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“O Mais Pasto para mim é essencial”, afirma pecuarista de União dos Palmares


ALAGOAS (22/11/2021) Iniciativa da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas — Faeal — em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar Alagoas – voltada para pequenos e médios pecuaristas, o Programa Mais Pasto segue cumprindo à risca o objetivo de qualificar a produção pecuária alagoana por meio da difusão de conhecimentos sobre utilização racional da pastagem e gestão da propriedade rural.

O método inovador, que une consultoria coletiva, por meio de encontros periódicos, e visitas mensais a cada propriedade rural, tem auxiliado os produtores no aproveitamento do potencial dos pastos e garantido melhoria nos resultados econômicos.

Um bom exemplo vem do município de União dos Palmares, a 79 quilômetros da capital Maceió. O pecuarista Aluysio Righetti decidiu se capacitar no Mais Pasto para administrar fazendas onde a família investe há cerca de 70 anos. Agora, colhe os resultados da capacitação.

“Uma das fazendas era mais avançada, já bem dividida, bem cuidada. Outras duas estavam precisando de algumas coisas. Depois do Mais Pasto, veio a limpeza da fazenda, redivisão, plantio, mudança de capim, e tudo isso deu uma melhorada boa”, afirma.

Righetti assumiu a administração das fazendas entre os anos de 2012 e 2013. “Eu não tinha experiência nenhuma, não sabia nada. O Mais Pasto para mim é essencial porque tem desde a parte básica do negócio até a mais aprofundada, conforme o curso vai prosseguindo”, destaca.

Por meio do Mais Pasto, a capacitação gerencial é feita com base nos três orçamentos da pecuária: orçamento alimentar, orçamento financeiro e orçamento de serviços e mão de obra. Assim, além da utilização de tecnologia, também será trabalhada a gestão do empreendimento em busca da qualificação da produção pecuária, partindo-se de orientação multidisciplinar e com foco na gestão, buscando-se incrementar a geração de renda para os pecuaristas, suas famílias e funcionários.

Inscrições

O Mais Pasto está com inscrições abertas no site https://www.sistemafaeal.org.br/senar/. A próxima consultoria coletiva acontece nessa segunda-feira, 29, e será ministrada pelo consultor do programa, André Sório. Engenheiro agrônomo e mestre, com trabalhos voltados à produção intensiva baseada em pastagens no Brasil e em diversos países da América Latina, Sório abordará o manejo profissional de pastagens (aumentando a eficiência dos piquetes) e o planejamento na pecuária (custo de produção). A aula acontecerá na sede do Senar Alagoas, em Maceió, das 13h30 às 16h, com transmissão pelo aplicativo Zoom.

“O Mais Pasto dá um caminho, com técnica, com orientação. Depois do Mais Pasto a gente se sente mais seguro, sabe melhor o que está fazendo. A divisão, posição e dimensão do cocho, o capim para uma certa área ou para outra, a gente já faz com quase certeza de que vai dar certo”, diz o produtor rural Aluysio Righetti. 

Confira abaixo o vídeo com o depoimento completo:

Fonte: CNA Brasil

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Sisb. Entre falsas promessas e atrasos, apenas duas agroindústrias são reabilitadas

Alegrete paga pela negligência oficial

A narrativa oficial divulgada pela Prefeitura de Alegrete tenta vender como “conquista” aquilo que, na realidade, é apenas a correção de uma falha grave de gestão.

Desde novembro de 2025, nove agroindústrias do município foram desabilitadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) justamente porque o Executivo municipal não cumpriu os trâmites legais exigidos para manter a certificação do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI).

Durante estes meses, produtores locais ficaram à mercê de informações desencontradas e até falsas, enquanto a economia rural sofria com a paralisação de atividades que dependem diretamente do selo de inspeção para comercializar em escala nacional.

O prejuízo não foi apenas financeiro: a credibilidade do setor agroindustrial de Alegrete foi colocada em xeque, afetando trabalhadores, consumidores e a imagem do município.

Somente agora, após a Prefeitura finalmente se enquadrar nas normas legais, o MAPA autorizou a reabilitação de duas agroindústrias — o Matadouro São Jorge e a Agroindústria Super Ícaro. É importante destacar que essa decisão não representa uma vitória política, mas sim um reparo tardio a um problema criado pela própria administração municipal.

O discurso triunfalista da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, ao anunciar a retomada da certificação, ignora o fato de que a desabilitação inicial foi consequência direta da negligência administrativa.

O que se apresenta como “nova fase” deveria ser encarado como um alerta: sem responsabilidade e transparência, o setor produtivo continuará vulnerável a decisões equivocadas e à falta de rigor no cumprimento das exigências legais.

