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Agro Fraterno entrega mais 650 cestas no Sul de Minas


O Sistema FAEMG/SENAR/INAES, junto ao Sistema CNA/SENAR e a Cruz Vermelha, estão beneficiando famílias rurais atingidas pela crise gerada pela pandemia da covid-19, por meio do movimento Agro Fraterno. Nesta semana, a distribuição de cestas básicas foi retomada pela regional de Lavras. Cerca de 650 famílias serão beneficiadas em Oliveira, Carmópolis de Minas e Cláudio.

“Neste momento que estamos atravessando de pandemia, é perceptível a redução do poder de compra e o aumento do desemprego. E é muito gratificante contribuir com essas pessoas e levar um alimento a mais para a mesa de cada família. Trata-se de uma ação de enorme aceitação, já constatada nas experiências anteriores”, afirmou o gerente regional do Sistema FAEMG/SENAR/INAES em Lavras, Rodrigo Ferreira.

“A cesta foi uma benção em nossas vidas. Toda a comunidade ficou feliz com a ajuda. Agradeço aos envolvidos por pensar em nós, moradores da zona rural. Uma cesta como esta, cheia de coisas boas, faz a diferença”, disse Lúcia Helena da Silva.

Agro Fraterno entrega mais 650 cestas no Sul de Minas - SENAR MINAS
Daniel Duarte de Souza, conselheiro estadual da Cruz Vermelha, e Aluízio Guimarães, analista técnico regional do Sistema FAEMG, entregando a cesta para Lúcia Helena da Silva

Cronograma

Nesta quarta-feira (17), foram distribuídas 162 cestas em Oliveira.

Na quinta-feira (18), a partir das 6h30, 307 cestas serão distribuídas em Carmópolis de Minas, com três pontos bases simultâneos pela manhã, dois pontos bases simultâneos na parte da tarde e uma entrega de porta a porta em três comunidades do município (Bicudinho, Gaviões e Bálsamo).

Na sexta-feira (19), a partir das 8h, 182 famílias vão receber as cestas em Cláudio. 

Continuidade

O Programa Agro Fraterno é uma iniciativa do Sistema CNA/SENAR, que também tem o apoio da OCB e de entidades do Instituto Pensar Agro. A ação compõe a ação solidária que também marca os 70 anos da FAEMG. Em abril, foram doadas 2.070 cestas na região de Governador Valadares. Até o fim deste ano, o Sistema FAEMG terá doado 7.070 cestas básicas.

Cada cesta contém 10kg de arroz tipo 1, 2kg de feijão, 2kg de leite em pó, 2 latas de óleo, 1kg de farinha de trigo, 3kg de macarrão, 5kg de açúcar, 1kg fubá, 200g de achocolatado, 600g de biscoito, 1kg de café, 1,2kg de extrato de tomate, 1kg de goiabada, 1 pacote de papel higiênico, 1kg de sabão em barra, 4 sabonetes e 2 cremes dentais.

Fonte: CNA Brasil

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Sisb. Entre falsas promessas e atrasos, apenas duas agroindústrias são reabilitadas

Alegrete paga pela negligência oficial

A narrativa oficial divulgada pela Prefeitura de Alegrete tenta vender como “conquista” aquilo que, na realidade, é apenas a correção de uma falha grave de gestão.

Desde novembro de 2025, nove agroindústrias do município foram desabilitadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) justamente porque o Executivo municipal não cumpriu os trâmites legais exigidos para manter a certificação do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI).

Durante estes meses, produtores locais ficaram à mercê de informações desencontradas e até falsas, enquanto a economia rural sofria com a paralisação de atividades que dependem diretamente do selo de inspeção para comercializar em escala nacional.

O prejuízo não foi apenas financeiro: a credibilidade do setor agroindustrial de Alegrete foi colocada em xeque, afetando trabalhadores, consumidores e a imagem do município.

Somente agora, após a Prefeitura finalmente se enquadrar nas normas legais, o MAPA autorizou a reabilitação de duas agroindústrias — o Matadouro São Jorge e a Agroindústria Super Ícaro. É importante destacar que essa decisão não representa uma vitória política, mas sim um reparo tardio a um problema criado pela própria administração municipal.

O discurso triunfalista da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, ao anunciar a retomada da certificação, ignora o fato de que a desabilitação inicial foi consequência direta da negligência administrativa.

O que se apresenta como “nova fase” deveria ser encarado como um alerta: sem responsabilidade e transparência, o setor produtivo continuará vulnerável a decisões equivocadas e à falta de rigor no cumprimento das exigências legais.

