Saúde
Rio: Fim do uso obrigatório de máscara dependerá do governo estadual
Na próxima segunda-feira, o Comitê Científico de Enfrentamento à Covid-19 (CEEC), grupo de especialistas que assessora a prefeitura do Rio, discutirá o fim da obrigatoriedade do uso de máscaras no município, onde ele já é facultativo em locais abertos. Entretanto, mesmo com a eventual aprovação da mudança pelos cientistas, os cariocas podem ainda ter de manter o protocolo por algum tempo. Isso porque, pela legislação estadual, o município precisa do aval do governo do Rio, por meio de resolução da Secretaria de Estado de Saúde (SES), para dispensar as máscaras.
Por nota, a SES diz apenas que “estuda uma maior flexibilização do uso de máscara” e que “essa flexibilização precisa atender a todos os municípios do estado, que vivem momentos diferentes quanto ao cenário epidemiológico”. De acordo com o mapa de risco da Covid-19 do governo estadual, todos os municípios do Rio de Janeiro estão com bandeira amarela (risco baixo), exceto cidades da região Noroeste, que estão com bandeira vermelha (risco alto).
O secretário de Saúde da capital, Daniel Soranz, diz que conversou com a SES sobre o tema, para que a mudança de protocolo seja implementada de maneira coordenada. Ao “RJ2”, da TV Globo, Alexandre Chieppe, secretário de Saúde do estado, afirmou que a tendência é acatar a decisão de cada município sobre o assunto.
Pela lei estadual nº 9443, que foi sancionada em outubro passado e alterou as regras do uso de proteção facial no Rio de Janeiro, a obrigatoriedade das máscaras “será gradativamente flexibilizada nos locais estipulados por meio de Resolução da Secretaria de Estado de Saúde”, observando alguns parâmetros — entre eles, o tipo de ambiente (aberto ou fechado).
Uma resolução publicada pela SES no dia seguinte estabeleceu critérios para a dispensa da máscara em locais abertos, mas não previu flexibilização para ambientes fechados. Nos termos da lei, portanto, a pasta terá de editar uma nova resolução para derrubar a necessidade de proteção facial em ambientes fechados.
A SES não respondeu se ouvirá seu comitê científico sobre o tema. Até a tarde desta quarta-feira, os membros da junta, que não se reúnem há cerca de três semanas, ainda não tinham sido procurados pela secretaria para um novo encontro. Já a reunião do comitê científico municipal, que acontecerá no dia 7, foi antecipada a pedido do prefeito Eduardo Paes, tendo sido originalmente marcada para o dia 14.
Cientistas de ambos os conselhos concordam que o cenário epidemiológico da cidade do Rio, com indicadores em queda, dá margem para uma reavaliação sobre o uso das máscaras. Eles também acreditam, contudo, que é prudente aguardar mais algumas semanas para definir a mudança de protocolo.
Na visão do médico epidemiologista e nutrólogo Danilo Klein, membro do comitê científico estadual, a dispensa do uso do item em ambientes fechados no município poderia acontecer daqui a 15 ou 20 dias — o prazo é para garantir que a redução dos índices ocorrerá de maneira sustentada.
“Existe um movimento internacional de retirada do uso de máscaras. O grande ponto positivo disso é termos a máscara como uma aliada na hipótese de um novo aumento de casos. Acho que a população está mais educada, já tem mais etiqueta. Então não vejo essa possibilidade (de flexibilização) com um olhar totalmente avesso. Sabemos que as pessoas estão saturadas, e temos uma população com cobertura vacinal expressiva. Por isso, a meu ver, não seria nenhum absurdo essa ideia de liberação”, pontua.
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Para ele, uma maneira de garantir que a nova flexibilização levará em conta particularidades locais é condicioná-la à bandeira de cada município. O critério foi adotado pela própria SES, por exemplo, para a liberação gradativa do uso de máscaras em locais abertos: estão dispensadas da obrigatoriedade as cidades que, além de terem no mínimo 65% da população com as duas doses da vacina, forem classificadas com bandeira verde (risco muito baixo), amarela (risco baixo) ou laranja (risco moderado).
