Contato

Saúde

Fiocruz vai produzir medicamentos com tecnologia inovadora; descubra


source
Fiocruz vai produzir medicamentos com tecnologia inovadora; descubra
Pixabay/Creative Commons

Fiocruz vai produzir medicamentos com tecnologia inovadora; descubra

A Fiocruz, por meio do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos), fechou um acordo com a farmacêutica francesa Servier para o desenvolvimento de novos medicamentos voltados para o tratamento de doenças crônicas a partir de uma plataforma inovadora. A tecnologia permite que várias substâncias sejam armazenadas em uma única cápsula, que libera o princípio ativo no organismo de forma prolongada. Isso proporciona eficácia, segurança e maior aderência e comodidade aos pacientes.

“Com essa nova tecnologia, podemos combinar mais de um princípio ativo na mesma forma farmacêutica. No caso da Aids, por exemplo, poderíamos pensar em desenvolver um medicamento único, para, além de aumentar a tolerabilidade, reduzir o número de cápsulas que hoje esses pacientes devem ingerir”, explica Jorge Mendonça, diretor de Farmanguinhos.

A parceria, oficializada na última quinta-feira, prevê, inicialmente, o desenvolvimento de medicamentos para o tratamento de doenças cardiovasculares, como angina, isquemia e hipertensão. Numa segunda fase, já com a expertise adquirida, a nova plataforma poderá ser utilizada para o desenvolvimento de novas opções de tratamento para doenças como malária, tuberculose e Aids.

“A nova forma farmacêutica vai nos permitir enfrentar o enorme desafio da baixa adesão ao tratamento de doenças crônicas, como as cardiovasculares, que têm altas taxas de mortalidade e grande impacto para o SUS e para a sociedade, e também as negligenciadas, como a malária e tuberculose, com a liberação mais controlada dos princípios ativos no organismo do paciente, auxiliando na tolerabilidade aos medicamentos, uma vez que, hoje, a principal queixa relativa ao uso dos medicamentos atuais são as reações indesejadas à fórmula”, diz o vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, Marco Krieger.

Leia Também

Para o futuro, a expectativa é que seja feita uma parceria entre a Servier e Biomanguinhos para o desenvolvimento de inovações no campo da oncologia.

“Com o câncer se tornando a segunda maior causa de morte no mundo, a Servier fez da oncologia uma de suas prioridades, com mais de 50% de seu investimento em pesquisa nesta área. O grupo concentra seus esforços em câncer, naqueles difíceis de tratar, para grupos específicos de populações, como câncer do sistema digestivo, hematológicos e pediátricos”, conta Matthieu Fitoussi, diretor geral da Servier do Brasil.

“Temos grande convicção de que a parceria com Bio-Manguinhos/Fiocruz na Oncologia será muito importante para o avanço de pesquisas que beneficiarão os pacientes no Brasil”, finaliza.

Entre no  canal do Último Segundo no Telegram e veja as principais notícias do dia no Brasil e no Mundo.


Fonte: IG SAÚDE

Publicidade
Comentários

Saúde

Governador entrega veículo para Coordenadoria da Saúde

Na sexta-feira, 14 de fevereiro, o governador Eduardo Leite entregou 50 veículos novos à Secretaria da Saúde (SES) em Porto Alegre

Os veículos, sendo 25 sedans e 25 caminhonetes 4×4, custaram cerca de R$ 8,1 milhões, com recursos do Estado e do governo federal. Destinados às 18 coordenadorias regionais da SES e ao nível central, os carros visam melhorar a prestação de serviços de saúde.

 

A cerimônia contou com autoridades, como o próprio Governador Eduardo Leite, o deputado Frederico Antunes e a Secretária da Saúde, Arita Bergmann.

Entre os beneficiados estava a 10ª Coordenadoria de Saúde, representada por Haracelli Fontoura.

