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Governo acena com vale-combustível. Quem será contemplado?

A equipe econômica discute com o Congresso a criação de um subsídio temporário para a gasolina focado em algumas categorias do setor do transporte, como motoristas de aplicativo, por exemplo. A medida seria uma alternativa à ideia defendida pelo presidente Jair Bolsonaro de zerar as contribuições do PIS e da Cofins para o combustível.

 

De acordo com auxiliares do ministro da Economia, Paulo Guedes, a proposta teria menor impacto fiscal e, ao mesmo tempo, daria alívio no bolso dos trabalhadores que estão sendo mais sacrificados com alta do preço do produto, devido os efeitos da guerra na Ucrânia no petróleo.

Entre os grupos que podem ser atendidos estão motoristas e motociclistas de aplicativos, taxistas e autônomos de transporte individual. A ideia é restringir o subsídio a trabalhadores com renda familiar de até três salários mínimos (R$ 3.636).

A medida chegou a ser incluída no projeto de lei 1472, aprovado pelo Senado e enviado à Câmara dos Deputados e que busca reduzir o preço dos combustíveis com a criação de uma espécie de fundo de compensação.

Contudo, a equipe econômica não concorda com esse fundo, mas admite subsidiar a gasolina, desde que o auxílio seja direcionado aos trabalhadores que mais precisam.

A proposta do Senado limita o subsídio a R$ 3 bilhões em 2022. O valor do auxílio varia entre R$ 100 e R$ 300, de acordo com a cilindrada do motor do veículo.

Segundo interlocutores, a estratégia seria adotar uma medida semelhante, dependendo da duração e dos impactos na guerra nos derivados de petróleo.

Enquanto a situação parece indefinida, os técnicos do governo estão fazendo contas com objetivo de deixar o plano encaminhado, seja por iniciativa do Congresso ou do Executivo.

A medida é defendida pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL). Ele justifica que a situação de guerra permite esse tipo de subsídio, desde que seja de forma transparente.

Lira, contudo, não demonstra pretensão de acelerar o projeto 1472 sob o argumento de que o fundo teria caráter estruturante. Já a questão do preço da gasolina requer uma resposta mais imediata.

Um dos obstáculos é lei eleitoral, que veda esse tipo de auxílio em ano de eleições. No entanto, há interpretações divergentes no governo e no Congresso sobre essa questão.

Vale

O Senado aprovou a criação do vale-gasolina de R$ 300 para motoristas e motociclistas de aplicativos, taxistas e pilotos de pequenas embarcações e de R$ 100 para os motoristas de ciclomotor ou de motos de até 125 cilindradas.

O benefício foi incluído no projeto que cria a Conta de Estabilização de Preços, uma espécie de fundo de compensação para impedir aumento dos combustíveis com a alta do petróleo e do dólar.

Um dos autores da iniciativa, Alessandro Vieira (Cidadania-SE), explicou que não há impedimento na legislação eleitoral, por se tratar de concessão em momento excepcional. O projeto também dobra o número de famílias que receberão o benefício.

 
 
 
 
 
 
 
 
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Quem vencer a Mega Sena vai levar R$ 105 milhões

As apostas podem ser feitas até as 19h nas agências lotéricas ou pela internet. O bilhete mínimo, com seis números, custa R$ 5.

Se um apostador faturar o prêmio principal sozinho e aplicar o dinheiro na poupança, receberá cerca de R$ 600 mil em rendimentos no primeiro mês.

O último concurso da Mega-Sena, realizado na noite de terça-feira (18), na capital paulista, não teve ganhador. Os números sorteados foram: 01, 28, 34, 36, 51 e 52.

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Mercado

Veio a conta. Combustíveis ficam mais caros

O ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre combustíveis sofrerá um reajuste em 1º de fevereiro. A alíquota da gasolina e do etanol aumentará em R$ 0,10 por litro, passando para R$ 1,47. O diesel e o biodiesel terão um acréscimo de R$ 0,06 por litro, para R$ 1,12.

A elevação será aplicada em todos os Estados do Brasil e ocorre em um momento de intensas discussões sobre a política de preços da Petrobras.

O Comsefaz (Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal) explicou o reajuste como uma medida para garantir um sistema fiscal equilibrado, alinhado às flutuações do mercado e promovendo uma tributação mais justa.

A alta nos preços dos combustíveis gera um efeito cascata na economia, influenciando vários setores e impulsionando a inflação geral. A gasolina, em especial, teve alta de 9,71% e foi o subitem que mais teve peso no IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). O etanol subiu 17,58%.

DEFASAGEM

O aumento ocorre em meio à pressão do mercado sobre a Petrobras por ajustes. Segundo o relatório de 6ª feira (24.jan.2025) da Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis), a diferença entre o preço praticado pela estatal e o valor no mercado internacional chega a 9% para a gasolina e 18% para o diesel.

A defasagem prejudica a Petrobras a longo prazo, reduzindo sua capacidade de investir, aumentando a dependência de importações de combustíveis e atrasando a transição para fontes de energia alternativas.

Contudo, o aumento do ICMS não resolverá o problema da defasagem dos preços. “Todos os impostos, eles incidem da mesma forma, do mesmo valor, tanto no produto produzido no Brasil quanto o importado. Ele impacta apenas no preço para o consumidor”, explica Sérgio Araújo, presidente da Abicom.

O último reajuste na gasolina da Petrobras foi feito em julho do ano passado. O tema deverá fazer parte da próxima reunião do Conselho Administrativo, na próxima semana.

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Reservas internacionais do Brasil caem 7,1% em 2024

Ações incluem venda de US$ 20,07 bilhões no mercado à vista e leilões de linha, em resposta a fatores externos e interno. Governo gasta mais do que arrecada, mas procura culpados na Faria Lima

Em 2024, o Brasil viu suas reservas internacionais diminuírem, conforme divulgado pelo Banco Central (BC) em 05.jan.2025. O país encerrou o ano com US$ 329,7 bilhões, uma redução de 7,1% ou US$ 25,3 bilhões em comparação com 2023, que teve US$ 355 bilhões.

Essa queda resultou principalmente da venda de dólares pelo BC no mercado à vista, totalizando US$ 20,07 bilhões, e de leilões de linha, que somaram outros US$ 15 bilhões. Estas ações foram uma resposta à valorização do dólar, que subiu 27% em 2024, fechando a R$ 6,17.

A alta do dólar foi influenciada por fatores externos, como conflitos geopolíticos e as taxas de juros nos Estados Unidos, e internos, incluindo as eleições nos EUA e as expectativas sobre as contas públicas do Brasil.

 

A eleição de Donald Trump nos EUA e o pacote de corte de gastos anunciado pelo governo brasileiro no final de novembro também tiveram impacto significativo.

No final de 2024, a atenção se voltou para o quadro fiscal do Brasil, com preocupações sobre a capacidade do governo de implementar medidas de austeridade.

Isso contribuiu para a pressão sobre o real e levou à intervenção do BC no mercado cambial. A redução nas reservas internacionais, apesar de ser uma proteção contra a volatilidade cambial, reflete os desafios da economia brasileira em um cenário de incertezas.

 

 

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