Polícia
MP faz buscas de próteses reprocessadas na Santa Casa de Caridade
O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), por meio da Promotoria de Justiça Especializada de Defesa do Consumidor de Porto Alegre e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), cumpriram, nesta quarta-feira, 26 de outubro, mandados de busca e apreensão em nove locais em investigação de crimes contra as relações de consumo e contra a saúde pública a partir do reprocessamento de próteses ortopédicas, prática expressamente proibida pelo fabricante dos materiais.
Além disso, agentes da Secretaria Estadual da Saúde (SES) fiscalizaram, com o acompanhamento de servidores do MPRS, 13 hospitais. A Operação Titanium ocorre em 11 municípios do Rio Grande do Sul: Alegrete, Alvorada, Cachoeirinha, Campo Bom, Canoas, Guaíba, Porto Alegre, Santa Maria, São Gabriel, São Jerônimo e Viamão.
O trabalho é conduzido pelo promotor de Justiça da Promotoria Especializada do Consumidor de Porto Alegre, Alcindo Luz Bastos da Silva Filho, fiscais da Vigilância Sanitária Estadual, servidores do Gaeco, com apoio da Força Tática do 2° Regimento de Polícia Montada da Brigada Militar de Santana do Livramento (2º RPMon).
Foram aprendidos na Operação Titanium telefones celulares e grande quantidade de materiais ortopédicos vencidos e reprocessados.
De acordo com o promotor Alcindo Bastos, agentes do Centro Estadual de Vigilância Sanitária em Saúde do Núcleo de Vigilância de Estabelecimentos de Saúde – Setor de Controle de Infecções relataram ter encontrado material vencido fornecido por uma empresa distribuidora de Porto Alegre a um hospital de Alegrete, com indícios de que a etiqueta ETO (esterilização por óxido de etileno) tenha sido colocada, propositalmente, sobre a indicação do prazo de validade.
Em uma caixa, havia rolo de etiquetas de esterilização prontas, provavelmente falsas, misturadas ao material ortopédico, no caso, prótese de quadril, fornecido pelas distribuidoras investigadas ao hospital de Alegrete. A suspeita é de que outros produtos possam estar sendo reprocessados, apesar da indicação do fabricante de que a prática é proibida.
As condutas podem ensejar a tipificação, no mínimo, em crimes contra as relações de consumo (artigo 7º da Lei 8.137/1990) e contra a saúde pública (artigo 273, §1º-B do Código Penal), em possível contexto de organização criminosa (artigo 1º, caput e § 1º, e 2º da Lei 12.850/2013), de forma que expõem o consumidor e a saúde pública a sérios riscos.
INVESTIGAÇÃO
Segundo a denúncia vinda do Hospital Santa Casa de Alegrete, em maio de 2022, um produto implantável – prótese ortopédica de quadril – além de já estar vencido, havia sido reprocessado, o que é proibido, segundo a rotulagem do fabricante. O produto é de uso único o seu reprocessamento é proibido.
A empresa responsável pelo reprocessamento da prótese só estaria autorizada a reprocessar materiais médicos de serviços de saúde ou processar de indústrias fabricantes de produtos para saúde, conforme determina a legislação brasileira, e não a realizar serviços de uma distribuidora, cuja atividade limita-se apenas a revender o produto adquirido do fabricante.
A empresa recebeu, em outra oportunidade, um auto de infração e foi alvo de processo administrativo sanitário por estar processando produtos sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Ainda, o promotor de Justiça salienta que, nos últimos três anos, a empresa já vem sendo denunciada por situações semelhantes.
No ano de 2021, outra empresa, também ligada ao comércio de equipamentos médicos, foi denunciada por estar realizando atividades de fabricação e distribuição de produtos para saúde, como avental cirúrgico descartável e kits para procedimentos cirúrgicos. A empresa tinha licença apenas para funcionar como distribuidora de produtos para saúde e não para realizar a fabricação, embalagem e distribuição destes produtos.
Diante das denúncias recebidas, o promotor de Justiça Alcindo Bastos destaca alguns pontos referentes ao processo de esterilização de produtos médicos e a diferenciação entre processamento e reprocessamento. “O processamento indica que o material foi submetido a esterilização, ou seja, a eliminação da carga microbiana – vírus, bactérias, fungos, protozoários etc. – uma única vez.
Essa situação ocorre com as indústrias fabricantes de produtos para saúde que precisam deixar seu produto estéril, ou seja, livre de microorganismos patogênicos, antes de ser utilizado em paciente.
Já o reprocessamento indica que o produto médico passou pelo processo de esterilização, duas ou mais vezes, após entrar em contato com o paciente. Essa situação ocorre com os serviços de saúde que precisam esterilizar seus produtos médicos, cada vez que forem utilizá-los
A normativa RDC/Anvisa 15/2012 regulamente, no âmbito federal, as boas práticas para o processamento de produtos para saúde, o funcionamento dos Centros de Material e Esterilização (CME) e das empresas processadoras de produtos para saúde, trazendo exigências que devem ser cumpridas como forma de garantir a segurança do paciente e dos profissionais envolvidos. Ainda, o CME e as empresas processadoras só podem processar produtos para saúde regularizados junto à Anvisa.
