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Segunda etapa do mutirão rural acontece no Médio Norte


Começa nesta sexta-feira (04.03) mais uma etapa do Mutirão Rural, ação desenvolvida pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT) e parceiros. A caravana passará pelos municípios de Nova Ubiratã, Cláudia, Feliz Natal e Lucas do Rio Verde, encerrando em Nova Mutum, no dia 12 de março.

No Mutirão são ofertados mais de 30 serviços de ação social aos moradores de comunidades rurais do estado. Dentre os serviços ofertados estão atendimento médico e odontológico, consulta oftalmológica, produção de óculos de grau, corte de cabelo, atendimento jurídico, educação financeira, educação no trânsito, emissão e plastificação de documentos etc.

Eles são gratuitos à população graças aos recursos do produtor rural. Para o superintendente do Senar-MT, Francisco Olavo Pugliesi de Castro, mais conhecido como Chico da Pauliceia, o Mutirão Rural é uma das formas de retribuição à contribuição do produtor. “Levamos cidadania por meio do mutirão há mais de 25 anos, utilizando o recurso do produtor para benefício das comunidades rurais mato-grossenses”, destaca.

Os municípios contemplados nesta segunda etapa são atendidos pela Regional de Sorriso, do Senar-MT. Ela é uma das dez regionais do estado e visa organizar a demanda e ser um elo entre a instituição e os Sindicatos Rurais.

Para Maiara Bogo, supervisora da Regional e responsável por dar suporte aos municípios e conhecer as necessidades de cada região, ações como o Mutirão Rural trazem cidadania aos produtores e trabalhadores rurais locais. “O Mutirão Rural agrega muito valor para população do meio rural, que na maioria dos casos tem dificuldade em estar se deslocando para zona urbana por questão de logística ou outra particularidade e não conseguem realizar regularização de documentos ou ter acesso algum atendimento básico necessário”, afirma.

Ainda segundo Maiara, a expectativa é grande. “As comunidades estão bem ansiosas para chegada desse dia porque além de serviços voltados a saúde e documentação ainda teremos atividades recreativas. A maior recompensa é ver aquela comunidade satisfeita e com acesso a todos os serviços”.

Programação

Sexta-feira, 04.03 – Nova Ubiratã

Distrito de Novo Mato Grosso – Escola Municipal Getúlio Vargas;

Segunda-feira, 07.03 – Cláudia

Assentamento 12 de Outubro – Escola Municipal Florestan Fernandes;

Quarta-feira, 09.03 – Feliz Natal

Assentamento ENA – Escola Malvina Evaristo Pescinelli;

Sexta-feira, 11.03 – Lucas do Rio Verde

Groslândia – Escola Fredolino Vieira Barros;

Sábado, 12.03 – Nova Mutum

Santa Rita do Trivelato – Escola Municipal Três de Novembro.

A programação está sujeita a alteração de acordo com os decretos municipais vigentes nas datas de realização dos cursos, por conta da quantidade de casos de gripe ou covid-19.

Regionais – A Regional de Sorriso abrange os Sindicatos Rurais de: Cláudia, Ipiranga do Norte, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Nova Ubiratã, Sinop, Sorriso, Tabaporã, Tapurah, União do Sul e Vera. Além dessas cidades, os Sindicatos estendem o atendimento para os municípios de Feliz Natal, Itanhangá, Santa Carmem e Santa Rita do Trivelato.

De acordo com o superintendente do Senar-MT, Chico da Pauliceia, as Regionais são primordiais para o acompanhamento das localidades. “As Regionais são um braço do Senar-MT que nos ajudam a acompanhar cada parte desse nosso estado grandioso e cheio de particularidades”, afirma.

Fonte: CNA Brasil

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Sisb. Entre falsas promessas e atrasos, apenas duas agroindústrias são reabilitadas

Alegrete paga pela negligência oficial

A narrativa oficial divulgada pela Prefeitura de Alegrete tenta vender como “conquista” aquilo que, na realidade, é apenas a correção de uma falha grave de gestão.

Desde novembro de 2025, nove agroindústrias do município foram desabilitadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) justamente porque o Executivo municipal não cumpriu os trâmites legais exigidos para manter a certificação do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI).

Durante estes meses, produtores locais ficaram à mercê de informações desencontradas e até falsas, enquanto a economia rural sofria com a paralisação de atividades que dependem diretamente do selo de inspeção para comercializar em escala nacional.

O prejuízo não foi apenas financeiro: a credibilidade do setor agroindustrial de Alegrete foi colocada em xeque, afetando trabalhadores, consumidores e a imagem do município.

Somente agora, após a Prefeitura finalmente se enquadrar nas normas legais, o MAPA autorizou a reabilitação de duas agroindústrias — o Matadouro São Jorge e a Agroindústria Super Ícaro. É importante destacar que essa decisão não representa uma vitória política, mas sim um reparo tardio a um problema criado pela própria administração municipal.

O discurso triunfalista da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, ao anunciar a retomada da certificação, ignora o fato de que a desabilitação inicial foi consequência direta da negligência administrativa.

