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“‘Pokémon Go’ é máquina de coleta de dados”, alerta especialista

Aplicativo armazena informações “exatas e detalhadas” sobre cada movimento do usuário e pode condicionar o comportamento do consumidor, afirma comissária alemã para privacidade.

Screenshot de tela com um monstro do aplicativo Pokémon Go

A comissária para a privacidade no estado alemão de Schleswig-Holstein, Marit Hansen, lançou um alerta sobre o Pokémon Go. Em entrevista ao jornal alemão Handelsblattpublicada nesta sexta-feira (05/08), Hansen afirmou que o jogo armazena dados “exatos e detalhados” de cada movimento dos usuários pelas ruas.

“É uma máquina gigante de coleta de dados”, disse, acrescentando que o aplicativo de realidade aumentada, além de espionar, também pode condicionar o comportamento do consumidor.

A Niantic, empresa baseada na Califórnia e que ajudou a desenvolver o jogo, não buscou apenas acesso a câmeras e microfones, mas também disponibilizou uma ferramenta de marketing para “deliberadamente orientar” os usuários do jogo aos chamados “Pokestops” em estabelecimentos comerciais, afirmou Hansen.

A especialista em política de privacidade apontou também para a falta de controles legais, repetindo diversas advertências recentes sobre o aplicativo feitas em Nova York, na Austrália e nos Emirados Árabes Unidos.

“Como o jogo utiliza um provedor de fora da Europa, não temos o apoio jurídico para agir”, disse Hansen, referindo-se às disputas entre União Europeia (UE) e os EUA sobre a transferência de dados transatlânticos e a cooperação da Niantic com o Google Maps.

No mês passado, a Federação das Associações Alemãs de Consumidores (VZBV, na sigla em alemão) disse que contestou 15 cláusulas dos termos de uso e privacidade da Niantic, dando à empresa americana até 9 de agosto para responder. Caso a Niantic não se pronuncie, a VZBV advertiu levar o caso a um tribunal.

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“Era do controle total”

O editor-adjunto do Handelsblatt, Thomas Tuma, disse em seu editorial desta sexta-feira: “Pokémon Go é o ponto de partida para uma nova era de controle total.” Em apenas três semanas, 75 milhões de pessoas baixaram o aplicativo – “todas sem terem sido forçadas ou mostrado resistência”, disse Tuma.

“Fisgados, porque é inicialmente gratuito, temos de pagar mais do que nunca com os nossos dados”, incluindo nossas listas de amigos, acrescentou Tuma.

O jogo, lançado no Brasil na noite desta quarta-feira, envolve diversos problemas graves, alerta o editor, porque todos os “monstrinhos são os cavalos de Troia com os quais a indústria da internet abre o caminho para nossas cabeças e nossas carteiras”. “Nós, os usuários, estamos sendo explorados”, disse. “Os que estão sendo capturados somos nós mesmos.”

 

Campo fértil para criminosos

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Na segunda-feira, o governador de Nova York, Andrew Cuomo, ordenou que o departamento correcional proibisse que os cerca de três mil criminosos sexuais do estado usassem oPokémon Go.

Uma das ferramentas do jogo, que permite aos usuários colocar iscas para atrair jogadores a locais específicos, possui o potencial de ser usada por “predadores” em busca de crianças, afirmou Cuomo. Em seu site, a Niantic diz que os usuário não podem ter menos de 13 anos de idade para jogar seus jogos.

Nos EUA, a mania Pokémon Go levou pessoas a andar em quintais, calçadas, cemitérios e até mesmo em estacionamentos policiais – sempre em busca dos monstros do famosos desenho animado Pokémon.

Nos Emirados Árabes Unidos, há duas semanas, a autoridade de telecomunicações TRA alertou os usuários para não ativarem as câmeras de seus celulares em casa ou em outras áreas privadas. E na Austrália, a polícia comunicou que um casal foi ameaçado com uma arma num parque ao sul de Sydney.

 

Pedro Mello

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OPERAÇÃO MEZENGA: POLÍCIA PRENDE SEIS EM ALEGRETE EM INVESTIGAÇÃO SOBRE LAVAGEM DE R$ 40 MILHÕES

 

A Polícia Civil deflagrou, na madrugada desta terça-feira (11), a Operação Mezenga, com ações em cinco municípios do Rio Grande do Sul. A ofensiva investiga crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Ao todo, foram cumpridos 14 mandados de prisão e 16 de busca e apreensão em Alegrete, Santana do Livramento, Quaraí, Guaíba e Charqueadas, além de uma prisão em São Gabriel.

Em Alegrete, seis pessoas foram presas no bairro Renascer. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em pontos da Zona Leste do município.

