Agro Notícia
Famato apoia campanha de boas práticas para uso de produtos veterinários em MT
Para compartilhar informação e auxiliar o produtor rural sobre a importância da saúde animal e as boas práticas agropecuárias, a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) é uma das entidades parceira da “Campanha de Boas Práticas Para Uso de Produtos Veterinários em Mato Grosso”, de autoria do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa). A campanha terá início nesta segunda-feira (21/02). Serão divulgados vídeos, podcasts e posts para as redes sociais.
A campanha é resultado da união de esforços do Indea-MT e das entidades parceiras como o Sistema Famato, Associação de Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV), Superintendência Federal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Mato Grosso (SFA/MT) e a Empaer em prol do crescimento da produção pecuária e garantia da sanidade e qualidade dos produtos. A iniciativa visa proteger a saúde animal, humana e o meio ambiente, conhecida como Saúde Única.
“Vamos compartilhar conhecimento para ajudar os produtores rurais a construírem boas práticas no uso de produtos veterinários. O objetivo da Famato é sempre colaborar com informações técnicas que vão potencializar a cadeia e gerar uma produção cada vez mais sustentável”, disse o analista de pecuária da Famato e médico veterinário, Marcos de Carvalho.
A campanha será conduzida por meio de ações educativas e entrega de material didático digital, que serão compartilhados de forma estratégica nas unidades do Indea-MT, sindicatos rurais, revendas de produtos veterinários, prefeituras, instituições de ensino, cursos do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-MT), entre outros.
Todo o material orientativo tem como referência o livro digital “Diálogos Para Boas Práticas no Uso de Produtos Veterinários na Produção Animal”, da Comissão de Educação Sanitária no Estado de São Paulo (CES/SP), coordenada pela Superintendência Federal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de São Paulo (SFA-SP).
Os materiais e as publicações são todos digitais, contendo infográficos ilustrativos, vídeos, áudios, mensagens de textos curtas e podcasts com as boas práticas que devem ser realizadas no campo, com foco no alimento seguro e mensagens simples e diretas, para permitir que diversos produtores tenham acesso ao conhecimento.
A coordenação da campanha pretende estabelecer um diálogo com o produtor rural, por meio de reuniões presenciais nos sindicatos rurais, nos atendimentos nos escritórios do Indea-MT, por meio dos médicos veterinários, nas revendas de produtos veterinários e trocas de informações com os produtores pelo WhatsApp.
Os podcast que estarão disponíveis na plataforma digital poderão ser explorados pelos veículos de comunicação, principalmente rádios. “A comunicação será uma grande aliada na disseminação do conteúdo. O assunto é de interesse da sociedade em geral. Estamos tratando de saúde e qualidade dos alimentos que chegam à mesa da população”, disse Heitor Medeiros, fiscal estadual de Defesa Agropecuária e Florestal do Indea-MT.
Todos os coordenadores da iniciativa, 14 gerentes regionais do Indea-MT e 28 monitores distribuídos por região do estado, estão preparados e qualificados para levar as boas práticas para o uso de produtos veterinários, além de esclarecer as dúvidas dos produtores rurais. Os instrutores do Senar-MT já possuem acesso à plataforma e a todo o material online.
Para que as informações das boas práticas cheguem de forma precisa e transparente é importante que todos os envolvidos abordem os mesmos temas. “Desta forma, os temas serão escolhidos semanalmente e todos vão falar do mesmo assunto, cada um na sua maneira, de acordo com seu público”, acrescentou Heitor Medeiros. Nesta semana, de 21 a 25, o tema abordado será Saúde Única.
Confira o vídeo Minuto Saúde Única no Campo:
Agro Notícia
Sisb. Entre falsas promessas e atrasos, apenas duas agroindústrias são reabilitadas
Alegrete paga pela negligência oficial
A narrativa oficial divulgada pela Prefeitura de Alegrete tenta vender como “conquista” aquilo que, na realidade, é apenas a correção de uma falha grave de gestão.
Desde novembro de 2025, nove agroindústrias do município foram desabilitadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) justamente porque o Executivo municipal não cumpriu os trâmites legais exigidos para manter a certificação do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI).
Durante estes meses, produtores locais ficaram à mercê de informações desencontradas e até falsas, enquanto a economia rural sofria com a paralisação de atividades que dependem diretamente do selo de inspeção para comercializar em escala nacional.
O prejuízo não foi apenas financeiro: a credibilidade do setor agroindustrial de Alegrete foi colocada em xeque, afetando trabalhadores, consumidores e a imagem do município.
Somente agora, após a Prefeitura finalmente se enquadrar nas normas legais, o MAPA autorizou a reabilitação de duas agroindústrias — o Matadouro São Jorge e a Agroindústria Super Ícaro. É importante destacar que essa decisão não representa uma vitória política, mas sim um reparo tardio a um problema criado pela própria administração municipal.
O discurso triunfalista da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, ao anunciar a retomada da certificação, ignora o fato de que a desabilitação inicial foi consequência direta da negligência administrativa.
