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Caso Schana. 18 anos depois do crime, assassino será julgado pela segunda vez

A sessão está marcada para a próxima quinta-feira, 26 de março. Dezoito anos após um crime que chocou a região da Fronteira Oeste, um homem denunciado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) pelo assassinato de uma mulher grávida será novamente julgado pelo Tribunal do Júri em Alegrete.

O réu, Itaguassu Borges Pinheiro, o Ita,  já havia sido condenado em júri ocorrido em 2011, mas o julgamento foi anulado após a defesa apontar nulidades formais no processo. Agora, o denunciado será novamente julgado pelo Tribunal do Júri e, segundo a promotora de Justiça Rochelle Jelinek, que atuará na acusação, reacende a expectativa por uma resposta definitiva da Justiça em um episódio que permanece vivo na memória da comunidade.

O CASO

A vítima, Schana Pianesso, desapareceu em 14 de julho de 2008, depois de sair de casa para encontrar o acusado. Meses depois, seu corpo foi localizado em uma área de matagal próxima à BR-290, em avançado estado de decomposição, junto ao feto que ela gestava.

De acordo com a denúncia do MPRS, Ita – casado na época – mantinha um relacionamento extraconjugal com Schana, que engravidou dele, fato comprovado por exame de DNA constante nos autos. A denúncia aponta que ele passou a pressioná-la para interromper a gestação e, diante da recusa da vítima, teria cometido o homicídio mediante espancamento, causando fraturas no crânio e na mandíbula.

OS CRIMES

O réu responde por homicídio qualificado e aborto provocado sem o consentimento da gestante. A acusação sustenta as qualificadoras de motivo torpe – crime cometido porque a vítima se recusava a abortar – e de recurso que dificultou a defesa da vítima, já que ela mantinha vínculo afetivo com o acusado e não esperava ser atacada por ele e morta. O crime de ocultação de cadáver, inicialmente também imputado, teve declarada a prescrição.

Para a promotora de Justiça Rochelle Jelinek, “o julgamento tem caráter emblemático: trata-se de um dos casos de maior repercussão na cidade e que volta ao debate em um momento de onda alarmante de feminicídios no Rio Grande do Sul.

Mais do que revisitar um crime brutal, o novo julgamento representa entregar justiça para a família e para toda a comunidade que espera por uma resposta há tanto tempo. A expectativa é de uma nova condenação para mostrar que crimes bárbaros como esse não podem ficar impunes”.

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Pontilhão sobre o arroio Capivari em recuperação

A Câmara Municipal de Alegrete realizou uma reunião institucional com o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (DAER) para reivindicar melhorias para a situação da Ponte do Capivari. O encontro ocorreu no começo deste mês e foi articulado pelo vereador Cléo Trindade.

Durante a reunião, o superintendente da 9ª Superintendência Regional do DAER, engenheiro Paulo de Tarso Meister, informou que a ponte segue em processo de recuperação provisória. Segundo o engenheiro, a próxima etapa da obra depende da entrega do madeiramento que será utilizado nas guias de transporte e da melhoria das condições climáticas, já que o período de chuvas tem dificultado a execução dos serviços e a trafegabilidade na região.

O superintendente também informou que está prevista a instalação de estruturas para limitar a altura e a largura dos veículos que utilizam a ponte. A medida tem como objetivo restringir o tráfego até a realização da recuperação definitiva.

Além do vereador Cléo Trindade, o vereador Leandro Meneghetti também acompanha o andamento dos serviços e os encaminhamentos junto ao DAER.

A Câmara Municipal seguirá acompanhando as intervenções e cobrando do órgão estadual a continuidade das obras e medidas que garantam mais segurança e melhores condições de circulação na Ponte do Capivari.