Fotos: Tiago Coutinho | MPRS
Polícia
BM realiza três prisões na segunda-feira em Alegrete
Prisões realizadas pela Brigada Militar em Alegrete
A Brigada Militar de Alegrete registrou três prisões relevantes nas últimas 24 horas, ocorridas no dia 2 de março de 2026, em diferentes pontos da cidade.
Cumprimento de mandado de prisão
Por volta das 19h10, no bairro Nova Brasília, os policiais localizaram e prenderam um homem de 45 anos contra o qual havia mandado de prisão preventiva expedido pela Vara Criminal da Comarca de Alegrete pelo crime de estupro. Após exames de rotina na UPA, o indivíduo foi encaminhado à Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) para registro e demais providências.
Captura de foragido
Às 18h30, na área central da cidade, a Brigada Militar prendeu um homem de 44 anos que havia violado as regras do monitoramento por tornozeleira eletrônica. Em consulta ao sistema, foi constatado que ele constava como foragido do sistema prisional. O detido também foi conduzido à UPA e posteriormente apresentado na DPPA.
Prisão por descumprimento de medida protetiva
Mais cedo, às 08h50, no bairro Nilo Soares Gonçalves, os policiais atenderam ao chamado de uma mulher de 25 anos que denunciou o ex-companheiro, de 63 anos, por descumprir medida protetiva de urgência.
O homem havia se mudado para uma residência próxima à vítima e passou a procurá-la e realizar ligações, contrariando a ordem judicial que estabelecia distância mínima de 200 metros. Ele foi preso em flagrante e apresentado na DPPA após exames médicos.
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Polícia
Motorista é preso por embriaguez ao volante após quase causar acidente em Alegrete
Na tarde da última sexta-feira (27), a Brigada Militar de Alegrete efetuou a prisão em flagrante de um homem de 45 anos na Avenida Assis Brasil. O condutor, que dirigia um veículo GM/Tracker, apresentava sinais visíveis de embriaguez e por pouco não provocou uma colisão na via.
Detalhes da Ocorrência
Segundo informações do registro policial, a situação foi contida inicialmente por populares, que impediram o motorista de abandonar o local até a chegada dos policiais. No interior do veículo, a guarnição encontrou:
* Garrafas de cerveja;
* Outras bebidas alcoólicas diversas.
Durante a abordagem, o homem demonstrou um comportamento exaltado e se recusou a realizar o teste do etilômetro (bafômetro).
Procedimentos Legais
Devido ao estado do condutor, ele foi encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para a realização de exames clínicos que comprovassem a alteração da capacidade psicomotora. Em seguida, foi apresentado na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA).
O delegado de plantão confirmou a prisão em flagrante, estipulando uma fiança no valor de R$ 4.863,00. O valor foi pago pelo autuado, que responderá ao processo em liberdade após a conclusão dos trâmites legais.
Polícia
Brigada Militar de Alegrete prende três homens em diferentes ocorrências nas últimas 24 horas
A Brigada Militar de Alegrete registrou três prisões relevantes entre a manhã e a noite de quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026. Os casos envolvem ameaça contra mulher com medida protetiva, captura de foragido e lesão corporal decorrente de disparo de arma de fogo.
Prisão por ameaça e descumprimento de medida protetiva
Por volta das 8h40, uma guarnição foi acionada por uma mulher de 36 anos que denunciou o ex-companheiro, de 38 anos, por descumprir medida protetiva. O homem teria ido até a frente da residência armado com um facão, com intenção de matá-la. Ao perceber a chegada da viatura, tentou se esconder na casa da mãe, mas acabou preso. Após exames médicos, foi encaminhado à Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA), onde o delegado determinou a prisão em flagrante.
Prisão de foragido
Ainda pela manhã, às 6h45, policiais localizaram no bairro Airton Senna um homem de 49 anos que havia rompido a tornozeleira eletrônica e estava foragido do sistema prisional de Uruguaiana. Após confirmação da situação junto à Polícia Penal, o indivíduo foi conduzido para exames e posteriormente apresentado na DPPA.
Prisão por lesão corporal
À noite, por volta das 22h, a Brigada Militar foi chamada à localidade de Lajeadinho, na BR-290, para atender ocorrência de disparo de arma de fogo. No local, encontraram um homem de 39 anos ferido na perna direita. Ele foi socorrido pelo SAMU e levado ao Hospital Santa Casa de Caridade, sem risco de vida.
A investigação revelou que a vítima havia se envolvido em episódio de violência doméstica na noite anterior contra a ex-companheira. Na nova visita à residência dela, teria se comportado de forma agressiva.
A mulher, temendo pela própria segurança, relatou que um amigo presente efetuou os disparos. O suspeito, de 56 anos, foi localizado em sua casa e preso. O caso resultou em registros por lesão corporal e perseguição.
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