Paulo de Tarso
Morre o professor Lair, um Sol M ao poeta das notas
O titularíssimo do sax virtuoso. O grande músico de todos os palcos. O líder do melhor LBS 8. O parceiro de qualquer brajerada. O tiozão que acolheu todas gerações. O professor Lair não se escondia do palco e ía sempre com o ímpeto e a doçura de um novato.
Desenhou com suas notas claras muitos coraçõezinhos entre os enamorados. Bailes da vida. Bares de todos horários, festivais, casamentos e onde tivesse demanda para a festa e sensibilidade. Do rock, da bossa nova, do Roberto Carlos ao Jobim, lá estava o “guri” com o sax em punho, criando frases criativas como se as redondilhas fossem escalas simples, porque ele era simplesmente simples.
Se fosse o capitão do time, seria um meia habilidoso e pifador, como músico jogou assim.
Na big band do papai do céu estavam no ensaio, o Gildo Mendonça, o maestro Miudinho, o Pipocão e outro gigante o professor Schneider, sendo animados pelo João Braz, que pararam para abrir a porta pra receber este poeta do som. Ele ficará bem Hélio, Polaco, Larri e Hilton.
Afinal, poucos deixam legado em tom maior. Nosso mestre fez assim. Deu um adeus num sopro, a cada despedida a gente vai amá-lo…
O corpo está sendo velado na Angellus da Daltro Filho. O enterro será nesta segunda-
Paulo de Tarso
Nem tudo é notícia.
Há uma regra elementar nas redações profissionais: suicídio não é espetáculo.
Não é assunto para manchetes apelativas, exposição de circunstâncias, exploração da identidade da vítima ou corrida por cliques. Não porque o jornalismo deva esconder a realidade, mas porque há situações em que a maneira de informar também pode produzir consequências.
Alegrete vive dias dolorosos.
Ontem, um estudante de uma escola estadual morreu por suicídio. A notícia rapidamente ganhou espaço em portais e redes sociais da cidade. O EQ fez outra escolha: não transformou uma tragédia humana em conteúdo para disputar audiência.
Hoje, a comunidade foi atingida por uma segunda morte, envolvendo uma adolescente da mesma escola.
É preciso estabelecer aqui uma diferença fundamental: não há elementos que permitam afirmar que a divulgação do primeiro caso tenha provocado o segundo. Fazer essa associação como fato seria tão irresponsável quanto ignorar aquilo que décadas de estudos e protocolos profissionais já ensinaram às redações: a cobertura inadequada de suicídios pode favorecer comportamentos de imitação entre pessoas vulneráveis.
É exatamente por isso que existem recomendações específicas para o tratamento jornalístico desses episódios.
Não se trata de censura. Trata-se de responsabilidade.
O jornalismo pode — e deve — falar sobre suicídio. Deve discutir saúde mental, prevenção, sofrimento, redes de apoio, políticas públicas e caminhos para buscar ajuda. O que não deve fazer é transformar a morte em narrativa espetacular, explorar e/ou converter o sofrimento de uma família em mercadoria para alimentar algoritmos.
O EQ não pretende ocupar o lugar de paladino das boas práticas jornalísticas. Também erramos e estamos permanentemente sujeitos à revisão de nossas escolhas.
Mas existe um limite que uma redação profissional precisa reconhecer.
Antes do clique existe uma pessoa. Antes da audiência existe uma família. E antes da notícia existe a vida.
Quando plataformas, páginas ou veículos abandonam esses princípios para competir por alcance nas redes sociais, a discussão deixa de ser apenas sobre gosto editorial. Passa a ser sobre responsabilidade.
Informar exige técnica. Exige critério. E, sobretudo, exige ética.
Nem tudo o que desperta curiosidade pública precisa ser explorado da mesma maneira. Nem tudo o que gera audiência merece uma manchete.
Há momentos em que o jornalismo demonstra sua qualidade não apenas pelo que publica.
Mas também pelo que decide não transformar em espetáculo.
Paulo de Tarso
Chimarrão, lareira e outras coisitas a mais: as armas do gaúcho contra o frio intenso
Quando o inverno mostra sua força e a geada pinta os campos de branco, o gaúcho já sabe o caminho. A chaleira vai ao fogo, a cuia passa de mão em mão e a lareira transforma a casa em abrigo.
O chimarrão aquece o corpo e aproxima as pessoas. A lenha estalando no fogo embala conversas, histórias e silêncios que só o inverno sabe explicar.
O poncho sai do armário, a boina volta à cabeça, o pala enfrenta o minuano e a comida ganha sabor de aconchego: carreteiro, feijão, sopa de capeletti, pinhão e um bom churrasco desafiam as baixas temperaturas.
No Rio Grande, o frio nunca foi apenas um fenômeno da natureza. É um convite para reforçar as tradições, reunir a família e lembrar que a verdadeira força do gaúcho está na capacidade de transformar o rigor do inverno em calor humano.
Porque, por aqui, o inverno pode até congelar a paisagem. Mas jamais esfria a alma de quem nasceu para enfrentar o minuano.
Paulo de Tarso
PRF prende contrabandista com veículo carregado de agrotóxicos ilegais em Rosário do Sul
-
Cidade6 anos atrás
Cavalarianos desfilam pelas ruas do Alegrete em homenagem ao 20 de Setembro
-
Cidade7 anos atrás
Folia e diversão no enterro dos ossos da descida dos blocos 2020
-
Polícia6 anos atrás
Racismo em Alegrete. Idosa é gravada xingando com injúria racial
-
Manchete5 anos atrás
Jovem médica alegretense morre em acidente na 290
-
Polícia2 anos atrás
Acidente fatal faz vítima fatal mulher jovem de 28 anos
-
Polícia3 anos atrás
Advogada é surpreendida por depoimento de Emerson Leonardi
-
Esportes4 anos atrás
Pauleira em baile viraliza nas redes sociais
-
Esportes7 anos atrás
Fluminense vence o Grêmio de Goleada na Categoria Master dos jogos da LAF


