Paulo de Tarso
Fábio Bocão recebe cartão vermelho e vai catar coquinho
NOTA OFICIAL – Partido Progressistas
Na data de hoje, 26 de abril de 2022, aconteceu uma reunião da Executiva Estadual do Partido Progressistas, liderada pelo Presidente Celso Bernardi, quando os presentes analisaram o parecer opinativo do Conselho de Ética ao Processo Ético que teve como representado o vereador Fábio Maurício Grbac Perez. O parecer indicou por unanimidade a aplicação da penalidade de expulsão e os presentes na reunião votaram, também de forma unânime, pela aplicação da penalidade de expulsão do referido vereador, com cancelamento da filiação partidária. Esta decisão será publicada no diário oficial.
PALAVRA DO PRESIDENTE:
Gostaria de deixar claro o que segue…
O que motivou a criação do processo ético que culminou com a expulsão do vereador Fabio Perez foram suas manifestações em redes sociais e tribuna da Câmara, quando por diversas vezes seu posicionamento foi contrário às orientações do nosso partido. Dentre suas falas e textos, todas comprovadas no processo, ele ofendeu publicamente o Senador e pré-candidato a Governador Luis Carlos Heinze; fez críticas à candidatos de direita afirmando que jamais votaria neles; declarou seu apoio ao Deputado Federal Afonso Motta que é do PDT e tornou público que votará e fará campanha em 2022 ao candidato do PT-13 na disputa para presidência da república.
O Estatuto do Progressistas – EPP, prevê expressamente o dever do filiado em defender o partido e seus candidatos. Ficou bastante evidente que o vereador Fabio está totalmente desvinculado do conteúdo programático e da política ideológica defendida pelo partido e por esta razão não teria sentido permanecer no nosso quadro de filiados.
Henrique Dorneles Fernandes – Presidente do Progressistas de Alegrete
Paulo de Tarso
Nem tudo é notícia.
Há uma regra elementar nas redações profissionais: suicídio não é espetáculo.
Não é assunto para manchetes apelativas, exposição de circunstâncias, exploração da identidade da vítima ou corrida por cliques. Não porque o jornalismo deva esconder a realidade, mas porque há situações em que a maneira de informar também pode produzir consequências.
Alegrete vive dias dolorosos.
Ontem, um estudante de uma escola estadual morreu por suicídio. A notícia rapidamente ganhou espaço em portais e redes sociais da cidade. O EQ fez outra escolha: não transformou uma tragédia humana em conteúdo para disputar audiência.
Hoje, a comunidade foi atingida por uma segunda morte, envolvendo uma adolescente da mesma escola.
É preciso estabelecer aqui uma diferença fundamental: não há elementos que permitam afirmar que a divulgação do primeiro caso tenha provocado o segundo. Fazer essa associação como fato seria tão irresponsável quanto ignorar aquilo que décadas de estudos e protocolos profissionais já ensinaram às redações: a cobertura inadequada de suicídios pode favorecer comportamentos de imitação entre pessoas vulneráveis.
É exatamente por isso que existem recomendações específicas para o tratamento jornalístico desses episódios.
Não se trata de censura. Trata-se de responsabilidade.
O jornalismo pode — e deve — falar sobre suicídio. Deve discutir saúde mental, prevenção, sofrimento, redes de apoio, políticas públicas e caminhos para buscar ajuda. O que não deve fazer é transformar a morte em narrativa espetacular, explorar e/ou converter o sofrimento de uma família em mercadoria para alimentar algoritmos.
O EQ não pretende ocupar o lugar de paladino das boas práticas jornalísticas. Também erramos e estamos permanentemente sujeitos à revisão de nossas escolhas.
Mas existe um limite que uma redação profissional precisa reconhecer.
Antes do clique existe uma pessoa. Antes da audiência existe uma família. E antes da notícia existe a vida.
Quando plataformas, páginas ou veículos abandonam esses princípios para competir por alcance nas redes sociais, a discussão deixa de ser apenas sobre gosto editorial. Passa a ser sobre responsabilidade.
Informar exige técnica. Exige critério. E, sobretudo, exige ética.
Nem tudo o que desperta curiosidade pública precisa ser explorado da mesma maneira. Nem tudo o que gera audiência merece uma manchete.
Há momentos em que o jornalismo demonstra sua qualidade não apenas pelo que publica.
Mas também pelo que decide não transformar em espetáculo.
Paulo de Tarso
Chimarrão, lareira e outras coisitas a mais: as armas do gaúcho contra o frio intenso
Quando o inverno mostra sua força e a geada pinta os campos de branco, o gaúcho já sabe o caminho. A chaleira vai ao fogo, a cuia passa de mão em mão e a lareira transforma a casa em abrigo.
O chimarrão aquece o corpo e aproxima as pessoas. A lenha estalando no fogo embala conversas, histórias e silêncios que só o inverno sabe explicar.
O poncho sai do armário, a boina volta à cabeça, o pala enfrenta o minuano e a comida ganha sabor de aconchego: carreteiro, feijão, sopa de capeletti, pinhão e um bom churrasco desafiam as baixas temperaturas.
No Rio Grande, o frio nunca foi apenas um fenômeno da natureza. É um convite para reforçar as tradições, reunir a família e lembrar que a verdadeira força do gaúcho está na capacidade de transformar o rigor do inverno em calor humano.
Porque, por aqui, o inverno pode até congelar a paisagem. Mas jamais esfria a alma de quem nasceu para enfrentar o minuano.
Paulo de Tarso
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