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Paulo de Tarso

Alegrete inaugura atendimento neurológico 24h com tecnologia de ponta para casos de AVC

Em um marco para a saúde pública do interior gaúcho, a Prefeitura de Alegrete firmou nesta terça-feira (16) um convênio com a Santa Casa de Alegrete e o Instituto de Medicina Cerebral (IMCER), de Porto Alegre, para implantar o serviço de Tele AVC 24 horas.

A iniciativa coloca o município na vanguarda do atendimento neurológico emergencial, especialmente para casos de Acidente Vascular Cerebral (AVC), uma das principais causas de morte e sequelas no Brasil.

📡 Tecnologia que Salva Vidas

O serviço de Tele AVC conecta médicos da Santa Casa a neurologistas especializados em tempo real, por meio da plataforma TeleNeuro. Exames de imagem são avaliados remotamente, permitindo diagnósticos rápidos e seguros. Essa agilidade é essencial para a aplicação de terapias como a trombólise, que precisam ser iniciadas nas primeiras horas após os sintomas.

🗣️ Vozes que Fazem Acontecer

 “Essa parceria representa um salto na qualidade do atendimento que oferecemos à população. Estamos encurtando distâncias e salvando tempo — e tempo, no caso do AVC, é vida.”

Neurologista clínico Diógenes Zan, do IMCER

“A Santa Casa se orgulha de ser pioneira na região. Com o Tele AVC, nossos profissionais ganham suporte técnico de excelência, e nossos pacientes ganham esperança.”

Diretora operacional da Santa Casa de Caridade,Tailise Ribeiro Lemos

 “Investir em saúde é investir em dignidade. Alegrete está mostrando que o interior também pode ser referência em inovação.”

Diretor de Políticas Estratégicas da Santa Casa Fernando Uberti Machado

🏥 Interior na Vanguarda

Com a ativação do serviço, Alegrete se torna referência em cuidado neurológico no interior do estado. A iniciativa amplia o acesso a tratamentos especializados e reforça o compromisso da gestão municipal com a modernização da saúde pública.

📍 Compromisso com o Futuro

Mais do que um avanço técnico, o Tele AVC é um gesto de visão estratégica e responsabilidade social. Em tempos em que a tecnologia redefine os limites da medicina, Alegrete dá um passo firme rumo a um futuro onde salvar vidas não depende da geografia.

 

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Paulo de Tarso

Nem tudo é notícia.

Há uma regra elementar nas redações profissionais: suicídio não é espetáculo.

Não é assunto para manchetes apelativas, exposição de circunstâncias, exploração da identidade da vítima ou corrida por cliques. Não porque o jornalismo deva esconder a realidade, mas porque há situações em que a maneira de informar também pode produzir consequências.

Alegrete vive dias dolorosos.

Ontem, um estudante de uma escola estadual morreu por suicídio. A notícia rapidamente ganhou espaço em portais e redes sociais da cidade. O EQ fez outra escolha: não transformou uma tragédia humana em conteúdo para disputar audiência.

Hoje, a comunidade foi atingida por uma segunda morte, envolvendo uma adolescente da mesma escola.

É preciso estabelecer aqui uma diferença fundamental: não há elementos que permitam afirmar que a divulgação do primeiro caso tenha provocado o segundo. Fazer essa associação como fato seria tão irresponsável quanto ignorar aquilo que décadas de estudos e protocolos profissionais já ensinaram às redações: a cobertura inadequada de suicídios pode favorecer comportamentos de imitação entre pessoas vulneráveis.

É exatamente por isso que existem recomendações específicas para o tratamento jornalístico desses episódios.

Não se trata de censura. Trata-se de responsabilidade.

O jornalismo pode — e deve — falar sobre suicídio. Deve discutir saúde mental, prevenção, sofrimento, redes de apoio, políticas públicas e caminhos para buscar ajuda. O que não deve fazer é transformar a morte em narrativa espetacular, explorar e/ou converter o sofrimento de uma família em mercadoria para alimentar algoritmos.

O EQ não pretende ocupar o lugar de paladino das boas práticas jornalísticas. Também erramos e estamos permanentemente sujeitos à revisão de nossas escolhas.

Mas existe um limite que uma redação profissional precisa reconhecer.

Antes do clique existe uma pessoa. Antes da audiência existe uma família. E antes da notícia existe a vida.

Quando plataformas, páginas ou veículos abandonam esses princípios para competir por alcance nas redes sociais, a discussão deixa de ser apenas sobre gosto editorial. Passa a ser sobre responsabilidade.

Informar exige técnica. Exige critério. E, sobretudo, exige ética.

Nem tudo o que desperta curiosidade pública precisa ser explorado da mesma maneira. Nem tudo o que gera audiência merece uma manchete.

Há momentos em que o jornalismo demonstra sua qualidade não apenas pelo que publica.

Mas também pelo que decide não transformar em espetáculo.

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Paulo de Tarso

Chimarrão, lareira e outras coisitas a mais: as armas do gaúcho contra o frio intenso

Quando o inverno mostra sua força e a geada pinta os campos de branco, o gaúcho já sabe o caminho. A chaleira vai ao fogo, a cuia passa de mão em mão e a lareira transforma a casa em abrigo.

O chimarrão aquece o corpo e aproxima as pessoas. A lenha estalando no fogo embala conversas, histórias e silêncios que só o inverno sabe explicar.

O poncho sai do armário, a boina volta à cabeça, o pala enfrenta o minuano e a comida ganha sabor de aconchego: carreteiro, feijão, sopa de capeletti, pinhão e um bom churrasco desafiam as baixas temperaturas.

No Rio Grande, o frio nunca foi apenas um fenômeno da natureza. É um convite para reforçar as tradições, reunir a família e lembrar que a verdadeira força do gaúcho está na capacidade de transformar o rigor do inverno em calor humano.

Porque, por aqui, o inverno pode até congelar a paisagem. Mas jamais esfria a alma de quem nasceu para enfrentar o minuano.

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Paulo de Tarso

PRF prende contrabandista com veículo carregado de agrotóxicos ilegais em Rosário do Sul

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