Contato

Agro Notícia

Mapa dos estragos – Sistema FAEMG faz levantamento inédito dos problemas causados pelas chuvas nas propriedades rurais mineiras


As chuvas chegaram fortes e destruíram estradas, cercas e barracões. A água afogou animais e destruiu plantações. Os danos causados pelas tempestades e enchentes, que assolaram os campos de Minas Gerais neste último mês, foram grandes. Mas quais foram os maiores problemas enfrentados pelos produtores rurais do estado? Mapeamento inédito feito pelo Sistema FAEMG/SENAR/INAES/Sindicatos indicou que as restrições de acessos, com interdições e desmoronamentos das vias que servem para o escoamento da produção, foram as que mais prejudicaram o agronegócio neste início de ano. Em segundo lugar, a destruição das cercas também representou prejuízo em todas as regiões atingidas. Por fim, a queda da energia elétrica e demora no restabelecimento também gerou fortes perdas. 

No levantamento, feito pelos técnicos do Programa de Assistência Técnica e Gerencial – ATeG e parceiros do Sistema FAEMG, a partir do preenchimento de 1.412 formulários eletrônicos com dados de produtores de 263 municípios de Minas, também estão registradas perdas de animais e de lavouras, além da destruição de outras infraestruturas nas fazendas. A amostra busca diagnosticar a atual situação dos produtores e das propriedades afetadas pelas chuvas de dezembro e deste mês, visando a elaboração de ações estratégicas do Sistema FAEMG e a busca pelo apoio para as soluções junto ao poder público e facilitação de negociações junto a instituições financeiras.

A diretoria do Sistema FAEMG tem dialogado diariamente com presidentes de sindicatos das principais regiões atingidas no estado para buscar ainda mais informações sobre os problemas que castigam os produtores rurais. Todo este conteúdo levantado já vai ser apresentado para a ministra da Agricultura, Teresa Cristina, em reunião, em Brasília, na próxima quarta-feira. Também já foi solicitada audiência ao governador Romeu Zema e serão feitas articulações com deputados e representantes de instituições que possam ajudar na solução dos problemas.

“Estamos trabalhando em todas as frentes para tentar atenuar os problemas sofridos pelos produtores rurais mineiros com as intensas chuvas. O mapeamento vai nos guiar para melhorar esta ajuda, seja para reabertura de estradas ou para capacitação para a retomada das atividades. Sindicatos e escritórios regionais vão participar desta força tarefa. E já estamos em contato com várias esferas do governo estadual e até federal para ampliar estas ações e minimizar as perdas no campo.” – Antônio de Salvo, presidente do Sistema FAEMG

“A pesquisa liderada pelo Sistema FAEMG/SENAR/INAES/Sindicatos, junto aos produtores rurais afetados pelas chuvas, apontou que danos maiores foram os estruturais, nas estradas de acesso, com cercas e decorrentes da falta de energia elétrica. O Sistema FAEMG vai trabalhar nas ações de capacitação para que o produtor possa se reerguer e ajudar na retomada da economia do meio rural dos municípios de maneira mais rápida. As ações estão sendo elaboradas e serão implementadas o mais breve possível. Na próxima semana, já estaremos com projetos rodando em regiões afetadas.” – Christiano Nascif, Superintendente do SENAR Minas

“Esta é uma amostra significativa do que ocorreu nas áreas rurais mineiras. Não há como dizer que é um retrato fiel aos problemas de todo o estado, mas dá indicativos muito sólidos dos principais problemas e do que o produtor rural precisa, para o Sistema FAEMG poder ajudar nas áreas de apoio institucional, capacitação e assistência técnica e gerencial.” – Bruno Rocha, gerente de Assistência Técnica e Gerencial do Sistema FAEMG

PRINCIPAIS RESULTADOS DO MAPEAMENTO:

NA PECUÁRIA

Dos entrevistados, 12% relataram perda de animais. Ranking das cadeias mais atingidas:

1º Aves
2º Bovinos
3º Abelhas (colmeias)
4º Suínos
5º Peixes

As perdas de pastagens também foram citadas como problema que afetou a maior parte dos produtores rurais. As maiores perdas foram registradas nas regiões de Governador Valadares, Sete Lagoas e Montes Claros.
 

NA AGRICULTURA

Dos entrevistados, 17% relataram perda de produção agrícola. Ranking das cadeias mais atingidas:

1º Milho
2º Feijão
3º Alface 
4º Sorgo
5º Mandioca

Fonte: CNA Brasil

Publicidade
Comentários

Agro Notícia

Sisb. Entre falsas promessas e atrasos, apenas duas agroindústrias são reabilitadas

Alegrete paga pela negligência oficial

A narrativa oficial divulgada pela Prefeitura de Alegrete tenta vender como “conquista” aquilo que, na realidade, é apenas a correção de uma falha grave de gestão.

Desde novembro de 2025, nove agroindústrias do município foram desabilitadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) justamente porque o Executivo municipal não cumpriu os trâmites legais exigidos para manter a certificação do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI).

Durante estes meses, produtores locais ficaram à mercê de informações desencontradas e até falsas, enquanto a economia rural sofria com a paralisação de atividades que dependem diretamente do selo de inspeção para comercializar em escala nacional.

O prejuízo não foi apenas financeiro: a credibilidade do setor agroindustrial de Alegrete foi colocada em xeque, afetando trabalhadores, consumidores e a imagem do município.

