Paulo de Tarso
Lixo atirado, postinho sem médico e avenida com buraqueiras. Eita..
Dias de chuva a rotina das buraqueiras na avenida Bráz Faraco ficam ainda pior. O local se transformou ao longo dos anos como um porto seco para o transbordo de arroz.
Ali chegam cargas e saem caminhões carregando arroz industrializado na arrozeira Pilecco. Faz anos.
Como a prioridade de pavimentação asfáltica é com dinheiro de emendas parlamentares, o local foi atirado à própria sorte. Azar os moradores do bairro Prado, que são obrigados a enfrentar um calçamento precário e irregular.
Em dias como esta quinta-feira, de chuva cobstante, o cenário é este das fotos desta reportagem. E sem perspectiva de melhora no curto prazo.
SEM LOCAL PARA DEPOSITAR O LIXO ELE É ATIRADO EM VALETA
Por total falta de local para o depósito de resíduos sólidos, e por uma política de coleta seletiva que ficou só pela metade, o sistema municipal da gestão do lixo é um solene fracasso.
Recém passou a Secretaria de Meio Ambiente esta parte da gestão municipal que era atribuição da Infra-Estrutura.
O Ministério Público vem exigindo solução à Prefeitura, que muito se reúne, conversa, mas não apresenta solução prática.
Resultado: o lixo é levado até o portão do antigo aterro sanitário. Como está desativado e proibido de funcionar, as pessoas atiram ali mesmo no acostamento, como mostea a foto desta quinta-feira.
NA PIOLA, A UBS ESTÁ SEM ATENDIMENTO MÉDICO
Unidade Básica de Saúde da Vila Piola está sem médico. A população de quatro bairros da área estão sem poder se tratar e sem referência onde buscar atendimento.
Não por acaso a UPA, que tem contratualizado 150 atendimentos diários não baixa de uma média de 180. Baixa resolutividade em alguns postinhos acaba por criar um funil no serviço de urgência e emergência.
Esta sobrecarga só vem piorando nas últimas semanas. Na live Página 2 desta quinta-feira, uma moradora do bairro denunciou esta situação.
Paulo de Tarso
Chimarrão, lareira e outras coisitas a mais: as armas do gaúcho contra o frio intenso
Quando o inverno mostra sua força e a geada pinta os campos de branco, o gaúcho já sabe o caminho. A chaleira vai ao fogo, a cuia passa de mão em mão e a lareira transforma a casa em abrigo.
O chimarrão aquece o corpo e aproxima as pessoas. A lenha estalando no fogo embala conversas, histórias e silêncios que só o inverno sabe explicar.
O poncho sai do armário, a boina volta à cabeça, o pala enfrenta o minuano e a comida ganha sabor de aconchego: carreteiro, feijão, sopa de capeletti, pinhão e um bom churrasco desafiam as baixas temperaturas.
No Rio Grande, o frio nunca foi apenas um fenômeno da natureza. É um convite para reforçar as tradições, reunir a família e lembrar que a verdadeira força do gaúcho está na capacidade de transformar o rigor do inverno em calor humano.
Porque, por aqui, o inverno pode até congelar a paisagem. Mas jamais esfria a alma de quem nasceu para enfrentar o minuano.
Paulo de Tarso
PRF prende contrabandista com veículo carregado de agrotóxicos ilegais em Rosário do Sul
Paulo de Tarso
O rolo dos camarotes. MP denuncia prefeito e mais quatro por improbidade em Alegrete
O Ministério Público do Rio Grande do Sul tornou pública, nesta semana, a conclusão da investigação sobre o uso irregular de recursos destinados ao Carnaval Fora de Época de 2023.
A Promotoria de Justiça Especializada ajuizou, em 17 de outubro de 2025, uma Ação de Responsabilização por Atos de Improbidade Administrativa contra cinco réus, incluindo o então prefeito, vice-prefeito, secretário de Educação e Cultura, além da Associação das Entidades Recreativas, Culturais e Carnavalescas de Alegrete (ASSERCAL) e seu presidente à época.
Segundo o inquérito civil nº 00711.000.031/2023, foram identificadas irregularidades na aplicação de R$ 512.672,96 em recursos públicos, repassados à ASSERCAL. O dinheiro foi usado principalmente na construção de camarotes de alvenaria, sem alvará de obra, sem fiscalização adequada e com contratação de mão de obra informal.
As estruturas apresentaram graves problemas e acabaram desabando, resultando em prejuízo milionário e indignação da comunidade.
Além do ressarcimento integral aos cofres municipais, o MP pede que cada réu pague multa civil no mesmo valor do repasse, revertida para projetos sociais.
Também foi solicitada indenização por dano moral coletivo de R$ 100 mil, em razão do impacto negativo à imagem da administração pública e à confiança da população.
No dia 22 de outubro de 2025, o Juízo da Vara Estadual de Improbidade Administrativa decretou a indisponibilidade dos bens dos acusados, garantindo que o patrimônio bloqueado possa assegurar o ressarcimento dos danos. A ação agora segue para a fase de citação dos réus, que deverão apresentar defesa.
A Promotoria de Justiça destacou que a divulgação só ocorreu após o cumprimento da ordem judicial de bloqueio de bens, encerrando a fase sigilosa do processo.
Em nota, reafirmou o compromisso com a defesa do patrimônio público e da moralidade administrativa, e informou que denúncias podem ser encaminhadas pelo telefone (55) 99677-5110 ou pelo e-mail [email protected].
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