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Depois de cinco dias de Júri, três réus do “Caso Gabriel” são condenados a 24 anos em São Gabriel
Tribunal do Júri condenou, na madrugada deste sábado, 4 de julho, três acusados pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) pela morte de Gabriel Marques Cavalheiro, 18 anos, crime ocorrido em 2022, em São Gabriel.
Após cinco dias de julgamento, os réus foram condenados a 24 anos de reclusão em regime fechado pelo homicídio qualificado por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. Também foram condenados a pagar uma indenização de R$ 100 mil à família da vítima e a perda dos cargos de Policiais Militares. Atuaram em plenário os promotores de Justiça Maria Fernanda Rabelo, Karine Teixeira e Eugênio Paes Amorim.
O julgamento teve início na segunda-feira, 29 de junho, com os depoimentos de testemunhas. Na noite de quarta-feira, 1º de julho, e na manhã de quinta-feira, 2 de julho, MPRS, Judiciário, jurados e defensores dos réus realizaram visitas ao local onde o corpo de Gabriel foi encontrado, na localidade de Lava Pé, em São Gabriel. Encerrada a fase de instrução, com os interrogatórios dos investigados na quinta-feira, 2 de julho, acusação e defesa apresentaram suas teses nos debates em plenário entre a manhã e a noite de sexta-feira, 3 de julho.
Esteve presente no julgamento, pelo MPRS, a subprocuradora-geral de Justiça para Assuntos Institucionais, Alessandra Moura Bastian da Cunha, ressaltando que “o MPRS encerra esse plenário com dever cumprido e sempre será, permanentemente, a voz das vítimas no Tribunal do Júri”. A coordenadora do Centro de Apoio Operacional Criminal e de Acolhimento às Vítimas (CAOCRIM), Lisiane Veríssimo, responsável pela denúncia do caso à época dos fatos, também acompanhou o júri.
Segundo ela, “o abraço na família nos emociona e nos motiva todos os dias a continuar buscando justiça e, neste caso, pude abraçar o pai e a mãe do jovem lá na localidade onde o corpo foi encontrado e disse para eles, na ocasião, que nós iríamos buscar justiça pelo Gabriel”.
O promotor Eugênio Paes Amorim ressaltou que “foi uma decisão paradigmática em um júri histórico que vai servir de exemplo para a função do policial militar, já que os réus eram integrantes da Brigada Militar à época dos fatos. A função do policial é servir e proteger, não matar, muito menos matar inocentes”.
A promotora Karine Teixeira disse:”este foi o júri mais difícil da minha carreira pela complexidade de ter que acusar integrantes da Brigada Militar e de se verificar, realmente, que o trabalho pode ser falho, pode gerar lesão à vida, que é para esta finalidade a existência desta instituição e por isso a importância das câmeras corporais”. Por fim, a promotora Maria Fernanda Rabelo destacou que “os jurados reconheceram a responsabilidade dos réus e que não há margem para a participação de qualquer outra pessoa nestes fatos. Quem cometeu este crime foi condenado na madrugada deste sábado”.
A advogada Rejane Igisk Lopes também atuou em plenário como assistente de acusação. O presidente da AMP/RS, Fernando Andrade Alves, também acompanhou o júri.
Fotos: Tiago Coutinho/MPRS
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Pontilhão sobre o arroio Capivari em recuperação
A Câmara Municipal de Alegrete realizou uma reunião institucional com o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (DAER) para reivindicar melhorias para a situação da Ponte do Capivari. O encontro ocorreu no começo deste mês e foi articulado pelo vereador Cléo Trindade.
Durante a reunião, o superintendente da 9ª Superintendência Regional do DAER, engenheiro Paulo de Tarso Meister, informou que a ponte segue em processo de recuperação provisória. Segundo o engenheiro, a próxima etapa da obra depende da entrega do madeiramento que será utilizado nas guias de transporte e da melhoria das condições climáticas, já que o período de chuvas tem dificultado a execução dos serviços e a trafegabilidade na região.
O superintendente também informou que está prevista a instalação de estruturas para limitar a altura e a largura dos veículos que utilizam a ponte. A medida tem como objetivo restringir o tráfego até a realização da recuperação definitiva.
Além do vereador Cléo Trindade, o vereador Leandro Meneghetti também acompanha o andamento dos serviços e os encaminhamentos junto ao DAER.
