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Obra é inaugurada diante do luto de vizinhança da tragédia da Nova Brasília

Hoje o Prefeito Márcio Amaral não teve muito o que comemorar na solenidade de reabertura de um corredor para veículos no calçadão. A obra chamada de revitalização daquele espaço teve a sombria companhia de moradores da ocupação ao lado da Promorar.

Eles foram demonstrar o luto pela perda dos amigos, o casal Deivid Mendes dos Santos e Juliana Bandeira Macedo além do garotinho, Lalentim Macedo dos Santos, mortos eletrocutados no final da tarde desta quinta-feira, naquela ocupação, em acidente com um fio de uma ligação gato.

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O protesto silencioso com cartazes, deu um ar fúnebre à pompa oficial da administração municipal no meio da tarde ali em frente ao Banrisul.

A data estava anunciada. Não apenas a da inauguração da controversa obra no centro da cidade, mas no entendimento daqueles moradores, também, de uma tragédia no local das três mortes.

Há tempos solicitavam ao poder público redes elétrica e de água onde a família morreu no infortúnio de quinta-feira. O protesto calado, foi um grito alto deste povo desesperado, que mais do que enterrar seus amigos, revela um nervo social exposto…

A falta de condições dignas de moradia e falta de projetos concretos e reais para estes invisíveis sofredores da periferia, que são obrigados à burlar as regras sofisticadas da tecnocracia e sequestrar luz e água para tentar sobreviver em dias escaldantes.

Nem todos conseguem. No caso de Deivid, Juliana e Valentim, restaram os amigos solidários, que bradaram palavras doídas nos cartazes diante do seleto grupo das autoridades pesos-pesados, que neste momento são os responsáveis de suprir tais demandas.

Na sala do novo calçadão há três cadáveres para os políticos assumirem. Os moradores vieram dizer à cidade e aos políticis e gestores que à prioridade deles é de gente de carne e osso ao invés do árido concreto.

Eles não tinham nada pra celebrar nesta sexta-feira, neste local da cidade que não lhes pertence de fato, apesar do cerimonial teimar em afirmar o contrário.

Cada um foi para o seu lado. O problema acabou? Não. Vejam o relato de uma moradora ao EQ nesta noite:

“O fio que foi recolhido pela RGE nao.foi o do acidente,cortaram outro e levaram para perícia. O do acidente esta lá pendurado na cerca da minha casa.
Pedimos por atenção pra que não ocorra mais tragédias. Estamos sem energia elétrica, a Prefeitura disse que não pode fazer nada. Estamos em um estado critico”.

O nome disto é socorro. Quem se sentir responsável por este tipo de apelo, que reaja, tem trabalho e vidas aguardando por um gesto

Paulo de Tarso Pereira, atua na área desde o final da década de 1970. Alegretense, formado na UFSM, já trabalhou nas maiores empresas do Sul, como Correio do Povo, RBS, A Notícia e JSC, bem como foi coordenador do Canal Rural e editor na Record/SP. A retornar para Alegrete, na virada do ano 2000, fundou o jornal EQ, e hoje é o jornalista responsável por todas as plataformas, que inclui site, redes sociais e edição on line do EQ.

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FREDERICO ANTUNES DESTINA EMENDA PARLAMENTAR A APAE ALEGRETE

Trata-se de uma Instituição beneficente de apoio, prevenção e promoção de bem estar às Pessoas com Deficiência e do Transtorno do Espectro Autista (TEA).

 

Na quarta-feira (2/4), Dia Mundial de Conscientização do Autismo, a SJCDH firmou um termo de colaboração destinando recursos de emenda parlamentar, do Deputado Estadual Frederico Antunes, para a APAE Alegrete/RS. 

No total, foram direcionados R$ 75 mil para a Associação. Os recursos serão aplicados na contratação de serviços e multiprofissionais, como neuropsicopedagoga, psicólogo, assistente social, entre outros. A entidade atende em média 426 pessoas.

“É o nosso reconhecimento ao trabalho de excelência que é realizado pela nossa APAE Alegrete, que é uma referência regional”, destacou Frederico.

As Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais são instituições que prestam serviços educacionais e de apoio às pessoas com deficiência intelectual ou múltipla. No total, existem 206 APAEs no Rio Grande do Sul.

O secretário de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Fabrício Peruchin; o Deputado Estadual, Frederico Antunes e a diretora-administrativa da Federação das APAEs do Rio Grande do Sul (FEAPAES), Lúcia Centena, participaram do ato de assinatura no Centro Administrativo do Estado (CAFF).

📸 Cristiano Guerra

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Cidade

Obra particular rompe rede e cinco bairros estão sem água.

Obra particular rompe rede de água, e abastecimento em cinco bairros deve retornar durante a madrugada

Uma obra particular rompeu uma rede de água na Rua Olegário Vitor Antônio José de Vargas, em Alegrete, na noite desta quarta-feira, 26, e o abastecimento foi interrompido na região da Coxilha e nos bairros Fronteira Oeste, Maria do Carmo, Novo Lar e Vila Inês.

A Corsan está realizando o reparos, com previsão de que o retorno do fornecimento de água ocorra durante a madrugada desta quinta-feira, 27, de forma gradual.

Para mais informações, podem ser usados os canais de relacionamento da Corsan com o cliente: app Corsan, site www.corsan.com.br (na Unidade de Atendimento Virtual), WhatsApp (51) 99704-6644 e ligações gratuitas pelo 0800.646.6444.

A Corsan está permanentemente disponível nesses canais e recomenda que a população utilize esses meios de contato com a Companhia para solicitações, pedidos de informação ou para fazer comunicados. Isso agiliza a tomada de providências e a mobilização das equipes de serviço.

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Cidade

MP consegue condenar a 30 anos autor de feminicídio em Alegrete

Após denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), o Tribunal do Júri em Alegrete condenou nesta terça-feira, 25 de março, a 30 anos de reclusão, homem que agrediu sua companheira até a morte no ano de 2023.

Na madrugada do dia 20 de novembro, após uma discussão com a companheira, o denunciado a espancou com diversos golpes pela cabeça e pelo corpo, fugindo logo após e deixando a vítima inconsciente e agonizando por horas, até ser encontrada por uma vizinha e socorrida pelo SAMU.

A mulher foi encaminhada ao hospital, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos, indo a óbito no dia seguinte.

O crime foi praticado por meio cruel, uma vez que o denunciado agiu com brutalidade desmedida ao espancar a vítima na região da cabeça, o que acarretou fratura do crânio e hemorragia cerebral, causando-lhe sofrimento desnecessário, e por razões da condição de sexo feminino (feminicídio).

“Os jurados foram chamados à responsabilidade de encerrar esse ciclo de violência em que a vítima se encontrava, garantindo a punição do responsável, e, ao acolher integralmente o pedido do Ministério Público, indicaram que a sociedade não tem mais nenhuma tolerância com a violência contra as mulheres”, destacou a promotora de Justiça Maura Lelis Guimarães Goulart, que atuou em plenário.

O juiz determinou a imediata execução da pena do condenado, que respondeu preso a todo o processo, e fixou indenização mínima de 30 salários mínimos em favor dos familiares da vítima, a título de reparação pelos danos morais provocados pelo crime.

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