Manchete
Caso Dienifer. Autor de bárbaro feminicídio será julgado hoje
Acusado de matar Dienifer Aranguiz Gonçalves e seu bebê não nascido, Paulo Cézar Franco da Silva vai a julgamento nesta sexta
Em Alegrete, Rio Grande do Sul, a comunidade acompanha o julgamento de Paulo Cézar Franco da Silva, marcado para esta sexta-feira (14 de fevereiro de 2025).
Ele é acusado de feminicídio contra Dienifer Aranguiz Gonçalves, de 18 anos, grávida de sete meses, e de aborto. O crime, ocorrido em maio de 2021, chocou o município pela sua brutalidade.
O caso foi descoberto no dia 10 de maio de 2021, quando o corpo de Dienifer foi encontrado pelo pai. Inicialmente investigado como suicídio, a reviravolta veio após análises técnicas indicarem a presença de Paulo Cézar no local do crime.
A quebra de sigilo do celular do acusado revelou sua localização na residência até momentos antes do crime, além de tentativas de simular mensagens de Dienifer após sua morte.
A promotora criminal Rochele Jelinek declarou: “A cena do crime foi alterada e, antes de sair do apartamento, ele enviou mensagens ao pai da vítima se passando por ela.”
A defesa de Paulo Cézar argumenta que foi um suicídio, mas o Tribunal de Justiça, em 28 de fevereiro de 2024, determinou que o caso fosse a julgamento por feminicídio e aborto.
Familiares e amigos de Dienifer realizaram uma manifestação em frente ao Fórum de Alegrete, exigindo justiça.
A promotora Jelinek enfatizou a importância da participação pública no julgamento, que não apenas busca justiça para Dienifer e seu bebê, mas também destaca a luta contra a violência feminina.
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Caminhão do Exército derruba postes e interdita ruas em Alegrete
Um caminhão do Exército Brasileiro, que transportava cavalos, provocou a queda de dois postes de energia elétrica na tarde desta terça-feira (24) em Alegrete. O incidente ocorreu quando o veículo cruzava a Rua Bento Gonçalves em direção à Rua Conde de Porto Alegre e acabou enroscando na fiação da rede elétrica.
De acordo com o relato do militar responsável pela condução, ele não percebeu o momento em que a estrutura foi atingida. A queda dos postes obrigou a Brigada Militar a interditar as duas vias para garantir a segurança da população e permitir a avaliação dos danos.
O caminhão foi posteriormente recolhido ao quartel do 6º Regimento de Cavalaria Blindado. As causas do acidente ainda serão apuradas pelas autoridades competentes.
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Caminhão com carga de milho tomba na RS 377 em Alegrete
No início da tarde desta quinta-feira (12), um caminhão trator com dois semirreboques — conhecido como Romeu e Julieta — tombou no km 399, na RS 377, próximo ao trevo de acesso ao antigo lixão.
O veículo transportava cerca de 36 toneladas de milho e seguia no sentido Manoel Viana/Alegrete quando o motorista perdeu o controle ao fazer a conversão.
Motoristas que passavam ajudaram nos primeiros socorros e acionaram o Samu e o Comando Rodoviário da Brigada Militar.
Até o momento, não há informações detalhadas sobre o estado de saúde do condutor, mas de forma preliminar ele estaria bem.
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Caso Márcio dos Anjos: data do júri de tios do menino é redefinida
Tribunal do Júri da Comarca de Alegrete, que irá julgar os réus Riane Quinteiro da Costa e Roberta Eggres Prado, acusados de homicídio qualificado por omissão na morte de Márcio dos Anjos Jaques, ocorrida em agosto de 2020, foi redesignado por decisão proferida na quinta-feira (22/01), pelo Juiz de Direito Rafael Echevarria Borba, titular da Vara Criminal local.
A sessão, que estava marcada para 23 de abril de 2026, foi antecipada para o dia 16 do mesmo mês, às 9h, no Salão do Júri do Foro alegretense. A medida se dá em razão de pedido do Ministério Público, sem oposição das defesas dos réus. Além disso, na mesma decisão, foi ratificada a desistência da oitiva de quatro testemunhas de defesa.
A previsão de duração do julgamento é de dois dias.
Caso
Márcio morreu em 17 de agosto de 2020. Segundo laudo de necropsia, a causa foi hemorragia subdural e edema cerebral. De acordo com o Ministério Público, ele foi espancado pelo pai, Luís Fabiano Quinteiro Jaques, já condenado pelo Tribunal do Júri de Alegrete em outubro de 2024 a 44 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão em regime fechado. Márcio e o pai moravam com o casal, que cuidava do menino quando Luís Fabiano trabalhava na área rural.
Conforme a denúncia, os tios se omitiram diante das agressões praticadas pelo pai, mesmo tendo o dever legal de agir. O MP afirma que a criança foi agredida na noite de 13/08/20, sofreu lesões graves e só foi levada ao hospital três dias depois, já em estado crítico. Márcio não resistiu e faleceu em 17/08/20.
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