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Usar “laranja” para propaganda indireta de candidato pode ter punição

As eleições deste ano serão peculiares por causa da pandemia do novo coronavírus. As datas do pleito foram postergadas. O primeiro turno será realizado em 15 de novembro, e o segundo, se houver, em 29 de novembro.

O tão conhecido corpo a corpo em meio ao eleitorado não deve ocorrer porque é preciso manter o distanciamento social para evitar a propagação da Covid-19. Nesse contexto, as redes sociais ganham um papel de maior destaque durante as campanhas.

Por unanimidade, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiu que os candidatos não podem participar de lives promovidas por artistas com o intuito de fazer campanha eleitoral. Mesmo que o evento virtual não seja remunerado, os chamados “livemícios” ou “showmícios” são proibidos.

Os candidatos que apresentam ou participam de programas de rádio e TV já tiveram de se afastar da função. Se a lei for desrespeitada, a infração pode acarretar no cancelamento do registro da candidatura, além de multa para a emissora. A norma vale também nos casos em que um programa tenha o nome do candidato, ainda que não seja mais apresentado por ele.

A legislação permite que os candidatos apareçam na mídia e em lives antes do início efetivo da campanha, mas eles só vão poder pedir votos a partir de 27 de setembro, quando começa a propaganda eleitoral.

Com a força da internet nestas eleições, os candidatos podem criar perfis em redes sociais e páginas exclusivas para apresentar propostas de campanha. Eles também podem arrecadar doações para a campanha em plataformas digitais.

No entanto, os partidos e candidatos devem ficar atentos para evitar as propagandas consideradas irregulares, isto é, em desacordo com a legislação eleitoral, por exemplo, a propaganda antecipada. A multa vai para o responsável pela divulgação e para o beneficiário da propaganda, se ele tiver conhecimento do fato. Isso porque a propaganda eleitoral tem por objetivo buscar o voto do eleitorado, convencê-lo e influenciá-lo de que o candidato X é melhor do que o Y.

Segundo o TSE, “a finalidade da proibição da propaganda extemporânea é evitar o desequilíbrio e a falta de isonomia nas campanhas eleitorais. Os candidatos devem ser tratados igualmente”.

Financiamento coletivo

O financiamento coletivo pela internet para arrecadar recursos para a campanha é permitido, desde que sejam contratadas as empresas que estejam cadastradas na Justiça Eleitoral. Segundo o TSE, o dinheiro só será disponibilizado ao candidato após o registro oficial da candidatura, obtenção do CNPJ da campanha e abertura de conta bancária específica. Se o processo não for concluído, as doações serão devolvidas.

Regras para propaganda eleitoral

Algumas regras precisam ser respeitadas durante a campanha eleitoral. A propaganda é permitida em bens particulares, como carros e imóveis, mas apenas as feitas em adesivo ou papel com dimensão até 0,5 m². Em veículos, os adesivos precisam ser microperfurados até a extensão total do para-brisa traseiro. Em outras posições, adesivos só até a dimensão máxima de 50cm x 40cm. Mas a propaganda não pode ser paga. Ela deve ser espontânea e gratuita.

As equipes podem distribuir santinhos, folhetos e outros impressos até as 22h da véspera da eleição. O material deve ser editado sob a responsabilidade do partido ou candidato e conter CNPJ ou CPF e a tiragem.

Boca de urna é proibida, assim como qualquer tentativa de influenciar a vontade do cidadão no dia da eleição. A pena para o crime é detenção de seis meses a um ano, com a alternativa de prestação de serviços à comunidade pelo mesmo período, além de multas pesadas.

Brindes como camisetas, chaveiros, bonés e canetas são proibidos. Nas ruas, é permitida a colocação de mesas para distribuição de material de campanha e a utilização de bandeiras ao longo das vias públicas, desde que não dificultem a passagem de pedestres e veículos, entre 6h e 22h.

É proibida a propaganda, entre elas pichação, inscrição à tinta, fixação de placas, estandartes e faixas em prédios públicos, bens de uso comum (cinemas, clubes, lojas, templos e estádios), em postes de iluminação pública e de sinalização de tráfego, em árvores e jardins públicos, em muros, cercas, viadutos, passarelas, pontes, paradas de ônibus e outros equipamentos urbanos.

Está autorizada até a antevéspera das eleições a divulgação de, no máximo, dez anúncios de propaganda eleitoral por veículo de comunicação, em datas diversas, por cada candidato. Deve constar no anúncio o valor pago pela inserção. A dimensão da propaganda deve ser de um oitavo de página de jornal padrão e de um quarto de página de revista ou tabloide.

O candidato pode fazer propaganda em seu site ou do partido, blogs e redes sociais, desde que o endereço eletrônico seja comunicado à Justiça Eleitoral. Ele pode mandar mensagens gratuitas a eleitores, mas o uso de telemarketing é proibido assim como outdoors.

