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Cantor Léo Pain encerra live no youtube em Santa Maria após fiscalização

O cantor Léo Pain, vencedor do The Voice Brasil 2018, da Rede Globo, realizou uma live para arrecadar doações para três instituições de Santa Maria devido a pandemia de coronavírus. A transmissão, via youtube, foi realizada na última sexta-feira, mas terminou antes do previsto.

  O evento pela internet foi em uma propriedade particular de um amigo, no bairro São José, na estrada Antônio Gonçalves do Amaral. Pouco antes da meia-noite, o cantor relatou a presença da fiscalização, inclusive citou o nome da Polícia na ocasião.

  “É a Polícia? É verdade que denunciaram a nossa live? A polícia tem que cuidar é de ladrão. Nós estamos aqui, graças a Deus, em uma iniciativa de ajudar as pessoas. E vamos seguir aqui contanto, até o horário que nós julgarmos que devemos ficar cantando e ajudando as pessoas”, afirmou Pain durante a live.

  Cerca de 10 minutos após esta manifestação, ele agradeceu as doações, ao público online e encerrou a transmissão em seu canal oficial. Um dia depois, no sábado, Pain realizou uma outra live de esclarecimento, na sua página no Facebook. Ele explicou o fato e também fez algumas retratações.

  Em primeiro lugar, o cantor pediu desculpas a Brigada Militar. Ele afirmou ter citado de forma injusta a polícia, pois pensou que as luzes vermelhas avistadas seriam de viaturas da BM.

  “Teve muita gente perguntado por que parou a live. Estou eu cantando em uma propriedade privada do Diego Calegari, já era quase meia-noite. Daqui a pouco eu via uma movimentação da família do Diego. Tinha poucas pessoas. Eu olhei para fora do muro, porque a gente decidiu fazer em um ambiente aberto, pois nós estamos a mais de mês sem show. Os patrocinadores patrocinaram o cachê da minha banda para eles ganharem o ganha pão. Fizemos ao ar livre para não estimular a aglomeração de pessoas. Vi uma sirene e pensei em Brigada Militar. Falei no microfone, mas desde já quero pedir com toda a humildade do mundo, desculpa a polícia militar. Inclusive vocês fazem milagre com a condição de trabalho, eu sei porque tenho uma mãe professora e vocês recebem parcelado. Peço perdão por ter falado que eram vocês, meu maior respeito aos policiais militares”, declarou.

  Ele também pediu desculpas por ter citado o nome da Guarda de Trânsito. Depois, a sua esposa lhe passou a informação que era a Guarda Municipal. Ele também disse que recebeu a ligação do Superintendente da Guarda, Sandro Nunes. Pain elogiou a educação e a postura do chefe da guarda. Contudo, criticou a forma como os agentes aturam na fiscalização.

  “Toda a ação gera uma reação. O proprietário Diego Calegari foi abordado de uma maneira, não diria agressiva, mas impondo uma certa autoridade que poderia ser evitada, como: não te altera ou baixa a tua bola. Isso não existe. Falar com o ser humano desse modo, ainda mais dentro da casa dele”, desabafou o cantor.

  Na live é possível ver a presença de cinco pessoas, além do cantor. Os músicos estavam de máscaras e a uma distância de 1,5 metro. Por fim, Léo Pain fez um convite ao prefeito Jorge Pozzobom para realizar uma live em conjunto com a prefeitura para ajudar as pessoas.  

PREFEITURA DIZ QUE NÃO MANDOU ENCERRAR A LIVE

  Antes da live de Pain sobre os esclarecimentos, o próprio prefeito Jorge Pozzobom abordou o assunto durante entrevista ao programa Giro da Informação, com o jornalista Fabrício Minussi, no estúdio da Rádio Imembuí. Conforme o chefe do executivo, após uma denúncia era obrigação da prefeitura ir ao local conferir. 

  “Eu vou conversar com ele, acho que ele foi um pouco desnecessário. Ninguém mandou parar nada, a fiscalização vai em todos os lugares”, falou o prefeito ao vivo na emissora.

