Polícia
Polícia e produtores rurais buscam saídas para o combate ao abigeato
Nesta semana o Sindicato Rural convidou a Polícia Civil para falar sobre Abigeato, afinal, até mesmo a Presidência do Tribunal de Justiça do Estado, já dialogou nos últimos dias com a Farsul e outros segmentos sobre a mesma pauta.
Não é pra menos, no caso de Alegrete, o abigeato é o que lidera entre os crimes rurais e tem impacto em uma cadeia produtiva, como saúde pública, sonegação e na área sanitária nos seus mais diferentes aspectos.
Três Delegados foram à entidade e realizaram uma mesa de conversa. O Delegado Regional Valeriano Garcia Neto, o titular da DECRAB, delegado Erikson e a Delegada da 1ª DP e respondendo pela DPPA, Fernanda Mendonça.
Os policiais civis pediram que os produtores registrem cada vez mais as ocorrências, para aumentar o poder de fogo dos órgãos de segurança, porque muitos dos bandidos envolvidos neste tipo de crime estão, também, envolvidos em outros, e que “as vezes não caem pelo abigeato, mas por outro, como porte de arma, furto…” lembrou Valeriano Garcia Neto.
A instalação da DECRAB em Alegrete ao mesmo tempo que criou uma estrutura de novo titular, e mais quatro policiais, fez aumentar a abrangência de atuação que chega a 40 municípios. “Não estamos reclamando, mas precisaríamos do dobro de pessoal”, disse o delegado Erikson. A atuação conjunta com a Brigada Militar pode ser um caminho, lembrou o Delegado.
A estrutura é composta de duas viaturas, sendo uma cedida pela Delegacia Regional, mas enfrenta problemas pontuais como ter que fechar o atendimento na estrutura física, para poder atender ocorrências, pela falta de pessoal, apesar da DECRAB se estender com o apoio de policiais de outras cidades e até mesmo com o setor de investigação da 1ª DP local, que conta com apenas três inspetores.
O encontro serviu para que produtores rurais entendessem um pouco mais da mecânica do Estado no Combate aos Crimes Rurais, que inicia com o registro de B.O ( e saber que raramente os bandidos terão penas duras num primeiro momento por força da legislação) e que o conjunto de registros é que darão sustentação para inquéritos fortes, e que para avançar terão que contar com o Ministério Público e por fim o Judiciário.
Como não é crime contra a vida, e sim patrimonial, a doutrina jurídica brasileira é mais branda. As penas até podem ultrapassar a seis anos, o que raramente acontece. Mas é a quantidade de processos do autor – e é o que acontece geralmente- que poderá encarcerá-lo, conforme foi detalhadamente explicado pelos três Delegados à platéia.
Porém, ficou evidenciado, também, que há um mal estar entre os produtores rurais, pelas recentes liberação de presos em operações policiais, e o caso emblemático foi o que aconteceu no mês passado, no Parobé, na fronteira entre Alegrete e Rosário do Sul. Dois dias após a operação que integrou a Inspetoria Veterinária, a Polícia Civil e a Brigada Militar, os dois abigeatários estavam soltos, sendo que foram flagrados com gado, porcos e equipamentos reconhecidos pelas vítimas.
Polícia
PRF prende homem em caminhão carregado com mercadorias importadas ilegalmente em Rosário do Sul
Estima-se que o valor da carga ultrapasse 1 milhão de reais
Na madrugada desta quinta-feira (4), a Polícia Rodoviária Federal prendeu um homem em um caminhão carregado com grande quantidade de mercadorias estrangeiras. A ação ocorreu na BR-290, em Rosário do Sul.
Durante ações de combate ao crime, policiais rodoviários federais abordaram um caminhão com placas de Santana do Livramento. Ao vistoriarem o compartimento de carga, os agentes encontraram grande quantidade de perfumes, bebidas e produtos dentários importados ilegalmente.
