Agro Notícia
SIC 2021: veja os campeões do ATeG Café+Forte em MG
A região da Mantiqueira de Minas foi a grande campeã do 5º Cupping de Cafés Especiais do Programa de Assistência Técnica e Gerencial – ATeG Café+Forte, do Sistema FAEMG/SENAR/INAES. Dos três campeões gerais da solenidade, promovida na tarde desta sexta-feira (12), dois são da região. O terceiro é produtor de café conilon das Matas de Minas – participando pela primeira vez do concurso de qualidade, os grãos foram a grande surpresa do ano.
Ronaldo Antônio Maciel, campeão geral do concurso, produz a variedade Catuaí Vermelho 144 em Baependi e alcançou 88,07 pontos. O técnico que o assiste é Leandro de Freitas Santos. Além do troféu, Ronaldo foi premiado com um passeio por uma rota turística preparada especialmente por ex-participantes do Programa Agente de Turismo Rural.
Em um ano especialmente desafiador para a cafeicultura, que sofreu com geadas e altas nos preços de insumos, assistência técnica e gestão dos negócios foram de imensa importância para os produtores rurais.

ROBERTO SIMÕES – presidente do Sistema FAEMG/SENAR/INAES/SINDICATOS
“Essa premiação coroa o trabalho e os resultados alcançados pelos nossos cafeicultores, e coroa também o nosso trabalho de atendimento aos produtores, pelo Programa Assistência Técnica e Gerencial – ATeG. Os resultados mostram que estamos no caminho certo. Mostram produtividade, qualidade, sustentabilidade, agregação de valor, melhoria de renda e de vida para as famílias. Que tenhamos neste concurso não um fator de competição, mas de oportunidade de conhecermos melhor o nosso produto e termos assim condição de trabalhar cada vez mais assertivamente para melhorar sempre, incansavelmente
MARCOS REIS – especialista em cafés especiais e gerente Regional do Sistema FAEMG em Viçosa
“O trabalho de análise das amostras recebidas foi realizado por uma equipe de Q-Graders muito qualificada. Os canéforas – ou conilons – estrearam este ano e surpreenderam pela altíssima qualidade. Mais do que a competição, esta avaliação é muito importante para que os produtores tenham um mapeamento da qualidade do seu produto. E, ao longo das cinco edições, conseguimos mapear pelos laudos técnicos a incrível evolução dos produtores”.
ANDRÉIA BARBOSA ALVES – Diretora de Assistência Técnica e Gerencial do Sistema CNA
Temos muito orgulho do trabalho do ATeG, porque sabemos que estamos fazendo a diferença na vida dos produtores rurais. Atendemos 4 mil cafeicultores pelo ATeG no país, 2,5 mil em Minas Gerais. São muitas as oportunidades para esses produtores de cafés especiais, com abertura de mercados externos e o suporte dos escritórios internacionais do Sistema CNA na Ásia, para que nossos produtores possam de fato acessar novos mercados.

A cerimônia foi acompanhada por mais de 200 cafeicultores, que vieram em caravanas das regiões atendidas pelo Programa ATeG Café+Forte especialmente para a SIC. Conheça a lista completa dos ganhadores de 2021 (baixe aqui o e-book com os campeões deste ano!)
