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Segundo mês consecutivo de deflação aumenta poder de compra

O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação oficial do Brasil, variou -0,36% em agosto, a menor taxa para o período desde 1998. Esse foi o segundo mês consecutivo de deflação no País, conforme dados divulgados nesta sexta-feira (09) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Em julho, a variação havia sido de -0,68%. No ano, o IPCA acumula alta de 4,39% e, nos últimos 12 meses, de 8,73%, abaixo dos 10,07% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em agosto de 2021, o índice havia ficado em 0,87%.

Assim como já havia acontecido em julho, o resultado de agosto foi influenciado principalmente pela queda de preços no grupo transportes (-3,37%), que contribuiu com -0,72 ponto percentual no índice. O resultado foi influenciado, mais uma vez, pela baixa nos preços dos combustíveis (-10,82%).

Além disso, o grupo comunicação (-1,10%) também recuou, com impacto de -0,06 ponto percentual. A variação negativa decorre especialmente da redução nos planos de telefonia fixa (-6,71%) e de telefonia móvel (-2,67%).

No lado das altas, o destaque foi o grupo saúde e cuidados pessoais (1,31%), que contribuiu com 0,17 ponto percentual. Já alimentação e bebidas (0,24%) desacelerou em relação a julho (1,30%), com impacto de 0,05 ponto percentual.

As variações dos demais grupos ficaram entre 0,10%, de habitação, e 1,69%, de vestuário, que teve o maior resultado positivo no IPCA de agosto, com destaque para a alta dos preços das roupas femininas (1,92%), masculinas (1,84%) e calçados e acessórios (1,77%).

Paulo de Tarso Pereira, atua na área desde o final da década de 1970. Alegretense, formado na UFSM, já trabalhou nas maiores empresas do Sul, como Correio do Povo, RBS, A Notícia e JSC, bem como foi coordenador do Canal Rural e editor na Record/SP. A retornar para Alegrete, na virada do ano 2000, fundou o jornal EQ, e hoje é o jornalista responsável por todas as plataformas, que inclui site, redes sociais e edição on line do EQ.

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Leite anuncia ajuda de R$ 100 MI para empresas atingidas pelo tarifaço dos EUA

Apoio financeiro para empresas gaúchas afetadas por novas taxas americanas

O Governo do Rio Grande do Sul anunciou um programa de financiamento de R$ 100 milhões para auxiliar as empresas gaúchas que foram atingidas por uma nova taxa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Essa medida americana, conhecida como “tarifaço”, pode causar um impacto significativo na economia do estado, com uma perda estimada de R$ 1,92 bilhão no Produto Interno Bruto (PIB).

Como o Programa Vai Ajudar?

O objetivo principal é reduzir os prejuízos causados por essa nova taxação e manter a competitividade das empresas do Rio Grande do Sul no mercado internacional. A linha de crédito oferecerá juros mais baixos, pois serão subsidiados pelo Fundo Impulsiona Sul.
As empresas poderão solicitar esses empréstimos a partir do dia 4 de agosto e terão até 60 meses para pagar.

Quais Setores Serão Mais Beneficiados?

O programa é crucial para setores que dependem muito das exportações para os Estados Unidos e que foram mais impactados, como:
* Proteína animal
* Armamentos
* Café
* Carne
* Indústria de couro e calçados

Foto. Maurício Tonetto/Secom

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Quem vencer a Mega Sena vai levar R$ 105 milhões

As apostas podem ser feitas até as 19h nas agências lotéricas ou pela internet. O bilhete mínimo, com seis números, custa R$ 5.

Se um apostador faturar o prêmio principal sozinho e aplicar o dinheiro na poupança, receberá cerca de R$ 600 mil em rendimentos no primeiro mês.

O último concurso da Mega-Sena, realizado na noite de terça-feira (18), na capital paulista, não teve ganhador. Os números sorteados foram: 01, 28, 34, 36, 51 e 52.

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Veio a conta. Combustíveis ficam mais caros

O ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre combustíveis sofrerá um reajuste em 1º de fevereiro. A alíquota da gasolina e do etanol aumentará em R$ 0,10 por litro, passando para R$ 1,47. O diesel e o biodiesel terão um acréscimo de R$ 0,06 por litro, para R$ 1,12.

A elevação será aplicada em todos os Estados do Brasil e ocorre em um momento de intensas discussões sobre a política de preços da Petrobras.

O Comsefaz (Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal) explicou o reajuste como uma medida para garantir um sistema fiscal equilibrado, alinhado às flutuações do mercado e promovendo uma tributação mais justa.

A alta nos preços dos combustíveis gera um efeito cascata na economia, influenciando vários setores e impulsionando a inflação geral. A gasolina, em especial, teve alta de 9,71% e foi o subitem que mais teve peso no IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). O etanol subiu 17,58%.

DEFASAGEM

O aumento ocorre em meio à pressão do mercado sobre a Petrobras por ajustes. Segundo o relatório de 6ª feira (24.jan.2025) da Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis), a diferença entre o preço praticado pela estatal e o valor no mercado internacional chega a 9% para a gasolina e 18% para o diesel.

A defasagem prejudica a Petrobras a longo prazo, reduzindo sua capacidade de investir, aumentando a dependência de importações de combustíveis e atrasando a transição para fontes de energia alternativas.

Contudo, o aumento do ICMS não resolverá o problema da defasagem dos preços. “Todos os impostos, eles incidem da mesma forma, do mesmo valor, tanto no produto produzido no Brasil quanto o importado. Ele impacta apenas no preço para o consumidor”, explica Sérgio Araújo, presidente da Abicom.

O último reajuste na gasolina da Petrobras foi feito em julho do ano passado. O tema deverá fazer parte da próxima reunião do Conselho Administrativo, na próxima semana.

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