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Com sintomas da Ômicron, mas sem transmitir a doença, é possível?


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Com sintomas da Ômicron, mas sem transmitir a doença, é possível?
tawatchai07 / Freepik

Com sintomas da Ômicron, mas sem transmitir a doença, é possível?

O número de pessoas diagnosticadas com Covid-19 aumenta a cada dia devido ao avanço da variante Ômicron, identifcada pela primeira vez na África do Sul e mais transmissível que as anteriores. Apesar do aumento das contaminações, a Ômicron parece causar mais sintomas leves. No entanto, isso não significa que eles vão embora mais rapidamente. Em geral, pessoas com sintomas leves se recuperam totalmente até duas semanas após o início dos sintomas. Mas não é incomum relato de pacientes que persistem com manifestações leves como nariz escorrendo, tosse seca e dor de cabeça por um período mais longo que esse.

A permanência dos sintomas gera dúvidas sobre o risco de transmissão mesmo após o encerramento do período de isolamento. Atualmente, o Ministério da Saúde recomenda sete dias de isolamento após o aparecimento dos sintomas ou de um diagnóstico positivo (para assintomáticos), desde que haja melhora nos sintomas. No entanto, a pessoa deve tomar alguns cuidados nos próximos três dias, incluindo uso de máscara em tempo integral e evitar aglomerações. A partir do décimo dia, basta continuar com os cuidados preventivos normais. No entanto, e se alguns sintomas leves e incômodos, como a coriza, persistirem?

Especialistas ouvidos pelo GLOBO afirmam que, para casos leves, o risco de transmitir a doença após dez dias de isolamento é baixíssimo, mesmo se ainda houver algum resquício de sintoma. Então, não há motivo para preocupação.

“A pessoa tem que ficar em casa pela sua saúde e para não transmitir. Estudos mostram que dez dias após o início dis sintomas, o risco de transmitir a doença é muito baixo. Se a pessoa persiste com coriza ou um leve incômodo na garganta, ela dificilmente infectará outra pessoa”, diz o médico Salmo Raskin, geneticista e diretor-médico do Laboratório Genetika, de Curitiba.

O infectologista José David Urbaez Brito, presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) do Distrito Federal, explica que toda infecção viral aguda resulta em processos inflamatórios nas vias aéreas e isso também gera sintomas. A coriza, por exemplo, é um reação do organismo para eliminar da cavidade nasal substâncias e micro-organismos que possam causar irritação, como vírus e bactérias. Acredita-se que o nariz escorrendo, um dos sintomas mais duradouros da Ômicron, esteja associado à característica da cepa de afetar mais as vias respiratórias superiores (nariz, garganta e traqueia) do que o pulmão.

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“Não é incomum pessoas que tiveram doenças infecciosas continuarem com sintomas que resultam dessa inflamação do corpo. Mas isso não significa infectividade”, diz o infectologista José David Urbaez Brito, presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) do Distrito Federal.

Atualmente, há um consenso entre especialistas de que dez dias de isolamento é o período ideal para realmente minimizar o risco de transmissão. Um estudo realizado pela Agência de Segurança de Saúde do Reino Unido (UKHSA) mostrou que cinco dias depois do início dos sintomas, 31% das pessoas continuam transmitindo a doença. Após sete dias, esse risco cai para 15,8%; para 5,1% após dez dias e para apenas 1%, após 14 dias. Lembrando que o dia do surgimento do primeiro sintoma é o dia zero.

Renato Kfouri,  infectologista e diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBim), relembra que existem relatos de pessoas que transmitem a doença por um mês.

“Mas é raro, ressalta. É uma questão de risco. Já está comprovado que, depois do décimo dia, tanto faz o sintoma, a chance de transmitir é muito baixa”, completa Kfouri. 

Por outro lado, Urbaez ressalta que se após dez dias ainda houver febre, moleza, indisposição, dores musculares generalizadas e muita tosse, é necessário permanecer afastado, pois isso é um sinal de que a infecção ainda está ativa. Na nova diretriz, o próprio Ministério da Saúde recomenda que pessoas que continuam com sintomas intensos, continuem em isolamento por 15 dias ou mais, se necessário. Imunossuprimidos também devem ficar mais tempo afastados – a recomendação são 20 dias -, porque o vírus persiste mais tempo nas vias aéreas.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

UPA terá atendimento restrito devido a manutenção técnica

 

A Santa Casa de Alegrete divulgou nesta terça-feira (24) um aviso importante à população sobre o funcionamento da Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24h) nesta quarta-feira, dia 25 de fevereiro.

Entre 10h e 16h, o atendimento será restrito exclusivamente a casos de urgência e emergência. A medida ocorre devido a uma manutenção técnica que provocará a interrupção temporária dos serviços de internet e telefonia, deixando os sistemas da unidade indisponíveis.