CAMPEÕES GERAIS:
|
Colocação |
Nome |
Nota |
Município |
Técnico |
Categoria |
Variedade |
|
1º |
Ronaldo Antonio Maciel |
88,07 |
Baependi |
Leandro de Freitas Santos |
Arábica Natural |
Catuaí Vermelho 144 |
|
2º |
Edson Inácio da Silva |
87,71 |
Manhuaçu |
Sebastião Marcos de Mendonça |
Canéfora CD |
Robusta |
|
3º |
Marcelo dos Santos |
87,46 |
Baependi |
Leandro de Freitas Santos |
Arábica Natural |
Catuaí Vermelho 144 |
CERRADO DE MINAS:
|
Colocação |
Nome |
Município |
Técnico |
Categoria |
Variedade |
|
1º |
José Adilson Candido Correa |
Araxá |
Camila Feder do Valle |
Arábica Natural |
Rubi |
|
2º |
Guilherme Lopes Rodrigues |
Campos Altos |
Vinicius Teixeira Lemos |
Arábica Natural |
Arara |
|
3º |
Vagner Antônio Pinto |
Serra do Salitre |
Juliana Lourenço Nunes Guimarães |
Arábica Natural |
Arara |
CHAPADA DE MINAS:
|
Colocação |
Nome |
Município |
Técnico |
Categoria |
Variedade |
|
1º |
Haroldo Geraldo de Carvalho |
Capelinha |
Luiz Felipe de Oliveira |
Arábica Natural |
Catuaí 144 |
|
2º |
João Carlos Fernandes Rocha |
Capelinha |
Wesley Gomes dos Santos |
Arábica Natural |
Catuaí 144 |
|
3º |
Maria Aparecida Miranda Costa |
Capelinha |
Wesley Gomes dos Santos |
Arábica Natural |
Catuaí 144 |
MATAS DE MINAS:
|
Colocação |
Nome |
Município |
Técnico |
Categoria |
Variedade |
|
1º |
Reinaldo Garcia dos Santos |
Luisburgo |
Sebastião Marcos de Mendonça |
Arábica Natural |
Catucaí 785/15 Vermelho |
|
2º |
Celso Adriano Lacerda |
Luisburgo |
Sebastião Marcos de Mendonça |
Arábica Natural |
Catucaí 20/15 |
|
3º |
Aécio Ribeiro Prado |
Simonésia |
Jorge Araújo Santos |
Arábica Natural |
Catuaí 144 |
|
1º |
Hugo Riva Pereira |
Simonésia |
Wanderlei Miranda Barbosa |
Arábica CD |
Catucaí 785 Amarelo |
|
2º |
Geralda Lucia Peixoto |
Simonésia |
Wanderlei Miranda Barbosa |
Arábica CD |
Mundo Novo |
|
3º |
Tobias da Silva Moreira |
Caputira |
Sebastião Marcos de Mendonça |
Arábica CD |
Catuaí Amarelo |
SUL DE MINAS:
|
Colocação |
Nome |
Município |
Técnico |
Categoria |
Variedade |
|
1º |
Maria José Vilela Rezende |
Varginha |
Guilherme Ferreira Marques |
Arábica Natural |
Icatu |
|
2º |
Antônio Rodrigues Miranda |
Nova Resende |
Inês Aparecida Costa Silveira |
Arábica Natural |
Catuaí |
|
3º |
Eduardo Fenz |
Muzambinho |
Marcos Bruno dos Santos |
Arábica Natural |
Catuaí |
|
1º |
Jucemar Alves Moreira |
Cabo Verde |
Rafael Antonio Almeida Dias |
Arábica CD |
Catuaí 62 |
|
2º |
Antônio Palma |
Cabo Verde |
Gustavo Assis Moreira |
Arábica CD |
Catuaí |
|
3º |
Daniel de Souza Reis |
Cabo Verde |
Rafael Antonio Almeida Dias |
Arábica CD |
Catuaí 62 |
MANTIQUEIRA DE MINAS:
|
Colocação |
Nome |
Município |
Técnico |
Categoria |
Variedade |
|
1º |
Ronaldo Antonio Maciel |
Baependi |
Leandro de Freitas Santos |
Arábica Natural |
Catuaí Vermelho 144 |
|
2º |
Marcelo dos Santos |
Baependi |
Leandro de Freitas Santos |
Arábica Natural |
Catuaí Vermelho 144 |
|
3º |
Samuel Paiva Mangia |
Baependi |
Leandro de Freitas Santos |
Arábica Natural |
Catuaí Vermelho 144 |
|
1º |
Claudio Carneiro Pinto |
Carmo de Minas |
Leonardo Abud Dantas de Oliveira |
Arábica CD |
Bourbom Amarelo |
|
2º |
Sandra Maria Silva |
Cristina |
Filipe Prates Regattieri |
Arábica CD |
Catuaí Vermleho |
|
3º |
Alex Bruno da Silva |
Cristina |
Filipe Prates Regattieri |
