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Inquérito da Polícia Civil indicia PMs que espancaram equipe do Em Questão

https://youtu.be/wcbH5KbP7fQ

O Delegado de Polícia disse hoje, que os dois PMs que agrediram a equipe de jornalismo do EQ, no dia 18 de junho, foram indiciados por agressão e abuso de autoridade. A aspirante do Exército, que deu causa para intempestiva ação policial, também foi indiciada por omissão de socorro.

O repórter Alex Stanrlei o diretor do jornal, jornalista Paulo de Tarso Pereira, foram agredidos depois da filmagem de um caminhão boiadeiro do Exército, que estava envolvido num controverso flagrante de abigeato no interior do município.

Segundo o Delegado Valeriano Garcia Neto, que presidiu o Inquérito Policial, todas as partes foram ouvidas, as versões checadas e a conclusão que indiciou as trêes pessoas agora seguirá para o Ministério Público em Alegrete.

Paralelamente, a Brigada Militar também instaurou um Inquérito Militar e, se for apurada a responsabilidade dos PMs, nas agressões da equipe de jornalismo, o caso vai para a Corregedoria da instituição.

Segundo o Delegado Valeriano Garcia Neto a pena neste caso pode implicar até mesmo com o afastamento dos PMs de suas funções.

Para entender o caso

O repórter free lancer foi fazer o registro do fato e foi impedido por um militar à mando de uma oficial veterinária do Exército. Segundo ela, era proibido produzir imagem de viatura do Exército.

O repórter, então, realizou uma live, registrando o fato, sem mostrar o caminhão e destacando a ação da BM de Rosário do Sul.

Em seguida foi interpelado por um PM de Rosário do Sul. Sem motivo algum foi subjugado a ficar sentado no chão em situação humilhante.

O diretor do jornal ao ser informado do caso e foi até a DPPA. Ao chegar e se identificar também foi constrangido. Então resolveu gravar. Daí foi agredido por um segundo PM. A dupla de PMs também agrediu o repórter.

As duas vitimas sofreram lesões corporais, tiveram cerceado o direito ao exercício profissional e posteriormente o diretor Paulo de Tarso sofreu injúrias pelas redes sociais pelo comando da PM de Rosário do Sul, que está rendendo outros dois inquéritos: um no âmbito da BM e outro na Polícia Civil.

O caso ganhou repercussão nacional tendo sido noticiado nos grandes meios de comunicação do Brasil, que repudiaram às agressões contra a equipe de jornalismo.

As principais instituições que congregam jornais e jornalistas do RS e Brasil, Adjori (Associação dos Diários do Interior), a ARI (Associação Riograndense de Imprensa) além da ANJ (Associação Nacional de Jornais) da ABI (Associação Brasileira de Imprensa) e ABRAJI ( Associação Brasileira de Jornalistas Investigativos) também se solidarizaram às vítimas da truculência dos dois PMs e pediram profunda investigação, punição aos agressores e repúdio ao ato que afronta o pleno exercício do jornalismo garantido na Constituição.

 

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Temporal deixa rastro de destruição no interior de Alegrete

Ventos violentos atingiram propriedades rurais no Rincão de São Miguel, destruíram galpões, danificaram máquinas agrícolas e provocaram perdas de animais.

 

Um forte temporal atingiu a localidade do Rincão de São Miguel, no interior de Alegrete, durante a madrugada desta quinta-feira (8), deixando um cenário de destruição em propriedades rurais. A comunidade fica a aproximadamente 35 quilômetros da área urbana do município.

 

 

A força do vento provocou danos em estruturas utilizadas na atividade agropecuária, incluindo galpões e instalações de apoio à produção. Árvores foram derrubadas e máquinas agrícolas sofreram avarias, com relatos de equipamentos tombados pela intensidade das rajadas.

Entre as propriedades atingidas está a Cabanha Azul. O produtor Lucas Di Napoli relatou prejuízos significativos. Também há informações sobre a morte de animais, ampliando as perdas enfrentadas pelos produtores.

 

O fenômeno foi descrito como tornado, mas sua classificação técnica ainda depende de confirmação meteorológica. O levantamento dos prejuízos materiais segue em andamento.

A ocorrência acrescenta uma nova preocupação ao setor rural de Alegrete, que enfrenta os impactos de sucessivos episódios de instabilidade climática.

 


A MADRUGADA DO ALERTA

Defesa Civil já advertia para ventos extremos

Na madrugada de quinta-feira (8), a Defesa Civil estadual emitiu alerta severo para a região de Alegrete, com possibilidade de rajadas superiores a 100 km/h e risco elevado de destelhamentos. O aviso teve validade entre 0h53 e 1h50. A previsão meteorológica já indicava potencial para temporais intensos na Fronteira Oeste. A coincidência entre o período do alerta e os danos registrados reforça a importância do monitoramento meteorológico, mas não comprova, isoladamente, a ocorrência de tornado.

