Estado
Fumaça de queimadas no Pantanal chegando ao Rio Grande do Sul
As imagens de satélite da manhã desta sexta-feira (11) mostravam um denso corredor de fumaça pelo interior do continente, a Leste do Estados, avançando da região da Amazônia até o Rio Grande do Sul. O corredor de fumaça tem origem em queimadas na região amazônica e no caminho até o território gaúcho é reforçado pelas emissões das queimadas que ocorrem no Pantanal e ainda na Bolívia, Paraguai e Norte da Argentina que experimentaram um salto no número de focos de calor nas últimas horas.
Observando-se o corte da imagem e possível ver como a fumaça avança sobre o Oceano Atlântico na costa do Sul e do Sudeste do Brasil, distinguindo-se das nuvens baixas (cor branca) pelo tom mais leitoso (fumaça).
Transportada por correntes de vento, a fumaça, com menor densidade, consegue chegar até os litorais de São Paulo e do Rio de Janeiro.
O Rio Grande do Sul está sob a influência de uma corrente de jato em baixos níveis da atmosfera, um corredor de vento a cerca de 1.500 metros de altitude, que se origina na Bolívia, e está trazendo muita fumaça da região amazônica, do Pantanal e dos países vizinhos. Ontem, no Oeste e no Norte do Estado, sob influência destas correntes de vento em altitude, era possível verificar a presença da fumaça na atmosfera.
Fim de tarde ontem em São Borja (Alberi Dias)
Entardecer da quinta-feira em Passo Fundo (Manoel Vieira)
É importante enfatizar que a fumaça está avançando primariamente em altitude e não perto da superfície e que, por isso, os índices de qualidade do ar não sofrem uma deterioração. A fumaça é perceptível pela alteração da coloração do céu, especialmente nos horários do amanhecer e do fim da tarde. As queimadas estão devastando o Pantanal com mais de 12% do bioma já consumido pelas chamas e estão acima da média histórica em estados como o Amazonas.
Segundo a MetSul Meteorologia, o Rio Grande do Sul deveria ter o céu limpo e tempo aberto nesta sexta. Imagens de satélite (veja abaixo) mostram um denso corredor de fumaça pelo interior do continente, a Leste do Estados, avançando da região da Amazônia até o Rio Grande do Sul.
Vídeo: Clic Camaquã
Informações: MetSul Meteorologia
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Estado
“Operação Zero Pontos” desmantela esquema de comércio ilegal de multas no RS
Ação do MPRS busca desarticular rede que facilita evasão de penalidades de trânsito, comprometendo a segurança viária
Na manhã desta quinta-feira (13/03), o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) deflagrou a “Operação Zero Pontos”, com o objetivo de desarticular um esquema de comércio ilegal de multas de trânsito no estado.
A ação, conduzida pela Promotoria de Justiça Especializada Criminal de Porto Alegre, cumpriu mandados de busca e apreensão em escritórios de autônomos que atuam na área de recursos de infrações em quatro cidades: Sapiranga, São Leopoldo, Viamão e Pelotas.
Investigados e crimes
A investigação apura a participação de oito autônomos, de quatro escritórios, em crimes como organização criminosa, fraude processual, falsificação de documentos e uso de documentos falsos.
Os investigados são suspeitos de captar clientes com excesso de pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e oferecer serviços ilegais para anular multas e evitar a suspensão do direito de dirigir.
Como funcionava o esquema:
O esquema fraudulento operava de duas maneiras principais:
* Multas durante abordagens:
* Em casos de flagrante por agentes de trânsito, os investigados transferiam a CNH dos infratores para o estado de Santa Catarina, utilizando documentos falsos de residência.
* O valor cobrado pela fraude chegava a R$ 3 mil, permitindo que os motoristas continuassem dirigindo com uma nova CNH, sem os pontos das infrações.
* Multas sem abordagem:
* Em casos de multas por radares ou agentes sem abordagem, os investigados ingressavam na Justiça após o prazo administrativo para indicação do condutor responsável.
* Eles indicavam um “hospedeiro” (geralmente um integrante do escritório ou familiar) como responsável pela infração, anulando a pontuação do infrator original.
* O valor cobrado nesse caso chegava a R$ 300.
* Como as decisões judiciais determinam que o DETRAN anule a infração e proceda a transferência da pontuação, estes pontos geralmente acabam prescrevendo sem gerar prejuízo ao “hospedeiro”. A multa é cancelada e o seu valor não pode ser recolhido.
Prejuízos e consequências.
A fraude causou prejuízos aos cofres públicos municipais, estaduais e federais, cujos valores ainda estão sendo contabilizados. Além disso, permitiu que motoristas cometeram infrações de trânsito circulassem impunemente, colocando em risco a segurança viária.
Participação e próximos passos
A operação contou com a participação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Departamento de Trânsito (DETRAN/RS) e da Brigada Militar.
O MPRS está solicitando ao DETRAN/RS a atualização do sistema para impedir a transferência fraudulenta de CNHs para outros estados.
Estado
Fraudes em laudos médicos visavam prisão domiciliar para líderes de facções
Operação do Ministério Público expõe esquema com documentos falsos para benefício humanitário
Na manhã desta terça-feira (25 de fevereiro de 2025), o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) – Núcleo Capital – e da 8ª Promotoria de Justiça Especializada Criminal de Porto Alegre, iniciou a Operação Hipocondríacos.
A ação ocorreu no Rio Grande do Sul e teve como objetivo desmantelar um esquema de fraudes em laudos médicos. O esquema visava obter benefícios de prisão domiciliar humanitária para apenados considerados de alta periculosidade e líderes de facções criminosas.
A investigação identificou um padrão de atuação criminosa que envolvia a produção de documentos médicos falsos. Esses documentos tinham o propósito de induzir magistrados ao erro, facilitando a concessão do benefício da prisão domiciliar humanitária.
Os crimes investigados incluem falsidade ideológica, uso de documentos falsos, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
O grupo criminoso falsificava documentos que atestavam cirurgias ou tratamentos médicos desnecessários. Esses documentos eram usados para presos preventivos e apenados com condenações extensas, sem possibilidade de progressão de regime.
Flávio Duarte, promotor de Justiça e coordenador do Núcleo Capital do GAECO/MPRS, destacou que o esquema sempre alegava problemas leves ou inexistentes de coluna, dramatizados em laudos como graves.
A operação também revelou a participação de um médico traumatologista, advogados e um intermediário da facção. Eles determinavam o conteúdo dos documentos falsificados. Em alguns casos, os documentos eram elaborados para parecerem mais graves, a pedido de uma advogada envolvida.
Além da fraude documental, a operação investiga o financiamento do esquema. Empresas administradas pela facção, em setores como construção civil e consultoria de recursos humanos, em nome de terceiros, eram utilizadas para financiar as despesas e honorários médicos dos líderes criminosos.
Em resposta, o MPRS adotou três frentes de atuação. Alessandra Moura Bastian da Cunha, promotora de Justiça e coordenadora do Centro de Apoio Operacional Criminal (CAOCRIM) e do Núcleo de Assessoramento em Execução Penal (NAEP) do MPRS, explicou as medidas.
A primeira foca na investigação e responsabilização dos envolvidos. A segunda busca a articulação de um protocolo de atendimento de saúde dentro do sistema prisional. A terceira participa do Programa de Dissuasão Focada, visando o incremento do atendimento médico dentro do sistema prisional.
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