  A Rádio Imembuí conversou com o setor de comunicação da prefeitura de Santa Maria. Segundo apurou a reportagem, houve uma denúncia de alguém que ouviu música ao vivo e fez o relato nos canais oficias disponibilizados pelo município para essas situações. A Guarda Municipal, junto com a superintendência de fiscalização, foi ao local verificar se havia aglomeração ou se tratava de algum evento, já que está em vigor um decreto que proíbe essa circunstância. Conforme a fonte ouvida pela pioneira, não foi determinado o encerramento da live, apenas se cumpriu uma denúncia. Após a abordagem, não foi constatada nenhuma infração.

Veja a Live de Esclarecimento feita pelo Cantor em sua Página pessoal em rede social

 Foto capa:Reprodução/Youtube

Texto/informação: radioimembui.com.br

Video: Reprodução facebook/página do cantor

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Ciclone vai para o Mar e Frente Fria Avança

Amanhã (03), o vento ainda deve soprar forte no sul e parte do estado devido ao ciclone extratropical que se deslocará pelo mar. Mas gradativamente o vento deve ir diminuindo. O ar frio ingressa no estado com o avanço da frente fria que ainda deve deixar o tempo nublado com períodos de chuva. Gradativamente o tempo abre, sobretudo na sexta-feira quando a massa de ar frio já estará cobrindo o estado. A chuva deve voltar forte no fim de semana no leste e setor norte.

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Catadora de latinhas em Alegrete, Jenifer muda sua história e vira Lojista e youtuber na Capital

Jenifer Aline da Silva Batista, nascida em maio de 1992, filha mais nova da Senhora Ideltrudes da Silva Batista, carinhosamente conhecida como dona Teresa, por amigos e familiares, hoje mora em Porto Alegre, uma youtuber e comerciante que aos 9 anos junto com sua Mãe e Padrasto foram tentar uma vida melhor na Capital Gaúcha.
Nascida em Alegrete, Jenifer tem boa lembranças e orgulho do tempo em que morava no Bairro Nsa Senhora da Conceição, a ultima rua da vila, a ultima casa da rua, 16 pessoas na mesma casa, dividindo um comodo de 5 por 5 com apenas uma patente do lado de fora da casa.

 

“Minha mãe dona Teresa e meus irmãos Dionatan e jane também são naturais de Alegrete,vou começar por onde me lembro,morava-mos na rua nossa senhora da conceição aparecida lembro que nesta rua tinha um campinho de futebol e um lago, um valão, onde pra nos era uma praia né, eu e minha amiga até hoje a Bruna Tormes tomávamos banho lá e saímos cheia de chamichunga, sabe mas pra nos era a melhor parte, ai lembro que na nossa casa que era de madeira com um quarto sala e cozinha com o banheiro do lado de fora, era patente a época não tínhamos saneamento e água, no começo era de um poço que tínhamos no fundo do patio
ate eu quase cair e minha mãe mandar fechar…” conta Jenifer a nossa reportagem.

Dona Teresa, mãe de Jenifer, trabalhava para uma Família que tinha casa na capital, chegando algumas vezes ficar até 15 dias longe da família, quem cuidava da casa durante este tempo, era um irmão de 16 anos que ajudava também no sustento da Família, tempo depois, dona Teresa parou de trabalhar na capital e junto com a filha mais velha, viram como forma de sustento a reciclagem, Jenifer ajudava no cuidado dos sobrinhos, filho da irmã, logo, jenifer também começou a coletar recicláveis e pedir ajuda de porta em porta.
A vida da Família, já estava bastante difícil, foi quando o irmão de Jenifer que ajudava com o sustento da casa, foi brutalmente assassinado, e a família se separou, A irmã mais velha e o outro irmão, já casados e com filhos, foram tentar a vida em porto Alegre, ficando somente Dona Teresa, o Padrasto e Jenifer no Alegrete.

Em 2001. depois que seu irmão se estabilizou na Capital, ajudou a família a recomeçar novamente, convidando para que fossem embora para lá também, com apenas dois colchoes velhos, duas caixas de panelas e alguns sacos de rafia com roupas,partiram em direção a um novo começo, dividindo espaço na casa do irmão.

