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Polícia aguarda a chegada da perícia e investigação sobre a autoria prossegue

Por volta das 4h30m um gari, que faz o trabalho de preparação do lixo para a coleta urbana, passou em frente à casa número 37 da travessa Gabriel Cardoso Nunes, no bairro Sepé Tiaraju e viu uma mancha escorrendo do portão, que fica numa rampa que liga a rua até à garagem. Inicialmente ele pensou que era um óleo. Porém, por curiosidade levou à mão para ver o que escorria. Estava de luva. Notou antes de tocar que a seu conhecido, o dono da casa, Vicente Pereira de Morais, o Paraíba, estava do outro lado do portão. 

Daí se aproximou e viu a vítima caída e o sangue escorrendo. Dali mesmo correu para uma casa da esquina e o morador já estava de pé, porque pegaria o ônibus para o Frigorífico onde trabalha. Os dois conferiram a situação e acionaram a Brigada Militar. E esta a Polícia Civil.

O EQ esteve no local e ouviu moradores vizinhos de Paraíba. “Bom vizinho, uma pessoa do bem, sempre prestativo e muito amigo”, disse um rapaz que pediu pra não ser identificado. A vítima trabalhava em construção civil pegando pequenas empreitadas. Segundo os conhecidos, sempre tinha novos ajudantes de pedreiro. 

Na sua condição de homossexual assumido, Paraíba tinha alguns companheiros eventuais, segundo já foi apurado pelo setor de investigação. Estava com 60 anos, e a Polícia Civil investiga seus contatos pela internet. Um conhecido disse que agora pela manhã o nome dele sumiu de um grupo do whats app. Enquanto a perícia não chega da cidade de Santana do Livramento as investigações prosseguem.

O que já foi constatado pela polícia civil é que a vítima foi esfaqueada no pescoço e tem cortes nos braços e uma das mãos, demonstrando que ele tentou se defender dos golpes. O corpo ainda está na garagem da casa. O som alto, costumeiro na casa, pode ter impedido os vizinhos de escutar qualquer tipo de pedido de socorro pela vítima. Uma irmã e amigos da vítima estiveram no local agora pela manhã. O caso ainda é cheio de mistérios sobre a autoria e a motivação do crime.

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Caminhão do Exército derruba postes e interdita ruas em Alegrete

Um caminhão do Exército Brasileiro, que transportava cavalos, provocou a queda de dois postes de energia elétrica na tarde desta terça-feira (24) em Alegrete. O incidente ocorreu quando o veículo cruzava a Rua Bento Gonçalves em direção à Rua Conde de Porto Alegre e acabou enroscando na fiação da rede elétrica.

De acordo com o relato do militar responsável pela condução, ele não percebeu o momento em que a estrutura foi atingida. A queda dos postes obrigou a Brigada Militar a interditar as duas vias para garantir a segurança da população e permitir a avaliação dos danos.

O caminhão foi posteriormente recolhido ao quartel do 6º Regimento de Cavalaria Blindado. As causas do acidente ainda serão apuradas pelas autoridades competentes.

 

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Caminhão com carga de milho tomba na RS 377 em Alegrete

No início da tarde desta quinta-feira (12), um caminhão trator com dois semirreboques — conhecido como Romeu e Julieta — tombou no km 399, na RS 377, próximo ao trevo de acesso ao antigo lixão.

O veículo transportava cerca de 36 toneladas de milho e seguia no sentido Manoel Viana/Alegrete quando o motorista perdeu o controle ao fazer a conversão.

 Motoristas que passavam ajudaram nos primeiros socorros e acionaram o Samu e o Comando Rodoviário da Brigada Militar.
 Até o momento, não há informações detalhadas sobre o estado de saúde do condutor, mas de forma preliminar ele estaria bem.

 

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Caso Márcio dos Anjos: data do júri de tios do menino é redefinida

Tribunal do Júri da Comarca de Alegrete, que irá julgar os réus Riane Quinteiro da Costa e Roberta Eggres Prado, acusados de homicídio qualificado por omissão na morte de Márcio dos Anjos Jaques, ocorrida em agosto de 2020, foi redesignado por decisão proferida na quinta-feira (22/01), pelo Juiz de Direito Rafael Echevarria Borba, titular da Vara Criminal local.

A sessão, que estava marcada para 23 de abril de 2026, foi antecipada para o dia 16 do mesmo mês, às 9h, no Salão do Júri do Foro alegretense. A medida se dá em razão de pedido do Ministério Público, sem oposição das defesas dos réus. Além disso, na mesma decisão, foi ratificada a desistência da oitiva de quatro testemunhas de defesa.

A previsão de duração do julgamento é de dois dias.

Caso
Márcio morreu em 17 de agosto de 2020. Segundo laudo de necropsia, a causa foi hemorragia subdural e edema cerebral. De acordo com o Ministério Público, ele foi espancado pelo pai, Luís Fabiano Quinteiro Jaques, já condenado pelo Tribunal do Júri de Alegrete em outubro de 2024 a 44 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão em regime fechado. Márcio e o pai moravam com o casal, que cuidava do menino quando Luís Fabiano trabalhava na área rural.

Conforme a denúncia, os tios se omitiram diante das agressões praticadas pelo pai, mesmo tendo o dever legal de agir. O MP afirma que a criança foi agredida na noite de 13/08/20, sofreu lesões graves e só foi levada ao hospital três dias depois, já em estado crítico. Márcio não resistiu e faleceu em 17/08/20.

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