Arábica CD |
Mundo Novo |
CANÉFORA (CAFÉ CONILON):
|
Colocação |
Nome |
Município |
Técnico |
Categoria |
Variedade |
|
1º |
Gean Gomes Ferreira |
Manhuaçu |
Sebastião Marcos de Mendonça |
Canéfora CD |
Robusta |
|
2º |
Adilson de Melo Silva |
Água Boa |
Francy Alves Santos |
Canéfora Natural |
Indefinida |
|
3º |
Jorge Paulo Carnielli |
Itueta |
Kaio Dias Braga |
Canéfora Natural |
A1 |
TÉCNICOS DE CAMPO E SUPERVISOR:
|
Nome |
Cargo |
Município |
Região |
|
Francy Alves |
Técnico |
Água Boa |
Chapada de Minas |
|
Fernando Couto |
Técnico |
Patrocínio |
Cerrado Mineiro |
|
Laio de Souza Almeida |
Técnico |
Paula Cândido |
Matas de Minas |
|
Leandro Freitas |
Técnico |
Baependi |
Mantiqueira / Sul de Minas |
|
Karla Crystina Rosa |
Supervisor |
– |
Cerrado Mineiro |
Agro Notícia
Sisb. Entre falsas promessas e atrasos, apenas duas agroindústrias são reabilitadas
Alegrete paga pela negligência oficial
A narrativa oficial divulgada pela Prefeitura de Alegrete tenta vender como “conquista” aquilo que, na realidade, é apenas a correção de uma falha grave de gestão.
Desde novembro de 2025, nove agroindústrias do município foram desabilitadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) justamente porque o Executivo municipal não cumpriu os trâmites legais exigidos para manter a certificação do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI).
Durante estes meses, produtores locais ficaram à mercê de informações desencontradas e até falsas, enquanto a economia rural sofria com a paralisação de atividades que dependem diretamente do selo de inspeção para comercializar em escala nacional.
O prejuízo não foi apenas financeiro: a credibilidade do setor agroindustrial de Alegrete foi colocada em xeque, afetando trabalhadores, consumidores e a imagem do município.
Somente agora, após a Prefeitura finalmente se enquadrar nas normas legais, o MAPA autorizou a reabilitação de duas agroindústrias — o Matadouro São Jorge e a Agroindústria Super Ícaro. É importante destacar que essa decisão não representa uma vitória política, mas sim um reparo tardio a um problema criado pela própria administração municipal.
O discurso triunfalista da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, ao anunciar a retomada da certificação, ignora o fato de que a desabilitação inicial foi consequência direta da negligência administrativa.
O que se apresenta como “nova fase” deveria ser encarado como um alerta: sem responsabilidade e transparência, o setor produtivo continuará vulnerável a decisões equivocadas e à falta de rigor no cumprimento das exigências legais.
Em resumo, a reabilitação de apenas duas agroindústrias não apaga os meses de prejuízo e insegurança enfrentados pelo setor. Alegrete precisa menos de discursos comemorativos e mais de gestão eficiente, capaz de garantir estabilidade e confiança para quem produz e para quem consome.
Agro Notícia
Produtores de Alegrete enfrentam prejuízos crescentes com ataques de javalis
A presença descontrolada de javalis tem se tornado uma ameaça constante à produção agropecuária em Alegrete, na região da Campanha Gaúcha. Além de devastarem lavouras, os animais silvestres agora avançam sobre criações de ovelhas e outros animais de pequeno porte, gerando prejuízos incalculáveis aos produtores locais.
