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Estudo diz que janeiro foi o mês mais letal para crianças por Covid-19


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Análise do grupo Info Tracker mostra que 71 crianças de 1 a 11 anos morreram por conta da infecção ao longo dos primeiros 31 dias do ano
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Análise do grupo Info Tracker mostra que 71 crianças de 1 a 11 anos morreram por conta da infecção ao longo dos primeiros 31 dias do ano

Um novo estudo do grupo Info Tracker mostra que janeiro foi o mês mais letal da pandemia de Covid-19 para crianças com mais de um ano. Ao longo dos primeiros 31 dias de 2022, 71 crianças de 1 a 11 anos perderam a vida por conta da infecção, o maior número de toda a pandemia para esse grupo.

No caso dos bebês — de 0 a 11 meses — a contagem foi de 52 mortes em todo país, número que fica atrás, apenas, de março e abril do ano passado, com 86 e 57 registros fatais respectivamente.

Ao todo, neste mês de janeiro, 123 crianças e bebês entre 0 e 11 anos morreram por Covid-19, um número inferior, somente, à maio de 2020, com 141 meninos e meninas vitimados pelo Coronavírus.

O estudo — que leva em conta a base do Ministério da Saúde que reúne todos os registros de casos de Síndromes Respiratórias, o Sivep — também estende a lupa sobre os óbitos suspeitos da infecção. Essas mortes foram causadas por alguma Síndrome Respiratória Aguda Grave — um dos desdobramentos da contaminação pelo Coronavírus. Neste critério, os números são ainda maiores, totalizando 231 mortes, 141% a mais que o mês anterior.

Considerando todo o levantamento realizado pelo Info tracker , 1.528 crianças nesta faixa etária de 0 a 11 anos morreram em decorrência da Covid-19 desde março de 2020.

“O que chama mais atenção é que considerando todas as faixas etárias, com idade de 1 a 11 anos, estamos no pico maior do que qualquer outro (momento da pandemia). Podemos observar três picos, maio de 2020, março de 2021, e agora. E neste momento estamos no maior”, diz Marilaine Colnago, especialista em matemática, na USP, e uma das coordenadoras do grupo.

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Marilaine conta que a base utilizada no estudo é atualizada semanalmente. Antes, porém, era possível consultar dados mais antigos, o que não está mais disponível na plataforma, segundo ela. A atual análise só pode ser realizada porque o grupo tinha base de dados anteriores para consultar.

Info Tracker é um sistema organizado por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e da Universidade de São Paulo (USP) para monitoramento da Covid-19.

Vacina para crianças

Atualmente, no Brasil, duas vacinas para Covid-19 estão disponíveis para as crianças . Os usos liberados são o da vacina da Pfizer, a partir dos 5 anos, e da CoronaVac a partir dos 6 anos. Os dois fármacos foram aprovados para os meninos e meninas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

De acordo com levantamento do consórcio dos veículos de imprensa, 32,5% das crianças de 5 a 11 anos já receberam a primeira dose de algum dos dois imunizantes.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Governador entrega veículo para Coordenadoria da Saúde

Na sexta-feira, 14 de fevereiro, o governador Eduardo Leite entregou 50 veículos novos à Secretaria da Saúde (SES) em Porto Alegre

Os veículos, sendo 25 sedans e 25 caminhonetes 4×4, custaram cerca de R$ 8,1 milhões, com recursos do Estado e do governo federal. Destinados às 18 coordenadorias regionais da SES e ao nível central, os carros visam melhorar a prestação de serviços de saúde.

 

A cerimônia contou com autoridades, como o próprio Governador Eduardo Leite, o deputado Frederico Antunes e a Secretária da Saúde, Arita Bergmann.

Entre os beneficiados estava a 10ª Coordenadoria de Saúde, representada por Haracelli Fontoura.