O que se apresenta como “nova fase” deveria ser encarado como um alerta: sem responsabilidade e transparência, o setor produtivo continuará vulnerável a decisões equivocadas e à falta de rigor no cumprimento das exigências legais.

Em resumo, a reabilitação de apenas duas agroindústrias não apaga os meses de prejuízo e insegurança enfrentados pelo setor. Alegrete precisa menos de discursos comemorativos e mais de gestão eficiente, capaz de garantir estabilidade e confiança para quem produz e para quem consome.

 

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Produtores de Alegrete enfrentam prejuízos crescentes com ataques de javalis

A presença descontrolada de javalis tem se tornado uma ameaça constante à produção agropecuária em Alegrete, na região da Campanha Gaúcha. Além de devastarem lavouras, os animais silvestres agora avançam sobre criações de ovelhas e outros animais de pequeno porte, gerando prejuízos incalculáveis aos produtores locais.

João Pacheco, produtor com propriedades nas localidades de Pai Passo e Rincão de São Miguel, relata que os ataques são frequentes e devastadores. “Deixei de criar cordeiros no Pai Passo porque não ficava nenhum vivo. É lamentável e acarreta prejuízos a quem produz e trabalha”, afirma. Segundo ele, nem mesmo os pequenos produtores são poupados, e as perdas nas lavouras são difíceis de mensurar.

Apesar de possuir licença do Exército e do Ibama para realizar a caça controlada dos javalis, Pacheco denuncia a burocracia e os altos custos envolvidos na aquisição de armas e munições. Enquanto isso, os animais continuam se proliferando e atacando rebanhos e plantações. “Eles comem cordeiros, terneiros, destroem lavouras e ninguém faz nada para conter essa procriação”, lamenta.

Uma das estratégias adotadas por produtores da região tem sido a instalação de gaiolas para captura dos javalis. No entanto, a eficácia das armadilhas é limitada. “Às vezes demora meses para que algum seja atraído e preso”, explica Pacheco.

Além dos prejuízos econômicos, há também impactos ambientais. Os javalis têm atacado ninhos de aves que se reproduzem no chão, como o quero-quero e corujas, colocando em risco a biodiversidade local. “Isso poderá acarretar inclusive a extinção de aves e pequenos animais silvestres”, alerta o produtor.

Pacheco também critica a falta de compreensão por parte da sociedade sobre o trabalho dos agricultores. “Muitos acham que destruímos, mas estamos preservando cada vez mais. Seguimos as leis e precisamos das terras”, defende.

A situação em Alegrete evidencia a urgência de políticas públicas mais eficazes para o controle da população de javalis e o apoio aos produtores que enfrentam essa ameaça diariamente.

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O sábado de calor atrai grande público no primeiro dia da Expointer

O termômetro já batia os 35 graus em torno das 15h deste sábado (30/8), na área central do Parque Estadual de Exposições Assis Brasil.

No local, havia movimento frenético do público que se dividia entre uma grande variedade de atrações da Expointer, como artesanato, programação de shows, degustação, maquinário agrícola, Freio de Ouro, exposições e julgamento de animais, banho de leite, Pavilhão da Agricultura Familar, gastronomia, Pavilhão dos Pequenos Animais, parque de diversões, palestras e oficinas.

Natural de Esteio, Juliano Fetter, proprietário de academia, veio com a família – cunhado, irmão, esposa, avó e a pequena Luísa, agarrada no colo do pai. “Ela veio logo pra ver os animais. Era uma coisa que a gente fazia muito quando eu era criança, com a minha família. E agora eu aproveitei esse final de semana”, afirmou Juliano. “Num lugar onde a gente se criou quando era mais novo. Vínhamos todos os anos pra cá. É bom poder lembrar um pouco também disso”, contou.
Prestigiando a produção e a pujança do RS na feira

Um pouco mais adiante, no Pavilhão Internacional, a Feira de Azeites mostrava produtores de diferentes regiões do Estado.

O casal Paulo Corrêa Rodrigues, contador, e Iris Amaral Rodrigues, aposentada, foi atraído, em especial, pelo azeite de noz-pecã. “Na verdade, eu sou natural de Cachoeira do Sul e por lá se fala muito em noz-pecã”, contou Paulo. “Na feira, eu gosto de ver os animais bonitos”, disse Iris.

“Em primeiro lugar, minha origem vem no campo. Em segundo, isso aqui é uma demonstração da produção e da pujança do Brasil e, principalmente, do nosso Estado, né? Acho que toda pessoa que sai do campo tem esse sonho de que, mesmo se não tiver alguma coisa, que possa olhar e conhecer. Tem que prestigiar isso”, finalizou Paulo.

Expointer 2025

A 48ª Expointer segue até 7 de setembro no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio, reunindo mais de 800 eventos e atrações ligadas ao agronegócio. A previsão do tempo para domingo (31/8) é de um dia parcialmente nublado, com temperaturas próximas dos 30 graus.

Texto: Rodrigo Martins/Ascom Espointer
Edição: Camila Cargnelutti/Ascom Expointer

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