João Pacheco, produtor com propriedades nas localidades de Pai Passo e Rincão de São Miguel, relata que os ataques são frequentes e devastadores. “Deixei de criar cordeiros no Pai Passo porque não ficava nenhum vivo. É lamentável e acarreta prejuízos a quem produz e trabalha”, afirma. Segundo ele, nem mesmo os pequenos produtores são poupados, e as perdas nas lavouras são difíceis de mensurar.
Apesar de possuir licença do Exército e do Ibama para realizar a caça controlada dos javalis, Pacheco denuncia a burocracia e os altos custos envolvidos na aquisição de armas e munições. Enquanto isso, os animais continuam se proliferando e atacando rebanhos e plantações. “Eles comem cordeiros, terneiros, destroem lavouras e ninguém faz nada para conter essa procriação”, lamenta.
Uma das estratégias adotadas por produtores da região tem sido a instalação de gaiolas para captura dos javalis. No entanto, a eficácia das armadilhas é limitada. “Às vezes demora meses para que algum seja atraído e preso”, explica Pacheco.
Além dos prejuízos econômicos, há também impactos ambientais. Os javalis têm atacado ninhos de aves que se reproduzem no chão, como o quero-quero e corujas, colocando em risco a biodiversidade local. “Isso poderá acarretar inclusive a extinção de aves e pequenos animais silvestres”, alerta o produtor.
Pacheco também critica a falta de compreensão por parte da sociedade sobre o trabalho dos agricultores. “Muitos acham que destruímos, mas estamos preservando cada vez mais. Seguimos as leis e precisamos das terras”, defende.
A situação em Alegrete evidencia a urgência de políticas públicas mais eficazes para o controle da população de javalis e o apoio aos produtores que enfrentam essa ameaça diariamente.
Agro Notícia
O sábado de calor atrai grande público no primeiro dia da Expointer
O termômetro já batia os 35 graus em torno das 15h deste sábado (30/8), na área central do Parque Estadual de Exposições Assis Brasil.
No local, havia movimento frenético do público que se dividia entre uma grande variedade de atrações da Expointer, como artesanato, programação de shows, degustação, maquinário agrícola, Freio de Ouro, exposições e julgamento de animais, banho de leite, Pavilhão da Agricultura Familar, gastronomia, Pavilhão dos Pequenos Animais, parque de diversões, palestras e oficinas.
Natural de Esteio, Juliano Fetter, proprietário de academia, veio com a família – cunhado, irmão, esposa, avó e a pequena Luísa, agarrada no colo do pai. “Ela veio logo pra ver os animais. Era uma coisa que a gente fazia muito quando eu era criança, com a minha família. E agora eu aproveitei esse final de semana”, afirmou Juliano. “Num lugar onde a gente se criou quando era mais novo. Vínhamos todos os anos pra cá. É bom poder lembrar um pouco também disso”, contou.
Prestigiando a produção e a pujança do RS na feira
Um pouco mais adiante, no Pavilhão Internacional, a Feira de Azeites mostrava produtores de diferentes regiões do Estado.
O casal Paulo Corrêa Rodrigues, contador, e Iris Amaral Rodrigues, aposentada, foi atraído, em especial, pelo azeite de noz-pecã. “Na verdade, eu sou natural de Cachoeira do Sul e por lá se fala muito em noz-pecã”, contou Paulo. “Na feira, eu gosto de ver os animais bonitos”, disse Iris.
“Em primeiro lugar, minha origem vem no campo. Em segundo, isso aqui é uma demonstração da produção e da pujança do Brasil e, principalmente, do nosso Estado, né? Acho que toda pessoa que sai do campo tem esse sonho de que, mesmo se não tiver alguma coisa, que possa olhar e conhecer. Tem que prestigiar isso”, finalizou Paulo.
Expointer 2025
A 48ª Expointer segue até 7 de setembro no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio, reunindo mais de 800 eventos e atrações ligadas ao agronegócio. A previsão do tempo para domingo (31/8) é de um dia parcialmente nublado, com temperaturas próximas dos 30 graus.
Texto: Rodrigo Martins/Ascom Espointer
Edição: Camila Cargnelutti/Ascom Expointer
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