Somente agora, após a Prefeitura finalmente se enquadrar nas normas legais, o MAPA autorizou a reabilitação de duas agroindústrias — o Matadouro São Jorge e a Agroindústria Super Ícaro. É importante destacar que essa decisão não representa uma vitória política, mas sim um reparo tardio a um problema criado pela própria administração municipal.

O discurso triunfalista da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, ao anunciar a retomada da certificação, ignora o fato de que a desabilitação inicial foi consequência direta da negligência administrativa.

O que se apresenta como “nova fase” deveria ser encarado como um alerta: sem responsabilidade e transparência, o setor produtivo continuará vulnerável a decisões equivocadas e à falta de rigor no cumprimento das exigências legais.

Em resumo, a reabilitação de apenas duas agroindústrias não apaga os meses de prejuízo e insegurança enfrentados pelo setor. Alegrete precisa menos de discursos comemorativos e mais de gestão eficiente, capaz de garantir estabilidade e confiança para quem produz e para quem consome.

 

Continue lendo

Agro Notícia

Produtores de Alegrete enfrentam prejuízos crescentes com ataques de javalis

A presença descontrolada de javalis tem se tornado uma ameaça constante à produção agropecuária em Alegrete, na região da Campanha Gaúcha. Além de devastarem lavouras, os animais silvestres agora avançam sobre criações de ovelhas e outros animais de pequeno porte, gerando prejuízos incalculáveis aos produtores locais.

João Pacheco, produtor com propriedades nas localidades de Pai Passo e Rincão de São Miguel, relata que os ataques são frequentes e devastadores. “Deixei de criar cordeiros no Pai Passo porque não ficava nenhum vivo. É lamentável e acarreta prejuízos a quem produz e trabalha”, afirma. Segundo ele, nem mesmo os pequenos produtores são poupados, e as perdas nas lavouras são difíceis de mensurar.

Apesar de possuir licença do Exército e do Ibama para realizar a caça controlada dos javalis, Pacheco denuncia a burocracia e os altos custos envolvidos na aquisição de armas e munições. Enquanto isso, os animais continuam se proliferando e atacando rebanhos e plantações. “Eles comem cordeiros, terneiros, destroem lavouras e ninguém faz nada para conter essa procriação”, lamenta.

Uma das estratégias adotadas por produtores da região tem sido a instalação de gaiolas para captura dos javalis. No entanto, a eficácia das armadilhas é limitada. “Às vezes demora meses para que algum seja atraído e preso”, explica Pacheco.

Além dos prejuízos econômicos, há também impactos ambientais. Os javalis têm atacado ninhos de aves que se reproduzem no chão, como o quero-quero e corujas, colocando em risco a biodiversidade local. “Isso poderá acarretar inclusive a extinção de aves e pequenos animais silvestres”, alerta o produtor.

Pacheco também critica a falta de compreensão por parte da sociedade sobre o trabalho dos agricultores. “Muitos acham que destruímos, mas estamos preservando cada vez mais. Seguimos as leis e precisamos das terras”, defende.

A situação em Alegrete evidencia a urgência de políticas públicas mais eficazes para o controle da população de javalis e o apoio aos produtores que enfrentam essa ameaça diariamente.

Continue lendo

Agro Notícia

O sábado de calor atrai grande público no primeiro dia da Expointer

O termômetro já batia os 35 graus em torno das 15h deste sábado (30/8), na área central do Parque Estadual de Exposições Assis Brasil.

No local, havia movimento frenético do público que se dividia entre uma grande variedade de atrações da Expointer, como artesanato, programação de shows, degustação, maquinário agrícola, Freio de Ouro, exposições e julgamento de animais, banho de leite, Pavilhão da Agricultura Familar, gastronomia, Pavilhão dos Pequenos Animais, parque de diversões, palestras e oficinas.

Natural de Esteio, Juliano Fetter, proprietário de academia, veio com a família – cunhado, irmão, esposa, avó e a pequena Luísa, agarrada no colo do pai. “Ela veio logo pra ver os animais. Era uma coisa que a gente fazia muito quando eu era criança, com a minha família. E agora eu aproveitei esse final de semana”, afirmou Juliano. “Num lugar onde a gente se criou quando era mais novo. Vínhamos todos os anos pra cá. É bom poder lembrar um pouco também disso”, contou.
Prestigiando a produção e a pujança do RS na feira

Um pouco mais adiante, no Pavilhão Internacional, a Feira de Azeites mostrava produtores de diferentes regiões do Estado.

O casal Paulo Corrêa Rodrigues, contador, e Iris Amaral Rodrigues, aposentada, foi atraído, em especial, pelo azeite de noz-pecã. “Na verdade, eu sou natural de Cachoeira do Sul e por lá se fala muito em noz-pecã”, contou Paulo. “Na feira, eu gosto de ver os animais bonitos”, disse Iris.

“Em primeiro lugar, minha origem vem no campo. Em segundo, isso aqui é uma demonstração da produção e da pujança do Brasil e, principalmente, do nosso Estado, né? Acho que toda pessoa que sai do campo tem esse sonho de que, mesmo se não tiver alguma coisa, que possa olhar e conhecer. Tem que prestigiar isso”, finalizou Paulo.

Expointer 2025

A 48ª Expointer segue até 7 de setembro no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio, reunindo mais de 800 eventos e atrações ligadas ao agronegócio. A previsão do tempo para domingo (31/8) é de um dia parcialmente nublado, com temperaturas próximas dos 30 graus.

Texto: Rodrigo Martins/Ascom Espointer
Edição: Camila Cargnelutti/Ascom Expointer

Continue lendo

Popular