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Registro de ocorrências via Delegacia Online cresce 49% no primeiro semestre

Polícia Civil lançou campanha e ampliou número de fatos permitidos na ferramenta em razão da pandemia

A Delegacia Online (DOL) da Polícia Civil teve um aumento de 49% no número de registros realizados no primeiro semestre de 2020, comparado com o mesmo período do ano passado. É o que mostra o balanço divulgado pela instituição no final de sexta-feira (17/7).

No total, entre janeiro e junho, foram realizados 188.027 registros online, o que comprova a efetividade da ferramenta disponibilizada pela Polícia Civil para facilitar a vida da população. Nos primeiros seis meses do ano passado, foram 125.870 ocorrências registras por meio da DOL.

Em agosto de 2019, a Polícia Civil lançou uma campanha para estimular o uso da Delegacia Online. Em março deste ano, em razão das restrições impostas pela pandemia da Covid-19, a instituição reforçou a campanha e ampliou a possibilidade de registros para fatos criminais em geral pela ferramenta, evitando deslocamentos de pessoas e contribuindo para a prevenção contra o novo coronavírus.

Além disso, no início de junho, a Polícia Civil lançou uma cartilha com o passo a passo para que as mulheres vítimas de violência registrem ocorrência na DOL. A publicação instrui as vítimas a utilizarem o padrão simplificado de registro de ocorrências, dentro da Delegacia Online, por meio do botão “Registre sua ocorrência”. Este padrão oferece mais segurança para a mulher registrar seu relato sem precisar comparecer a uma delegacia.

A Delegacia Online foi criada em 2002 com a finalidade de facilitar para o cidadão o processo de registro de ocorrências. Por meio do site, é possível realizar a comunicação de inúmeros tipos de fato, sem a necessidade de deslocar-se até uma Delegacia de Polícia.

O portal oferece agilidade, economicidade e prestação de serviço. Ao fazer o registro por meio da Delegacia Online, o usuário recebe, em até duas horas, acesso ao boletim de ocorrência, com a mesma validade do documento que seria entregue presencialmente em uma delegacia física.

A ferramenta pode ser utilizada 24 horas por dia e de qualquer lugar, basta ter acesso à internet por meio de um computador, tablet ou smartphone. Dessa maneira, a Delegacia Online torna-se uma ferramenta de grande utilidade a favor da população, especialmente nessa época de pandemia, ao dar a possibilidade para que o cidadão evite sair de casa a fim de fazer o registro.

COMO REGISTRAR

1. Acesse o site da Delegacia Online, por meio de um computador, tablet ou smartphone (www.delegaciaonline.rs.gov.br/dol).

2. Tenha em mãos documento de identidade ou CPF. Também é necessário endereço de e-mail válido.

3. Se o crime consta em uma das 29 opções específicas do site, o cidadão deve clicar no fato e seguir as instruções. Para outros fatos, clique no botão “Registro geral” para preencher o formulário disponível. É nele que o cidadão irá narrar os fatos e contar, na sua versão, o que aconteceu.

4. A partir do início do registro já será gerado um número de protocolo com 15 dígitos, possibilitando a continuidade do preenchimento em outro momento, sendo gerado, portanto, um rascunho antes da finalização. Esse protocolo será enviado por e-mail ou mensagem de celular (o SMS é gerado apenas para quem tem Login Cidadão RS).

5. Finalizado e enviado o registro, é necessário aguardar a validação por parte da Polícia Civil para que o registro tenha validade.

6. Para acessar a ocorrência, basta consultar o protocolo no site da DOL. A partir daí, é possível visualizar a ocorrência por meio de um PDF, documento que tem a mesma validade do que seria entregue na Delegacia de Polícia.

7. Você pode imprimir esse documento caso necessite apresentá-lo.

Atendimento nas Delegacias de Polícia

Os cidadãos que necessitam de atendimento presencial da Polícia Civil, em especial as vítimas de casos graves, não ficaram desassistidos. Todos são orientados à higienização das mãos com álcool em gel, disponível em todas as DPs, logo na entrada. Em locais onde não há barreira de vidro que separa o servidor do indivíduo, tem sido adotada uma distância mínima 1,5 metro para atendimento.

Para quem apresenta sintoma respiratório (gripe, espirro, coriza, secreção nasal etc.), a realização do atendimento fica condicionado à proteção da saúde do servidor policial. Os responsáveis pelas delegacias também estão orientados a evitar a entrada simultânea ou a aglomeração de pessoas, principalmente nos plantões.

Texto: Ascom PC
Edição: Secom

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Chuva forte atingiu Rosário do Sul e Alegrete neste feriado de 1°de maio

Na foto acima, no meio da tarde desta sexta-feira, KM 498 da Br290… passando água sobre a pista, mas o trecho não foi interrompido

Os últimos levantamentos do INMET e da  Defesa Civil realizados até o final da tarde de hoje, 1º de maio de 2026, os volumes registrados são preocupantes, especialmente pela velocidade com que a água acumulou.
Aqui estão os dados atualizados:

Rosário do Sul
É o município em situação mais crítica no momento, com acumulados que já superaram a média histórica de todo o mês de maio.