De acordo com a instituição, situações que não representem risco imediato à saúde devem ser direcionadas para outros horários. A Santa Casa reforça o pedido de compreensão da comunidade e destaca que a restrição é necessária para garantir a segurança e a continuidade dos serviços médicos essenciais.

O comunicado ainda solicita que a informação seja amplamente compartilhada para que todos estejam cientes da alteração no atendimento. 

 

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Saúde

Passo a passo para acessar exames do Novembro Azul pelo SUS

 Entenda o objetivo: O Novembro Azul incentiva o cuidado da saúde do homem. Pelo SUS, o caminho padrão é via Unidade Básica de Saúde (UBS), com avaliação e, se indicado, solicitação de exames como PSA e toque retal por profissional de saúde.

Documentos necessários

– Identificação: RG e CPF.
– Comprovante: Endereço atualizado (para vincular à UBS mais próxima).
– Cartão SUS: Se não tiver, a UBS emite na hora ou orienta onde fazer o cadastro.
– Contato: Telefone para avisos de agendamento e resultado.

Passo a passo na UBS

1. Vincule-se à UBS do seu bairro: Vá pessoalmente ao acolhimento/recepção com seus documentos. Eles conferem cadastro e elegibilidade.
2. Acolhimento e triagem: Enfermeiro ou técnico faz perguntas sobre sintomas, histórico familiar, idade e fatores de risco.
3. Consulta clínica: Médico ou enfermeiro avalia necessidade de exames. Nem todo homem precisa PSA de rotina; a decisão é individual conforme idade, sintomas e risco.
4. Solicitação de exames: Se indicado, você recebe a guia para PSA (sangue) e, quando necessário, é agendado o exame de toque retal.
5. Coleta de sangue: Realize no laboratório municipal ou posto indicado pela UBS, em geral em jejum conforme orientação local.
6. Retirada dos resultados: Volte à UBS na data informada; o profissional interpreta o resultado e define próximos passos.
7. Acompanhamento: Dependendo do resultado, pode haver repetição do exame, encaminhamento ao urologista ou orientações de estilo de vida.

Exames e ações mais comuns no Novembro Azul pelo SUS

– PSA (sanguíneo): Indicada a solicitação conforme avaliação clínica e fatores de risco.
– Toque retal: Útil para avaliar a próstata, feito quando houver indicação clínica.
– Orientações de saúde: Controle de peso, atividade física, cessação de tabagismo e manejo de sintomas urinários.
– Encaminhamento especializado: Quando necessário, a UBS encaminha ao urologista via regulação.

Onde fazer em Alegrete e região

– Rede SUS local: Alegrete integra a 10ª Coordenadoria Regional de Saúde do RS, que articula os serviços municipais. Procure sua UBS de referência para os fluxos de exames e agendamentos na rede pública.
– Campanhas locais: Em Alegrete, ações do Novembro Azul frequentemente oferecem mutirões e parcerias para PSA gratuito. Por exemplo, em 2024 houve parceria da Liga de Combate ao Câncer com laboratórios da cidade para exames sem custo durante a campanha. Em 2025, confirme na sua UBS ou canais oficiais da prefeitura se há ações similares neste mês.

Dicas práticas para agilizar

– Vá cedo à UBS: Agendamentos de coleta costumam abrir no início da manhã.
– Atualize seu cadastro: Mudança de endereço/telefone pode travar agendamentos.
– Pergunte sobre mutirões: Em novembro, muitas UBS ampliam horários ou fazem dias temáticos.
– Acompanhe resultados: Não espere ser chamado; se deram prazo, retorne na data.

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Saúde

Hemocentro de Alegrete amplia horário em meio a crise nos estoques de sangue

📰 O Hemocentro de Alegrete anunciou nesta segunda-feira (10/11) a abertura de um terceiro turno de atendimento, das 18h às 21h, com o objetivo de facilitar a participação de doadores que não conseguem comparecer no período habitual, entre 7h e 13h.

A decisão foi tomada diante de um cenário crítico: segundo a coordenadora Fernanda Soares, os estoques de sangue estão no limite mínimo, sem capacidade para atender três pacientes graves internados na Santa Casa.

🚨 Tipos sanguíneos em maior risco

A maior urgência recai sobre os tipos O negativo (O-) e A negativo (A-), considerados raros e de alta versatilidade nas transfusões.

📉 Desafios locais

Fernanda Soares destacou que o problema não se resume à baixa adesão, mas à ausência de doadores de repetição — aqueles que mantêm o hábito de doar duas ou três vezes por ano. “Precisamos de regularidade para garantir que os estoques não cheguem a níveis tão críticos”, alertou.

💉 Impacto social da doação

Cada bolsa de sangue coletada pode beneficiar até quatro pacientes. Além disso, os doadores recebem uma bateria de exames, funcionando como um checkup básico de saúde.

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