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Senar apresenta resultados do ensino a distância em 2021


Brasília (25/11/2021) – O Comitê Gestor de Educação a Distância do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) se reuniu em uma videoconferência, na quinta (25), para compartilhar os resultados das ações em 2021, soluções tecnológicas de EaD e o desempenho dessa modalidade de ensino na pandemia.

A diretora de Educação Profissional e Promoção Social do Senar, Janete Almeida, ressaltou que o comitê tem por objetivo apresentar um leque de soluções educacionais e que a instituição está atenta às novas tecnologias.

“Percebemos que essas ações são factíveis e podem ser aplicadas de modo adaptado ao público atendido pela instituição. Por isso, Senar já vem incorporando algumas soluções inovadoras para a formação profissional rural”.

Desde 2010, o Senar já registra mais de 1,2 milhão de matrículas nos cursos de educação a distância (ead.senar.org.br)

A evolução tecnológica acelerada pela necessidade do distanciamento social imposto pela pandemia permitiu que as pessoas estivessem mais abertas a aprender de modo virtual, avaliou a coordenadora do Núcleo de Educação a Distância do Senar, Ana Ângela Sousa que apresentou os dados gerais de 2021.

“São mais de 190 mil matriculas em 83 treinamentos ofertados ao público geral e outros três cursos de formação de agentes. Neste ano, lançamos os minicursos com conteúdos de até 3 horas de duração. Até o momento são 14 minicursos com quase 22 mil matrículas”.

Sobre as cartilhas virtuais, a coordenadora lembrou que, em 2021, foram lançadas 13 publicações e outras oito serão lançadas até o final do ano. “No portal Coleção Senar foram quase 584 mil downloads de cartilhas. Os 141 vídeos registraram mais de 12 mil visualizações. Já o no aplicativo foram 41.696 downloads”.

Ana ainda apresentou o resultado da pesquisa realizada com as 27 Administrações Regionais do Senar com o intuito de orientar o desenvolvimento e oferta de novas soluções educacionais digitais. 

Na reunião, a coordenadora de produção e distribuição de materiais do Senar, Fabíola Bomtempo, compartilhou a experiência do desenvolvimento do aplicativo Senar RA, que apresenta 5 objetos de realidade aumentada na cartilha de boas práticas na fabricação de alimentos.

Os resultados dos cursos piloto de whatsapp de Gestão da Atividade Agropecuária: Custos de Produção e Organização da propriedade rural: conceitos básicos foram apresentados pela assessora técnica do Senar, Larissa Arêa.

Durante a reunião, a gerente de Educação Formal do Senar Goiás, Mara Lima, explicou como foi desenvolvido o curso Senar English Farm, uma capacitação inédita em inglês voltada especificamente para o agronegócio.

O comitê gestor de EaD do Senar é formado pelas diretorias da instituição, Faculdade CNA e representantes das Administrações Regionais do Senar no estados da Bahia, Goiás, Santa Catarina e Paraíba.

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Fonte: CNA Brasil

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Sisb. Entre falsas promessas e atrasos, apenas duas agroindústrias são reabilitadas

Alegrete paga pela negligência oficial

A narrativa oficial divulgada pela Prefeitura de Alegrete tenta vender como “conquista” aquilo que, na realidade, é apenas a correção de uma falha grave de gestão.

Desde novembro de 2025, nove agroindústrias do município foram desabilitadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) justamente porque o Executivo municipal não cumpriu os trâmites legais exigidos para manter a certificação do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI).

Durante estes meses, produtores locais ficaram à mercê de informações desencontradas e até falsas, enquanto a economia rural sofria com a paralisação de atividades que dependem diretamente do selo de inspeção para comercializar em escala nacional.

O prejuízo não foi apenas financeiro: a credibilidade do setor agroindustrial de Alegrete foi colocada em xeque, afetando trabalhadores, consumidores e a imagem do município.

Somente agora, após a Prefeitura finalmente se enquadrar nas normas legais, o MAPA autorizou a reabilitação de duas agroindústrias — o Matadouro São Jorge e a Agroindústria Super Ícaro. É importante destacar que essa decisão não representa uma vitória política, mas sim um reparo tardio a um problema criado pela própria administração municipal.

O discurso triunfalista da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, ao anunciar a retomada da certificação, ignora o fato de que a desabilitação inicial foi consequência direta da negligência administrativa.

O que se apresenta como “nova fase” deveria ser encarado como um alerta: sem responsabilidade e transparência, o setor produtivo continuará vulnerável a decisões equivocadas e à falta de rigor no cumprimento das exigências legais.