 

 O PREJUÍZO NO CAMPO

Danos atingem estruturas, máquinas e rebanhos

Os primeiros relatos apontam destruição de galpões, queda de árvores, danos em equipamentos agrícolas e morte de animais. Além das perdas imediatas, os produtores podem enfrentar despesas com reconstrução, reparos e recuperação da infraestrutura produtiva. A extensão dos prejuízos ainda não foi quantificada. O levantamento deverá indicar quantas propriedades foram afetadas e quais atividades agropecuárias sofreram maior impacto.

 

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MP investiga desvio de mais de R$ 5 milhões na Santa Casa de Uruguaiana

Gaeco cumpriu 25 mandados de busca e apreensão em 11 cidades de seis Estados; investigação alcança contratos e pagamentos realizados entre 2019 e 2024

O Ministério Público do Rio Grande do Sul deflagrou nesta quarta-feira (7) a Operação Ouro de Tolo, que investiga possíveis desvios superiores a R$ 5 milhões na Santa Casa de Caridade de Uruguaiana. A apuração envolve contratos e pagamentos realizados principalmente entre 2019 e 2024.

A operação é conduzida pelo Gaeco e cumpriu 25 mandados de busca e apreensão em 11 cidades de seis Estados. Ao todo, foram executadas 37 medidas judiciais, com a participação de cerca de 100 agentes.

Entre os alvos estão gestores, administradores, empresários e empresas que mantiveram relações contratuais com o hospital. Onze pessoas físicas são investigadas, incluindo ex-secretários. Segundo o MPRS, não há integrantes da atual gestão do Executivo municipal entre os investigados.

As suspeitas incluem superfaturamento de contratos, pagamentos irregulares, conflitos de interesse e possível ocultação ou destruição de documentos. São apurados possíveis crimes de peculato, lavagem de dinheiro, corrupção, falsidade documental e organização criminosa.

O material apreendido será analisado para reconstruir os fluxos financeiros, administrativos e contratuais da instituição e esclarecer a eventual responsabilidade dos envolvidos.

BOX 1 | R$ 3 MI VIRARAM R$ 13,7 MI

Um dos dados que chamou a atenção dos investigadores foi o crescimento das despesas com serviços de terceiros. Os gastos passaram de R$ 3 milhões em 2019 para R$ 13,7 milhões em 2024 — aumento de 356%. No mesmo período, as despesas com honorários médicos cresceram 165%. A investigação também identificou fragilidades nos controles internos, contratos não localizados e indícios de supressão de documentos e informações relevantes para a fiscalização.

BOX 2 | TRÊS FRENTES SOB INVESTIGAÇÃO

O Gaeco concentra a apuração em três eixos. O primeiro examina contratos de consultoria e tecnologia, firmados entre 2023 e 2024, que somaram mais de R$ 5 milhões. O segundo investiga possíveis conflitos de interesse, envolvendo empresas contratadas e pessoas ligadas à administração. O terceiro analisa serviços médicos, para verificar se os atendimentos informados foram efetivamente realizados e se pagamentos e escalas correspondiam aos serviços prestados.

Fonte: Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS)

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Previdência muda resultado das contas de Alegrete

Município registra superávit de R$ 5,29 milhões sem o RPPS, mas resultado consolidado aponta déficit primário de R$ 6,05 milhões

As contas de Alegrete apresentaram resultados distintos no segundo quadrimestre de 2026 quando considerado o impacto da Previdência dos servidores. Sem o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), a gestão direta acumulou superávit primário de R$ 5,29 milhões entre janeiro e agosto. Com o RPPS incluído, porém, o resultado passa para déficit de R$ 6,05 milhões.

Os números foram apresentados nesta terça-feira (29/09), durante audiência pública da Comissão de Orçamento, Finanças e Contas Públicas (COFCP).

Segundo a Secretaria de Finanças e Orçamento, a despesa primária total liquidada, incluindo o RPPS, chegou a R$ 430,92 milhões.

No quarto bimestre, as receitas correntes, sem o RPPS, somaram R$ 227,41 milhões, enquanto as despesas correntes liquidadas alcançaram R$ 214,17 milhões.

Outro indicador apresentado foi o gasto com pessoal. As despesas liquidadas com pessoal e encargos corresponderam a 50,89% das receitas correntes. Para o cálculo previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), a Secretaria informou percentual de 53%.

A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) estabeleceu para 2026 uma meta de resultado primário de R$ 9,94 milhões. Conforme o relatório apresentado na audiência, o Município atingiu até agosto 53,28% dessa meta.

A audiência foi conduzida pelos vereadores Gilmar Martins e Pedro Paraíso, presidente e vice-presidente da COFCP, e acompanhada pelo vereador João Monteiro. O secretário de Finanças e Orçamento, José Luiz Cáurio, participou da apresentação ao lado da equipe da pasta e de representantes do funcionalismo público.

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