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Paulo de Tarso

Causa estranheza. Apartamento do Guarujá será sorteado

O imóvel que se tornou peça-chave para a primeira condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no âmbito da Operação Lava-Jato será sorteado neste sábado (28) pela internet.

É só mais um fato pitoresco para um imbrólio de corrupção desenfreada do período lulo/petista.

Após arrematar o triplex no Guarujá (SP) em um leilão em 2018, o empresário Fernando Gontijo decidiu rifar o imóvel na internet mediante uma assinatura mensal de R$ 19,99. Ele comprou o triplex em 2018 em um leilão pelo valor mínimo estipulado no edital, de R$ 2,2 milhões.

O lance do empresário foi o único a ser oficializado. Em abril deste ano, o apartamento chegou a ficar disponível para aluguel na plataforma AirBnb e, agora, deve mudar de dono.

O empresário afirmou que fechou uma parceria com a plataforma Pancadão para fazer uma campanha promocional com o sorteio de diversos itens, sendo que o prêmio máximo é o triplex. O sorteio será mediado pela Loteria Federal.

De propriedade atribuída a Lula, o triplex no Guarujá levou à condenação do petista a nove anos e seis meses de prisão em julho de 2017. A sentença foi anulada pelo STF (Supremo Tribunal Federal), que não reconheceu a competência da 13ª Vara Federal de Curitiba para os processos envolvendo o ex-presidente.

Depois, o Ministério Público Federal se manifestou pelo arquivamento da ação contra o petista. Em janeiro deste ano, a juíza Pollyanna Alves, da 12ª Vara Federal Criminal do Distrito Federal, determinou o arquivamento do processo. Lula sempre negou ser o dono do imóvel, apesar de imagens provando o contrário.

Ele e dona Mariza vistoriaram as obras sugeriram adequações e o empreiteiro confirmou toda a operação, desde a doação como propina, até a deciração que seria feita à pedido da falecida.

Paulo de Tarso Pereira, atua na área desde o final da década de 1970. Alegretense, formado na UFSM, já trabalhou nas maiores empresas do Sul, como Correio do Povo, RBS, A Notícia e JSC, bem como foi coordenador do Canal Rural e editor na Record/SP. A retornar para Alegrete, na virada do ano 2000, fundou o jornal EQ, e hoje é o jornalista responsável por todas as plataformas, que inclui site, redes sociais e edição on line do EQ.

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Paulo de Tarso

Nem tudo é notícia.

Há uma regra elementar nas redações profissionais: suicídio não é espetáculo.

Não é assunto para manchetes apelativas, exposição de circunstâncias, exploração da identidade da vítima ou corrida por cliques. Não porque o jornalismo deva esconder a realidade, mas porque há situações em que a maneira de informar também pode produzir consequências.

Alegrete vive dias dolorosos.

Ontem, um estudante de uma escola estadual morreu por suicídio. A notícia rapidamente ganhou espaço em portais e redes sociais da cidade. O EQ fez outra escolha: não transformou uma tragédia humana em conteúdo para disputar audiência.

Hoje, a comunidade foi atingida por uma segunda morte, envolvendo uma adolescente da mesma escola.

É preciso estabelecer aqui uma diferença fundamental: não há elementos que permitam afirmar que a divulgação do primeiro caso tenha provocado o segundo. Fazer essa associação como fato seria tão irresponsável quanto ignorar aquilo que décadas de estudos e protocolos profissionais já ensinaram às redações: a cobertura inadequada de suicídios pode favorecer comportamentos de imitação entre pessoas vulneráveis.

É exatamente por isso que existem recomendações específicas para o tratamento jornalístico desses episódios.

Não se trata de censura. Trata-se de responsabilidade.

O jornalismo pode — e deve — falar sobre suicídio. Deve discutir saúde mental, prevenção, sofrimento, redes de apoio, políticas públicas e caminhos para buscar ajuda. O que não deve fazer é transformar a morte em narrativa espetacular, explorar e/ou converter o sofrimento de uma família em mercadoria para alimentar algoritmos.

O EQ não pretende ocupar o lugar de paladino das boas práticas jornalísticas. Também erramos e estamos permanentemente sujeitos à revisão de nossas escolhas.

Mas existe um limite que uma redação profissional precisa reconhecer.

Antes do clique existe uma pessoa. Antes da audiência existe uma família. E antes da notícia existe a vida.

Quando plataformas, páginas ou veículos abandonam esses princípios para competir por alcance nas redes sociais, a discussão deixa de ser apenas sobre gosto editorial. Passa a ser sobre responsabilidade.

Informar exige técnica. Exige critério. E, sobretudo, exige ética.

Nem tudo o que desperta curiosidade pública precisa ser explorado da mesma maneira. Nem tudo o que gera audiência merece uma manchete.

Há momentos em que o jornalismo demonstra sua qualidade não apenas pelo que publica.

Mas também pelo que decide não transformar em espetáculo.

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Paulo de Tarso

Chimarrão, lareira e outras coisitas a mais: as armas do gaúcho contra o frio intenso

Quando o inverno mostra sua força e a geada pinta os campos de branco, o gaúcho já sabe o caminho. A chaleira vai ao fogo, a cuia passa de mão em mão e a lareira transforma a casa em abrigo.

O chimarrão aquece o corpo e aproxima as pessoas. A lenha estalando no fogo embala conversas, histórias e silêncios que só o inverno sabe explicar.

O poncho sai do armário, a boina volta à cabeça, o pala enfrenta o minuano e a comida ganha sabor de aconchego: carreteiro, feijão, sopa de capeletti, pinhão e um bom churrasco desafiam as baixas temperaturas.

No Rio Grande, o frio nunca foi apenas um fenômeno da natureza. É um convite para reforçar as tradições, reunir a família e lembrar que a verdadeira força do gaúcho está na capacidade de transformar o rigor do inverno em calor humano.

Porque, por aqui, o inverno pode até congelar a paisagem. Mas jamais esfria a alma de quem nasceu para enfrentar o minuano.

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Paulo de Tarso

PRF prende contrabandista com veículo carregado de agrotóxicos ilegais em Rosário do Sul

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