A Câmara Municipal seguirá acompanhando as intervenções e cobrando do órgão estadual a continuidade das obras e medidas que garantam mais segurança e melhores condições de circulação na Ponte do Capivari.
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BAGRE FAGUNDES MORRE AOS 86 ANOS E DEIXA O RIO GRANDE DO SUL EM LUTO
A VOZ DO “CANTO ALEGRETENSE” SE CALA, MAS O LEGADO PERMANECE
O Rio Grande do Sul perdeu neste domingo (2) um de seus maiores símbolos culturais. Morreu, aos 86 anos, em Porto Alegre, o tradicionalista, cantor e compositor Euclides Fagundes Filho, o Bagre Fagundes, coautor de um dos maiores hinos da identidade gaúcha, Canto Alegretense. O artista estava internado desde maio, após sofrer uma parada cardiorrespiratória provocada por um engasgo, e seu estado de saúde inspirava cuidados desde então.
Patriarca da família Os Fagundes, Bagre dedicou décadas à valorização da cultura regional, levando a música nativista a diferentes gerações. Sua obra ajudou a fortalecer o sentimento de pertencimento do povo gaúcho e projetou Alegrete para todo o país.
A notícia provocou uma onda de homenagens. Artistas, lideranças culturais e autoridades destacaram sua generosidade, seu compromisso com a tradição e a influência decisiva na formação de novos talentos. O governador do Estado anunciou que o velório será realizado no Palácio Piratini, uma homenagem reservada a personalidades de extraordinária relevância para a história gaúcha.
Mais do que um músico, Bagre Fagundes tornou-se um guardião da memória cultural do Rio Grande do Sul. Sua partida encerra um capítulo da música nativista, mas suas canções seguirão ecoando em festivais, CTGs, escolas e rodas de chimarrão, mantendo viva a essência do povo gaúcho.
O LEGADO DE BAGRE FAGUNDES
Quem foi Bagre Fagundes?
• Nome: Euclides Fagundes Filho.
• Morreu aos 86 anos, em Porto Alegre.
• Coautor do clássico Canto Alegretense, ao lado de Nico Fagundes.
• Patriarca do grupo Os Fagundes.
• Referência da música nativista e do tradicionalismo gaúcho.
• Incentivou gerações de artistas e defensores da cultura regional.
• Receberá homenagem oficial com velório no Palácio Piratini.
• Seu legado ultrapassa a música e integra o patrimônio cultural do Rio Grande do Sul.
• Canções como Canto Alegretense seguem como símbolos da identidade gaúcha.
• A despedida mobiliza milhares de admiradores em todo o Estado.
• A cultura gaúcha perde uma de suas vozes mais emblemáticas.
• A história de Bagre Fagundes permanecerá viva na memória e no coração dos gaúchos.
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Preso em Alegrete fugitivo por tentativa de feminicídio em Porto Alegre
O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), localizou na terça-feira, 15 de julho, um homem de 67 anos condenado por tentativa de feminicídio em Porto Alegre.
A captura ocorreu em Alegrete, após troca de informações entre o GAECO e as agências Local de Inteligência do 6º Batalhão de Polícia de Choque e Regional do Delta do Jacuí (CRPM-DJ) da Brigada Militar (BM). O condenado estava foragido desde 2022.
O crime ocorreu em 17 de dezembro de 2016, no bairro Vila João Pessoa, na Capital. Conforme a investigação, durante uma discussão em família, o homem atacou a então companheira, que tinha 58 anos na época, com uma faca de cozinha, causando ferimentos na região do pescoço. A agressão foi interrompida após a intervenção de familiares e a vítima foi socorrida e encaminhada para atendimento médico.
A prisão foi realizada por policiais militares após o repasse de informações do GAECO. O homem possuía mandado de prisão decorrente de condenação transitada em julgado, ou seja, sem possibilidade de recurso, e foi encaminhado para os procedimentos legais e o cumprimento da pena em regime fechado.
PROJETO PROTETOR
O Projeto Protetor é uma iniciativa do MPRS com coordenação do GAECO e tem como objetivo localizar e prender foragidos investigados ou condenados por crimes praticados no contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher.
A ação, que iniciou este ano, reúne esforços do GAECO e de órgãos de segurança pública para dar efetividade às decisões judiciais, ampliar a proteção das vítimas e combater a impunidade em casos de violência de gênero.
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