O que se apresenta como “nova fase” deveria ser encarado como um alerta: sem responsabilidade e transparência, o setor produtivo continuará vulnerável a decisões equivocadas e à falta de rigor no cumprimento das exigências legais.
Em resumo, a reabilitação de apenas duas agroindústrias não apaga os meses de prejuízo e insegurança enfrentados pelo setor. Alegrete precisa menos de discursos comemorativos e mais de gestão eficiente, capaz de garantir estabilidade e confiança para quem produz e para quem consome.
Agro Notícia
Produtores de Alegrete enfrentam prejuízos crescentes com ataques de javalis
A presença descontrolada de javalis tem se tornado uma ameaça constante à produção agropecuária em Alegrete, na região da Campanha Gaúcha. Além de devastarem lavouras, os animais silvestres agora avançam sobre criações de ovelhas e outros animais de pequeno porte, gerando prejuízos incalculáveis aos produtores locais.
João Pacheco, produtor com propriedades nas localidades de Pai Passo e Rincão de São Miguel, relata que os ataques são frequentes e devastadores. “Deixei de criar cordeiros no Pai Passo porque não ficava nenhum vivo. É lamentável e acarreta prejuízos a quem produz e trabalha”, afirma. Segundo ele, nem mesmo os pequenos produtores são poupados, e as perdas nas lavouras são difíceis de mensurar.
Apesar de possuir licença do Exército e do Ibama para realizar a caça controlada dos javalis, Pacheco denuncia a burocracia e os altos custos envolvidos na aquisição de armas e munições. Enquanto isso, os animais continuam se proliferando e atacando rebanhos e plantações. “Eles comem cordeiros, terneiros, destroem lavouras e ninguém faz nada para conter essa procriação”, lamenta.
Uma das estratégias adotadas por produtores da região tem sido a instalação de gaiolas para captura dos javalis. No entanto, a eficácia das armadilhas é limitada. “Às vezes demora meses para que algum seja atraído e preso”, explica Pacheco.
Além dos prejuízos econômicos, há também impactos ambientais. Os javalis têm atacado ninhos de aves que se reproduzem no chão, como o quero-quero e corujas, colocando em risco a biodiversidade local. “Isso poderá acarretar inclusive a extinção de aves e pequenos animais silvestres”, alerta o produtor.
Pacheco também critica a falta de compreensão por parte da sociedade sobre o trabalho dos agricultores. “Muitos acham que destruímos, mas estamos preservando cada vez mais. Seguimos as leis e precisamos das terras”, defende.
A situação em Alegrete evidencia a urgência de políticas públicas mais eficazes para o controle da população de javalis e o apoio aos produtores que enfrentam essa ameaça diariamente.
Agro Notícia
O sábado de calor atrai grande público no primeiro dia da Expointer
O termômetro já batia os 35 graus em torno das 15h deste sábado (30/8), na área central do Parque Estadual de Exposições Assis Brasil.
No local, havia movimento frenético do público que se dividia entre uma grande variedade de atrações da Expointer, como artesanato, programação de shows, degustação, maquinário agrícola, Freio de Ouro, exposições e julgamento de animais, banho de leite, Pavilhão da Agricultura Familar, gastronomia, Pavilhão dos Pequenos Animais, parque de diversões, palestras e oficinas.
Natural de Esteio, Juliano Fetter, proprietário de academia, veio com a família – cunhado, irmão, esposa, avó e a pequena Luísa, agarrada no colo do pai. “Ela veio logo pra ver os animais. Era uma coisa que a gente fazia muito quando eu era criança, com a minha família. E agora eu aproveitei esse final de semana”, afirmou Juliano. “Num lugar onde a gente se criou quando era mais novo. Vínhamos todos os anos pra cá. É bom poder lembrar um pouco também disso”, contou.
Prestigiando a produção e a pujança do RS na feira
Um pouco mais adiante, no Pavilhão Internacional, a Feira de Azeites mostrava produtores de diferentes regiões do Estado.
O casal Paulo Corrêa Rodrigues, contador, e Iris Amaral Rodrigues, aposentada, foi atraído, em especial, pelo azeite de noz-pecã. “Na verdade, eu sou natural de Cachoeira do Sul e por lá se fala muito em noz-pecã”, contou Paulo. “Na feira, eu gosto de ver os animais bonitos”, disse Iris.
“Em primeiro lugar, minha origem vem no campo. Em segundo, isso aqui é uma demonstração da produção e da pujança do Brasil e, principalmente, do nosso Estado, né? Acho que toda pessoa que sai do campo tem esse sonho de que, mesmo se não tiver alguma coisa, que possa olhar e conhecer. Tem que prestigiar isso”, finalizou Paulo.
Expointer 2025
A 48ª Expointer segue até 7 de setembro no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio, reunindo mais de 800 eventos e atrações ligadas ao agronegócio. A previsão do tempo para domingo (31/8) é de um dia parcialmente nublado, com temperaturas próximas dos 30 graus.
Texto: Rodrigo Martins/Ascom Espointer
Edição: Camila Cargnelutti/Ascom Expointer
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