Agro Notícia
Senar-MT lança Polo Tecnológico do Araguaia com potencial para capacitar 8.400 pessoas por ano
A quinta-feira (02.12) foi considerada um dia histórico para a população de Água Boa. O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT) lançou a pedra fundamental do Polo Tecnológico do Araguaia. Os primeiros cursos devem ser realizados ainda no primeiro semestre de 2022. “Como os treinamentos da instituição têm aulas práticas, teremos condições de já começar a trabalhar na área doada pela prefeitura”, destaca o superintendente do Senar-MT, Francisco Olavo Pugliesi de Castro, mais conhecido como Chico da Pauliceia.
Dividido em três etapas, o evento reuniu lideranças de todos os setores que destacaram a importância de ter um espaço adequado para a formação de mão de obra e cursos profissionalizantes para o setor agropecuário. Todos os que falaram durante o evento mencionaram a falta de mão de obra capacitada e qualificada como uma preocupação e também um problema para o setor.
A primeira etapa foi no Sindicato Rural de Água Boa, onde Chico da Pauliceia apresentou o projeto para as lideranças sindicais da região. A segunda foi na área de 40 hectares doada pela prefeitura, onde foi realizada a solenidade de lançamento da pedra fundamental. Já a terceira parte do evento aconteceu na Câmara Municipal, onde o projeto do Polo Tecnológico foi apresentado novamente aos vereadores, deputados e senadores e também para a população.
O assessor de relações institucionais do Senar-MT, Rogério Romanini destacou na conversa com os presidentes dos sindicatos rurais, que o polo será de toda a região. “Todo poderão demandar cursos no Centro de Treinamento e, assim vamos ampliando cada vez mais o número de profissionais capacitados e qualificados para atuarem no campo”.
Com potencial para treinar cerca de 8.400 pessoas por ano, o polo tecnológico do Araguaia terá 15 salas de aula amplas. Além disso, terá mais quatro espaços específicos que incluem uma cozinha escola, uma sala de simulação de pulverização e mais duas para aulas de informática.
No espaço de 7.138,61m² serão construídos quatro blocos. Um será para administração com espaço multiuso no andar superior e, mais uma recepção e um auditório para 130 pessoas. O bloco dois será um galpão de máquinas, o três será para a educação formal e o quatro será o refeitório, com sala de aula gastronômica, vitrine e cozinha.
O coordenador de polos tecnológicos do Senar-MT, Wlademiro Neto explica que este polo tecnológico do Araguaia tem o “DNA – Senar”. “Isso significa que será construído para atender as necessidades de capacitação e qualificação de profissionais para atuar no setor agropecuário. É importante destacar que teremos uma estrutura de apoio. Ao todo serão três blocos de apoio nas áreas de cultura”.
O espaço também terá pivô central, estrutura para formação de brigadistas, antena para cobertura de internet e cabeamento de fibra ótica. O centro de treinamento do Araguaia terá ainda como estrutura de apoio, estacionamento de veículos e ônibus, acesso separado para veículos pesados, área de abastecimento e lava-jato, depósito fitossanitário, galeria de lixo com segregação, usina fotovoltaica, alojamento e casa para o caseiro.
Esta unidade ofertará cursos de formação profissional rural e promoção social. Além disso, terá a educação formal oferecendo os cursos da Faculdade CNA e o curso técnico semi-presencial de gestão do agronegócio, fruticultura e zootecnia. O polo tecnológico atenderá toda a região que inclui mais de 20 municípios.
Agro Notícia
Sisb. Entre falsas promessas e atrasos, apenas duas agroindústrias são reabilitadas
Alegrete paga pela negligência oficial
A narrativa oficial divulgada pela Prefeitura de Alegrete tenta vender como “conquista” aquilo que, na realidade, é apenas a correção de uma falha grave de gestão.
Desde novembro de 2025, nove agroindústrias do município foram desabilitadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) justamente porque o Executivo municipal não cumpriu os trâmites legais exigidos para manter a certificação do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI).
Durante estes meses, produtores locais ficaram à mercê de informações desencontradas e até falsas, enquanto a economia rural sofria com a paralisação de atividades que dependem diretamente do selo de inspeção para comercializar em escala nacional.
O prejuízo não foi apenas financeiro: a credibilidade do setor agroindustrial de Alegrete foi colocada em xeque, afetando trabalhadores, consumidores e a imagem do município.
Somente agora, após a Prefeitura finalmente se enquadrar nas normas legais, o MAPA autorizou a reabilitação de duas agroindústrias — o Matadouro São Jorge e a Agroindústria Super Ícaro. É importante destacar que essa decisão não representa uma vitória política, mas sim um reparo tardio a um problema criado pela própria administração municipal.
O discurso triunfalista da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, ao anunciar a retomada da certificação, ignora o fato de que a desabilitação inicial foi consequência direta da negligência administrativa.
O que se apresenta como “nova fase” deveria ser encarado como um alerta: sem responsabilidade e transparência, o setor produtivo continuará vulnerável a decisões equivocadas e à falta de rigor no cumprimento das exigências legais.