Em resumo, a reabilitação de apenas duas agroindústrias não apaga os meses de prejuízo e insegurança enfrentados pelo setor. Alegrete precisa menos de discursos comemorativos e mais de gestão eficiente, capaz de garantir estabilidade e confiança para quem produz e para quem consome.

 

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Produtores de Alegrete enfrentam prejuízos crescentes com ataques de javalis

A presença descontrolada de javalis tem se tornado uma ameaça constante à produção agropecuária em Alegrete, na região da Campanha Gaúcha. Além de devastarem lavouras, os animais silvestres agora avançam sobre criações de ovelhas e outros animais de pequeno porte, gerando prejuízos incalculáveis aos produtores locais.

João Pacheco, produtor com propriedades nas localidades de Pai Passo e Rincão de São Miguel, relata que os ataques são frequentes e devastadores. “Deixei de criar cordeiros no Pai Passo porque não ficava nenhum vivo. É lamentável e acarreta prejuízos a quem produz e trabalha”, afirma. Segundo ele, nem mesmo os pequenos produtores são poupados, e as perdas nas lavouras são difíceis de mensurar.

Apesar de possuir licença do Exército e do Ibama para realizar a caça controlada dos javalis, Pacheco denuncia a burocracia e os altos custos envolvidos na aquisição de armas e munições. Enquanto isso, os animais continuam se proliferando e atacando rebanhos e plantações. “Eles comem cordeiros, terneiros, destroem lavouras e ninguém faz nada para conter essa procriação”, lamenta.

Uma das estratégias adotadas por produtores da região tem sido a instalação de gaiolas para captura dos javalis. No entanto, a eficácia das armadilhas é limitada. “Às vezes demora meses para que algum seja atraído e preso”, explica Pacheco.

Além dos prejuízos econômicos, há também impactos ambientais. Os javalis têm atacado ninhos de aves que se reproduzem no chão, como o quero-quero e corujas, colocando em risco a biodiversidade local. “Isso poderá acarretar inclusive a extinção de aves e pequenos animais silvestres”, alerta o produtor.

Pacheco também critica a falta de compreensão por parte da sociedade sobre o trabalho dos agricultores. “Muitos acham que destruímos, mas estamos preservando cada vez mais. Seguimos as leis e precisamos das terras”, defende.

A situação em Alegrete evidencia a urgência de políticas públicas mais eficazes para o controle da população de javalis e o apoio aos produtores que enfrentam essa ameaça diariamente.

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O sábado de calor atrai grande público no primeiro dia da Expointer

O termômetro já batia os 35 graus em torno das 15h deste sábado (30/8), na área central do Parque Estadual de Exposições Assis Brasil.

No local, havia movimento frenético do público que se dividia entre uma grande variedade de atrações da Expointer, como artesanato, programação de shows, degustação, maquinário agrícola, Freio de Ouro, exposições e julgamento de animais, banho de leite, Pavilhão da Agricultura Familar, gastronomia, Pavilhão dos Pequenos Animais, parque de diversões, palestras e oficinas.

Natural de Esteio, Juliano Fetter, proprietário de academia, veio com a família – cunhado, irmão, esposa, avó e a pequena Luísa, agarrada no colo do pai. “Ela veio logo pra ver os animais. Era uma coisa que a gente fazia muito quando eu era criança, com a minha família. E agora eu aproveitei esse final de semana”, afirmou Juliano. “Num lugar onde a gente se criou quando era mais novo. Vínhamos todos os anos pra cá. É bom poder lembrar um pouco também disso”, contou.
Prestigiando a produção e a pujança do RS na feira

Um pouco mais adiante, no Pavilhão Internacional, a Feira de Azeites mostrava produtores de diferentes regiões do Estado.

O casal Paulo Corrêa Rodrigues, contador, e Iris Amaral Rodrigues, aposentada, foi atraído, em especial, pelo azeite de noz-pecã. “Na verdade, eu sou natural de Cachoeira do Sul e por lá se fala muito em noz-pecã”, contou Paulo. “Na feira, eu gosto de ver os animais bonitos”, disse Iris.

“Em primeiro lugar, minha origem vem no campo. Em segundo, isso aqui é uma demonstração da produção e da pujança do Brasil e, principalmente, do nosso Estado, né? Acho que toda pessoa que sai do campo tem esse sonho de que, mesmo se não tiver alguma coisa, que possa olhar e conhecer. Tem que prestigiar isso”, finalizou Paulo.

Expointer 2025

A 48ª Expointer segue até 7 de setembro no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio, reunindo mais de 800 eventos e atrações ligadas ao agronegócio. A previsão do tempo para domingo (31/8) é de um dia parcialmente nublado, com temperaturas próximas dos 30 graus.

Texto: Rodrigo Martins/Ascom Espointer
Edição: Camila Cargnelutti/Ascom Expointer

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