Saúde
Cirurgia plástica: como realizar um procedimento de forma segura?
Lidiane, Maria Jandimar, Ronilza, Suzana, Raquel. No último ano, perdemos a conta de quantos nomes ouvimos em matérias que repercutiam mortes causadas por problemas durante ou após cirurgias plásticas .
Em uma breve pesquisa na internet, é possível encontrar uma infinidade de histórias de mulheres que perderam a vida ao buscar por mudanças na aparência.
Segundo o último levantamento feito pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), em 2018, o Brasil realiza em média, 1,5 milhão de cirurgias plásticas por ano, ocupando a segunda colocação nesse quesito em todo o mundo. Os Estados Unidos são os primeiros.
Entre os procedimentos cirúrgicos, as próteses de mamas, lipoaspiração e cirurgias abdominais são as mais procuradas. Mas e quando o sonho se transforma em uma dolorosa realidade?
Em entrevista exclusiva ao iG , o médico Miguel Sabino Neto, membro titular da SBCP, professor associado Livre-Docente da Universidade Federal de São Paulo e chefe da disciplina de Cirurgia Plástica da EPM/UNIFESP, analisou o contexto dos números atuais, e apontou que a realização de procedimentos com profissionais não habilitados contribui para as complicações não parem de acontecer.
“Se a gente for analisar proporcionalmente [o número de mortes] com o número de operações, veremos que é [um índice] baixo. No entanto, temos que nos ater a algumas questões: muitas vezes estamos lidando com uma cirurgia estética, e claro, é diferente de uma cirurgia de câncer, por exemplo. A repercussão, quando se fala de uma paciente que morre em uma cirurgia estética, é muito maior. Mas apesar disso, não podemos minimizar os fatos”, pondera.
“É preciso fazer uma correlação de onde elas foram operadas. Será que foram operadas por um especialista? ‘Ah, mas se operar com um cirurgião plástico não acontece’? Pode acontecer uma fatalidade, mas muitas vezes é esse denominador comum: operou no local inadequado e com uma equipe que não era habilitada”.
Para o especialista, o paciente é a parte mais frágil nessa relação, pois não tem conhecimento técnico sobre o que é necessário e qual o melhor ambiente para a realização de uma cirurgia. Ele, no entanto, aponta o que pode ser feito para garantir que o que foi proposto, de fato, será cumprido.
“O primeiro passo é procurar informações sobre o cirurgião. Muitas vezes, essas informações podem ser obtidas no próprio site da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. É importante saber, por exemplo, se esse médico é um membro da sociedade, se tem um título de especialista”, ensina.
Ser membro da SBPC significa que o profissional, além da faculdade de medicina, passou por uma especialização em cirurgia geral, e especialização em cirurgia plástica, somando no mínimo 11 anos de estudo, além de possuir título de especialista, o que o credencia a qualquer procedimento do gênero. O médico orienta também que o paciente peça indicações para médicos que confie, ou que já tenha feito algum tratamento.
“O porte da cirurgia é que vai determinar o local onde ela deve ser feita. Cirurgias realizadas sob anestesia local, ou de baixo tempo cirúrgico, até com anestesia geral, podem ser realizadas no que a gente chama de ‘hospitais dia’, presentes em muitas cidades do país. Neles, o paciente recebe alta no mesmo dia da cirurgia”.
Com exceção da abdominoplastia, quase todas as cirurgias feitas de forma isolada, ou seja, quando não há combinação de procedimentos (como prótese de mamas e lipoaspiração), a paciente volta para casa sem dormir no hospital.
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“Cirurgias combinadas exigem um cuidado maior. A paciente deve ir para um hospital-geral, onde tenha UTI, caso necessário. É raro precisar, mas é melhor contar com essa estrutura”, ensina o especialista.
Antes da operação, o paciente deve conversar com o profissional sobre as comorbidades, que devem ser investigadas em exames pré-operatórios. Pessoas com diabetes e pressão alta podem ter um maior risco após o procedimento.
Existe uma cirurgia mais perigosa?
As cirurgias comuns a maioria dos casos que vem à público são abdominoplastia e lipoaspiração. Segundo Sabino, existe uma visão de que a lipo não é uma operação, quando, na verdade, trata-se de um procedimento de grande porte.
No Brasil, o Conselho Federal de Medicina precisou estabelecer um limite para que o procedimento seja realizado. Hoje, os médicos só podem aspirar de 5 a 7% de gordura. O cálculo é feito com base no peso.
“Por que o CFM estabeleceu isso? Houve um período em que se realizava com uma certa frequência um procedimento chamado ‘megalipoaspiração’, em que a paciente, muitas vezes acima do peso, procurava o cirurgião para fazer uma lipo, e o cirurgião utilizava isso como um método emagrecedor. Aspirava 10 litros de gordura, o paciente perdia uma quantidade grande de sangue e precisava de transfusão, havia o risco de morte”.
Em casos de cirurgias combinadas, a quantidade tem que ser ainda menor. Caso contrário, outras complicações podem aparecer.
“O cirurgião plástico tem que saber. Esse é um ponto. É inadmissível fazer uma cirurgia plástica e precisar de uma transfusão de sangue. Além disso, em alguns casos, há perfuração de órgãos. Isso é uma questão técnica, por isso insistimos: procure um cirurgião especializado, habilitado com dois anos de cirurgia geral e ao menos três anos de cirurgia plástica, porque esse deve ter tido treinamento suficiente.”
Ter referências do profissional e procurar informações sobre o hospital onde a cirurgia será realizada também é fundamental. Por fim, a orientação é que os pacientes não levem em consideração apenas o preço do procedimento.