Em resumo, a reabilitação de apenas duas agroindústrias não apaga os meses de prejuízo e insegurança enfrentados pelo setor. Alegrete precisa menos de discursos comemorativos e mais de gestão eficiente, capaz de garantir estabilidade e confiança para quem produz e para quem consome.

 

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Produtores de Alegrete enfrentam prejuízos crescentes com ataques de javalis

A presença descontrolada de javalis tem se tornado uma ameaça constante à produção agropecuária em Alegrete, na região da Campanha Gaúcha. Além de devastarem lavouras, os animais silvestres agora avançam sobre criações de ovelhas e outros animais de pequeno porte, gerando prejuízos incalculáveis aos produtores locais.

João Pacheco, produtor com propriedades nas localidades de Pai Passo e Rincão de São Miguel, relata que os ataques são frequentes e devastadores. “Deixei de criar cordeiros no Pai Passo porque não ficava nenhum vivo. É lamentável e acarreta prejuízos a quem produz e trabalha”, afirma. Segundo ele, nem mesmo os pequenos produtores são poupados, e as perdas nas lavouras são difíceis de mensurar.

Apesar de possuir licença do Exército e do Ibama para realizar a caça controlada dos javalis, Pacheco denuncia a burocracia e os altos custos envolvidos na aquisição de armas e munições. Enquanto isso, os animais continuam se proliferando e atacando rebanhos e plantações. “Eles comem cordeiros, terneiros, destroem lavouras e ninguém faz nada para conter essa procriação”, lamenta.

Uma das estratégias adotadas por produtores da região tem sido a instalação de gaiolas para captura dos javalis. No entanto, a eficácia das armadilhas é limitada. “Às vezes demora meses para que algum seja atraído e preso”, explica Pacheco.

Além dos prejuízos econômicos, há também impactos ambientais. Os javalis têm atacado ninhos de aves que se reproduzem no chão, como o quero-quero e corujas, colocando em risco a biodiversidade local. “Isso poderá acarretar inclusive a extinção de aves e pequenos animais silvestres”, alerta o produtor.

Pacheco também critica a falta de compreensão por parte da sociedade sobre o trabalho dos agricultores. “Muitos acham que destruímos, mas estamos preservando cada vez mais. Seguimos as leis e precisamos das terras”, defende.

A situação em Alegrete evidencia a urgência de políticas públicas mais eficazes para o controle da população de javalis e o apoio aos produtores que enfrentam essa ameaça diariamente.

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O sábado de calor atrai grande público no primeiro dia da Expointer

O termômetro já batia os 35 graus em torno das 15h deste sábado (30/8), na área central do Parque Estadual de Exposições Assis Brasil.

No local, havia movimento frenético do público que se dividia entre uma grande variedade de atrações da Expointer, como artesanato, programação de shows, degustação, maquinário agrícola, Freio de Ouro, exposições e julgamento de animais, banho de leite, Pavilhão da Agricultura Familar, gastronomia, Pavilhão dos Pequenos Animais, parque de diversões, palestras e oficinas.

Natural de Esteio, Juliano Fetter, proprietário de academia, veio com a família – cunhado, irmão, esposa, avó e a pequena Luísa, agarrada no colo do pai. “Ela veio logo pra ver os animais. Era uma coisa que a gente fazia muito quando eu era criança, com a minha família. E agora eu aproveitei esse final de semana”, afirmou Juliano. “Num lugar onde a gente se criou quando era mais novo. Vínhamos todos os anos pra cá. É bom poder lembrar um pouco também disso”, contou.
Prestigiando a produção e a pujança do RS na feira

Um pouco mais adiante, no Pavilhão Internacional, a Feira de Azeites mostrava produtores de diferentes regiões do Estado.

O casal Paulo Corrêa Rodrigues, contador, e Iris Amaral Rodrigues, aposentada, foi atraído, em especial, pelo azeite de noz-pecã. “Na verdade, eu sou natural de Cachoeira do Sul e por lá se fala muito em noz-pecã”, contou Paulo. “Na feira, eu gosto de ver os animais bonitos”, disse Iris.

“Em primeiro lugar, minha origem vem no campo. Em segundo, isso aqui é uma demonstração da produção e da pujança do Brasil e, principalmente, do nosso Estado, né? Acho que toda pessoa que sai do campo tem esse sonho de que, mesmo se não tiver alguma coisa, que possa olhar e conhecer. Tem que prestigiar isso”, finalizou Paulo.

Expointer 2025

A 48ª Expointer segue até 7 de setembro no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio, reunindo mais de 800 eventos e atrações ligadas ao agronegócio. A previsão do tempo para domingo (31/8) é de um dia parcialmente nublado, com temperaturas próximas dos 30 graus.

Texto: Rodrigo Martins/Ascom Espointer
Edição: Camila Cargnelutti/Ascom Expointer

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