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Paulo de Tarso

Representação de Alegrete aposta em dançar o Chamamé

Reconhecido pela UNESCO, o chamamé promete emocionar com sua história e evolução cultural em Santa Cruz do Sul

O CTG Farroupilha e o Grupo Nativista Ibirapuitã se preparam para apresentar o chamamé no ENART em Santa Cruz do Sul. Este festival, que é o maior de Arte e Tradição da América Latina, acontecerá no próximo final de semana.

 

O evento destacará a herança cultural sul-americana através da dança e da música. O chamamé, de origem Guarani, é apreciado em diversos países sul-americanos e estados brasileiros.

Com o tema “Romance del Chamamé”, o CTG Farroupilha visa celebrar a história e a evolução deste gênero musical. Os ensaios intensivos buscam garantir uma performance que reflita a autenticidade do chamamé.

Este ritmo foi declarado Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO em dezembro de 2020, simbolizando a diversidade cultural da região. “Queremos representar todos os tipos de chamamé”, afirmou um representante de Alegrete. A apresentação promete ser um dos destaques do ENART, marcada para 15 de novembro de 2024, celebrando a rica tapeçaria cultural que o chamamé representa.

 

O chamamé, um ritmo que transcende fronteiras, é forte em estados como Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. A popularidade dos bailes de chamamé nos anos 90, tanto no sul do Brasil quanto na Argentina, evidencia a conexão profunda deste ritmo com seu público.

O Grupo Nativista Ibirapuitã, além de entreter, tem a missão de contar a história do chamamé, desde suas raízes até as influências das imigrações europeias. Este ritmo, com elementos da musicalidade e ritualidade dos povos Guaranis e da Música Barroca das Reduções Jesuíticas, promete ser um dos destaques do ENART.

 

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Paulo de Tarso

Nem tudo é notícia.

Há uma regra elementar nas redações profissionais: suicídio não é espetáculo.

Não é assunto para manchetes apelativas, exposição de circunstâncias, exploração da identidade da vítima ou corrida por cliques. Não porque o jornalismo deva esconder a realidade, mas porque há situações em que a maneira de informar também pode produzir consequências.

Alegrete vive dias dolorosos.

Ontem, um estudante de uma escola estadual morreu por suicídio. A notícia rapidamente ganhou espaço em portais e redes sociais da cidade. O EQ fez outra escolha: não transformou uma tragédia humana em conteúdo para disputar audiência.

Hoje, a comunidade foi atingida por uma segunda morte, envolvendo uma adolescente da mesma escola.

É preciso estabelecer aqui uma diferença fundamental: não há elementos que permitam afirmar que a divulgação do primeiro caso tenha provocado o segundo. Fazer essa associação como fato seria tão irresponsável quanto ignorar aquilo que décadas de estudos e protocolos profissionais já ensinaram às redações: a cobertura inadequada de suicídios pode favorecer comportamentos de imitação entre pessoas vulneráveis.

É exatamente por isso que existem recomendações específicas para o tratamento jornalístico desses episódios.

Não se trata de censura. Trata-se de responsabilidade.

O jornalismo pode — e deve — falar sobre suicídio. Deve discutir saúde mental, prevenção, sofrimento, redes de apoio, políticas públicas e caminhos para buscar ajuda. O que não deve fazer é transformar a morte em narrativa espetacular, explorar e/ou converter o sofrimento de uma família em mercadoria para alimentar algoritmos.

O EQ não pretende ocupar o lugar de paladino das boas práticas jornalísticas. Também erramos e estamos permanentemente sujeitos à revisão de nossas escolhas.

Mas existe um limite que uma redação profissional precisa reconhecer.

Antes do clique existe uma pessoa. Antes da audiência existe uma família. E antes da notícia existe a vida.

Quando plataformas, páginas ou veículos abandonam esses princípios para competir por alcance nas redes sociais, a discussão deixa de ser apenas sobre gosto editorial. Passa a ser sobre responsabilidade.

Informar exige técnica. Exige critério. E, sobretudo, exige ética.

Nem tudo o que desperta curiosidade pública precisa ser explorado da mesma maneira. Nem tudo o que gera audiência merece uma manchete.

Há momentos em que o jornalismo demonstra sua qualidade não apenas pelo que publica.

Mas também pelo que decide não transformar em espetáculo.

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Paulo de Tarso

Chimarrão, lareira e outras coisitas a mais: as armas do gaúcho contra o frio intenso

Quando o inverno mostra sua força e a geada pinta os campos de branco, o gaúcho já sabe o caminho. A chaleira vai ao fogo, a cuia passa de mão em mão e a lareira transforma a casa em abrigo.

O chimarrão aquece o corpo e aproxima as pessoas. A lenha estalando no fogo embala conversas, histórias e silêncios que só o inverno sabe explicar.

O poncho sai do armário, a boina volta à cabeça, o pala enfrenta o minuano e a comida ganha sabor de aconchego: carreteiro, feijão, sopa de capeletti, pinhão e um bom churrasco desafiam as baixas temperaturas.

No Rio Grande, o frio nunca foi apenas um fenômeno da natureza. É um convite para reforçar as tradições, reunir a família e lembrar que a verdadeira força do gaúcho está na capacidade de transformar o rigor do inverno em calor humano.

Porque, por aqui, o inverno pode até congelar a paisagem. Mas jamais esfria a alma de quem nasceu para enfrentar o minuano.

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Paulo de Tarso

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