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Indicados pelo SENAR-PR recebem prêmio Produtor Rural 4.0


O Agrobit Brasil promoveu uma premiação para reconhecer produtores rurais que utilizam inovação e tecnologia em suas atividades agropecuárias. Dentre os nove premiados, seis foram indicados pelo SENAR-PR. No total, concorreram 67 candidatos dos Estados do Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Maranhão, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e São Paulo.

“O resultado dessa premiação de- monstra a relevância do agronegócio paranaense no cenário nacional e também ratifica a importância do trabalho do SENAR-PR na profissionalização do setor, independentemente do tamanho da propriedade. A entidade reconhece o potencial do Estado para inovação no agronegócio e, cada vez mais, oferta capacitações nesse sentido, incentivando o uso de tecnologias e outras ferramentas que vão ao encontro de uma Agricultura 4.0”, destaca Arthur Piazza Bergamini, gerente do Departamento Técnico (Detec) do Sistema FAEP/ SENAR-PR.

O prêmio Produtor Rural 4.0 foi concedido durante a 4ª edição do Agrobit Brasil, realizada nos dias 9 e 10 de novembro, com apoio do Sistema FAEP/SENAR-PR. O evento fomentou a tecnologia e a sustentabilidade para a criação de soluções de excelência e inteligência competitiva.

Premiados

Na categoria Pequena Propriedade (entre um e quatro módulos fiscais), de 17 produtores indicados, foram premiados os paranaenses Gilmar Marcelo de Paula, do Sítio De Paula (1º lugar); Rosana Aparecida Gabardo Pallu, do Sítio São Francisco de Sales (2º lugar); e José Amilcar Pastuch, do Sítio São José (3º lugar).

Dos 18 produtores concorrendo na categoria Média Propriedade (entre quatro e 15 módulos fiscais), a segunda colocação ficou com Maiquel Alberts, da Agropecuária Alberts. Em Grande Propriedade (acima de 15 módulos fiscais), entre 32 indicados, Ely Germano e José Bento Germano, da Fazenda Mutuca; e Tábata Ribeiro de Melo Stock, da Fazenda Rio do Pedro, levaram medalhas de prata e de bronze, respectivamente.

A iniciativa do Agrobit Brasil busca identificar processos, serviços ou produtos que contribuem de forma efetiva no aumento da produtividade e redução de custos de produção no campo. Por meio do reconhecimento da contribuição destes produtores rurais, a proposta da premiação é fortalecer a rede de inovação e tecnologia no agronegócio e promover a sustentabilidade econômica, social e ambiental, além de multiplicar os resultados alcançados. A escolha dos vencedores foi baseada em critérios de sustentabilidade, produtividade, inovação, aumento da eficiência na produção devido à gestão inovadora e uso de tecnologias no campo, respeito ao meio ambiente, ética, responsabilidade com a cadeia produtiva, geração de valor, integração da cadeia, sequestro de carbono e rastreabilidade.

Fonte: CNA Brasil

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Sisb. Entre falsas promessas e atrasos, apenas duas agroindústrias são reabilitadas

Alegrete paga pela negligência oficial

A narrativa oficial divulgada pela Prefeitura de Alegrete tenta vender como “conquista” aquilo que, na realidade, é apenas a correção de uma falha grave de gestão.

Desde novembro de 2025, nove agroindústrias do município foram desabilitadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) justamente porque o Executivo municipal não cumpriu os trâmites legais exigidos para manter a certificação do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI).

Durante estes meses, produtores locais ficaram à mercê de informações desencontradas e até falsas, enquanto a economia rural sofria com a paralisação de atividades que dependem diretamente do selo de inspeção para comercializar em escala nacional.

O prejuízo não foi apenas financeiro: a credibilidade do setor agroindustrial de Alegrete foi colocada em xeque, afetando trabalhadores, consumidores e a imagem do município.

Somente agora, após a Prefeitura finalmente se enquadrar nas normas legais, o MAPA autorizou a reabilitação de duas agroindústrias — o Matadouro São Jorge e a Agroindústria Super Ícaro. É importante destacar que essa decisão não representa uma vitória política, mas sim um reparo tardio a um problema criado pela própria administração municipal.

O discurso triunfalista da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, ao anunciar a retomada da certificação, ignora o fato de que a desabilitação inicial foi consequência direta da negligência administrativa.

O que se apresenta como “nova fase” deveria ser encarado como um alerta: sem responsabilidade e transparência, o setor produtivo continuará vulnerável a decisões equivocadas e à falta de rigor no cumprimento das exigências legais.

Em resumo, a reabilitação de apenas duas agroindústrias não apaga os meses de prejuízo e insegurança enfrentados pelo setor. Alegrete precisa menos de discursos comemorativos e mais de gestão eficiente, capaz de garantir estabilidade e confiança para quem produz e para quem consome.

