Agro Notícia
CNA entrega Prêmio Agro Brasil 2021
Brasília (15/12/2021) – A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil entregou, na noite de terça (14), o Prêmio CNA Agro Brasil 2021 em homenagem e reconhecimento a pessoas e instituições que se destacaram no setor e contribuíram para o desenvolvimento da agropecuária brasileira.
Participaram da solenidade os ministros João Roma (Cidadania), Joaquim Leite (Meio Ambiente), Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional), Tereza Cristina (Agricultura), além de diretores do Sistema CNA/Senar, presidentes de Federações, deputados federais, autoridades e integrantes de entidades do agro. O evento foi acompanhado por mais de 2000 pessoas na transmissão virtual.

Em sua 5ª edição, as homenagens foram feitas em cinco categorias: Comunicação, Destaque, Política, Distinção e Especial. Ao abrir o evento, o presidente do Sistema CNA, João Martins, disse que o prêmio, criado na sua gestão, foi uma forma de reconhecer e homenagear pessoas que se destacam no país em defesa do agro.
O agraciado na categoria Comunicação foi o presidente do Grupo Bandeirantes, João Carlos Saad, pelo canal Agro Mais. A escolha foi feita pela “competência e atualidade com que a programação aborda as questões do campo”.

O Canal AgroMais é um canal com uma programação totalmente voltada ao setor agropecuário. Foi lançado em junho de 2020 pelo Grupo Bandeirantes de Comunicaçao em parceria com o Sistema CNA/Senar. Saad recebeu o prêmio do diretor-geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Daniel Carrara, e agradeceu a homenagem.
Na categoria destaque, o vencedor foi Roberto Simões, pela sua “longa e brilhante carreira como liderança classista”. Ele foi vice-presidente Executivo da CNA de 2014 a 2017, 1º vice-presidente de 2017 a 2021 e presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg) por 16 anos (2005 a 2021). A entrega foi feita pelo 1º vice-presidente de Finanças da CNA, José Zeferino Pedrozo.

Simões destacou que o reconhecimento é motivo de emoção. “São 55 anos de trabalho ininterrupto, com 43 deles passando pelo Sistema. Foi um período de muita satisfação, aprendizado e alegria. Mais uma vez manifesto minha gratidão por tudo que me aconteceu de bom por intermédio da CNA e da Faemg”, avaliou.
O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Sérgio Souza (MDB/PR), foi o premiado na categoria de Política, pela sua “atuação no Legislativo em defesa dos interesses do setor”. Ao receber o prêmio do 1º vice-presidente de Secretaria da CNA, Mário Borba, ele destacou o trabalho em parceria entre FPA e CNA e falou de alguns desafios que virão pela frente, como a redução dos custos de produção.

As novidades deste ano foram as categorias Distinção e Especial, em que os homenageados foram, respectivamente, Alysson Paolineli, ministro da Agricultura de 1974 e 1979 e indicado ao Prêmio Nobel da Paz 2021, e a atual ministra da Agricultura, Tereza Cristina, pelas suas “trajetórias políticas e institucionais em defesa da atividade agropecuária”.
Os dois prêmios foram entregues por João Martins que, ao explicar a criação destas duas categorias, fez questão de destacar “um ministro do passado que nunca deixou de estar no presente e de uma ministra do presente que será referência no futuro”.
Ao agradecer à homenagem, Tereza Cristina ressaltou a parceria com a CNA em diversos projetos e destacou o exemplo de sustentabilidade que a agricultura brasileira tem dado ao mundo. “Mostramos o trabalho que o Brasil tem feito. Todos viram o que o Brasil faz e estamos mostrando a verdade para o mundo”.