“O município do Rio é grande e tem a possibilidade de contar com um comitê próprio. As outras cidades dependem mais da normativa estadual. Muito provavelmente o indicador que servirá como critério para o estado será a bandeira do mapa de risco”, acrescenta.
Outro membro do comitê estadual, o epidemiologista Guilherme Werneck também defende que a dispensa das máscaras em locais fechados seja avaliada definitivamente daqui a cerca de duas semanas.
“Precisamos saber se esse tempo de carnaval que acabou de passar causou algum aumento nas infecções”, afirma. “Também me preocupo com a liberação de todos os locais ao mesmo tempo, inclusive os ambientes fechados que contam com potencial de aglomeração, como transporte público, hospitais, elevadores e por aí vai. Eu não tomaria essa decisão agora, não. E acho que a liberação poderia acontecer de maneira gradativa, com a obrigatoriedade mantida em alguns locais”.
Integrante do comitê científico municipal, o infectologista Alberto Chebabo diz que a junta de especialistas só se posicionará sobre o tema depois de apreciar os dados que a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) apresentará na reunião de segunda-feira. Ele acredita, contudo, que o Rio está “bem próximo” de flexibilizar a necessidade de uso de máscara em locais fechados:
“Só acho que ainda é preciso esperar para ver o que vai acontecer em relação a esses dias de carnaval, pelo menos umas duas semanas. Mas é pouco provável que o carnaval tenha um impacto sobre os indicadores, pois o número de pessoas suscetíveis é baixo e temos um bom percentual de cobertura vacinal. Pode ser que o comitê libere de imediato, pode ser que libere depois de uma, duas semanas, por exemplo. Estamos bem próximos dessa liberação”.
Também membro do comitê, o médico sanitarista e pediatra Daniel Becker reforça que o parecer do grupo se pautará na análise dos números atualizados da pandemia no Rio. Ele menciona a queda nos indicadores observada nas últimas semanas e destaca a adesão da vacina entre os cariocas.
“Tudo indica que a curva está de fato abaixando. Tudo indica, de acordo com as perspectivas epidemiológicas, que, após a onda da Ômicron, temos um período relativamente longo de paz. E, nessas condições, a gente poderia reduzir ou abolir o uso de máscaras em locais fechados, se for esse o caso, inclusive nas escolas”, pontua. “A cidade do Rio está empatada com os melhores países em termos de vacinação, e isso tudo tem uma base epidemiológica muito consistente. O problema é o risco de os não vacinados estarem desenvolvendo uma nova variante, mas isso no Rio é improvável”.
Saúde
UPA terá atendimento restrito devido a manutenção técnica
A Santa Casa de Alegrete divulgou nesta terça-feira (24) um aviso importante à população sobre o funcionamento da Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24h) nesta quarta-feira, dia 25 de fevereiro.
Entre 10h e 16h, o atendimento será restrito exclusivamente a casos de urgência e emergência. A medida ocorre devido a uma manutenção técnica que provocará a interrupção temporária dos serviços de internet e telefonia, deixando os sistemas da unidade indisponíveis.
De acordo com a instituição, situações que não representem risco imediato à saúde devem ser direcionadas para outros horários. A Santa Casa reforça o pedido de compreensão da comunidade e destaca que a restrição é necessária para garantir a segurança e a continuidade dos serviços médicos essenciais.
O comunicado ainda solicita que a informação seja amplamente compartilhada para que todos estejam cientes da alteração no atendimento.
Saúde
Passo a passo para acessar exames do Novembro Azul pelo SUS
Entenda o objetivo: O Novembro Azul incentiva o cuidado da saúde do homem. Pelo SUS, o caminho padrão é via Unidade Básica de Saúde (UBS), com avaliação e, se indicado, solicitação de exames como PSA e toque retal por profissional de saúde.
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Documentos necessários
– Identificação: RG e CPF.
– Comprovante: Endereço atualizado (para vincular à UBS mais próxima).
