Contato

Polícia

Polícia Caça incendiário de Manoel Viana

A Polícia está investigando uma tentativa de incêndio a uma escola em Manoel Viana, fato acontecido nesta madrugada.

O registro foi feito pela diretora do educandário, que enviou em anexo imagens do rapaz que age como lobo solitário na tentativa de atear fogo no prédio.

A diretora da escola conta que encontrou na porta de uma das salas de aula um principio de incêndio criminoso.

No local havia um recipiente de vidro com uma substancia combustível, usada para dar início ao incêndio.

A Polícia está apurando os fatos, e segundo as imagens das câmeras de segurança da escola, já tem um suspeito da tentativa de incêndio.

 

Publicidade
Comentários

Polícia

Operação Boi fantasma. Esquema movimentou cerca de mil “cabeças de papel”

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), por meio do 9º Núcleo Regional — Campanha — do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), contabilizou até o momento cerca de mil “bovinos de papel” movimentados em pouco mais de dois anos como forma de lavagem de dinheiro por parte de uma organização criminosa que atua na Fronteira Oeste.

Os investigados foram alvo da Operação Boi Fantasma, deflagrada na última terça-feira, 9 de junho. Foi identificada a movimentação fictícia nas fichas de produtor rural, sem o efetivo deslocamento dos animais entre duas propriedades arrendadas pelos criminosos em Alegrete.

A investigação aponta movimentação superior a R$ 100 milhões em atividades ilícitas, inclusive lavagem de capitais com casa de apostas, com base em levantamento da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (SEAPI/RS).

Foram identificadas inconsistências em registros de entrada (2.535 animais) e saída (2.657), com uso de Guias de Trânsito Animal (GTAs) fictícias para ocultar valores ilícitos. Segundo o MPRS, pelo menos 1 mil das mais de 2,6 mil cabeças de gado foram transferidas entre as propriedades rurais, apenas nas fichas de produtor rural, sem sair do local, para dar aparência de licitude a valores que ingressavam em contas bancárias. Vistorias também identificaram divergências envolvendo bovinos e ovinos declarados e não localizados nas propriedades.

Segundo o coordenador estadual do GAECO, promotor de Justiça Rogério Meirelles Caldas, a investigação continua para apurar o total da fraude focando na mensuração do “gado de papel” e na estrutura da organização, formada por ao menos nove núcleos, com movimentações incompatíveis com a capacidade das propriedades.

O esquema, ativo desde 2023, utilizava a pecuária para ocultar recursos do tráfico de drogas. “O GAECO avança na análise dos dados e provas apreendidas na operação, além da reconstituição contábil das transações, até o oferecimento da denúncia à Justiça”, diz Rogério Caldas. A apuração segue e será ampliada para identificar outros produtores que utilizavam o mesmo método.

OPERAÇÃO BOI FANTASMA

Deflagrada na terça-feira, a operação desarticulou o esquema de lavagem de dinheiro do tráfico com uso de propriedades rurais arrendadas e emissão de GTAs fictícias. As ordens foram cumpridas em Alegrete, Quaraí, Pelotas, Capão do Leão, Itaqui, Canoas e São Leopoldo, além de Palhoça e Joinville (SC), e em presídios de São Gabriel, Uruguaiana e Cachoeira do Sul.

Ao todo, foram nove prisões (oito preventivas e um flagrante). Também foram apreendidos 46 celulares, oito notebooks, R$ 36,9 mil em espécie, duas armas, dois veículos e drogas, material que será analisado na sequência das investigações.

Continue lendo

Polícia

POLÍCIA CIVIL PRENDE EM FLAGRANTE HOMEM POR TRÁFICO DE DROGAS EM ALEGRETE

A Polícia Civil, na tarde desta quinta-feira (11/6), por meio dos policiais civis da Delegacia de Polícia de Alegrete, coordenados pela delegada Fernanda Mendonça, prendeu em flagrante um homem de 50 anos pelo crime de tráfico de drogas.

Após informações e denúncias de que o indivíduo, já conhecido no meio policial por comercializar entorpecentes em sua residência, no bairro Ulysses Guimarães, foram feitas diligências investigativas que confirmaram intenso comércio no local. Diante disso, foi representado ao poder Judiciário por mandados de busca e de prisão do homem, o que foi deferido. Ambos os mandados foram cumpridos no dia de hoje. Além do cumprimento do mandado de prisão, durante as buscas ainda foram encontradas algumas porções de cocaína e de maconha já separadas para venda, além da apreensão de outros objetos relacionados ao tráfico. Por esse motivo, ele também foi autuado em flagrante pelo crime de tráfico de drogas. O preso já possuía antecedentes policiais.