De acordo com o TSE, não é permitida a veiculação de propaganda eleitoral em sites de pessoas jurídicas, com ou sem fins lucrativos, nem em sites oficiais. Também é proibida a propaganda paga na internet.

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Política

Câmara define membros das comissões e líderes das bancadas

A Câmara Municipal de Alegrete, nesta quinta-feira (19), iniciou oficialmente os trabalhos legislativos com a primeira Sessão Ordinária de 2026. A plenária foi marcada pelas indicações dos novos líderes das bancadas, a composição das comissões permanentes, além das deliberações da Ordem do Dia.

A presidente da Mesa Diretora, vereadora Firmina Soares, ao lado do vice-presidente, vereador Cléo Trindade, e do 1º secretário, vereador Vagner Fan, desejou um bom ano legislativo para o parlamento, destacando o diálogo como essencial para os debates políticos.  Neste momento, foi convidado o chefe do Poder Executivo, prefeito Jesse Trindade, para deixar sua mensagem aos vereadores e à comunidade.

Durante o Expediente, a Mesa Diretora fez a leitura das proposições e ofícios protocolados na Casa Legislativa. Na sequência, os parlamentares discutiram as indicações dos líderes das seis bancadas da Casa Legislativa, e os membros das comissões permanentes.

As lideranças de bancadas foram decididas da seguinte forma:

Bancada PP: vereador José Rubens Rosa Pillar;
Bancada MDB: vereador Pedro Paraíso;
Bancada PDT: vereador Rudi Pinto;
Bancada Federação PT/PCdoB: vereador Paulo Berquó;
Bancada PL: vereador Leandro Meneghetti;
Bancada Republicanos: vereador Jaime Duarte.
 
A presidente informou que a indicação do líder de governo será encaminhada via ofício do Executivo na próxima semana.

Também foram lidas as composições das comissões permanentes da Casa Legislativa. Os órgãos técnicos e temáticos discutem, analisam e emitem pareceres sobre as matérias em tramitação. Confira os titulares e suplentes de cada comissão:
 
Comissão de Legislação, Justiça e Redação Final (CLJRF)
Titulares: João Monteiro, Leandro Meneghetti e Cléo Trindade
Suplentes: Joceli Oviedo, Vagner Fan e José Rubens Rosa Pillar
 
Comissão de Orçamento, Finanças e Contas Públicas (COFCP)
Titulares: Gilmar Martins, Jaime Duarte e Pedro Paraíso
Suplentes: Paulo Berquó, Cléo Trindade e Rudi Pinto
 
Comissão de Infraestrutura, Desenvolvimento e Bem-Estar Social (CIDBES)
Titulares: José Rubens Rosa Pillar, Eder Fioravante e Joceli Oviedo.
Suplentes: Patty Bronze, Rudi Pinto e Gilmar Martins
 
Em continuidade, o espaço de comunicado de bancada foi ocupado pelos novos líderes que saudaram o plenário e divulgaram as ações das siglas partidárias.

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Política

MAPA explica à Meneghetti e Gilmar as negligências que suspenderam o Sisb

Vereadores buscam esclarecimentos junto ao MAPA sobre suspensão do SISBI em Alegrete

Na manhã desta sexta-feira (16/01), os vereadores Leandro Meneghetti (PL) e Gilmar de Lima Martins (PCdoB) conduziram uma importante reunião on-line com técnicas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), com o objetivo de esclarecer os motivos que levaram à suspensão temporária do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal – SISBI no município de Alegrete.

O Município de Alegrete conquistou a certificação do SISBI em novembro de 2011, permitindo que produtos de origem animal, como charque, linguiça e outros, fossem comercializados em todo o território nacional. Desde então, ocorreram mudanças significativas na legislação e nos marcos regulatórios da fiscalização sanitária, especialmente nos anos de 2015, 2017 e 2022.

As técnicas do MAPA, Aline Soares Nunes e Fernanda de Souza Ferreira, ouviram atentamente os questionamentos apresentados pelos parlamentares e explicaram as razões que motivaram a desabilitação total do SISBI Municipal.
Segundo Aline, as auditorias e o envio de informações ao sistema são processos contínuos. Em 20 de julho de 2022, ocorreu a primeira desabilitação.

Naquele momento, as agroindústrias já habilitadas puderam manter a produção e a comercialização, porém ficou vedada a entrada de novas empresas no sistema.
“O que buscamos é a equivalência dos processos, e isso não estava sendo atendido. O MAPA avalia os procedimentos de forma geral”, explicou.