 

“minha mãe conseguiu emprego, meu padrasto e eu reciclávamos e logo depois meu irmão resolveu voltar pra Alegrete e ai ficamos nos, minha mãe e meu padastro deram entrada em uma casa de tijolo cru sem saneamento,sem luz sem cerca para o patio no topo do morro santana,
que na época tinha toque de recolher lembro que toda segunda a gente comprava 2 reais de pão dormido, nossa era uma festa por que vinha dois
sacos de lixo de 50 cheio de pão e ai sabíamos que não passaríamos muita fome mesmo tendo que racionar pra durar o mês todo,
ficamos assim por uns 2 anos só de reciclagem e apertos, na nossa casa não subia água e não sobe ate hoje então juntávamos garrafas pet e isso tinha que render para três pessoas” relatou Jenifer.

Depois de muita persistência, Finalmente dona Teresa e o Padrasto conseguiram empregos, a coisa começou a melhorar, começaram comprar as coisas basicas para nova casa, como moeis e eletrodomésticos, Jenifer lembra que com o valor de 400 reais foram pela primeira vez em um mercado, compra comida para armazenarem em casa, foi uma emoção muito grande, os olhosnn de Dona Teresa brilhavam de emoção e alegria.

Sendo exemplos a Mãe que sempre a aconselhou a estudar e o Irmão Dionatan, Jenifer comentou ” ele sempre me ensinou que desistir não e uma opção nos não tivemos uma vida fácil, nossas expectativas eram as piores mas ele venceu e é uma baita pai de família e um dia eu serei alguém tao honrado quanto ele,e minha mãe’

Até o inicio da Pandemia, Jenifer trabalhava em uma lanchonete, onde seu turno de serviço terminava a meia noite, com a diminuição de pessoas nas ruas, a volta para casa era sempre motivo de medo e preocupação, foi quando em abril deste ano, sua esposa Jaqueline, comprou um Tênis mas não gostou, e comentou que pretendia vender. Jenifer levou a brincadeira a sério, e com as economias do salario de garçonete, e o investimento da esposa, comprou mais alguns pares para vender, e deu certo assim nasceu a loja Dream Store.

Hoje Jenifer, sua esposa Jaqueline e o enteado de 8 anos, já moram em uma casa melhor, com mais conforto, mas diariamente ela sobe o morro Santana visitar a mãe, que continua morando na mesma casa que com muito suor conseguiu construir no local.

Alem de lojista, ela também é representante de duas empresas gauchas
a Ecoozonio e a Pia, e mantem um canal no Youtube CONCEITO BÁSICO onde trata de assuntos do cotidiano, família, preconceito e diversos temas abordados diretamente a ela por amigos e pessoas que a seguem nas redes sociais.

“Com a ajuda e apoio de minha esposa jacqueline tive exito e cada dia estou prosperando mais e ainda tenho
orgulho de ser de Alegrete de ser de vila de ser uma pessoa que ninguém dava nada, mas saber que minha mãe e meus irmãos assim como a Bruna Tormes que é minha amiga
de infância sempre acreditaram e me apoiaram e que Deus colocou em minha vida uma pessoa incrível que é minha esposa que se sou quem sou hoje e graças a estas pessoas’ concluiu Jenifer a nossa reportagem.

 

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Justiça aceita pedido da Defensoria e proíbe concessionárias de cortar energia elétrica de consumidores inadimplentes

Porto Alegre (RS) – Em ação proposta pela Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul, a Justiça gaúcha concedeu liminar e determinou que as concessionárias CEEE e RGE não cortem a energia elétrica de consumidores inadimplentes. A decisão do juiz de direito João Ricardo dos Santos Costa, da 16ª Vara Cível do Foro Central da Comarca de Porto Alegre, foi proferida na tarde desta quinta-feira (07). A multa é de R$ 2.000,00 por dia, em caso de descumprimento.

Na ação, o defensor público dirigente do Núcleo de Defesa do Consumidor, Rafael Pedro Magagnin, salientou que a pandemia vem afetando não apenas a saúde dos gaúchos, como, também, as suas finanças diante do fechamento de aproximadamente 1,5 milhão de postos de trabalho, o que causou o crescimento no inadimplemento geral da população gaúcha. Destacou ainda que o grave cenário é monitorado tanto pelo Governo Federal quanto pelo Estadual, com relação, especialmente, ao consumo e fatura de energia elétrica, serviço considerado de natureza essencial.