 

 

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Saúde

Aumento da depressão em idosos preocupa no Brasil

Dados do IBGE revelam que 13,2% dos idosos entre 60 e 64 anos sofrem de depressão, superando a média nacional. Solidão e perdas agravam depressão entre idosos

A incidência de depressão entre idosos no Brasil tem apresentado um aumento preocupante, com 13,2% das pessoas entre 60 e 64 anos diagnosticadas com a condição, superando a média nacional de 10,2% para indivíduos acima dos 18 anos, conforme dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Este aumento é ainda mais acentuado entre aqueles com 75 anos ou mais, registrando um crescimento de 48% entre 2013 e 2019. A história de Ciro Martins, 71 anos, reflete essa realidade. Após perder sua esposa em 2023, Ciro enfrentou uma profunda solidão que o levou à depressão.

A intervenção de um ex-colega de trabalho o encorajou a buscar ajuda profissional, resultando em um diagnóstico de depressão e um tratamento eficaz que revitalizou seu interesse pelas atividades diárias e pela socialização.

Especialistas apontam que a depressão em idosos é causada por uma combinação de fatores biológicos, como alterações nos níveis de neurotransmissores e o uso de medicamentos que podem agravar os sintomas, e sociais, principalmente o isolamento social e a solidão.

Alfredo Cataldo Neto, professor da Escola de Medicina da Pucrs, destaca a importância de uma abordagem diferenciada no tratamento da depressão em idosos, observando que os sintomas muitas vezes se manifestam de maneira distinta, com queixas físicas frequentemente substituindo expressões diretas de sofrimento emocional.

A solidão, agravada pela perda de cônjuges e mudanças familiares, é um dos principais desafios enfrentados pelos idosos. A taxa de suicídio entre essa faixa etária tem crescido no Brasil, evidenciando a gravidade da situação.

No Rio Grande do Sul, a expectativa de que 40% da população terá mais de 60 anos até 2070 ressalta a urgência de implementar políticas públicas voltadas para a saúde mental dos idosos.

Com informações do JC

 

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Saúde

O perigo que vem da China. Infectologistas recomendam precaução contra Metapneumovírus

 Sem vacina para HMPV, medidas como uso de máscaras e higiene são essenciais, dizem especialistas

Um surto de Metapneumovírus Humano (HMPV) foi identificado na China, levantando preocupações devido ao aumento de casos em algumas regiões do país.

Este vírus, responsável por sintomas como febre, tosse e congestão nasal, foi reportado nesta 3ª feira (08 de jan. de 2025). Apesar das preocupações, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e especialistas em infectologia descartam a possibilidade de uma nova pandemia no momento.

A OMS comunicou que mantém contato constante com as autoridades chinesas, que têm tranquilizado tanto a população quanto a comunidade internacional.

As informações indicam que a intensidade e a escala da doença são inferiores às de anos anteriores. O governo de Pequim adotou um novo protocolo de monitoramento para gerenciar a situação.

Segundo a infectologista Emy Gouveia, do Hospital Israelita Albert Einstein, a circulação do HMPV é comum, especialmente durante o inverno no hemisfério norte. Ela destacou a ausência de vacinas contra o HMPV e recomendou medidas preventivas como distanciamento social, uso de máscaras e higiene das mãos.

“Não existe um antiviral específico, e o tratamento para o paciente em casa consiste em medicamentos sintomáticos, repouso e hidratação,” afirmou Gouveia.

O HMPV foi identificado pela primeira vez em 2001 na Holanda, embora já circulasse antes dessa data. No Brasil, o vírus foi detectado em crianças menores de três anos em Sergipe, em 2004.

Gouveia observou que as mutações do HMPV são mais estáveis e raras em comparação com a Covid-19, o que facilita a gestão da doença.

A transmissão do HMPV ocorre por vias aéreas e contato com secreções contaminadas. O período de incubação varia de cinco a nove dias. Estudos indicam que a maioria das crianças até cinco anos já teve contato com o vírus.

Gouveia também alertou sobre o risco do HMPV em agravar doenças pulmonares pré-existentes, especialmente em crianças, devido à inflamação prolongada e hiperprodução de secreção.

 

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