Em setembro de 2024, uma nova auditoria foi realizada, novamente com apontamentos de inconformidades. Desde janeiro de 2025, houve troca constante de informações entre os auditores do MAPA e os técnicos do Serviço de Inspeção Municipal (SIM), responsáveis pela implantação e fiscalização das agroindústrias, até que, em novembro, ocorreu a desabilitação total do sistema.

A LISTA DE PROBLEMAS É GRANDE

De acordo com as técnicas do MAPA, entre os principais motivos da suspensão estão: deficiência na atualização do sistema, inadequação dos equipamentos de trabalho dos técnicos municipais, agroindústrias sem programas de autocontrole, ausência de cronograma de combate a fraudes, longo período sem coleta de amostras, falta de relatórios das atividades dos servidores, ausência de equipamentos adequados, inexistência de contrato com laboratório, entre outros pontos.

“O que está faltando são informações qualificadas para alimentar o sistema, que foi alterado em 2020. O que se percebe é uma acomodação no envio dessas informações. Além disso, dentro da inadequação dos equipamentos, não há computador para todos os servidores. Em 2025, nenhum servidor realizou treinamento, o que é essencial para todo o processo”, relatou Aline, destacando ainda que o MAPA oferece capacitações gratuitas ao município, tanto de forma presencial quanto on-line.

EXIGÊNCIAS NÃO ATENDIDAS

De modo geral, a desabilitação decorreu do não atendimento de exigências tanto por parte do Executivo Municipal quanto das agroindústrias. “Há empresas que produzem linguiça há muito tempo sem realizar análises físico-químicas; outras não estão em funcionamento, o que inviabiliza a inspeção técnica, entre outros problemas”, acrescentou a técnica.

Ao contrário do que afirmou o prefeito Jesse Trindade, por duas vezes, e a secretária Gabriela Weiler, as datas asseguradas por eles, não fecha com o cronograma do MAPA. Gabriela assegurou que seria no último dia 14 a reabilitação, mas até agora, nada.

Para a retomada da habilitação total do município — envolvendo tanto os técnicos quanto as agroindústrias — foi estabelecido prazo até 31 de março de 2026 para a realização das adequações necessárias.

No próximo dia 19 de janeiro, recém dois médicos-veterinários do município participarão de um treinamento na cidade de Marau (RS), onde ocorrerá troca de experiências com o Serviço de Inspeção Municipal local. Também estão disponíveis capacitações on-line. Não existe nada objetivo para o retorno das exportações.

“A reabilitação será progressiva, conforme o atendimento das conformidades exigidas”, ponderou a técnica do MAPA, ressaltando ainda que as empresas têm a opção de migrar para o Sistema de Inspeção Estadual.

CLAREANDO OS FATOS

Ao final, os vereadores agradeceram os esclarecimentos e a atenção das técnicas do MAPA, que também foram convidadas para uma nova reunião, em data a ser definida, com a participação de proprietários das agroindústrias, vereadores, técnicos municipais e representantes sindicais de trabalhadores e trabalhadoras do setor.

“O entendimento de hoje foi extremamente relevante. As informações estavam desencontradas, e a população precisa saber o que realmente está acontecendo. Sabemos que isso envolve várias gestões, o que evidencia a necessidade de revisão desses processos, com profissionais devidamente habilitados, assim como ocorre em outros setores. Seguiremos fiscalizando para garantir o pleno desenvolvimento de todos”, avaliaram os vereadores Leandro Meneghetti e Gilmar de Lima Martins.

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Política

Moraes manda prender Bolsonaro

A prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, realizada pela Polícia Federal na manhã deste sábado, 22 de novembro de 2025, representa um marco de grande relevância no cenário político brasileiro.

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi preso preventivamente na manhã deste sábado, 22 de novembro de 2025, em Brasília. A Polícia Federal (PF) cumpriu um mandado expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por volta das 6h20, segundo nota oficial divulgada pela corporação.

A medida tem caráter cautelar e não representa o início do cumprimento da pena definitiva. Bolsonaro havia sido condenado em setembro pela Primeira Turma do STF a 27 anos e três meses de prisão em regime fechado, mas ainda aguardava o julgamento de recursos antes da execução da sentença.

Após a prisão, o ex-presidente foi conduzido à Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde permanecerá em uma “sala de Estado” — espaço reservado para autoridades de alto escalão, como ex-presidentes da República.

A decisão do STF ocorre no contexto das investigações sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado e organização criminosa. Segundo juristas, a prisão preventiva é utilizada em situações de urgência, quando há risco à ordem pública ou à instrução do processo.

O caso marca um novo capítulo na crise política e jurídica envolvendo o ex-presidente, que já vinha sendo alvo de intensas apurações desde sua condenação. A expectativa agora recai sobre os próximos desdobramentos no STF e sobre os impactos da medida no cenário político nacional.

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