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Paulo de Tarso

ENART 2024 começa em Santa Cruz do Sul com desfile temático

 Mais de 4.500 competidores participam do maior festival amador de arte da América Latina, abrangendo diversas expressões da cultura gaúcha

O Encontro de Artes e Tradição Gaúcha (ENART) 2024 teve início em Santa Cruz do Sul nesta 6ª feira (15 de novembro de 2024). O desfile temático, que abriu o evento, contou com a participação de delegações de todas as 30 Regiões Tradicionalistas.

A concentração começou às 14h30min, em frente à Catedral São João Batista, e seguiu até o Parque da Oktoberfest. Este local é o palco das competições que caracterizam o ENART como o maior festival amador de arte da América Latina.

O festival reúne mais de 4.500 competidores em 25 modalidades, abrangendo danças tradicionais, declamações, canto, chula, trova, entre outras expressões da cultura gaúcha.

A cerimônia de abertura ocorreu no mesmo dia, às 17h30min, destacando-se a chegada da imagem de Nossa Senhora da Medianeira e uma apresentação do DTG Poncho Verde, campeão do ENART 2023.

O evento prossegue até domingo (17 de novembro de 2024), com eliminatórias e finais de diversas modalidades. As finais das danças tradicionais e as apresentações inclusivas, como a dança gaúcha de salão adaptada, estão programadas para o último dia.

O encerramento, previsto para as 19h30min de domingo, promete ser emocionante, com a participação do CTG Paixão Côrtes, vencedor do Fegadan 2024, e a Dança da Integração.

A realização do ENART 2024 é uma parceria entre a Secretaria de Estado da Cultura, o Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), a Fundação Cultural Gaúcha, a 5ª Região Tradicionalista e a Secretaria de Estado do Turismo.

O evento conta com o apoio da Prefeitura de Santa Cruz do Sul e o financiamento é do Pró-cultura RS, Governo do Estado do Rio Grande do Sul, sob o lema “O futuro nos une”.

Para mais informações sobre o ENART 2024, o site oficial do Movimento Tradicionalista Gaúcho (www.mtg.org.br) e as redes sociais do MTG oferecem detalhes sobre a programação. As apresentações também serão transmitidas ao vivo pelo canal no YouTube Eco da Tradição.

Fotos por: Marcelo Matusiak

@playpress.com.br

 

 

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Paulo de Tarso

Nem tudo é notícia.

Há uma regra elementar nas redações profissionais: suicídio não é espetáculo.

Não é assunto para manchetes apelativas, exposição de circunstâncias, exploração da identidade da vítima ou corrida por cliques. Não porque o jornalismo deva esconder a realidade, mas porque há situações em que a maneira de informar também pode produzir consequências.

Alegrete vive dias dolorosos.

Ontem, um estudante de uma escola estadual morreu por suicídio. A notícia rapidamente ganhou espaço em portais e redes sociais da cidade. O EQ fez outra escolha: não transformou uma tragédia humana em conteúdo para disputar audiência.

Hoje, a comunidade foi atingida por uma segunda morte, envolvendo uma adolescente da mesma escola.

É preciso estabelecer aqui uma diferença fundamental: não há elementos que permitam afirmar que a divulgação do primeiro caso tenha provocado o segundo. Fazer essa associação como fato seria tão irresponsável quanto ignorar aquilo que décadas de estudos e protocolos profissionais já ensinaram às redações: a cobertura inadequada de suicídios pode favorecer comportamentos de imitação entre pessoas vulneráveis.

É exatamente por isso que existem recomendações específicas para o tratamento jornalístico desses episódios.

Não se trata de censura. Trata-se de responsabilidade.

O jornalismo pode — e deve — falar sobre suicídio. Deve discutir saúde mental, prevenção, sofrimento, redes de apoio, políticas públicas e caminhos para buscar ajuda. O que não deve fazer é transformar a morte em narrativa espetacular, explorar e/ou converter o sofrimento de uma família em mercadoria para alimentar algoritmos.

O EQ não pretende ocupar o lugar de paladino das boas práticas jornalísticas. Também erramos e estamos permanentemente sujeitos à revisão de nossas escolhas.

Mas existe um limite que uma redação profissional precisa reconhecer.

Antes do clique existe uma pessoa. Antes da audiência existe uma família. E antes da notícia existe a vida.

Quando plataformas, páginas ou veículos abandonam esses princípios para competir por alcance nas redes sociais, a discussão deixa de ser apenas sobre gosto editorial. Passa a ser sobre responsabilidade.

Informar exige técnica. Exige critério. E, sobretudo, exige ética.

Nem tudo o que desperta curiosidade pública precisa ser explorado da mesma maneira. Nem tudo o que gera audiência merece uma manchete.

Há momentos em que o jornalismo demonstra sua qualidade não apenas pelo que publica.

Mas também pelo que decide não transformar em espetáculo.

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Paulo de Tarso

Chimarrão, lareira e outras coisitas a mais: as armas do gaúcho contra o frio intenso

Quando o inverno mostra sua força e a geada pinta os campos de branco, o gaúcho já sabe o caminho. A chaleira vai ao fogo, a cuia passa de mão em mão e a lareira transforma a casa em abrigo.

O chimarrão aquece o corpo e aproxima as pessoas. A lenha estalando no fogo embala conversas, histórias e silêncios que só o inverno sabe explicar.

O poncho sai do armário, a boina volta à cabeça, o pala enfrenta o minuano e a comida ganha sabor de aconchego: carreteiro, feijão, sopa de capeletti, pinhão e um bom churrasco desafiam as baixas temperaturas.

No Rio Grande, o frio nunca foi apenas um fenômeno da natureza. É um convite para reforçar as tradições, reunir a família e lembrar que a verdadeira força do gaúcho está na capacidade de transformar o rigor do inverno em calor humano.

Porque, por aqui, o inverno pode até congelar a paisagem. Mas jamais esfria a alma de quem nasceu para enfrentar o minuano.

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Paulo de Tarso

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