Em resumo, a reabilitação de apenas duas agroindústrias não apaga os meses de prejuízo e insegurança enfrentados pelo setor. Alegrete precisa menos de discursos comemorativos e mais de gestão eficiente, capaz de garantir estabilidade e confiança para quem produz e para quem consome.

 

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Produtores de Alegrete enfrentam prejuízos crescentes com ataques de javalis

A presença descontrolada de javalis tem se tornado uma ameaça constante à produção agropecuária em Alegrete, na região da Campanha Gaúcha. Além de devastarem lavouras, os animais silvestres agora avançam sobre criações de ovelhas e outros animais de pequeno porte, gerando prejuízos incalculáveis aos produtores locais.

João Pacheco, produtor com propriedades nas localidades de Pai Passo e Rincão de São Miguel, relata que os ataques são frequentes e devastadores. “Deixei de criar cordeiros no Pai Passo porque não ficava nenhum vivo. É lamentável e acarreta prejuízos a quem produz e trabalha”, afirma. Segundo ele, nem mesmo os pequenos produtores são poupados, e as perdas nas lavouras são difíceis de mensurar.

Apesar de possuir licença do Exército e do Ibama para realizar a caça controlada dos javalis, Pacheco denuncia a burocracia e os altos custos envolvidos na aquisição de armas e munições. Enquanto isso, os animais continuam se proliferando e atacando rebanhos e plantações. “Eles comem cordeiros, terneiros, destroem lavouras e ninguém faz nada para conter essa procriação”, lamenta.

Uma das estratégias adotadas por produtores da região tem sido a instalação de gaiolas para captura dos javalis. No entanto, a eficácia das armadilhas é limitada. “Às vezes demora meses para que algum seja atraído e preso”, explica Pacheco.

Além dos prejuízos econômicos, há também impactos ambientais. Os javalis têm atacado ninhos de aves que se reproduzem no chão, como o quero-quero e corujas, colocando em risco a biodiversidade local. “Isso poderá acarretar inclusive a extinção de aves e pequenos animais silvestres”, alerta o produtor.

Pacheco também critica a falta de compreensão por parte da sociedade sobre o trabalho dos agricultores. “Muitos acham que destruímos, mas estamos preservando cada vez mais. Seguimos as leis e precisamos das terras”, defende.

A situação em Alegrete evidencia a urgência de políticas públicas mais eficazes para o controle da população de javalis e o apoio aos produtores que enfrentam essa ameaça diariamente.

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O sábado de calor atrai grande público no primeiro dia da Expointer

O termômetro já batia os 35 graus em torno das 15h deste sábado (30/8), na área central do Parque Estadual de Exposições Assis Brasil.

No local, havia movimento frenético do público que se dividia entre uma grande variedade de atrações da Expointer, como artesanato, programação de shows, degustação, maquinário agrícola, Freio de Ouro, exposições e julgamento de animais, banho de leite, Pavilhão da Agricultura Familar, gastronomia, Pavilhão dos Pequenos Animais, parque de diversões, palestras e oficinas.

Natural de Esteio, Juliano Fetter, proprietário de academia, veio com a família – cunhado, irmão, esposa, avó e a pequena Luísa, agarrada no colo do pai. “Ela veio logo pra ver os animais. Era uma coisa que a gente fazia muito quando eu era criança, com a minha família. E agora eu aproveitei esse final de semana”, afirmou Juliano. “Num lugar onde a gente se criou quando era mais novo. Vínhamos todos os anos pra cá. É bom poder lembrar um pouco também disso”, contou.
Prestigiando a produção e a pujança do RS na feira

Um pouco mais adiante, no Pavilhão Internacional, a Feira de Azeites mostrava produtores de diferentes regiões do Estado.

O casal Paulo Corrêa Rodrigues, contador, e Iris Amaral Rodrigues, aposentada, foi atraído, em especial, pelo azeite de noz-pecã. “Na verdade, eu sou natural de Cachoeira do Sul e por lá se fala muito em noz-pecã”, contou Paulo. “Na feira, eu gosto de ver os animais bonitos”, disse Iris.

“Em primeiro lugar, minha origem vem no campo. Em segundo, isso aqui é uma demonstração da produção e da pujança do Brasil e, principalmente, do nosso Estado, né? Acho que toda pessoa que sai do campo tem esse sonho de que, mesmo se não tiver alguma coisa, que possa olhar e conhecer. Tem que prestigiar isso”, finalizou Paulo.

Expointer 2025

A 48ª Expointer segue até 7 de setembro no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio, reunindo mais de 800 eventos e atrações ligadas ao agronegócio. A previsão do tempo para domingo (31/8) é de um dia parcialmente nublado, com temperaturas próximas dos 30 graus.

Texto: Rodrigo Martins/Ascom Espointer
Edição: Camila Cargnelutti/Ascom Expointer

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