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Câmara derrota estratégia do STF para controle das mídias em caráter de urgência

O plenário da Câmara rejeitou nesta quarta-feira (6), por 249 votos contra 208, o requerimento de urgência do projeto de lei que criminaliza a divulgação de fake news no País. Eram necessários 257 votos favoráveis para que a análise do texto fosse acelerada, sem passar por comissões permanentes da Casa para chegar ao plenário.

Agora, o relator da medida, Orlando Silva (PCdoB-SP), pode reunir novamente assinaturas para apresentar um novo requerimento de urgência para ser apreciado em plenário. Contudo, o deputado teria que articular o processo com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

Orlando Silva se encontrou nas últimas semanas com líderes de todas as bancadas da Casa para conseguir apoio em torno do projeto. Ele conversou também com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e senadores que já haviam discutido a proposta.

Durante a votação desta noite, o governo e o PL, partido do presidente Jair Bolsonaro, orientaram contrários ao projeto de lei. Aliados de Bolsonaro também discursaram contra o relatório, que exige que plataformas tenham representação legal no país para responder perante a Justiça e cumprir determinações judiciais.

O parecer cria uma série de regras para a atuação de empresas de redes sociais e aplicativos de mensagens no país. Entre elas está a proibição de disparos em massa de mensagens, utilizado nas eleições de 2018, além de ampliar a imunidade parlamentar para as redes sociais.

Outro ponto criticado por bolsonaristas é a remuneração de conteúdos jornalísticos utilizados por provedores.

De acordo com Silva, a medida serve para valorizar a informação divulgada por veículos oficias de imprensa para combater a propagação de conteúdos falsos. Ainda segundo o texto, podem ser beneficiadas empresas formadas há ao menos um ano antes da publicação da lei, que produzam informações originais.

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Política

Câmara define membros das comissões e líderes das bancadas

A Câmara Municipal de Alegrete, nesta quinta-feira (19), iniciou oficialmente os trabalhos legislativos com a primeira Sessão Ordinária de 2026. A plenária foi marcada pelas indicações dos novos líderes das bancadas, a composição das comissões permanentes, além das deliberações da Ordem do Dia.

A presidente da Mesa Diretora, vereadora Firmina Soares, ao lado do vice-presidente, vereador Cléo Trindade, e do 1º secretário, vereador Vagner Fan, desejou um bom ano legislativo para o parlamento, destacando o diálogo como essencial para os debates políticos.  Neste momento, foi convidado o chefe do Poder Executivo, prefeito Jesse Trindade, para deixar sua mensagem aos vereadores e à comunidade.

Durante o Expediente, a Mesa Diretora fez a leitura das proposições e ofícios protocolados na Casa Legislativa. Na sequência, os parlamentares discutiram as indicações dos líderes das seis bancadas da Casa Legislativa, e os membros das comissões permanentes.

As lideranças de bancadas foram decididas da seguinte forma:

Bancada PP: vereador José Rubens Rosa Pillar;
Bancada MDB: vereador Pedro Paraíso;
Bancada PDT: vereador Rudi Pinto;
Bancada Federação PT/PCdoB: vereador Paulo Berquó;
Bancada PL: vereador Leandro Meneghetti;
Bancada Republicanos: vereador Jaime Duarte.
 
A presidente informou que a indicação do líder de governo será encaminhada via ofício do Executivo na próxima semana.

Também foram lidas as composições das comissões permanentes da Casa Legislativa. Os órgãos técnicos e temáticos discutem, analisam e emitem pareceres sobre as matérias em tramitação. Confira os titulares e suplentes de cada comissão:
 
Comissão de Legislação, Justiça e Redação Final (CLJRF)
Titulares: João Monteiro, Leandro Meneghetti e Cléo Trindade
Suplentes: Joceli Oviedo, Vagner Fan e José Rubens Rosa Pillar
 
Comissão de Orçamento, Finanças e Contas Públicas (COFCP)
Titulares: Gilmar Martins, Jaime Duarte e Pedro Paraíso
Suplentes: Paulo Berquó, Cléo Trindade e Rudi Pinto
 
Comissão de Infraestrutura, Desenvolvimento e Bem-Estar Social (CIDBES)
Titulares: José Rubens Rosa Pillar, Eder Fioravante e Joceli Oviedo.
Suplentes: Patty Bronze, Rudi Pinto e Gilmar Martins
 
Em continuidade, o espaço de comunicado de bancada foi ocupado pelos novos líderes que saudaram o plenário e divulgaram as ações das siglas partidárias.

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Política

MAPA explica à Meneghetti e Gilmar as negligências que suspenderam o Sisb

Vereadores buscam esclarecimentos junto ao MAPA sobre suspensão do SISBI em Alegrete

Na manhã desta sexta-feira (16/01), os vereadores Leandro Meneghetti (PL) e Gilmar de Lima Martins (PCdoB) conduziram uma importante reunião on-line com técnicas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), com o objetivo de esclarecer os motivos que levaram à suspensão temporária do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal – SISBI no município de Alegrete.

O Município de Alegrete conquistou a certificação do SISBI em novembro de 2011, permitindo que produtos de origem animal, como charque, linguiça e outros, fossem comercializados em todo o território nacional. Desde então, ocorreram mudanças significativas na legislação e nos marcos regulatórios da fiscalização sanitária, especialmente nos anos de 2015, 2017 e 2022.

