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Herança Maldita. José Fábio aponta vícios que travam a Saúde

A Prefeitura Municipal de Alegrete, através da Secretaria de Saúde, apresentou, em entrevista coletiva, na manhã desta segunda-feira, 23, um diagnóstico sobre a situação administrativa e financeira da pasta.
O Secretário José Fábio da Silva Pereira iniciou sua explanação falando sobre a composição da secretaria onde possui 673 funcionários, divididos em 12 setores distintos. São eles: PAM Central, Centro de Especialidade Médicas – CEMA, Centro Social Urbano – CSU, Escola de Saúde da Família – ESF, Unidade de Pronto Atendimento – UPA, Centro Regional de Referência em Saúde do Trabalhador – CERESTE OESTE, HEMOCENTRO, Saúde Mental, Laboratório Municipal, Farmácia Municipal, Centro de Especialidades Odontológicas – CEO e SAMU.
Conforme o Secretário de Saúde, aparentemente o setor, que é complexo, está funcionando muito bem. José Fábio até faz este comentário com relação aos outros municípios que não tem todos os mesmos serviços prestados no município. Porém, encontrou muitos problemas, como frota mal distribuída, com carros parados por falta de manutenção ou a manutenção feita de forma errada, também comentou da demanda ser reprimida, principalmente para atender os pacientes fora do domicílio.
Um outro fato que preocupa são os altos custos dos prédios alugados e o mau controle dos serviços de água, energia e telefone. Quanto aos aluguéis, que giram em torno de R$ 33.000,00 (trinta e três mil reais), mensais, a gestão está estudando a ideia de realocar os serviços prestados  no CEMA em um outro local.
A ideia é construir mais um andar no Laboratório Municipal, que está em construção e também transferir alguns profissionais para o CER, na Zona Leste, como fisioterapeutas e fonoaudiólogos, por exemplo. “Estamos há 20 dias no governo. Ainda tomando conhecimento dos setores e seus problemas. Vamos sanar durante a administração e conforme o plano de governo apresentado pelos gestores e, principalmente com planejamento adequado, que não existe”, declara o secretário José Fábio.
Embora o município conte com 20 ESF, faltam profissionais para compor as unidades e também se sabe que há a falta de comprometimento com o atendimento ao público, uma das reclamações dos usuários. “Neste caso também mostra um problema de planejamento, temos 75 estagiários, justamente pela falta de profissionais e os serviços não podem parar”, declara José Fábio, dizendo ainda que o ideal para a dimensão da saúde do município seria a realização de concurso público para as reais necessidades.
A Prefeita Cleni Paz da Silva, foi enfática com o seu secretariado com relação a diminuição aos Cargos em Confiança. Na Saúde eram 33, hoje o secretário conta com 16 pessoas e 9 das 29 convocações necessárias para o funcionamento dos setores.
Para fazer funcionar todo este conglomerado de prédios, recursos humanos e tudo o que é necessário, o município gastou em 2016 R$ 47.000.000,00 (quarenta e sete milhões de reais). Dentre os recursos recebidos, há o valor de R$ 5.000.000,00 (cinco milhões de reais), de origem livre, que poderia ser utilizado em outras secretarias.
  “Encontrei uma outra prefeitura dentro da Saúde e com sérios problemas de falta de planejamento em todos os setores.  Agora, vamos tentar solucionar, conversando com outras secretarias, parceiros e resolver cada demanda conforme sua necessidade e dentro do que foi estipulado pelos gestores em sua plataforma de governo. “ declara o secretário José Fábio.
Algumas ações já tomadas pela Secretaria de Saúde:
Frota de Veículos: a Secretaria possui 50 veículos, destes 7 estão parados por problemas de mecânica. Um deles é uma ambulância onde o motor foi fundido por falta de gestão. Com relação a este fator a secretaria terá três pessoas para cuidar destes serviços, assim distribuídos: uma pessoa para cuidar dos carros e outra para as ambulâncias e uma somente para fazer a gestão de toda a frota de veículos. Só em serviços terceirizados foi gasto o valor de R$ 700.00,00 (setecentos mil reais), em 2016.
Ressonância Magnética: O município gasta  o valor de R$ de 109.000,00 (cento e nove mil reais) por ano em energia elétrica neste serviço. Só no mês de dezembro do ano passado, a conta de energia deu o valor de R$ 17.000,00. O Secretário vai conversar com os municípios que utilizam este serviço para fazerem um acordo e também vai fazer o mesmo procedimento com a Administração da Santa Casa de Caridade.
Plantão Pediátrico: Uma das ações importantes debatida durante a campanha eleitoral que é a retomada do Plantão Pediátrico, o secretário disse que será disponibilizado uma área do setor de traumatologia para este fim. O serviço será disponibilizado para a população em meados de março.
O encontrou aconteceu no Salão Azul, do Centro Administrativo Municipal e reuniu profissionais de rádio, jornal impresso e televisão, a Prefeita Cleni Paz da Silva, o Vice-Prefeito, Márcio Fonseca do Amaral; os vereadores Glênio Bolsson, Vanda Dornelles e Nívea Souza. Também estavam presentes o Secretário de Planejamento Paulo Salbego e a Drª Nilva Severo Perez.
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Chuva forte atingiu Rosário do Sul e Alegrete neste feriado de 1°de maio

Na foto acima, no meio da tarde desta sexta-feira, KM 498 da Br290… passando água sobre a pista, mas o trecho não foi interrompido

Os últimos levantamentos do INMET e da  Defesa Civil realizados até o final da tarde de hoje, 1º de maio de 2026, os volumes registrados são preocupantes, especialmente pela velocidade com que a água acumulou.
Aqui estão os dados atualizados:

Rosário do Sul
É o município em situação mais crítica no momento, com acumulados que já superaram a média histórica de todo o mês de maio.