Após as diligências de praxe, ele foi encaminhado ao Presídio Estadual de Alegrete.

DENÚNCIAS À POLÍCIA CIVIL EM ALEGRETE (sigilo garantido):
(55) 3427-0300 (plantão)
(55) 98451-1689 (WhatsApp)

Continue lendo

Polícia

MP rastilha crime organizado que funcionava em presídios da Fronteira Oeste

Esquema faturou mais de R$ 50 MI. Dois agentes penitenciários colaboravam. Até uma ONG está envolvida

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), por meio do 9º Núcleo Regional – Campanha – do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), com a Brigada Militar (BM) e Polícia Penal, deflagrou nesta quinta-feira, 11 de junho, a Operação Aliança Velada.

A ação integra a quarta edição da Operação Convergência Nacional RS e teve como objetivo desarticular organização criminosa que, por meio de alianças, explorava o tráfico de drogas de forma estruturada, da distribuição à lavagem de dinheiro, inclusive com uso de uma ONG.

Dos 30 mandados de prisão, 10 miram líderes que atuavam de dentro de penitenciárias, coordenando crimes. Também foram cumpridas 40 ordens de busca e apreensão e houve bloqueio judicial de R$ 27,8 milhões, com a participação de 335 agentes.

As ações se concentraram em Uruguaiana e Itaqui, com registros também em São Borja, Charqueadas, Novo Hamburgo, Triunfo, Viamão e Porto Alegre. O esquema contava com dois policiais penais, alvos de prisão e afastamento, que mediante pagamento facilitavam a entrada de ilícitos no sistema prisional.

Os crimes investigados são corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro, com movimentação superior a R$ 50 milhões (em grande parte já bloqueados), além de reflexos em tráfico de drogas, roubos e homicídios. A Operação Aliança Velada integra ação do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), voltada ao enfrentamento de facções em todo o país.

ESTRUTURA, CRIMES E ATUAÇÃO

A organização possui 43 investigados, divididos em núcleos gerencial, operacional, financeiro e de corrupção estatal. O grupo movimentou R$ 55,7 milhões em 16 meses. A base do esquema era a infiltração em unidades prisionais de Uruguaiana, Itaqui e na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (PASC).

Essas unidades concentravam a ação criminosa: entrada de celulares e drogas, atuação de servidores corrompidos e emissão de ordens para crimes externos. A estrutura financeira sustentava tráfico, corrupção e lavagem. A ocultação de valores ocorria via contas de “laranjas”, compra de ao menos 30 veículos e três imóveis, empresas de fachada e financiamento de uma ONG na Fronteira Oeste.

AÇÃO DO GAECO

A investigação iniciou após análise de celular apreendido na Operação Vis Legis, de julho do ano passado. A ação inclui prisão de líderes e operadores, afastamento e prisão de servidores, cumprimento de mandados em presídios, remoção de dois apenados estratégicos e bloqueio financeiro do grupo. Apurações realizadas pela Corregedoria-Geral da Polícia Penal também colaboraram com os trabalhos.

“A investigação revelou um esquema estruturado, com hierarquia definida e dependência da corrupção no sistema prisional, exigindo resposta firme para interromper essa atuação criminosa”, destacou o coordenador estadual do GAECO, promotor de Justiça Rogério Meirelles Caldas.

PASSO A PASSO DO ESQUEMA

– A investigação iniciou a partir da análise de um celular apreendido no sistema prisional.

– Foram identificadas comunicações entre líderes dentro e fora do cárcere.

– Policiais penais facilitavam a entrada de celulares e drogas.

– Em troca, recebiam pagamentos de integrantes da organização.

– Os servidores também atuavam como operadores financeiros e elo com o crime externo.

– Os valores eram ocultados por contas de terceiros, empresas de fachada e uma ONG.

– O dinheiro retornava ao grupo, sustentando o tráfico e outras atividades ilegais.

OPERAÇÃO ALIANÇA VELADA

– 30 prisões preventivas

– 40 mandados de busca e apreensão

– 43 alvos investigados

– R$ 55,7 milhões movimentados de forma ilícita em 16 meses

– Bloqueio de R$ 27,8 milhões

– Sequestro judicial de 30 veículos e 3 imóveis

– Prisão de 2 policiais penais investigados

– Ações nas cidades de Uruguaiana, São Borja, Itaqui, Charqueadas, Novo Hamburgo, Triunfo, Viamão e Porto Alegre

– Ações também em casas prisionais de Uruguaiana, Itaqui e na PASC

– Transferência de dois apenados para a PASC

– Efetivo: 335 agentes

Continue lendo

Popular