 

 

Continue lendo

Saúde

Aumento da depressão em idosos preocupa no Brasil

Dados do IBGE revelam que 13,2% dos idosos entre 60 e 64 anos sofrem de depressão, superando a média nacional. Solidão e perdas agravam depressão entre idosos

A incidência de depressão entre idosos no Brasil tem apresentado um aumento preocupante, com 13,2% das pessoas entre 60 e 64 anos diagnosticadas com a condição, superando a média nacional de 10,2% para indivíduos acima dos 18 anos, conforme dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Este aumento é ainda mais acentuado entre aqueles com 75 anos ou mais, registrando um crescimento de 48% entre 2013 e 2019. A história de Ciro Martins, 71 anos, reflete essa realidade. Após perder sua esposa em 2023, Ciro enfrentou uma profunda solidão que o levou à depressão.

A intervenção de um ex-colega de trabalho o encorajou a buscar ajuda profissional, resultando em um diagnóstico de depressão e um tratamento eficaz que revitalizou seu interesse pelas atividades diárias e pela socialização.

Especialistas apontam que a depressão em idosos é causada por uma combinação de fatores biológicos, como alterações nos níveis de neurotransmissores e o uso de medicamentos que podem agravar os sintomas, e sociais, principalmente o isolamento social e a solidão.

Alfredo Cataldo Neto, professor da Escola de Medicina da Pucrs, destaca a importância de uma abordagem diferenciada no tratamento da depressão em idosos, observando que os sintomas muitas vezes se manifestam de maneira distinta, com queixas físicas frequentemente substituindo expressões diretas de sofrimento emocional.

A solidão, agravada pela perda de cônjuges e mudanças familiares, é um dos principais desafios enfrentados pelos idosos. A taxa de suicídio entre essa faixa etária tem crescido no Brasil, evidenciando a gravidade da situação.

No Rio Grande do Sul, a expectativa de que 40% da população terá mais de 60 anos até 2070 ressalta a urgência de implementar políticas públicas voltadas para a saúde mental dos idosos.

Com informações do JC

 

Continue lendo

Saúde

O perigo que vem da China. Infectologistas recomendam precaução contra Metapneumovírus

 Sem vacina para HMPV, medidas como uso de máscaras e higiene são essenciais, dizem especialistas

Um surto de Metapneumovírus Humano (HMPV) foi identificado na China, levantando preocupações devido ao aumento de casos em algumas regiões do país.

Este vírus, responsável por sintomas como febre, tosse e congestão nasal, foi reportado nesta 3ª feira (08 de jan. de 2025). Apesar das preocupações, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e especialistas em infectologia descartam a possibilidade de uma nova pandemia no momento.

A OMS comunicou que mantém contato constante com as autoridades chinesas, que têm tranquilizado tanto a população quanto a comunidade internacional.

As informações indicam que a intensidade e a escala da doença são inferiores às de anos anteriores. O governo de Pequim adotou um novo protocolo de monitoramento para gerenciar a situação.

Segundo a infectologista Emy Gouveia, do Hospital Israelita Albert Einstein, a circulação do HMPV é comum, especialmente durante o inverno no hemisfério norte. Ela destacou a ausência de vacinas contra o HMPV e recomendou medidas preventivas como distanciamento social, uso de máscaras e higiene das mãos.

“Não existe um antiviral específico, e o tratamento para o paciente em casa consiste em medicamentos sintomáticos, repouso e hidratação,” afirmou Gouveia.

O HMPV foi identificado pela primeira vez em 2001 na Holanda, embora já circulasse antes dessa data. No Brasil, o vírus foi detectado em crianças menores de três anos em Sergipe, em 2004.

Gouveia observou que as mutações do HMPV são mais estáveis e raras em comparação com a Covid-19, o que facilita a gestão da doença.

A transmissão do HMPV ocorre por vias aéreas e contato com secreções contaminadas. O período de incubação varia de cinco a nove dias. Estudos indicam que a maioria das crianças até cinco anos já teve contato com o vírus.

Gouveia também alertou sobre o risco do HMPV em agravar doenças pulmonares pré-existentes, especialmente em crianças, devido à inflamação prolongada e hiperprodução de secreção.

 

Continue lendo

Facebook

Previsão do tempo

 

 

Popular