 

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Produtores de Alegrete enfrentam prejuízos crescentes com ataques de javalis

A presença descontrolada de javalis tem se tornado uma ameaça constante à produção agropecuária em Alegrete, na região da Campanha Gaúcha. Além de devastarem lavouras, os animais silvestres agora avançam sobre criações de ovelhas e outros animais de pequeno porte, gerando prejuízos incalculáveis aos produtores locais.

João Pacheco, produtor com propriedades nas localidades de Pai Passo e Rincão de São Miguel, relata que os ataques são frequentes e devastadores. “Deixei de criar cordeiros no Pai Passo porque não ficava nenhum vivo. É lamentável e acarreta prejuízos a quem produz e trabalha”, afirma. Segundo ele, nem mesmo os pequenos produtores são poupados, e as perdas nas lavouras são difíceis de mensurar.

Apesar de possuir licença do Exército e do Ibama para realizar a caça controlada dos javalis, Pacheco denuncia a burocracia e os altos custos envolvidos na aquisição de armas e munições. Enquanto isso, os animais continuam se proliferando e atacando rebanhos e plantações. “Eles comem cordeiros, terneiros, destroem lavouras e ninguém faz nada para conter essa procriação”, lamenta.

Uma das estratégias adotadas por produtores da região tem sido a instalação de gaiolas para captura dos javalis. No entanto, a eficácia das armadilhas é limitada. “Às vezes demora meses para que algum seja atraído e preso”, explica Pacheco.

Além dos prejuízos econômicos, há também impactos ambientais. Os javalis têm atacado ninhos de aves que se reproduzem no chão, como o quero-quero e corujas, colocando em risco a biodiversidade local. “Isso poderá acarretar inclusive a extinção de aves e pequenos animais silvestres”, alerta o produtor.

Pacheco também critica a falta de compreensão por parte da sociedade sobre o trabalho dos agricultores. “Muitos acham que destruímos, mas estamos preservando cada vez mais. Seguimos as leis e precisamos das terras”, defende.

A situação em Alegrete evidencia a urgência de políticas públicas mais eficazes para o controle da população de javalis e o apoio aos produtores que enfrentam essa ameaça diariamente.

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O sábado de calor atrai grande público no primeiro dia da Expointer

O termômetro já batia os 35 graus em torno das 15h deste sábado (30/8), na área central do Parque Estadual de Exposições Assis Brasil.

No local, havia movimento frenético do público que se dividia entre uma grande variedade de atrações da Expointer, como artesanato, programação de shows, degustação, maquinário agrícola, Freio de Ouro, exposições e julgamento de animais, banho de leite, Pavilhão da Agricultura Familar, gastronomia, Pavilhão dos Pequenos Animais, parque de diversões, palestras e oficinas.

Natural de Esteio, Juliano Fetter, proprietário de academia, veio com a família – cunhado, irmão, esposa, avó e a pequena Luísa, agarrada no colo do pai. “Ela veio logo pra ver os animais. Era uma coisa que a gente fazia muito quando eu era criança, com a minha família. E agora eu aproveitei esse final de semana”, afirmou Juliano. “Num lugar onde a gente se criou quando era mais novo. Vínhamos todos os anos pra cá. É bom poder lembrar um pouco também disso”, contou.
Prestigiando a produção e a pujança do RS na feira

Um pouco mais adiante, no Pavilhão Internacional, a Feira de Azeites mostrava produtores de diferentes regiões do Estado.

O casal Paulo Corrêa Rodrigues, contador, e Iris Amaral Rodrigues, aposentada, foi atraído, em especial, pelo azeite de noz-pecã. “Na verdade, eu sou natural de Cachoeira do Sul e por lá se fala muito em noz-pecã”, contou Paulo. “Na feira, eu gosto de ver os animais bonitos”, disse Iris.

“Em primeiro lugar, minha origem vem no campo. Em segundo, isso aqui é uma demonstração da produção e da pujança do Brasil e, principalmente, do nosso Estado, né? Acho que toda pessoa que sai do campo tem esse sonho de que, mesmo se não tiver alguma coisa, que possa olhar e conhecer. Tem que prestigiar isso”, finalizou Paulo.

Expointer 2025

A 48ª Expointer segue até 7 de setembro no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio, reunindo mais de 800 eventos e atrações ligadas ao agronegócio. A previsão do tempo para domingo (31/8) é de um dia parcialmente nublado, com temperaturas próximas dos 30 graus.

Texto: Rodrigo Martins/Ascom Espointer
Edição: Camila Cargnelutti/Ascom Expointer

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