“Existem uns buracos, com o perdão da expressão, que não são nem liberados pela Vigilância Sanitária. Tem vários casos que não tem essa liberação, ou que médico opera no consultório. Infelizmente, muitas vezes, as pacientes se apegam só no preço, procuram pessoas que não são médicas e em local inadequado, tudo por uma questão de ser o mais barato. O barato pode sair caro, e o caro não pode ser a vida ou uma sequela irreparável.”
Saúde
UPA terá atendimento restrito devido a manutenção técnica
A Santa Casa de Alegrete divulgou nesta terça-feira (24) um aviso importante à população sobre o funcionamento da Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24h) nesta quarta-feira, dia 25 de fevereiro.
Entre 10h e 16h, o atendimento será restrito exclusivamente a casos de urgência e emergência. A medida ocorre devido a uma manutenção técnica que provocará a interrupção temporária dos serviços de internet e telefonia, deixando os sistemas da unidade indisponíveis.
De acordo com a instituição, situações que não representem risco imediato à saúde devem ser direcionadas para outros horários. A Santa Casa reforça o pedido de compreensão da comunidade e destaca que a restrição é necessária para garantir a segurança e a continuidade dos serviços médicos essenciais.
O comunicado ainda solicita que a informação seja amplamente compartilhada para que todos estejam cientes da alteração no atendimento.
Saúde
Passo a passo para acessar exames do Novembro Azul pelo SUS
Entenda o objetivo: O Novembro Azul incentiva o cuidado da saúde do homem. Pelo SUS, o caminho padrão é via Unidade Básica de Saúde (UBS), com avaliação e, se indicado, solicitação de exames como PSA e toque retal por profissional de saúde.
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Documentos necessários
– Identificação: RG e CPF.
– Comprovante: Endereço atualizado (para vincular à UBS mais próxima).
– Cartão SUS: Se não tiver, a UBS emite na hora ou orienta onde fazer o cadastro.
– Contato: Telefone para avisos de agendamento e resultado.
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Passo a passo na UBS
1. Vincule-se à UBS do seu bairro: Vá pessoalmente ao acolhimento/recepção com seus documentos. Eles conferem cadastro e elegibilidade.
2. Acolhimento e triagem: Enfermeiro ou técnico faz perguntas sobre sintomas, histórico familiar, idade e fatores de risco.
3. Consulta clínica: Médico ou enfermeiro avalia necessidade de exames. Nem todo homem precisa PSA de rotina; a decisão é individual conforme idade, sintomas e risco.
4. Solicitação de exames: Se indicado, você recebe a guia para PSA (sangue) e, quando necessário, é agendado o exame de toque retal.
5. Coleta de sangue: Realize no laboratório municipal ou posto indicado pela UBS, em geral em jejum conforme orientação local.
6. Retirada dos resultados: Volte à UBS na data informada; o profissional interpreta o resultado e define próximos passos.
7. Acompanhamento: Dependendo do resultado, pode haver repetição do exame, encaminhamento ao urologista ou orientações de estilo de vida.
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Exames e ações mais comuns no Novembro Azul pelo SUS
– PSA (sanguíneo): Indicada a solicitação conforme avaliação clínica e fatores de risco.
– Toque retal: Útil para avaliar a próstata, feito quando houver indicação clínica.
– Orientações de saúde: Controle de peso, atividade física, cessação de tabagismo e manejo de sintomas urinários.
– Encaminhamento especializado: Quando necessário, a UBS encaminha ao urologista via regulação.
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Onde fazer em Alegrete e região
– Rede SUS local: Alegrete integra a 10ª Coordenadoria Regional de Saúde do RS, que articula os serviços municipais. Procure sua UBS de referência para os fluxos de exames e agendamentos na rede pública.
– Campanhas locais: Em Alegrete, ações do Novembro Azul frequentemente oferecem mutirões e parcerias para PSA gratuito. Por exemplo, em 2024 houve parceria da Liga de Combate ao Câncer com laboratórios da cidade para exames sem custo durante a campanha. Em 2025, confirme na sua UBS ou canais oficiais da prefeitura se há ações similares neste mês.
Dicas práticas para agilizar
– Vá cedo à UBS: Agendamentos de coleta costumam abrir no início da manhã.
– Atualize seu cadastro: Mudança de endereço/telefone pode travar agendamentos.
– Pergunte sobre mutirões: Em novembro, muitas UBS ampliam horários ou fazem dias temáticos.
– Acompanhe resultados: Não espere ser chamado; se deram prazo, retorne na data.
Saúde
Hemocentro de Alegrete amplia horário em meio a crise nos estoques de sangue
📰 O Hemocentro de Alegrete anunciou nesta segunda-feira (10/11) a abertura de um terceiro turno de atendimento, das 18h às 21h, com o objetivo de facilitar a participação de doadores que não conseguem comparecer no período habitual, entre 7h e 13h.
A decisão foi tomada diante de um cenário crítico: segundo a coordenadora Fernanda Soares, os estoques de sangue estão no limite mínimo, sem capacidade para atender três pacientes graves internados na Santa Casa.
🚨 Tipos sanguíneos em maior risco
A maior urgência recai sobre os tipos O negativo (O-) e A negativo (A-), considerados raros e de alta versatilidade nas transfusões.
📉 Desafios locais
Fernanda Soares destacou que o problema não se resume à baixa adesão, mas à ausência de doadores de repetição — aqueles que mantêm o hábito de doar duas ou três vezes por ano. “Precisamos de regularidade para garantir que os estoques não cheguem a níveis tão críticos”, alertou.
💉 Impacto social da doação
Cada bolsa de sangue coletada pode beneficiar até quatro pacientes. Além disso, os doadores recebem uma bateria de exames, funcionando como um checkup básico de saúde.
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