Máximo registrado:

Mais de **120 mm** em menos de 24 horas.
Situação: Já há registros de casas e ruas alagadas na área urbana. A previsão indica que esse volume pode chegar ou superar os 200 mm até o final da noite, mantendo o risco de cheias rápidas muito alto.

Alegrete
Embora o volume total tenha sido ligeiramente menor que em Rosário até agora, a intensidade da chuva na bacia do Rio Ibirapuitã coloca a cidade em alerta máximo.

Máximo registrado:Os pluviômetros indicam cerca de 51,7 mm acumulados ao longo do dia, mas com tendência de forte elevação.
Nível do Rio Ibirapuitã: A última medição oficial (por volta das 20h) indicava 1,33 metros. Embora ainda esteja longe da cota de inundação (9,70 m), o risco reside no volume que cai nas cabeceiras, o que pode causar uma subida repentina nas próximas 12 a 24 horas.

Internautas

Nos grupos do whatts app há vários registros da chuva em diferentrs pontos do interior de Alegrete.

KM 498 da Br290… passando água sobre a pista, mas o trecho não foi interrompido
Entre Rosário do Sul e Alegrete, choveu 150 mm
Na Fazenda São Pedro, 247 mm e segue chovendo
INHANDUI,  Santa Zulmira, 130mm
Também 130mm na Agropecuária Vale do Jarau
No Paipasso 130 mm
Na agropecuária Tapera, 112 mm
Cabanha São Manoel, 75 mm, Guassu boi
Na Minuano, 23mm
Figueira – Mariano Pinto, 20mm
Cidade – Bairro Santos Dumont até às 18 horas, 88mm

130 mm até agora no Inhandui na Br 290
Na Palma, até agora 150 mm
No Vasco Alves, 160 mm

Atenção:

O INMET mantém o Aviso de Tempestade (Grande Perigo) até a tarde de amanhã, 2 de maio, com previsão de ventos superiores a 100 km/h e mais chuva volumosa. A orientação da Defesa Civil é que moradores de áreas ribeirinhas ou locais historicamente sujeitos a alagamentos permaneçam em vigilância constante.

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Condenados: tios recebem até 32 anos por morte de Márcio dos Anjos em Alegrete

Após dois dias de julgamento, encerrado nesta sexta-feira (17), o júri condenou os tios paternos do menino Márcio dos Anjos, de 1 ano e 11 meses, morto em agosto de 2020, em Alegrete.

Riane Quinteiro da Costa foi condenado a 32 anos de reclusão e Roberta Eggres Prado a 29 anos e 4 meses, ambos em regime fechado. As penas são por homicídio comissivo por omissão qualificado. Cabe recurso.

Atuaram na defesa Igor Roberto Freitas Garcia, pelo réu, e Júlia Sleifer Alonso e Khaoan Quevedo Jacques de Castro, pela ré.

O caso
Segundo a denúncia, a criança foi espancada pelo pai, Luís Fabiano Quinteiro Jaques. O menino vivia com o casal, responsável por seus cuidados enquanto o genitor trabalhava na zona rural.

As agressões teriam ocorrido na noite de 13 de agosto de 2020. A vítima só foi levada ao hospital três dias depois, já em estado crítico. Márcio morreu no dia seguinte. A causa da morte foi traumatismo craniano, com edema e hemorragia cerebral.

Com informações do TJRS.

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Itaguassu é condenado a 39 anos por assassinato de Schana Pianesso e do bebê que ela esperava

Nesta quinta-feira (26), no Fórum de Alegrete, foi palco do tão esperado novo julgamento de Itaguassu Borges Pinheiro, acusado pelo assassinato de Schana Pianesso e do feto que ela gestava em 2008. Após mais de quatorze horas de sessão, o réu foi condenado a 39 anos de reclusão em regime inicialmente fechado.

A sentença, proferida pelo juiz Rafael Echevarria Borba, destacou a brutalidade do crime e aplicou aumentos rigorosos na dosimetria da pena, levando em conta a frieza emocional do acusado e o contexto de violência de gênero.

Detalhes da condenação
– Homicídio qualificado: pena fixada em 30 anos, considerando a personalidade “desviante” do réu e a culpabilidade acentuada. O magistrado ressaltou a noção de posse do homem sobre a mulher e o fato de a vítima ter sido levada a um local ermo para ser morta com extrema violência.
Aborto provocado por terceiro sem consentimento: pena de 9 anos, justificada pela intenção do réu de ocultar uma relação extraconjugal e pela brutalidade que atingiu toda a estrutura familiar. O concurso material entre os dois crimes resultou na pena total de 39 anos.

Execução imediata
O juiz determinou a execução provisória da pena, com o imediato recolhimento do réu ao cárcere. Foi expedido mandado de prisão e negado o direito de recorrer em liberdade, devido ao montante da condenação e ao regime fixado.

Embora Itaguassu já tenha cumprido 1.034 dias de prisão preventiva, o tempo não é suficiente para garantir progressão de regime.

Justiça após 18 anos
O desfecho encerra um capítulo de 18 anos de espera por justiça para a família Pianesso e para a comunidade de Alegrete, que acompanhou o caso desde 2008.

 

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