Além disso, mencionou que o Governo Federal editou duas normas que trouxeram certa proteção ao consumidor, especialmente o mais vulnerável, que via de regra é o cidadão assistido da Defensoria Pública. No entanto, mesmo quando as concessionárias e permissionárias de energia elétrica se encontravam impossibilitadas de realizar qualquer tipo de corte, consumidores e unidades de consumo foram comunicados dos “avisos de corte”, o que é abusivo.

“Não significa que nosso pedido é para que as pessoas não paguem os valores, mas sim para permitir que os clientes possam reorganizar as suas contas, sem que tenham o corte de energia elétrica, que é um serviço essencial”, destacou Magagnin.

O magistrado deferiu a liminar e citou em sua decisão, entre outras coisas que “em face da pandemia da COVID-19, a população está em isolamento social. Medida indicada como fundamental pelas autoridades sanitárias mundiais e seguida pelos governos da quase totalidade dos Estados nacionais. As medidas restritivas determinadas pelas autoridades estão causando grave impacto sobre a economia como um todo, atingindo as empresas e seus empregados em razão da diminuição de faturamento, circunstância que culminará na elevação do número de desempregados que se tornam inadimplentes fruto desse quadro de recessão experimentada.”

Dessa forma, o magistrado determinou o seguinte às concessionárias:

a) que se abstenham de promover o corte (suspensão) no fornecimento de energia elétrica para todas as unidades residenciais, classificadas no Subgrupo B1 – residencial, inclusive as subclasses residenciais de baixa renda em decorrência do inadimplemento de qualquer fatura de consumo que tenha se vencido e se encontre inadimplente do período de 20 de março de 2020 até 90 dias a contar da decisão;
b) que se abstenham de notificar os usuários com o “aviso de corte” junto às faturas de energia elétrica vencidas e não pagas durante o período em que estiveram e estiverem impossibilitadas em razão do inadimplemento do consumidor/usuário no período de 20 de março de 2020 até 90 dias a contar da presente decisão;
c) que se abstenham de efetuar a cobrança de juros, multa, correção monetária e demais encargos decorrentes da mora pelas faturas vencidas e não pagas durante o estado de calamidade em que o Rio Grande do Sul se encontra, decorrente da COVID-19 de 20/03/2020 até o prazo de 90 dias a contar da presente decisão;
d) que se abstenham de inscrever ou manter o nome dos consumidores junto a qualquer cadastro de crédito (positivo ou negativo) por faturas de energia elétrica que tenham vencido no período de 20/03/2020 até o prazo de 90 dias a contar da presente decisão;
e) que facilitem e ampliem o parcelamento das faturas de energia elétrica vencidas a partir do dia 20/03/2020 até 90 dias a contar da presente decisão, através da criação da modalidade de parcelamento através da própria fatura de energia elétrica e, também, que comuniquem aos consumidores, nas faturas que serão emitidas a partir da presente decisão judicial, a possibilidade de parcelamento dos débitos e as modalidades admitidas pela fornecedora para tanto.

A multa fixada, para o caso de descumprimento das medidas, deverá ser revertida em favor do Fundo Estadual que trata o art. 13 da LACP (nº 7.347/85).

Unidades consideradas de baixa renda:

Para que a unidade residencial seja considerada de baixa renda, um dos membros da família deve se dirigir até a concessionária ou permissionária de sua região e comprovar que preenche um dos três requisitos: estar inscrito no Cadastro Único do Governo Federal, com renda familiar mensal per capita menor ou igual a meio salário mínimo nacional; ser idoso com mais de 65 anos ou pessoa com deficiência, que recebam o benefício da prestação continuada (BPC); seja de família inscrita no CadÚnico com renda mensal de até 3 (três) salários mínimos, que tenha portador de doença ou deficiência (física, motora, auditiva, visual, intelectual e múltipla) cujo tratamento, procedimento médico ou terapêutico requeira o uso continuado de aparelhos, equipamentos ou instrumentos que, para o seu funcionamento, demandem consumo de energia elétrica.

Em anexo, áudio do dirigente do Núcleo de Defesa do Consumidor, Rafael Pedro Magagnin, falando sobre a importância desta decisão.

POR: Felipe Daroit
Coordenador de Comunicação
Defensoria Pública do RS.

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