Em resumo, a reabilitação de apenas duas agroindústrias não apaga os meses de prejuízo e insegurança enfrentados pelo setor. Alegrete precisa menos de discursos comemorativos e mais de gestão eficiente, capaz de garantir estabilidade e confiança para quem produz e para quem consome.
Agro Notícia
Produtores de Alegrete enfrentam prejuízos crescentes com ataques de javalis
A presença descontrolada de javalis tem se tornado uma ameaça constante à produção agropecuária em Alegrete, na região da Campanha Gaúcha. Além de devastarem lavouras, os animais silvestres agora avançam sobre criações de ovelhas e outros animais de pequeno porte, gerando prejuízos incalculáveis aos produtores locais.
João Pacheco, produtor com propriedades nas localidades de Pai Passo e Rincão de São Miguel, relata que os ataques são frequentes e devastadores. “Deixei de criar cordeiros no Pai Passo porque não ficava nenhum vivo. É lamentável e acarreta prejuízos a quem produz e trabalha”, afirma. Segundo ele, nem mesmo os pequenos produtores são poupados, e as perdas nas lavouras são difíceis de mensurar.
Apesar de possuir licença do Exército e do Ibama para realizar a caça controlada dos javalis, Pacheco denuncia a burocracia e os altos custos envolvidos na aquisição de armas e munições. Enquanto isso, os animais continuam se proliferando e atacando rebanhos e plantações. “Eles comem cordeiros, terneiros, destroem lavouras e ninguém faz nada para conter essa procriação”, lamenta.
Uma das estratégias adotadas por produtores da região tem sido a instalação de gaiolas para captura dos javalis. No entanto, a eficácia das armadilhas é limitada. “Às vezes demora meses para que algum seja atraído e preso”, explica Pacheco.
Além dos prejuízos econômicos, há também impactos ambientais. Os javalis têm atacado ninhos de aves que se reproduzem no chão, como o quero-quero e corujas, colocando em risco a biodiversidade local. “Isso poderá acarretar inclusive a extinção de aves e pequenos animais silvestres”, alerta o produtor.
Pacheco também critica a falta de compreensão por parte da sociedade sobre o trabalho dos agricultores. “Muitos acham que destruímos, mas estamos preservando cada vez mais. Seguimos as leis e precisamos das terras”, defende.
A situação em Alegrete evidencia a urgência de políticas públicas mais eficazes para o controle da população de javalis e o apoio aos produtores que enfrentam essa ameaça diariamente.
Agro Notícia
O sábado de calor atrai grande público no primeiro dia da Expointer
O termômetro já batia os 35 graus em torno das 15h deste sábado (30/8), na área central do Parque Estadual de Exposições Assis Brasil.
No local, havia movimento frenético do público que se dividia entre uma grande variedade de atrações da Expointer, como artesanato, programação de shows, degustação, maquinário agrícola, Freio de Ouro, exposições e julgamento de animais, banho de leite, Pavilhão da Agricultura Familar, gastronomia, Pavilhão dos Pequenos Animais, parque de diversões, palestras e oficinas.
Natural de Esteio, Juliano Fetter, proprietário de academia, veio com a família – cunhado, irmão, esposa, avó e a pequena Luísa, agarrada no colo do pai. “Ela veio logo pra ver os animais. Era uma coisa que a gente fazia muito quando eu era criança, com a minha família. E agora eu aproveitei esse final de semana”, afirmou Juliano. “Num lugar onde a gente se criou quando era mais novo. Vínhamos todos os anos pra cá. É bom poder lembrar um pouco também disso”, contou.
Prestigiando a produção e a pujança do RS na feira
Um pouco mais adiante, no Pavilhão Internacional, a Feira de Azeites mostrava produtores de diferentes regiões do Estado.
O casal Paulo Corrêa Rodrigues, contador, e Iris Amaral Rodrigues, aposentada, foi atraído, em especial, pelo azeite de noz-pecã. “Na verdade, eu sou natural de Cachoeira do Sul e por lá se fala muito em noz-pecã”, contou Paulo. “Na feira, eu gosto de ver os animais bonitos”, disse Iris.
“Em primeiro lugar, minha origem vem no campo. Em segundo, isso aqui é uma demonstração da produção e da pujança do Brasil e, principalmente, do nosso Estado, né? Acho que toda pessoa que sai do campo tem esse sonho de que, mesmo se não tiver alguma coisa, que possa olhar e conhecer. Tem que prestigiar isso”, finalizou Paulo.
Expointer 2025
A 48ª Expointer segue até 7 de setembro no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio, reunindo mais de 800 eventos e atrações ligadas ao agronegócio. A previsão do tempo para domingo (31/8) é de um dia parcialmente nublado, com temperaturas próximas dos 30 graus.
Texto: Rodrigo Martins/Ascom Espointer
Edição: Camila Cargnelutti/Ascom Expointer
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