Máximo registrado:

Mais de **120 mm** em menos de 24 horas.
Situação: Já há registros de casas e ruas alagadas na área urbana. A previsão indica que esse volume pode chegar ou superar os 200 mm até o final da noite, mantendo o risco de cheias rápidas muito alto.

Alegrete
Embora o volume total tenha sido ligeiramente menor que em Rosário até agora, a intensidade da chuva na bacia do Rio Ibirapuitã coloca a cidade em alerta máximo.

Máximo registrado:Os pluviômetros indicam cerca de 51,7 mm acumulados ao longo do dia, mas com tendência de forte elevação.
Nível do Rio Ibirapuitã: A última medição oficial (por volta das 20h) indicava 1,33 metros. Embora ainda esteja longe da cota de inundação (9,70 m), o risco reside no volume que cai nas cabeceiras, o que pode causar uma subida repentina nas próximas 12 a 24 horas.

Internautas

Nos grupos do whatts app há vários registros da chuva em diferentrs pontos do interior de Alegrete.

KM 498 da Br290… passando água sobre a pista, mas o trecho não foi interrompido
Entre Rosário do Sul e Alegrete, choveu 150 mm
Na Fazenda São Pedro, 247 mm e segue chovendo
INHANDUI,  Santa Zulmira, 130mm
Também 130mm na Agropecuária Vale do Jarau
No Paipasso 130 mm
Na agropecuária Tapera, 112 mm
Cabanha São Manoel, 75 mm, Guassu boi
Na Minuano, 23mm
Figueira – Mariano Pinto, 20mm
Cidade – Bairro Santos Dumont até às 18 horas, 88mm

130 mm até agora no Inhandui na Br 290
Na Palma, até agora 150 mm
No Vasco Alves, 160 mm

Atenção:

O INMET mantém o Aviso de Tempestade (Grande Perigo) até a tarde de amanhã, 2 de maio, com previsão de ventos superiores a 100 km/h e mais chuva volumosa. A orientação da Defesa Civil é que moradores de áreas ribeirinhas ou locais historicamente sujeitos a alagamentos permaneçam em vigilância constante.

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Condenados: tios recebem até 32 anos por morte de Márcio dos Anjos em Alegrete

Após dois dias de julgamento, encerrado nesta sexta-feira (17), o júri condenou os tios paternos do menino Márcio dos Anjos, de 1 ano e 11 meses, morto em agosto de 2020, em Alegrete.

Riane Quinteiro da Costa foi condenado a 32 anos de reclusão e Roberta Eggres Prado a 29 anos e 4 meses, ambos em regime fechado. As penas são por homicídio comissivo por omissão qualificado. Cabe recurso.

Atuaram na defesa Igor Roberto Freitas Garcia, pelo réu, e Júlia Sleifer Alonso e Khaoan Quevedo Jacques de Castro, pela ré.

O caso
Segundo a denúncia, a criança foi espancada pelo pai, Luís Fabiano Quinteiro Jaques. O menino vivia com o casal, responsável por seus cuidados enquanto o genitor trabalhava na zona rural.

As agressões teriam ocorrido na noite de 13 de agosto de 2020. A vítima só foi levada ao hospital três dias depois, já em estado crítico. Márcio morreu no dia seguinte. A causa da morte foi traumatismo craniano, com edema e hemorragia cerebral.

Com informações do TJRS.

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Itaguassu é condenado a 39 anos por assassinato de Schana Pianesso e do bebê que ela esperava

Nesta quinta-feira (26), no Fórum de Alegrete, foi palco do tão esperado novo julgamento de Itaguassu Borges Pinheiro, acusado pelo assassinato de Schana Pianesso e do feto que ela gestava em 2008. Após mais de quatorze horas de sessão, o réu foi condenado a 39 anos de reclusão em regime inicialmente fechado.

A sentença, proferida pelo juiz Rafael Echevarria Borba, destacou a brutalidade do crime e aplicou aumentos rigorosos na dosimetria da pena, levando em conta a frieza emocional do acusado e o contexto de violência de gênero.

Detalhes da condenação
– Homicídio qualificado: pena fixada em 30 anos, considerando a personalidade “desviante” do réu e a culpabilidade acentuada. O magistrado ressaltou a noção de posse do homem sobre a mulher e o fato de a vítima ter sido levada a um local ermo para ser morta com extrema violência.
Aborto provocado por terceiro sem consentimento: pena de 9 anos, justificada pela intenção do réu de ocultar uma relação extraconjugal e pela brutalidade que atingiu toda a estrutura familiar. O concurso material entre os dois crimes resultou na pena total de 39 anos.

Execução imediata
O juiz determinou a execução provisória da pena, com o imediato recolhimento do réu ao cárcere. Foi expedido mandado de prisão e negado o direito de recorrer em liberdade, devido ao montante da condenação e ao regime fixado.

Embora Itaguassu já tenha cumprido 1.034 dias de prisão preventiva, o tempo não é suficiente para garantir progressão de regime.

Justiça após 18 anos
O desfecho encerra um capítulo de 18 anos de espera por justiça para a família Pianesso e para a comunidade de Alegrete, que acompanhou o caso desde 2008.

 

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