– Cartão SUS: Se não tiver, a UBS emite na hora ou orienta onde fazer o cadastro.
– Contato: Telefone para avisos de agendamento e resultado.
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Passo a passo na UBS
1. Vincule-se à UBS do seu bairro: Vá pessoalmente ao acolhimento/recepção com seus documentos. Eles conferem cadastro e elegibilidade.
2. Acolhimento e triagem: Enfermeiro ou técnico faz perguntas sobre sintomas, histórico familiar, idade e fatores de risco.
3. Consulta clínica: Médico ou enfermeiro avalia necessidade de exames. Nem todo homem precisa PSA de rotina; a decisão é individual conforme idade, sintomas e risco.
4. Solicitação de exames: Se indicado, você recebe a guia para PSA (sangue) e, quando necessário, é agendado o exame de toque retal.
5. Coleta de sangue: Realize no laboratório municipal ou posto indicado pela UBS, em geral em jejum conforme orientação local.
6. Retirada dos resultados: Volte à UBS na data informada; o profissional interpreta o resultado e define próximos passos.
7. Acompanhamento: Dependendo do resultado, pode haver repetição do exame, encaminhamento ao urologista ou orientações de estilo de vida.
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Exames e ações mais comuns no Novembro Azul pelo SUS
– PSA (sanguíneo): Indicada a solicitação conforme avaliação clínica e fatores de risco.
– Toque retal: Útil para avaliar a próstata, feito quando houver indicação clínica.
– Orientações de saúde: Controle de peso, atividade física, cessação de tabagismo e manejo de sintomas urinários.
– Encaminhamento especializado: Quando necessário, a UBS encaminha ao urologista via regulação.
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Onde fazer em Alegrete e região
– Rede SUS local: Alegrete integra a 10ª Coordenadoria Regional de Saúde do RS, que articula os serviços municipais. Procure sua UBS de referência para os fluxos de exames e agendamentos na rede pública.
– Campanhas locais: Em Alegrete, ações do Novembro Azul frequentemente oferecem mutirões e parcerias para PSA gratuito. Por exemplo, em 2024 houve parceria da Liga de Combate ao Câncer com laboratórios da cidade para exames sem custo durante a campanha. Em 2025, confirme na sua UBS ou canais oficiais da prefeitura se há ações similares neste mês.
Dicas práticas para agilizar
– Vá cedo à UBS: Agendamentos de coleta costumam abrir no início da manhã.
– Atualize seu cadastro: Mudança de endereço/telefone pode travar agendamentos.
– Pergunte sobre mutirões: Em novembro, muitas UBS ampliam horários ou fazem dias temáticos.
– Acompanhe resultados: Não espere ser chamado; se deram prazo, retorne na data.
Saúde
Hemocentro de Alegrete amplia horário em meio a crise nos estoques de sangue
📰 O Hemocentro de Alegrete anunciou nesta segunda-feira (10/11) a abertura de um terceiro turno de atendimento, das 18h às 21h, com o objetivo de facilitar a participação de doadores que não conseguem comparecer no período habitual, entre 7h e 13h.
A decisão foi tomada diante de um cenário crítico: segundo a coordenadora Fernanda Soares, os estoques de sangue estão no limite mínimo, sem capacidade para atender três pacientes graves internados na Santa Casa.
🚨 Tipos sanguíneos em maior risco
A maior urgência recai sobre os tipos O negativo (O-) e A negativo (A-), considerados raros e de alta versatilidade nas transfusões.
📉 Desafios locais
Fernanda Soares destacou que o problema não se resume à baixa adesão, mas à ausência de doadores de repetição — aqueles que mantêm o hábito de doar duas ou três vezes por ano. “Precisamos de regularidade para garantir que os estoques não cheguem a níveis tão críticos”, alertou.
💉 Impacto social da doação
Cada bolsa de sangue coletada pode beneficiar até quatro pacientes. Além disso, os doadores recebem uma bateria de exames, funcionando como um checkup básico de saúde.
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