história ao se tornar o primeiro papa latino-americano e o 266º sucessor de São Pedro em 13 de março de 2013. Seu pontificado de quase 12 anos foi marcado por uma abordagem pastoral inovadora, priorizando os marginalizados e defendendo a justiça social.

A saúde do Papa Francisco vinha sendo acompanhada de perto nos últimos meses. Após internação em Roma, onde enfrentou diversas complicações, incluindo necessidade de ventilação mecânica, o pontífice recebeu alta em 25 de março.

Contudo, o recente agravamento de seu quadro de saúde levou ao seu falecimento.

O legado de Francisco é vasto e multifacetado. Ele deixa um impacto profundo na Igreja Católica, com reformas que buscaram aproximar a instituição dos fiéis, enfatizando a misericórdia e a inclusão.

Sua voz ressoou em fóruns internacionais, defendendo a paz, o diálogo inter-religioso e a proteção do meio ambiente.

O Vaticano iniciou os preparativos para o funeral do Papa Francisco, que deverá atrair líderes mundiais e milhões de fiéis à Praça de São Pedro. A Igreja Católica se prepara para um período de transição, com o conclave para eleger o próximo papa.

Publicidade
Comentários

Paulo de Tarso

Nem tudo é notícia.

Há uma regra elementar nas redações profissionais: suicídio não é espetáculo.

Não é assunto para manchetes apelativas, exposição de circunstâncias, exploração da identidade da vítima ou corrida por cliques. Não porque o jornalismo deva esconder a realidade, mas porque há situações em que a maneira de informar também pode produzir consequências.

Alegrete vive dias dolorosos.

Ontem, um estudante de uma escola estadual morreu por suicídio. A notícia rapidamente ganhou espaço em portais e redes sociais da cidade. O EQ fez outra escolha: não transformou uma tragédia humana em conteúdo para disputar audiência.

Hoje, a comunidade foi atingida por uma segunda morte, envolvendo uma adolescente da mesma escola.

É preciso estabelecer aqui uma diferença fundamental: não há elementos que permitam afirmar que a divulgação do primeiro caso tenha provocado o segundo. Fazer essa associação como fato seria tão irresponsável quanto ignorar aquilo que décadas de estudos e protocolos profissionais já ensinaram às redações: a cobertura inadequada de suicídios pode favorecer comportamentos de imitação entre pessoas vulneráveis.

É exatamente por isso que existem recomendações específicas para o tratamento jornalístico desses episódios.

Não se trata de censura. Trata-se de responsabilidade.

O jornalismo pode — e deve — falar sobre suicídio. Deve discutir saúde mental, prevenção, sofrimento, redes de apoio, políticas públicas e caminhos para buscar ajuda. O que não deve fazer é transformar a morte em narrativa espetacular, explorar e/ou converter o sofrimento de uma família em mercadoria para alimentar algoritmos.

O EQ não pretende ocupar o lugar de paladino das boas práticas jornalísticas. Também erramos e estamos permanentemente sujeitos à revisão de nossas escolhas.

Mas existe um limite que uma redação profissional precisa reconhecer.

Antes do clique existe uma pessoa. Antes da audiência existe uma família. E antes da notícia existe a vida.

Quando plataformas, páginas ou veículos abandonam esses princípios para competir por alcance nas redes sociais, a discussão deixa de ser apenas sobre gosto editorial. Passa a ser sobre responsabilidade.

Informar exige técnica. Exige critério. E, sobretudo, exige ética.

Nem tudo o que desperta curiosidade pública precisa ser explorado da mesma maneira. Nem tudo o que gera audiência merece uma manchete.

Há momentos em que o jornalismo demonstra sua qualidade não apenas pelo que publica.

Mas também pelo que decide não transformar em espetáculo.

Continue lendo

Paulo de Tarso

Chimarrão, lareira e outras coisitas a mais: as armas do gaúcho contra o frio intenso

Quando o inverno mostra sua força e a geada pinta os campos de branco, o gaúcho já sabe o caminho. A chaleira vai ao fogo, a cuia passa de mão em mão e a lareira transforma a casa em abrigo.

O chimarrão aquece o corpo e aproxima as pessoas. A lenha estalando no fogo embala conversas, histórias e silêncios que só o inverno sabe explicar.

O poncho sai do armário, a boina volta à cabeça, o pala enfrenta o minuano e a comida ganha sabor de aconchego: carreteiro, feijão, sopa de capeletti, pinhão e um bom churrasco desafiam as baixas temperaturas.

No Rio Grande, o frio nunca foi apenas um fenômeno da natureza. É um convite para reforçar as tradições, reunir a família e lembrar que a verdadeira força do gaúcho está na capacidade de transformar o rigor do inverno em calor humano.

Porque, por aqui, o inverno pode até congelar a paisagem. Mas jamais esfria a alma de quem nasceu para enfrentar o minuano.

Continue lendo

Paulo de Tarso

PRF prende contrabandista com veículo carregado de agrotóxicos ilegais em Rosário do Sul

Continue lendo

Popular