Agro Notícia
Asprocem – Posse da nova Diretoria
A nova Diretoria da ASPROCEM – Associação dos Sindicato dos Produtores Rurais de Centro de Minas – tomou posse nessa quinta (9/12), em Bom Jesus do Amparo. O grupo de sindicatos passa a ser presidido por Inácio Lins Reis, líder do Sindicato Rural de Paraopeba e que ocupava o cargo de 1º vice-presidente da Associação. Ele recebe a Presidência no lugar de Antônio de Salvo, de Curvelo, que assumiu a Presidência do Sistema FAEMG/SENAR/INAES/SINDICATOS no último mês.

“Temos em Minas cinco associações regionais de Sindicatos, que são suporte para o trabalho do Sistema FAEMG, em via de mão dupla. Levamos a voz da Federação ao produtor rural, e defendemos as demandas regionais junto à nossa representação estadual e à nacional. Estou confiante de que faremos um belíssimo trabalho pelos nossos produtores do Centro Mineiro”. – Inácio Reis, presidente da Asprocem.

“Fico triste de me despedir da Presidência da Asprocem. Mas extremamente feliz por termos um grande sucessor. Vamos trabalhar muito juntos para termos maior capilaridade. Encurtar distâncias entre os produtores rurais, seus sindicatos, as associações, a Federação e, em instância nacional, a nossa CNA” – Antônio de Salvo, presidente do Sistema FAEMG e ex-presidente da Asprocem.
DIRETORIA ASPROCEM
(Mandato até 31/3/2023)
Presidente: Inácio Lins de Resende Reis
Vice-presidente: Evando Lage Avelar (Itabira)
1º secretário: Wanderlei dos Santos Ribeiro (Bom Jesus do Amparo)
2ª secretária: Maria do Rosário Torres (Santa Maria do Itabira)
1º tesoureiro: Paulo Henrique de Souza Lino (Pompéu)
2º tesoureiro: Constantino Dias Neto (Abaeté)
Conselho Fiscal Efetivo:
Roberto de Castro Teixeira (Serro)
Frank Mourão Barroso (Sabinópolis)
José Avelino Pereira Neto (Montes Claros)
Suplentes:
José do Carmo de Oliveira Marques (Jaboticatubas)
Jadir Maurício Lanza Rabelo (Sete Lagoas)
Antônio Gonzaga Dayrell (Morada Nova).
HOMENAGEM
ROBERTO SIMÕES