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BAGRE FAGUNDES MORRE AOS 86 ANOS E DEIXA O RIO GRANDE DO SUL EM LUTO

A VOZ DO “CANTO ALEGRETENSE” SE CALA, MAS O LEGADO PERMANECE

O Rio Grande do Sul perdeu neste domingo (2) um de seus maiores símbolos culturais. Morreu, aos 86 anos, em Porto Alegre, o tradicionalista, cantor e compositor Euclides Fagundes Filho, o Bagre Fagundes, coautor de um dos maiores hinos da identidade gaúcha, Canto Alegretense. O artista estava internado desde maio, após sofrer uma parada cardiorrespiratória provocada por um engasgo, e seu estado de saúde inspirava cuidados desde então.

Patriarca da família Os Fagundes, Bagre dedicou décadas à valorização da cultura regional, levando a música nativista a diferentes gerações. Sua obra ajudou a fortalecer o sentimento de pertencimento do povo gaúcho e projetou Alegrete para todo o país.

A notícia provocou uma onda de homenagens. Artistas, lideranças culturais e autoridades destacaram sua generosidade, seu compromisso com a tradição e a influência decisiva na formação de novos talentos. O governador do Estado anunciou que o velório será realizado no Palácio Piratini, uma homenagem reservada a personalidades de extraordinária relevância para a história gaúcha.

Mais do que um músico, Bagre Fagundes tornou-se um guardião da memória cultural do Rio Grande do Sul. Sua partida encerra um capítulo da música nativista, mas suas canções seguirão ecoando em festivais, CTGs, escolas e rodas de chimarrão, mantendo viva a essência do povo gaúcho.

O LEGADO DE BAGRE FAGUNDES

Quem foi Bagre Fagundes?

• Nome: Euclides Fagundes Filho.
• Morreu aos 86 anos, em Porto Alegre.
• Coautor do clássico Canto Alegretense, ao lado de Nico Fagundes.
• Patriarca do grupo Os Fagundes.
• Referência da música nativista e do tradicionalismo gaúcho.
• Incentivou gerações de artistas e defensores da cultura regional.
• Receberá homenagem oficial com velório no Palácio Piratini.
• Seu legado ultrapassa a música e integra o patrimônio cultural do Rio Grande do Sul.
• Canções como Canto Alegretense seguem como símbolos da identidade gaúcha.
• A despedida mobiliza milhares de admiradores em todo o Estado.
• A cultura gaúcha perde uma de suas vozes mais emblemáticas.
• A história de Bagre Fagundes permanecerá viva na memória e no coração dos gaúchos.

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Preso em Alegrete fugitivo por tentativa de feminicídio em Porto Alegre

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), localizou na terça-feira, 15 de julho, um homem de 67 anos condenado por tentativa de feminicídio em Porto Alegre.

A captura ocorreu em Alegrete, após troca de informações entre o GAECO e as agências Local de Inteligência do 6º Batalhão de Polícia de Choque e Regional do Delta do Jacuí (CRPM-DJ) da Brigada Militar (BM). O condenado estava foragido desde 2022.

O crime ocorreu em 17 de dezembro de 2016, no bairro Vila João Pessoa, na Capital. Conforme a investigação, durante uma discussão em família, o homem atacou a então companheira, que tinha 58 anos na época, com uma faca de cozinha, causando ferimentos na região do pescoço. A agressão foi interrompida após a intervenção de familiares e a vítima foi socorrida e encaminhada para atendimento médico.

A prisão foi realizada por policiais militares após o repasse de informações do GAECO. O homem possuía mandado de prisão decorrente de condenação transitada em julgado, ou seja, sem possibilidade de recurso, e foi encaminhado para os procedimentos legais e o cumprimento da pena em regime fechado.

PROJETO PROTETOR

O Projeto Protetor é uma iniciativa do MPRS com coordenação do GAECO e tem como objetivo localizar e prender foragidos investigados ou condenados por crimes praticados no contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher.

A ação, que iniciou este ano, reúne esforços do GAECO e de órgãos de segurança pública para dar efetividade às decisões judiciais, ampliar a proteção das vítimas e combater a impunidade em casos de violência de gênero.

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