As técnicas do MAPA, Aline Soares Nunes e Fernanda de Souza Ferreira, ouviram atentamente os questionamentos apresentados pelos parlamentares e explicaram as razões que motivaram a desabilitação total do SISBI Municipal.
Segundo Aline, as auditorias e o envio de informações ao sistema são processos contínuos. Em 20 de julho de 2022, ocorreu a primeira desabilitação.

Naquele momento, as agroindústrias já habilitadas puderam manter a produção e a comercialização, porém ficou vedada a entrada de novas empresas no sistema.
“O que buscamos é a equivalência dos processos, e isso não estava sendo atendido. O MAPA avalia os procedimentos de forma geral”, explicou.

Em setembro de 2024, uma nova auditoria foi realizada, novamente com apontamentos de inconformidades. Desde janeiro de 2025, houve troca constante de informações entre os auditores do MAPA e os técnicos do Serviço de Inspeção Municipal (SIM), responsáveis pela implantação e fiscalização das agroindústrias, até que, em novembro, ocorreu a desabilitação total do sistema.

A LISTA DE PROBLEMAS É GRANDE

De acordo com as técnicas do MAPA, entre os principais motivos da suspensão estão: deficiência na atualização do sistema, inadequação dos equipamentos de trabalho dos técnicos municipais, agroindústrias sem programas de autocontrole, ausência de cronograma de combate a fraudes, longo período sem coleta de amostras, falta de relatórios das atividades dos servidores, ausência de equipamentos adequados, inexistência de contrato com laboratório, entre outros pontos.

“O que está faltando são informações qualificadas para alimentar o sistema, que foi alterado em 2020. O que se percebe é uma acomodação no envio dessas informações. Além disso, dentro da inadequação dos equipamentos, não há computador para todos os servidores. Em 2025, nenhum servidor realizou treinamento, o que é essencial para todo o processo”, relatou Aline, destacando ainda que o MAPA oferece capacitações gratuitas ao município, tanto de forma presencial quanto on-line.

EXIGÊNCIAS NÃO ATENDIDAS

De modo geral, a desabilitação decorreu do não atendimento de exigências tanto por parte do Executivo Municipal quanto das agroindústrias. “Há empresas que produzem linguiça há muito tempo sem realizar análises físico-químicas; outras não estão em funcionamento, o que inviabiliza a inspeção técnica, entre outros problemas”, acrescentou a técnica.

Ao contrário do que afirmou o prefeito Jesse Trindade, por duas vezes, e a secretária Gabriela Weiler, as datas asseguradas por eles, não fecha com o cronograma do MAPA. Gabriela assegurou que seria no último dia 14 a reabilitação, mas até agora, nada.

Para a retomada da habilitação total do município — envolvendo tanto os técnicos quanto as agroindústrias — foi estabelecido prazo até 31 de março de 2026 para a realização das adequações necessárias.

No próximo dia 19 de janeiro, recém dois médicos-veterinários do município participarão de um treinamento na cidade de Marau (RS), onde ocorrerá troca de experiências com o Serviço de Inspeção Municipal local. Também estão disponíveis capacitações on-line. Não existe nada objetivo para o retorno das exportações.

“A reabilitação será progressiva, conforme o atendimento das conformidades exigidas”, ponderou a técnica do MAPA, ressaltando ainda que as empresas têm a opção de migrar para o Sistema de Inspeção Estadual.

CLAREANDO OS FATOS

Ao final, os vereadores agradeceram os esclarecimentos e a atenção das técnicas do MAPA, que também foram convidadas para uma nova reunião, em data a ser definida, com a participação de proprietários das agroindústrias, vereadores, técnicos municipais e representantes sindicais de trabalhadores e trabalhadoras do setor.

“O entendimento de hoje foi extremamente relevante. As informações estavam desencontradas, e a população precisa saber o que realmente está acontecendo. Sabemos que isso envolve várias gestões, o que evidencia a necessidade de revisão desses processos, com profissionais devidamente habilitados, assim como ocorre em outros setores. Seguiremos fiscalizando para garantir o pleno desenvolvimento de todos”, avaliaram os vereadores Leandro Meneghetti e Gilmar de Lima Martins.

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Política

Moraes manda prender Bolsonaro

A prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, realizada pela Polícia Federal na manhã deste sábado, 22 de novembro de 2025, representa um marco de grande relevância no cenário político brasileiro.

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi preso preventivamente na manhã deste sábado, 22 de novembro de 2025, em Brasília. A Polícia Federal (PF) cumpriu um mandado expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por volta das 6h20, segundo nota oficial divulgada pela corporação.

A medida tem caráter cautelar e não representa o início do cumprimento da pena definitiva. Bolsonaro havia sido condenado em setembro pela Primeira Turma do STF a 27 anos e três meses de prisão em regime fechado, mas ainda aguardava o julgamento de recursos antes da execução da sentença.

Após a prisão, o ex-presidente foi conduzido à Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde permanecerá em uma “sala de Estado” — espaço reservado para autoridades de alto escalão, como ex-presidentes da República.

A decisão do STF ocorre no contexto das investigações sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado e organização criminosa. Segundo juristas, a prisão preventiva é utilizada em situações de urgência, quando há risco à ordem pública ou à instrução do processo.

O caso marca um novo capítulo na crise política e jurídica envolvendo o ex-presidente, que já vinha sendo alvo de intensas apurações desde sua condenação. A expectativa agora recai sobre os próximos desdobramentos no STF e sobre os impactos da medida no cenário político nacional.

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