Após a posse, foi realizada solenidade de homenagem a Roberto Simões, que deixou a Presidência da FAEMG no último mês, após 16 anos. O evento foi prestigiado por prefeitos de diversas cidades da região, deputados e outras autoridades, presidentes de Sindicatos Rurais e por muitos produtores.
O recém-empossado presidente da Asprocem, Inácio Reis, entregou placa comemorativa e leu uma mensagem de agradecimento ao conterrâneo Roberto – que, por motivo de saúde, não pôde comparecer à homenagem e foi representado pelo Assessor Jurídico da FAEMG, Francisco Simões.
“Roberto
Nesses mais de 40 anos de FAEMG, com seu repertório variado, você se mostrou maestro de uma orquestra coesa. Mesmo quando, assuntos divergentes exigiam soluções salomônicas, os objetivos eram alcançados. Isso é para poucos.
Boxeadores famosos se preveniam dos uppercuts traiçoeiros. Como eles, você estudava os movimentos enxadristas, mirando o foco na obtenção do melhor desfecho.
Minas Gerais, estado com 854 municípios. Desses, mais de 700 têm um sindicato rural ou uma extensão de base. Que estrutura fantástica! Essa herança que você nos deixa é o caminho para fazer uma FAEMG ainda mais forte. Cada região do estado tem sua cultura, suas peculiaridades, seu sotaque, sua cozinha. Nosso povo é uma miscelânea de raças. Indígena, portuguesa, inglesa e de povos africanos, todos vindos durante a época da mineração no século XVIII. A importância de tudo isso é termos um estado diverso em que todo o empreendimento, dado as suas peculiaridades, precisa de um norte específico para permanecer. Quão dura é a vida de quem puxa o carro de boi.
Você entra para a restrita galeria dos que, como poucos, soube dosar com sabedoria a difícil tarefa de conduzir, com brilhantismo, os destinos da nossa FAEMG.
É com muita honra, e em nome da Asprocem, que o homenagemos com uma placa em reconhecimento ao incansável trabalho desenvolvido por todos esses anos!”
Agro Notícia
Sisb. Entre falsas promessas e atrasos, apenas duas agroindústrias são reabilitadas
Alegrete paga pela negligência oficial
A narrativa oficial divulgada pela Prefeitura de Alegrete tenta vender como “conquista” aquilo que, na realidade, é apenas a correção de uma falha grave de gestão.
Desde novembro de 2025, nove agroindústrias do município foram desabilitadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) justamente porque o Executivo municipal não cumpriu os trâmites legais exigidos para manter a certificação do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI).
Durante estes meses, produtores locais ficaram à mercê de informações desencontradas e até falsas, enquanto a economia rural sofria com a paralisação de atividades que dependem diretamente do selo de inspeção para comercializar em escala nacional.
O prejuízo não foi apenas financeiro: a credibilidade do setor agroindustrial de Alegrete foi colocada em xeque, afetando trabalhadores, consumidores e a imagem do município.
Somente agora, após a Prefeitura finalmente se enquadrar nas normas legais, o MAPA autorizou a reabilitação de duas agroindústrias — o Matadouro São Jorge e a Agroindústria Super Ícaro. É importante destacar que essa decisão não representa uma vitória política, mas sim um reparo tardio a um problema criado pela própria administração municipal.
O discurso triunfalista da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, ao anunciar a retomada da certificação, ignora o fato de que a desabilitação inicial foi consequência direta da negligência administrativa.
O que se apresenta como “nova fase” deveria ser encarado como um alerta: sem responsabilidade e transparência, o setor produtivo continuará vulnerável a decisões equivocadas e à falta de rigor no cumprimento das exigências legais.
Em resumo, a reabilitação de apenas duas agroindústrias não apaga os meses de prejuízo e insegurança enfrentados pelo setor. Alegrete precisa menos de discursos comemorativos e mais de gestão eficiente, capaz de garantir estabilidade e confiança para quem produz e para quem consome.
Agro Notícia
Produtores de Alegrete enfrentam prejuízos crescentes com ataques de javalis
A presença descontrolada de javalis tem se tornado uma ameaça constante à produção agropecuária em Alegrete, na região da Campanha Gaúcha. Além de devastarem lavouras, os animais silvestres agora avançam sobre criações de ovelhas e outros animais de pequeno porte, gerando prejuízos incalculáveis aos produtores locais.
João Pacheco, produtor com propriedades nas localidades de Pai Passo e Rincão de São Miguel, relata que os ataques são frequentes e devastadores. “Deixei de criar cordeiros no Pai Passo porque não ficava nenhum vivo. É lamentável e acarreta prejuízos a quem produz e trabalha”, afirma. Segundo ele, nem mesmo os pequenos produtores são poupados, e as perdas nas lavouras são difíceis de mensurar.
Apesar de possuir licença do Exército e do Ibama para realizar a caça controlada dos javalis, Pacheco denuncia a burocracia e os altos custos envolvidos na aquisição de armas e munições. Enquanto isso, os animais continuam se proliferando e atacando rebanhos e plantações. “Eles comem cordeiros, terneiros, destroem lavouras e ninguém faz nada para conter essa procriação”, lamenta.
Uma das estratégias adotadas por produtores da região tem sido a instalação de gaiolas para captura dos javalis. No entanto, a eficácia das armadilhas é limitada. “Às vezes demora meses para que algum seja atraído e preso”, explica Pacheco.
Além dos prejuízos econômicos, há também impactos ambientais. Os javalis têm atacado ninhos de aves que se reproduzem no chão, como o quero-quero e corujas, colocando em risco a biodiversidade local. “Isso poderá acarretar inclusive a extinção de aves e pequenos animais silvestres”, alerta o produtor.
Pacheco também critica a falta de compreensão por parte da sociedade sobre o trabalho dos agricultores. “Muitos acham que destruímos, mas estamos preservando cada vez mais. Seguimos as leis e precisamos das terras”, defende.
A situação em Alegrete evidencia a urgência de políticas públicas mais eficazes para o controle da população de javalis e o apoio aos produtores que enfrentam essa ameaça diariamente.
Agro Notícia
O sábado de calor atrai grande público no primeiro dia da Expointer
O termômetro já batia os 35 graus em torno das 15h deste sábado (30/8), na área central do Parque Estadual de Exposições Assis Brasil.
No local, havia movimento frenético do público que se dividia entre uma grande variedade de atrações da Expointer, como artesanato, programação de shows, degustação, maquinário agrícola, Freio de Ouro, exposições e julgamento de animais, banho de leite, Pavilhão da Agricultura Familar, gastronomia, Pavilhão dos Pequenos Animais, parque de diversões, palestras e oficinas.
Natural de Esteio, Juliano Fetter, proprietário de academia, veio com a família – cunhado, irmão, esposa, avó e a pequena Luísa, agarrada no colo do pai. “Ela veio logo pra ver os animais. Era uma coisa que a gente fazia muito quando eu era criança, com a minha família. E agora eu aproveitei esse final de semana”, afirmou Juliano. “Num lugar onde a gente se criou quando era mais novo. Vínhamos todos os anos pra cá. É bom poder lembrar um pouco também disso”, contou.
Prestigiando a produção e a pujança do RS na feira
Um pouco mais adiante, no Pavilhão Internacional, a Feira de Azeites mostrava produtores de diferentes regiões do Estado.
O casal Paulo Corrêa Rodrigues, contador, e Iris Amaral Rodrigues, aposentada, foi atraído, em especial, pelo azeite de noz-pecã. “Na verdade, eu sou natural de Cachoeira do Sul e por lá se fala muito em noz-pecã”, contou Paulo. “Na feira, eu gosto de ver os animais bonitos”, disse Iris.
“Em primeiro lugar, minha origem vem no campo. Em segundo, isso aqui é uma demonstração da produção e da pujança do Brasil e, principalmente, do nosso Estado, né? Acho que toda pessoa que sai do campo tem esse sonho de que, mesmo se não tiver alguma coisa, que possa olhar e conhecer. Tem que prestigiar isso”, finalizou Paulo.
Expointer 2025
A 48ª Expointer segue até 7 de setembro no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio, reunindo mais de 800 eventos e atrações ligadas ao agronegócio. A previsão do tempo para domingo (31/8) é de um dia parcialmente nublado, com temperaturas próximas dos 30 graus.
Texto: Rodrigo Martins/Ascom Espointer
Edição: Camila Cargnelutti/Ascom Expointer
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