Contato

Paulo de Tarso

Fiscalização da Prefeitura autua cargas em estradas de Alegrete

Na última semana em fiscalizações conjunta no São João/Tigre com a TVM de Manoel Viana,a VTM Alegrete flagrou um carregamento de tambores de chopp vindo de Santa Catarina com destino a Uruguaiana sem Nota Fiscal. Foi lavrado Termo de infração CVT (Comunicação de Verificação no Trânsito).

Na noite da última sexta-feira (dia 13/05), na BR 290, a Polícia Rodoviária Federal acionou a Turma Volante para efetuar autuação através de emissão de CVT em uma carga de 35 toneladas de Soja transportada de forma irregular. A carga tinha como procedência uma propriedade do Inhanduí e como destino o Município de Manoel Viana.

A carga de soja transportada estava com Nota Fiscal sem data. Artifício usado para transporte de diversas cargas com a mesma Nota Fiscal.

As ações ocorrem em parceria com a Polícia Rodoviária Estadual (PRE) e Polícia Rodoviária Federal (PRF), com a abordagem de veículos de carga.

Alegrete possui convênio de mútua colaboração com o Estado do Rio Grande do Sul fazendo parte do Programa de Integração Tributária (PIT).

Através deste convênio, a Receita Estadual disponibiliza o sistema de autoatendimento aos Agentes Municipais em atuação na Turma Volante Municipal para efetuarem a leitura do código de barras do DANFE apresentado pelo transportador e sua conferência com a NFe, ficando registrado evento da circulação da mercadoria.

Os agentes podem consultar a NF, verificar a autenticidade do DANFE apresentado e a sua correspondência com a NF-e representada; efetuar a conferência da carga com as informações obtidas na consulta à NF-e; Registrar um evento na NFe informando que naquela hora e local circulou a mercadoria descrita no DANFE/NFe.

Estas ações visam combater a sonegação de ICMS e incrementar o repasse de ICMS do Estado ao Município.

Paulo de Tarso Pereira, atua na área desde o final da década de 1970. Alegretense, formado na UFSM, já trabalhou nas maiores empresas do Sul, como Correio do Povo, RBS, A Notícia e JSC, bem como foi coordenador do Canal Rural e editor na Record/SP. A retornar para Alegrete, na virada do ano 2000, fundou o jornal EQ, e hoje é o jornalista responsável por todas as plataformas, que inclui site, redes sociais e edição on line do EQ.

Publicidade
Comentários

Paulo de Tarso

Nem tudo é notícia.

Há uma regra elementar nas redações profissionais: suicídio não é espetáculo.

Não é assunto para manchetes apelativas, exposição de circunstâncias, exploração da identidade da vítima ou corrida por cliques. Não porque o jornalismo deva esconder a realidade, mas porque há situações em que a maneira de informar também pode produzir consequências.

Alegrete vive dias dolorosos.

Ontem, um estudante de uma escola estadual morreu por suicídio. A notícia rapidamente ganhou espaço em portais e redes sociais da cidade. O EQ fez outra escolha: não transformou uma tragédia humana em conteúdo para disputar audiência.

Hoje, a comunidade foi atingida por uma segunda morte, envolvendo uma adolescente da mesma escola.

É preciso estabelecer aqui uma diferença fundamental: não há elementos que permitam afirmar que a divulgação do primeiro caso tenha provocado o segundo. Fazer essa associação como fato seria tão irresponsável quanto ignorar aquilo que décadas de estudos e protocolos profissionais já ensinaram às redações: a cobertura inadequada de suicídios pode favorecer comportamentos de imitação entre pessoas vulneráveis.

É exatamente por isso que existem recomendações específicas para o tratamento jornalístico desses episódios.

Não se trata de censura. Trata-se de responsabilidade.

O jornalismo pode — e deve — falar sobre suicídio. Deve discutir saúde mental, prevenção, sofrimento, redes de apoio, políticas públicas e caminhos para buscar ajuda. O que não deve fazer é transformar a morte em narrativa espetacular, explorar e/ou converter o sofrimento de uma família em mercadoria para alimentar algoritmos.

O EQ não pretende ocupar o lugar de paladino das boas práticas jornalísticas. Também erramos e estamos permanentemente sujeitos à revisão de nossas escolhas.

Mas existe um limite que uma redação profissional precisa reconhecer.

Antes do clique existe uma pessoa. Antes da audiência existe uma família. E antes da notícia existe a vida.

Quando plataformas, páginas ou veículos abandonam esses princípios para competir por alcance nas redes sociais, a discussão deixa de ser apenas sobre gosto editorial. Passa a ser sobre responsabilidade.

Informar exige técnica. Exige critério. E, sobretudo, exige ética.

Nem tudo o que desperta curiosidade pública precisa ser explorado da mesma maneira. Nem tudo o que gera audiência merece uma manchete.

Há momentos em que o jornalismo demonstra sua qualidade não apenas pelo que publica.

Mas também pelo que decide não transformar em espetáculo.

Continue lendo

Paulo de Tarso

Chimarrão, lareira e outras coisitas a mais: as armas do gaúcho contra o frio intenso

Quando o inverno mostra sua força e a geada pinta os campos de branco, o gaúcho já sabe o caminho. A chaleira vai ao fogo, a cuia passa de mão em mão e a lareira transforma a casa em abrigo.

O chimarrão aquece o corpo e aproxima as pessoas. A lenha estalando no fogo embala conversas, histórias e silêncios que só o inverno sabe explicar.

O poncho sai do armário, a boina volta à cabeça, o pala enfrenta o minuano e a comida ganha sabor de aconchego: carreteiro, feijão, sopa de capeletti, pinhão e um bom churrasco desafiam as baixas temperaturas.

No Rio Grande, o frio nunca foi apenas um fenômeno da natureza. É um convite para reforçar as tradições, reunir a família e lembrar que a verdadeira força do gaúcho está na capacidade de transformar o rigor do inverno em calor humano.

Porque, por aqui, o inverno pode até congelar a paisagem. Mas jamais esfria a alma de quem nasceu para enfrentar o minuano.

Continue lendo

Paulo de Tarso

PRF prende contrabandista com veículo carregado de agrotóxicos ilegais em Rosário do Sul

Continue lendo

Popular