O motorista do caminhão, um homem de 22 anos e natural de Santana do Livramento, não possuía nenhuma documentação da carga. Ele foi preso em flagrante e encaminhado à polícia judiciária em Santana do Livramento. O caminhão e as mercadorias foram apreendidos e encaminhados ao órgão aduaneiro.
Polícia
Promotora denuncia pai por tentativa de homicídio após espancamento brutal de menino de 2 anos em Alegrete
As investigações também indicam um histórico contínuo de violência. Perícias identificaram cicatrizes antigas e marcas recentes, sugerindo agressões recorrentes desde novembro de 2025
O laudo do médico-legista revelou um cenário alarmante: lesões espalhadas pelo corpo, rosto e membros da vítima, além de fratura no antebraço esquerdo e um ferimento cortante em região considerada letal do couro cabeludo. O documento confirmou risco concreto de morte.
A atuação do Ministério Público do Rio Grande do Sul reacendeu o debate sobre violência infantil em Alegrete após a denúncia formal contra o pai de um menino de apenas 2 anos, vítima de agressões consideradas extremamente graves.
O caso, que provocou forte comoção social, ganhou novos desdobramentos nesta semana com a confirmação das acusações de maus-tratos e tentativa de homicídio duplamente qualificado.
Segundo o MP-RS, o homem permanece preso preventivamente desde o início de maio de 2026, após ser detido em flagrante. A promotora de Justiça Rochelle Jelinek sustenta que a violência aplicada contra a criança foi tão intensa que o acusado assumiu o risco de matar o próprio filho.
Entre as qualificadoras apontadas pelo Ministério Público estão o uso de meio cruel — devido ao sofrimento físico extremo imposto à criança — e o recurso que impossibilitou qualquer defesa da vítima, já que o menino estava sozinho com o pai e não possuía condições físicas de reação.
A escola da criança já havia percebido sinais de maus-tratos e alertado a mãe, que agora também responderá judicialmente por omissão.
O caso causou indignação nas redes sociais e mobilizou a comunidade alegretense, reforçando a importância das denúncias precoces. Especialistas lembram que mudanças bruscas de comportamento, hematomas frequentes e medo excessivo podem ser sinais de violência infantil.
O Ministério Público destacou que a proteção da infância depende da participação ativa da sociedade. Denúncias podem ser feitas anonimamente pelo Disque 100, Conselho Tutelar ou Brigada Militar.
A tragédia reacende um alerta urgente: silenciar diante de sinais de agressão pode custar vidas.
Polícia
Brigada Militar prende homem por tráfico de drogas no Centro de Alegrete após denúncia da comunidade
Uma ação da Brigada Militar resultou na prisão em flagrante de um homem de 33 anos por tráfico ilícito de drogas na tarde desta quarta-feira (20), no bairro Centro, em Alegrete.
A ocorrência demonstra a importância do papel das denúncias da comunidade e da atuação rápida das forças de segurança no combate ao tráfico urbano.
Segundo informações da corporação, a guarnição recebeu denúncias de que uma residência localizada na Rua General Vitorino estaria sendo utilizada para comercialização de entorpecentes.
Durante a aproximação da viatura, os policiais visualizaram um indivíduo saindo do imóvel. Ao perceber a presença policial, ele retornou rapidamente à residência, deixou uma mochila e saiu em uma motocicleta.
O suspeito foi abordado logo depois. Durante a revista pessoal, os policiais encontraram 20 invólucros do tipo “zip-lock” contendo substância com características semelhantes à cocaína, além de dinheiro em espécie.
Na mochila abandonada pelo homem, foram apreendidos uma balança de precisão e um aparelho celular.
Em continuidade às diligências no imóvel, os policiais localizaram outros 31 invólucros com substância análoga à cocaína e um caderno com anotações relacionadas ao tráfico de drogas. A motocicleta utilizada pelo suspeito também foi apreendida.
Após ser encaminhado à UPA para avaliação médica, o homem foi apresentado na DPPA, onde o delegado plantonista determinou a lavratura do auto de prisão em flagrante.
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