A operação é coordenada pelo delegado Adriano Linhares e mobilizou aproximadamente 70 policiais civis, com participação da DRACO de Santana do Livramento e da Delegacia de Repressão à Lavagem de Dinheiro de Organizações Criminosas (DRLD-OC), de Porto Alegre.

Segundo a Polícia Civil, as investigações indicam que o grupo teria movimentado mais de R$ 40 milhões.

A ação representa uma nova etapa de uma investigação iniciada em 2021, relacionada a um esquema envolvendo negociações fictícias de gado e lavagem de dinheiro.

De acordo com o delegado, além das prisões, foram determinadas medidas de bloqueio financeiro e patrimonial contra os investigados.

A polícia apura ainda se os fatos investigados na Operação Mezenga podem estar relacionados a outros braços do esquema criminoso identificado anteriormente.

Os presos em Alegrete deverão ser encaminhados ao Presídio Estadual de Alegrete, após os procedimentos legais.

A operação reforça a dimensão financeira das organizações criminosas e mostra que investigações sobre lavagem de dinheiro podem alcançar diferentes municípios e setores da economia.

Atenção: os investigados são considerados suspeitos até eventual condenação definitiva pela Justiça.

 

OPERAÇÃO MEZENGA EM NÚMEROS

14 mandados de prisão foram cumpridos.
16 mandados de busca e apreensão foram executados.
6 prisões ocorreram em Alegrete.
4 prisões foram realizadas em Quaraí.
1 prisão ocorreu em Santana do Livramento.
1 prisão ocorreu em São Gabriel.
2 alvos já estavam presos no sistema penitenciário.
Cerca de 70 policiais participaram da operação.
As ações ocorreram em diferentes municípios gaúchos.
A investigação começou em 2021.
A polícia estima movimentação superior a R$ 40 milhões.
Também foram determinadas medidas de bloqueio financeiro e patrimonial.

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PRF prende homem transportando 10 mil maços de cigarros em Rosário do Sul

Ele tentou fugir e parou somente após atolar o veículo às margens da rodovia_

A Polícia Rodoviária Federal prendeu um homem transportando cerca de 10 mil maços de cigarros contrabandeados. A ação ocorreu no começo da tarde desta quinta-feira (6) próximo a BR 290, em Rosário do Sul.

Durante ações de combate ao crime, os policiais rodoviários federais receberam a informação de que um veículo Chery de cor preta com placas de Santa Catarina estava se aproximando de Rosário do Sul transportando ilícitos.

Os policiais conseguiram localizar o veículo transitando próximo a BR 290 e sinalizaram para que ele parasse. O condutor, no entanto, ignorou a ordem e fugiu por cerca de um quilômetro, até atolar às margens da rodovia.

No interior do veículo, os policiais encontraram cerca de 10 mil maços de cigarros paraguaios contrabandeados que, segundo o motorista, seriam entregues em Santana do Livramento, na fronteira com o Uruguai.

O homem, um uruguaio de 36 anos com antecedentes policiais por lesão corporal, foi preso em flagrante e, junto com o veículo e a carga, conduzido à polícia judiciária em Santana do Livramento.

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Polícia

POLÍCIA CIVIL PRENDE PREVENTIVAMENTE INVESTIGADO POR DOIS ABUSOS SEXUAIS EM ALEGRETE

A Polícia Civil, na manhã desta segunda-feira (3/8), por meio dos policiais civis da Delegacia de Polícia de Alegrete, cumpriu mandado de prisão preventiva de um homem de 40 anos pela prática de duas tentativas de estupro, sendo uma de menor de idade.

Foi feito registro de ocorrência por parte de uma das vítimas, a qual mencionou ter sido atacada em via pública pelo autor, tendo inclusive ficado lesionada em razão de uma agressão, no bairro Saint Pastous. Em outra ocorrência, foi comunicado pela mãe da vítima, então companheira do autor, que, no dia anterior, ele havia tentado abusar sexualmente da própria filha, na residência onde moram, no mesmo bairro. Os dois fatos ocorreram no mês passado, em julho. Diante dos graves relatos, foi pedida ao poder Judiciário sua prisão preventiva, o que foi deferido e o mandado cumprido na data de hoje pelos policiais civis.

A delegada Fernanda Mendonça, responsável pelas duas investigações, expressa a preocupação da Polícia Civil com crimes contra a dignidade sexual, em especial de menores de idade e grupos vulneráveis, e afirma que toda conduta criminosa será investigada e responsabilizada, no âmbito policial, com rigor.

Após as diligências de praxe, o preso foi encaminhado ao Presídio Estadual de Alegrete.

DENÚNCIAS À POLÍCIA CIVIL EM ALEGRETE (sigilo garantido):
(55) 3427-0300 (plantão)
(55) 98451-1689 (WhatsApp)

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