Por sua vez, Alysson Paolineli lembrou o apoio que sempre recebeu do setor rural e falou da responsabilidade que todos precisam ter para que o país continue livre, em busca da verdade, justiça, paz social e da segurança. “Na nossa idade, que já transferimos aos nossos filhos as responsabilidades do dia a dia, só desejamos que o nosso país realmente dê a ales as oportunidades que nós tivemos”, concluiu.
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Agro Notícia
Sisb. Entre falsas promessas e atrasos, apenas duas agroindústrias são reabilitadas
Alegrete paga pela negligência oficial
A narrativa oficial divulgada pela Prefeitura de Alegrete tenta vender como “conquista” aquilo que, na realidade, é apenas a correção de uma falha grave de gestão.
Desde novembro de 2025, nove agroindústrias do município foram desabilitadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) justamente porque o Executivo municipal não cumpriu os trâmites legais exigidos para manter a certificação do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI).
Durante estes meses, produtores locais ficaram à mercê de informações desencontradas e até falsas, enquanto a economia rural sofria com a paralisação de atividades que dependem diretamente do selo de inspeção para comercializar em escala nacional.
O prejuízo não foi apenas financeiro: a credibilidade do setor agroindustrial de Alegrete foi colocada em xeque, afetando trabalhadores, consumidores e a imagem do município.
Somente agora, após a Prefeitura finalmente se enquadrar nas normas legais, o MAPA autorizou a reabilitação de duas agroindústrias — o Matadouro São Jorge e a Agroindústria Super Ícaro. É importante destacar que essa decisão não representa uma vitória política, mas sim um reparo tardio a um problema criado pela própria administração municipal.
O discurso triunfalista da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, ao anunciar a retomada da certificação, ignora o fato de que a desabilitação inicial foi consequência direta da negligência administrativa.
O que se apresenta como “nova fase” deveria ser encarado como um alerta: sem responsabilidade e transparência, o setor produtivo continuará vulnerável a decisões equivocadas e à falta de rigor no cumprimento das exigências legais.
Em resumo, a reabilitação de apenas duas agroindústrias não apaga os meses de prejuízo e insegurança enfrentados pelo setor. Alegrete precisa menos de discursos comemorativos e mais de gestão eficiente, capaz de garantir estabilidade e confiança para quem produz e para quem consome.
Agro Notícia
Produtores de Alegrete enfrentam prejuízos crescentes com ataques de javalis
A presença descontrolada de javalis tem se tornado uma ameaça constante à produção agropecuária em Alegrete, na região da Campanha Gaúcha. Além de devastarem lavouras, os animais silvestres agora avançam sobre criações de ovelhas e outros animais de pequeno porte, gerando prejuízos incalculáveis aos produtores locais.
João Pacheco, produtor com propriedades nas localidades de Pai Passo e Rincão de São Miguel, relata que os ataques são frequentes e devastadores. “Deixei de criar cordeiros no Pai Passo porque não ficava nenhum vivo. É lamentável e acarreta prejuízos a quem produz e trabalha”, afirma. Segundo ele, nem mesmo os pequenos produtores são poupados, e as perdas nas lavouras são difíceis de mensurar.
Apesar de possuir licença do Exército e do Ibama para realizar a caça controlada dos javalis, Pacheco denuncia a burocracia e os altos custos envolvidos na aquisição de armas e munições. Enquanto isso, os animais continuam se proliferando e atacando rebanhos e plantações. “Eles comem cordeiros, terneiros, destroem lavouras e ninguém faz nada para conter essa procriação”, lamenta.
Uma das estratégias adotadas por produtores da região tem sido a instalação de gaiolas para captura dos javalis. No entanto, a eficácia das armadilhas é limitada. “Às vezes demora meses para que algum seja atraído e preso”, explica Pacheco.
Além dos prejuízos econômicos, há também impactos ambientais. Os javalis têm atacado ninhos de aves que se reproduzem no chão, como o quero-quero e corujas, colocando em risco a biodiversidade local. “Isso poderá acarretar inclusive a extinção de aves e pequenos animais silvestres”, alerta o produtor.
Pacheco também critica a falta de compreensão por parte da sociedade sobre o trabalho dos agricultores. “Muitos acham que destruímos, mas estamos preservando cada vez mais. Seguimos as leis e precisamos das terras”, defende.
A situação em Alegrete evidencia a urgência de políticas públicas mais eficazes para o controle da população de javalis e o apoio aos produtores que enfrentam essa ameaça diariamente.
Agro Notícia
O sábado de calor atrai grande público no primeiro dia da Expointer
O termômetro já batia os 35 graus em torno das 15h deste sábado (30/8), na área central do Parque Estadual de Exposições Assis Brasil.
No local, havia movimento frenético do público que se dividia entre uma grande variedade de atrações da Expointer, como artesanato, programação de shows, degustação, maquinário agrícola, Freio de Ouro, exposições e julgamento de animais, banho de leite, Pavilhão da Agricultura Familar, gastronomia, Pavilhão dos Pequenos Animais, parque de diversões, palestras e oficinas.
Natural de Esteio, Juliano Fetter, proprietário de academia, veio com a família – cunhado, irmão, esposa, avó e a pequena Luísa, agarrada no colo do pai. “Ela veio logo pra ver os animais. Era uma coisa que a gente fazia muito quando eu era criança, com a minha família. E agora eu aproveitei esse final de semana”, afirmou Juliano. “Num lugar onde a gente se criou quando era mais novo. Vínhamos todos os anos pra cá. É bom poder lembrar um pouco também disso”, contou.
Prestigiando a produção e a pujança do RS na feira
Um pouco mais adiante, no Pavilhão Internacional, a Feira de Azeites mostrava produtores de diferentes regiões do Estado.
O casal Paulo Corrêa Rodrigues, contador, e Iris Amaral Rodrigues, aposentada, foi atraído, em especial, pelo azeite de noz-pecã. “Na verdade, eu sou natural de Cachoeira do Sul e por lá se fala muito em noz-pecã”, contou Paulo. “Na feira, eu gosto de ver os animais bonitos”, disse Iris.
“Em primeiro lugar, minha origem vem no campo. Em segundo, isso aqui é uma demonstração da produção e da pujança do Brasil e, principalmente, do nosso Estado, né? Acho que toda pessoa que sai do campo tem esse sonho de que, mesmo se não tiver alguma coisa, que possa olhar e conhecer. Tem que prestigiar isso”, finalizou Paulo.
Expointer 2025
A 48ª Expointer segue até 7 de setembro no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio, reunindo mais de 800 eventos e atrações ligadas ao agronegócio. A previsão do tempo para domingo (31/8) é de um dia parcialmente nublado, com temperaturas próximas dos 30 graus.
Texto: Rodrigo Martins/Ascom Espointer
Edição: Camila Cargnelutti/Ascom Expointer
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